🎄Capítulo 3🎄
Dia: 08/12/2019
Suspiro e bebo mais um gole do meu café, já estava horas com a cara no notebook,e não tive nenhum resultado além de dor de cabeça e lembranças de olhos verdes. As vezes acho que o mundo parece ter mais gente orgulhosa e arrogante do que pessoas gentis.
Eu simplesmente só queria ajudar aquele idiota depois daquela catástrofe,mas o mesmo veio com cinco pedras na mão e me respondeu com tamanha grosseria que não consegui me conter . Mas ainda sinto minhas bochechas esquentarem todas vez que penso nele,não sei qual o meu problema,mas também ele não era como os caras que eu já sai. Não ele é bem diferente,seu olhar profundo parecia que lhe dava a capacidade de ler meus pensamentos.
_Tia você pode me ajudar?_pergunta Vitória pela quinta vez.
_Já estou indo meu amor só um minuto _respondo sem desviar o olhar do notebook.
_Tia! Me ajuda estou com problemas!_esbraveja Vitória me fazendo olha-la assustada.
Começo a gargalhar como uma desgovernada, ao ver a situação da minha sobrinha,ela estava completamente enrolada nas luzes da árvore de natal,ou como costumam chamar nos pisca-piscas.
_Fica calma,vou ajudar você _me levanto do chão ao recuperar o fôlego, sentindo uma leve dor nas minha costas que estavam apoiadas no sofá.
Retiro as luzes de natal que estavam enroladas na minha pequena, e a ajudo colocar na bela árvore de natal montada na sala da minha irmã. Me deslumbro com os as bolas vermelhas, estrelas,anjinhos e muito brilho que enfeitam a árvore.
_Pronto!_digo ao ligar na tomada as luzes da árvore.
_Ficou lindo! Só falta a estrela no topo_diz Vitória animada analisando a árvore de natal.
_Isso é com seu pai meu amor,ele disse que ia trazer assim que voltasse do hospital _Carolina adentra a sala com uma bandeja cheia de biscoitos trazendo o doce aroma que eles exalavam.
Helio trabalha como enfermeiro em um hospital,e acho que é por isso que está sempre querendo cuidar das pessoas.
Volto a me sentar no chão e pego o notebook de volta, buscando nos sites um emprego. Eu preciso de um pra parar de atrapalhar a vida da minha irmã,não gosto de viver as suas custas.
_Emma você passou quase o dia todo com a cara grudada nesse negócio, você não vai encontrar um emprego com o Natal batendo na porta_minha irmã diz ao se sentar no sofá me oferecendo um biscoito.
_Eu amo o Natal, é só nesse mês que tenho a oportunidade de comer esses biscoitos delíciosos_falo tentando não ligar para o que minha irmã pessimista acabou de dizer,saborei o biscoito, e dei continuidade a minha busca.
_Você não tem jeito mesmo, é melhor desistir e procurar no outro ano ,em janeiro _aconcelha ao se levantar e depositar a bandeja de biscoitos sobre a mesinha de centro_ o emprego não vai simplesmente cair no seu colo.
Reviro os olhos para seu comentário e escuto a doce risada de Vitória que se deliciava com os biscoitos. Em seguida a porta é aberta e meu querido cunhado entra com o mesmo sorriso animado de sempre,seu casaco está cheio de neve e seus cabelos castanhos avermelhados completamente brancos, devido a tempestade que cai lá fora.
_Papai!_grita Vitória correndo pro seus braços.
_Onde estão minhas princesas?_pergunta brincalhão pegando Vitória no seu colo.
_Finalmente você chegou meu amor, você não esqueceu a estrela certo?_pergunta minha irmã indo até seu marido.
_Claro que não meu bem, não quero despertar a minha fera_ele coloca Vitória e beija apaixonada minha irmã lhe entregando uma caixa,depois caminha até min me estendendo um rolo de papel_pra você minha cunhadinha.
_O que é isso?_pergunto curiosa ao abrir e vê que se tratava do jornal de hoje.
