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» Tom
Olho para a pilha de papéis a minha frente e não sinto vontade alguma de começar a ler.
As semanas estavam corridas e trabalhosas, quando me dei conta já haviam se passado 2 meses.
Dois meses que cheguei a Newton, uau. Dois meses longe de Olivia.
Por mais que a distância nos afetasse, tentei manter contato com ela, por mais doloroso que fosse. Lembro de uma vez ela ter me dito que isso só piorava as coisas, mas eu não conseguia parar. E sei que ela também não, Anna me falava o quão mal ela ficava após falar comigo... Me sentia péssimo.
Dizia que ela chorava por não poder me abraçar e coisas do tipo, por mais que Olivia tentasse parecer forte, sabia que ela estava sofrendo assim como eu.
E foi aí que eu percebi que isso estava quebrando a nós dois. Realmente passei a entender esse medo dela à relação a distância. Infelizmente.
Parei aos poucos de conversar, aqui ali a chamava, e sempre que meu celular vibrava meu coração pulava junto.
E agora aqui eu estava, sozinho na sala dos professores olhando para uma pilha de provas com nenhuma vontade de começar a corrigir. Olho para o calendário para ver quanto tempo eu ainda poderia adiar a correção e logo me lembro dela.
O calendário que havíamos comprado à nossa viagem ao Brasil. Parecia um cartão postal, cada mês uma foto de uma paisagem de lá. Vejo um círculo vermelho marcando o dia de amanhã.
Amanhã faríamos um ano. Fecho meus olhos respirando fundo e massageio as têmporas. Não posso pensar nisso agora, não aqui.
Ouço a porta abrir e vejo Luke entrar.
- Olá, Tom. - Luke, um dos coordenadores adentra a sala. - Ei, ei, cara, que cara é essa? - ele anda até mim e dá um tapinha nas minhas costas.
Eu respiro fundo. Não sou de me abrir com todos.
- Alguns problemas aí... - olho para ele - O que te traz aqui? - mudo de assunto.
- Entendo... - ele se apoia na mesa - Amanhã eu e mais uns professores daqui iremos a um bar, o que acha de nos acompanhar?
Tudo o que eu precisava. Distração.
Poucas vezes fui a confraternizações daqui, mas dessa vez não poderia faltar.
- Eu irei sim, Luke. Obrigado pelo convite. - sorrio para ele.
Ele sai e me deixa sozinho em meio a meus pensamentos.
Por mais difícil que seja, acho que está na hora de seguir em frente.
»»»«««
Já pela manhã levanto cedo e decido sair para passear com Bobby.
O dia parecia de bom humor. O vento balançava as folhas das árvores e deixava tudo mais agradável.
- Você é meu melhor amigo, cara. - Aliso seu pelo e ele tenta me lamber - Nem sei o que seria de mim sem você...
[...]
- Ande, Tom! Fique a vontade! - Gracie, uma das professoras que estava conosco no bar, me oferecia uma variedade de bebidas.
O lugar era aconchegante, paredes de madeira, luz baixa, som ambiente...
Estava conseguindo me manter de boa.
Já estávamos ali há algumas horas, já havia bebido um pouco e jogado conversa fora, já sabia de toda a vida de Luke e da recente traição por parte de sua esposa. Mark, Luke e Harry já estavam bem embreagados. Acredito que apenas eu e Gracie tínhamos consciência ali.
Vi que o relógio dava 21h e quis pedir minha conta.
- Eu também vou. - Gracie me acompanhou.
- Ahhh não! - Luke reclamava - Está cedo e eu nem estou tão bêbado! - ele falava emboloado.
Eu ri com a cena.
- Vamos, eu lhe levo em casa. - digo a ele, era o que morava mais próximo de mim.
- Não! Eu estou de carro!
Exatamente, cara.
- É, é... Vamos, vamos. - Não iria deixá-lo dirigir naquele estado.
Me despeço dos outros e levo Luke junto comigo até o carro. Não consigo pegar as chaves e ele entra de uma vez do carro.
Ah droga. Agora mais essa.
- Luke, por favor, me dê as chaves. - digo o impedindo de fechar a porta.
- Pare com isso, professor Tom! Me deixe em paz.
- Você estará colocando a vida de outros em risco, cara. Ande, me dê as chaves.
- Não! Não! - ele passou a gritar.
Mas o que? Só me restava uma coisa a fazer.
- Já que é assim... - dou a volta no carro e rapidamente me sento no banco ao seu lado. - Vamos, vou com você até sua casa.
Ele da a partida no carro e vai saindo devagar.
No caminho, ele balbuciava coisas a respeito da ex mulher.
- [...] Pois é, Tom! São todas umas ingratas! Ingratas! - ele passa a acelerar o carro e eu me aperto no banco.
- Vá com calma, Luke!
Ele não me dava ouvidos.
- Sabe, Tom... Eu amava ela, amava sim. - ele me encarava e eu sentia mais receio ainda - Por que ela foi logo me trair, cara? O que eu fiz de errado? Há? Há? - ele acelera ainda mais e passa a gritar.
Eu já estava planejando uma forma de puxar de uma vez o freio para parar aquele carro de qualquer forma.
- EU AMAVA ELA E ELA FODEU COM OUTRO NA PORRA DO BANCO DE TRÁS DO MEU CARRO! - ele pisava no acelerador de uma vez e espalmava as mãos no volante.
Seus berros foram a última coisa que eu consegui ouvir antes dele bater o carro.
» 3a
Enquanto isso, Olivia entrava no prédio de Tom. Havia pegado o endereço que ele havia deixado e ela conseguiu acertar de primeira.
A mulher não havia alugado uma pernoite ou ido a um hotel, na cabeça dela não precisava disso, aliás, ela iria ficar com ele.
Olivia se remexia inquieta no sofá da sala de espera do prédio em que Thomas morava, olhou no relógio e viu que já eram 21h. Havia chegado às 20h. Aparentemente o atraso do seu voo havia a "ajudado", já que ele não se encontrava ali de primeira. Respirou fundo e foi até o banheiro.
Ela já havia ligado e mandado mensagens para ele, porém sem retorno algum.
Quando voltou para a sala de espera, decidida a procurar um hotel e vir encontrá-lo no outro dia, seu celular tocou. Era o nome dele na tela.
- Tom! Eu estou tentando...
A mulher logo foi cortada.
- Boa noite, a senhora é parente de Thomas William Hiddleston?
Ela gelou.
- Eu, bem... S-sim. O que aconteceu? Onde está Tom?
- Bem, sinto informar que ele sofreu um acidente, sou uma socorrista e estamos o levando para o hospital. Seu número estava nos contatos recentes e de emergência. - ela diz rapidamente.
Olivia processava com nervosismo o que ouvia e demorara a acreditar. A mulher parecia em choque.
- Senhora, eu só posso lhe informar isso por enquanto. Peço que se dirija ao hospital Saint Claire assim que possível.
- Eu... E-eu... S-sim. - O coração da mulher estava acelerado.
Assim que a chamada foi finalizada, ela correu para fora do prédio em busca de um táxi.
desculpem a demora e o capítulo curtinho, a faculdade tá me sugando de uma forma q vcs nem imaginam :/
"Amas vi vc att a outra fic" pois é, eu tenho mais facilidade de escrever as outras ajdsjjsks encanto tem algo que sei lá, torna mais difícil
CHEGAMOS A 3K!!!!!! OBRIGADA 💘
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