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«esse capítulo terá escrita em 3a e 1a pessoa.»



» 3a

Olivia olhava atentamente para amiga após ter sua dúvida respondida. Tom era professor de Anna.

– Olivia! – Gabriela chamava a amiga que estava perdida em seus devaneios e se questionando se era algo do destino.

– Sim?

– Por que você ficou assim? Você conhece o professor Tom?

– Oh... Se for o mesmo que estou pensando, sim. É que outro dia ele foi na biblioteca. Achei engraçado, nunca o tinha visto por esses lados e quando o noto acabo descobrindo que ele é professor de Anna.

– Via! Você está de interesse no professor de literatura da minha noiva? – Gabriela a questiona em meio a um sorriso.

– Não. Não é isso... É que achei ele muito interessante... Um cara legal. – diz rapidamente tentando enganar a amiga e principalmente a si mesma.

– Sei... Mas até entendo você se interessar por ele. Um dos poucos homens que conheço que valem a pena até... – ela diz encarando a amiga tentando ler algo em seus olhos. – Ele seria uma boa aposta pra você superar seu trauma e voltar a ter um relacionamento.

– Ah! Mas lá vem você com essa história de novo? – questiona à amiga irritada.

– Via! Já faz tempo... - diz se aproximando da amiga. - Nem todo homem é igual ao Robert. Ele pode ter sido um tremendo filho da puta com você, mas nem todos são assim. Pode parecer ironia eu frisou – falando isso, mas é que você foge disso com todas as suas forças. E olha que eu ainda acredito que você nem me contou tudo desse seu relacionamento... – foi sincera.

– Agora não, ok? – suspirou - prefiro falar sobre o seu relacionamento – sorriu.

As duas amigas passaram o resto da noite conversando e fazendo planos para o possível casamento.

                            »»»«««

      Domingo para Thomas era um dia calmo. Lia, estudava, fazia suas anotações e preparava algo pendente. Estava em sua casa estudando quando recebera uma mensagem.

             »  Conversa On «

Anna
Professor Tom! Muito obrigada pela ajuda com o poema! Deu tudo certo! Eu fiz o pedido de casamento!! Estou tão feliz! Ahh
                                                       Eu
             Fico feliz por vocês, Anna. Casar? Hahaha. Parabéns! Felicidades as duas.

Anna
Obrigada! Se esse casamento sair, pode ter certeza que você será um dos padrinhos! 
                                                           Eu
                                      Será uma honra!
Anna
:D Obrigada mais uma vez!!

              » Conversa Off «


    Casamento? – Thomas suspirou e sorriu. É... Sorte. Enquanto folheava um livro qualquer, lembrou-se de seus relacionamentos passados. Kelly, com quem havia tido um relacionamento há algum tempo, era a mais provável de que fosse subir ao altar com ele.

– Olhando agora, fico feliz que não tenha dado certo. – indagou ao lembrar do término.
– Por Deus, pode levar o tempo que for, mas ninguém nunca vai conhecer o outro cem porcento. – Desabafou ao lembrar dos momentos que passou com ela.

Kelly havia decidido deixar tudo para trás e seguir a vida com um cantor. Inclusive Tom. Ele não sabia na época, mas ela o traíra por pelo menos metade do tempo do relacionamento deles, que durou cerca de dois anos. Quando descobriu, ficou devastado, e não fez nada. Não aceitou conversar com ela. Seu silêncio foi sua resposta e seu modo de lidar com o que havia passado.

Após reviver suas amargas lembranças, Thomas resolveu sair para fazer uma caminhada em uma praça próximo a sua casa, como já era domingo a tarde, provavelmente estaria com pouco movimento.

Pegou seus fones, saiu e começou a caminhar.
Cada vez mais ia apressando seus passos, quando finalmente começou a correr.
No embalo da música, animou-se e fechou os olhos por um momento sentindo a canção animar cada vez mais seu corpo, Bohemian Rhapsody era definitivamente uma música que animava, apesar da letra.
Estava indo bem quando sentiu esbarrar em alguém fazendo a pessoa ir ao chão.

– Ei! Mais cuidado, tem pessoas andando por aqui também. – ouviu a voz familiar soar irritada.

– Perdão... Eu... Olivia? – Tom percebera de quem se tratava.

– Ai. – Ela diz se levantando. – Oh. Tom! – ela sorri sem graça.

– Perdão mais uma vez. Não vi você aí. – ele diz ajudando ela a limpar seu braço.

– Tudo bem... Só... Mais cuidado da próxima vez. – ela esboça um meio sorriso vagando seu olhar do seu braço para Thomas.

– Como você está? – ele se ligara do possível duplo sentindo e tratou de se corrigir – Quer dizer... Apesar e além da queda... – ele diz passando a mão pelo cabelo.

– Estou bem. – Olivia diz olhando em volta de seu corpo a procura de algo ainda sujo – E você? Como anda a leitura? – ela fitava uma leve sujeira na parte de trás do seu jeans. – que bom que não escolhi o short branco – pensou.

– Eu vou bem. Ah, já estou finalizando a leitura, estou muito admirado inclusive. – ele olha para cima e logo após fita a sujeira no short da moça. – É.. Olivia, eu moro aqui perto, se você quiser pode ir na minha casa para se limpar. – convidou. – Poderíamos tomar um chá.

– Vamos, então. – concordou.

Ao chegar na casa de Thomas, Olivia percebeu que ele era um homem de bom gosto e elegante. De cara, na sala, havia muitos livros em uma estante de madeira. O local era aconchegante e passava uma paz. 3 paredes mais claras e uma cinza, fazia o local parecer mais aberto.