_Talvez você encontre alguma coisa,sei que está desesperada por um emprego. Não que eu queira expulsa você,longe disso.
Olho minuciosamente o jornal a procura de algo.
_Helio não adianta,ja disse pra Emma que o emprego não vai cair no colo dela ainda mais agora com duas semanas para o natal_repete Carolina.
_Acho que você está errada minha querida ,empregos caem no nosso colo sim_digo levantando do chão com um grande sorriso. Eles me olham confusos e eu mostro o jornal sentindo a felicidade me invadir _Achei um emprego!!!
[...]
Me encanto com as belas casas que passavam pela janela do carro. Todas emanavam um calor acolhedor e exibiam enfeites e luzes natalinos, eu preciso confessar que eu amo o Natal,esse dia maravilhoso me faz lembrar tantas coisas boas da minha infância e principalmente amo ficar com a minha família.
_Moça chegamos _anucia o motorista do táxi.
_Obrigado,esta aqui pode ficar com o troco_lhe dou o dinheiro e saio do carro.
Ainda bem que eu havia colocado dois casacos e duas blusas,pois parece que vou congelar a qualquer momento. Caminho até a porta da casa a minha frente,se fosse um pouco maior com certeza pareceria com uma mansão.
Mas ao contrário das outras casas que vi no bairro ,essa parecia bem mais fria e silênciosa. Estremeci ao pressionar meu dedo contra o botão da campainha.
Consigo escutar meus próprios batimentos cardíacos se misturarem com a minha respiração pesada, me sinto nervosa e ansiosa,nem consigo acreditar que estou preste a conseguir um emprego. Pelo menos até eu acha outro melhor.
Espero alguns segundos até uma senhora abrir a porta. Ela me analisa com seus olhos centrados e sorrir em seguida.
_Então é você? A professora Emma Jones?_pergunta ao abrir um pouco mais a porta,confirmo com a cabeça e entro me refugiando na casa.
_Sim sou eu mesma,foi com a senhora que falei pelo celular não foi?_pergunto retirando um dos meus casacos.
_Sim minha querida,é um prazer conhece-la me chamo Lucinda de Carmo_ela estende a mão para min cordialmente após fechar a porta,sem esperar a aperto e abro um sorriso_e tenho que confessar que estava ansiosa para conhece-la.
_Mas porque a senhora ficaria ansiosa para conhecer uma estranha?
_Bom, quando meu chefe mandou eu colocar o anúncio no jornal eu disse a ele "quem seria louco o bastante pra aceitar esse emprego em plena época de Natal?" _ela caminha e faz sinal para eu segui-la _e parece que existe alguém bastante maluco pra aceitar. Não me leve à mal.
_Imagina,eu estou realmente desesperada por um emprego _abro um sorriso enquanto observo a decoração moderna da casa.
_Acho que entendo você,hoje em dia está muito difícil achar um emprego _ela para diante de uma porta e sorrir_só uma coisa que deve saber_sussura me deixando curiosa_não diga a palavra Natal.
Fiz uma expressão confusa mas não tive tempo de perguntar pois ela simplesmente abriu a porta, sem se dá ao trabalho de bater e me deu um empurrãozinho. Ela apontou para dentro do escritório indicando que eu deveria entrar,fiz o que ela mandou em silêncio e assim que cruzei meu olhar com o dele não pude evitar, e arregalei levemente os olhos.
_Você?!_dissemos em uníssono surpreendidos com tamanha coincidência.
Ele estava com o cabelos nitidamente bagunçados o deixando com um chame único,seus olhos me fitaram com tamanha confusão e curiosidade, que consigo até sentir a mesma sensação de quando entrei naquele banheiro e o vi sem a camisa. Instintivamente senti minhas bochechas esquentarem,eu não sei se era de raiva ou timidez.
_Vocês já se conhecem?_pergunta Lucinda me fazendo olha-la.
_Sim_respondo.
_Não_retruca ele o cara orgulhoso do café_Lucinda pode ir, não vou precisar mais de você, está dispensada.
_Sim senhor,foi um prazer Emma _ela sorrir e pisca um olho para min me deixando mais perdida do que uma agulha no palheiro.