– O banheiro é naquela porta. – Thomas a tirou de seus devaneios.

– Tudo bem.

» Olivia

Termino de me limpar e saio do banheiro. No corredor havia algumas fotos, reconheci Tom ainda menino em uma delas fazendo uma careta com mais duas meninas.

– São minhas irmãs. – sinto a voz dele atrás de mim.

– Ahh sim... São lindas. – me viro para ele.

– Venha, já estou preparando um chá.

Ele aponta para o sofá oferecendo o lugar. Hum. Confortável. Deve ser bom dar um rápido cochilo aqui.

– Então, professor Tom – chamo sua atenção enquanto ele se encaminha da cozinha até a sala onde eu me encontrava. – quer dizer que nas horas vagas, além de ajudar alunas com poemas ainda fica por aí esbarrando nas pessoas? – falo lhe encarando com um meio sorriso.

– Poema? – ele pergunta desconfiado com um pequeno sorriso nascendo em seus lábios.

– Você é o professor da Anna Jackson, não? – lhe pergunto com medo de ter cometido uma gafe.

– Ah! Sim. – Ele diz sorrindo. – Você a conhece?

– Pois é, eu praticamente que juntei ela com uma amiga... – sorrio passando a mão em minha coxa – Você acredita que elas já estão querendo casar?

– Sim. – ele ri. – Anna me mandou uma mensagem agradecendo pela ajuda hoje. E ainda insinuou que eu seria um padrinho. – Sorriu e bebeu seu chá.

– Eu li o poema. Achei muito lindo. – digo rodando a borda da xícara com meu dedo. – Profundo esse amor delas, apesar de eu acreditar ser cedo para um casamento, mas apoio tudo, acredito que elas realmente se amam.

– Também. Quando Anna me pediu ajuda com os rascunhos, eu sabia que tinha alguém por trás, não acredito que aquelas palavras tão bonitas pudessem estar sendo escritas só por estarem. É realmente muito bonito o que elas sentem. – ele sorri olhando para sua xícara.

– Realmente admirável. Mas, e você, professor, enquanto a ajudava, pensava em alguém nas entrelinhas? – ouso perguntar.

Ele suspira e sorri.

– Não – ele mexe a cabeça e olha para baixo ainda com um pequeno sorriso no rosto – Não pensei em ninguém. – ele bebe um gole do chá – mas e você? – me encara.

Solto uma risada.

– Não, não tenho ninguém. – solto uma risada sem graça. – Tenho um pouco de trauma de relacionamentos, sabe... – digo. – Sofri no meu último... Enfim. – mudo de assunto – Adorei sua prateleira. Teria uma dessa em cada canto do meu apartamento, se pudesse. – digo apontando.

– Adoro colecionar... Sem querer ser invasivo, mas já sendo... Traumas?

– Sim. – demoro a responder – traumas. Sabe, acho que não fará mal me abrir com você. – suspiro – Antes de vir para Londres, eu estava em um relacionamento. O namoro já não ia bem, eu estava pensando em terminar... Quando contei a ele que já estava certa minha vinda para cá ele surtou. Não queria aceitar, me disse coisas horríveis e que eu só iria fracassar aqui, já que não teria apoio dos meus pais e de mais ninguém. – fitei uma fotografia que havia em uma mesa próximo ao sofá – E aí eu terminei. – faço uma pausa.
– No dia da minha vinda para cá, ele foi ao aeroporto, levou flores, chocolates e me implorou para que eu desistisse de vir. Obviamente eu disse não, então ele fez um show lá mesmo.
Me xingou dos piores nomes possíveis e me disse coisas horríveis. – finalizei.

– Nossa. Sinto muito. Ele foi um babaca com você. Você não merecia isso. Ninguém merece. É... Ele disse que seus pais não lhe apoiam? – indagou.

– Nossa. Já está tarde, não é? – mudo de assunto – Acho que já viu indo. Obrigada pelo chá, Tom. Desculpe o desabafo. – digo me levantando.

– Oh... Por nada. Você precisa de uma carona? – ele diz se levantando.

– Não precisa se incomodar. Obrigada. Nos vemos por aí. – o abraço e por milissegundos sinto seu cheiro. Esqueço a pressa que estava de ir embora e dolorosamente saio devagar do seu abraço.

– Hum. – ele coça a garganta me olhando. Adeus, Olivia. – beija meio rosto.

– Adeus...

» Tom

Após a ida de Olivia para casa fico pensando no que aconteceu. Coitada, não merecia ter passado por tudo aquilo. Ela era definitivamente uma boa companhia. Ah. Espero ter mais momentos como esse. Pude sentir seu doce cheiro enquanto nós nos despediamos. Olivia. – suspiro.

Tomo um banho e resolvo me barbear. Vou em direção a pia quando vejo uma pequena pulseira dourada com pequenas pedrinhas de brilhante dentro de pequenas rosas. Olivia!

– Ela esqueceu!

Uma bela pulseira. Ela pode precisar dela amanhã, não? Pode ser apegada a ela... Algo de família.
Resolvo ir até sua casa entregar sua pulseira. Como já havia a deixado em casa antes, consegui lembrar do caminho.

Chego ao seu prédio, me identifico e peço para que a avisem.

– Senhor Thomas? – o rapaz da recepção me chama. – Ela disse que você pode subir.






poxa nenhuma pulseira pra mim

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