Ao fechar a porta me vejo sozinha com esse ser lindo mas muito grosso e orgulhoso. Senti uma vontade de sair da sala correndo e voltar pra casa, ter seu olhar sobre min me deixa muito nervosa é algo que não consigo controlar,e o silêncio perturbador que prevalecer no escritório também não ajuda.
_Sente-se por favor _ele indica a cadeira a sua frente.
Me movo lentamente,parecia que meus pés estavam congelados e o medo de acabar me atrapalhando e caindo me dominou até o momento em que sentei tensa.
Ele apoia o queixo em suas mãos entrelaçadas e me avalia com um leve sorriso no rosto,não ousei nem piscar estava esperando ele dizer alguma coisa, enquanto uma tempestade predominava na minha barriga pois não pareciam nenhum pouco com borboletas.
_Acho que lhe devo um pedido de desculpas_ele começa, chamando minha atenção.
Eu não estava acreditando no que estava ouvindo,ele querendo pedir desculpas depois de ter arrancado o casaco da minha mão,quando eu só queria ajudar. Bem que meu pai disse que atitudes erradas pesam na consciência.
_Não vai dizer nada?_pergunta me fazendo,sorrir levemente.
_O que espera que eu diga? Mesmo que peça desculpas isso " não vai mudar nada", não foi o que o senhor disse_faço aspas com as mãos e o vejo travar o maxilar. Sabia que eu podia não ser contratada depois disso,mas não resisti a tentação de faze-lo provar do próprio veneno,não se deve maltratar aquelas pessoas que tentam ajudar você_Então por que não vamos direto ao assunto? O que me fez vim até aqui.
_A senhorita é bem direta_murmura ao pegar em suas mãos um papel que eu supôs ser meu currículo,que repousava em sua mesa de vidro_, já que prefere assim. Eu li seu currículo e vejo que é uma ótima profissional apesar de ter sido demitida de uma prestigiada escola privada. Poderia me dizer o motivo, da sua demissão?
Fiz uma expressão interrogativa,eu não tinha mencionado nenhuma demissão no meu currículo,a lem é claro de já ter trabalhado em uma escola. Será que ele havia me investigado?
_O senhor andou me investigado?_pergunto incrédula.
_Lucinda minha secretária fez isso para min. Emma eu costumo ser bastante exigente quando vou contratar uma pessoa e bem não posso trazer um desconhecida pra minha casa sem investigar antes_diz naturalmente com um sorriso formando em seus labios avermelhados.
_Comprendo,mas se me investigou deve saber o motivo da minha injusta demissão.
Ele me olha e depois desliza as mãos pelos cabelos castanhos. Era impossível não acompanhar cada movimento seu. Comecei a sentir calor e minhas mãos soavam e tenho certeza que não é culpa do aquecedor.
_Quero que me diga você mesma.
Suspiro pesadamente e umedeço meus lábios,de alguma forma minha garganta se encontra seca.
_Eu dava aulas pro quinto ano,e bom uma das crianças resolveu aprontar comigo,ele colocou cola com tinta na minha bolsa_vejo ele esconder um sorriso me deixando irritada_e eu o repreendi mas o mesmo resolveu inventar que eu bati nele, a mãe resolveu fazer um escândalo,e a diretora me demitiu. Mesmo sabendo que eu jamais tocaria um dedo em uma criança,eu abomino qualquer tipo de violência.
Ele se levantou em silêncio e caminhou até uma das janelas do escritório, seus olhos esmeraldas olhavam alguma coisa lá fora,e seu silêncio me incomodava queria que ele acabasse logo com essa tortura e me dissesse se ia me contratar ou não.
Sim ,eu sou muito ansiosa. Só espero que ele não acredite nessa história sobre eu ter batido em uma criança.
_Acredito em você _ele diz como se tivesse lido meus pensamentos.
Ele se aproxima com as mãos no bolso,e se encosta na mesa ficando a poucos centímetros de min. Senti seu leve perfume amadeirado invadir meu espaço.
_Você não aparenta ser uma pessoa que bateria em uma criança_sua mão esquerda sai de seu bolso e ele segura uma mexa do meu cabelo que caia sobre meu rosto_é doce demais.
Esse simples gesto fez meu corpo estremecer,me vi hipnotizada por seus olhos e o calor que se espalhava pelo meu corpo era inevitável. Virei meu rosto para me afastar de seu toque.
O que eu estava fazendo? O que ele estava fazendo?
São perguntas que me rondam enquanto encaro sua expressão tranquila.
_Então o que me diz?_pergunta me fazendo pisca os olhos.
Por um segundo perdir totalmente o foco.
_Sobre o que ?_perguntei meio confusa.
_Você decide se vai querer trabalhar pra min ou não _ele volta ao seu lugar e pega o seu celular que estava ao lado de seu computador de cor branca. Estáva tão centrada nele que mal tinha notado o quanto seu escritório era moderno, principalmente o seu celular. Eu conhecia muito bem aquela marca pois tenho um computador da Starlet Tec.
_Entao vai aceitar, lhe darei um adiantamento _ele me mostrou um número no celular.
_Aceito_digo sem mais dúvidas,o valor que o mesmo oferecia valia o trabalho de quarto meses em qualquer lugar.
Eu não sou interreseira mas eu tô precisando de um lugar pra ficar. E o que ele está me oferecendo é mais que o poderia ganhar em qualquer lugar.
_Que bom,irei depositar ainda hoje esse adiantamento na sua conta_ele desliga o celular e se levanta novamente. Mas dessa vez o acompanho._e antes que eu me esqueça,me chamo Edward Starlet.
Não podia ser ele,mas é claro que é como fui boba,ele é o dono da Starlet Tec uma das mais renomadas empresas de tecnologia. O CEO mais gato de Portland e orgulhoso.
_Vamos?_pergunta me tirando de meus devaneios.
_Para aonde?_pergunto ao vê-lo abrir a porta.
_Quero apresentar pra você a sua aluna_dito isso ele abriu a porta e me indicou para fora.
Só espero que ela não seja uma garota mimada e aterrorizante, se não minha vida maluca vai ficar ainda mais difícil,como se não bastasse meu novo chefe lindo ser o dono da minha empresa de tecnologia preferida. É parece que as surpresas estão longe de acabar.
Ele me guia pelo corredor silêncioso,me pergunto se ele mora apenas com a irmã,pois pelo que Lucinda me informou eu teria que dá aulas para uma menina de nove anos.
Subimos as escadas e a cada passo pude notar como seu corpo escultural marcava em sua camisa social,é difícil esquece o que aconteceu ontem.
A casa tinha um estilo moderno e sofisticado ao contrário de várias casas estilo vitoriana que vi no bairro. As paredes brancas são tingida pela luz dourada dos lustres, enquanto a parede é enfeitada por belas obras de arte.
_Samatha?_ele chama assim que paramos diante de uma porta rosa.
Mas ninguém abre então ele entra sem se importar. O acompanhei e me surpreendi com o lindo quarto de menina que me lembrava o meu da minha infância.
_Uau_murmuro para min.
As paredes estavam pintadas com um rosa calma e contornado por lindas rosas douradas. Meus olhos fixaram na menina com fones de ouvido sentada na frente de um computador. Sua expressão era de poucos amigos e parecia distraída demais para notar a nossa presença.
Edward caminhou até ela é retirou seus fones.
_Ei!_prostesta nos olhando curiosa_Eu estava ouvindo música.
_Nao você estava querendo ficar surda, já disse que você está proibida de usar o computador Samy,a não ser que seja para pesquisas_reprende Edward recebendo um revirar de olhos.
A menina cruza os braços após desligar o computador e me olha com uma expressão interrogativa.
_Essa é sua professora particular E..._anuncia o senhor Starlet com sua voz séria.
_Emma, gostei do seu quarto é bem rosa_digo cortando o Edward.
Vejo a menina se levantar e caminha até min,seus olhos profundos de cor verde me avaliavam com precisão, e por um momento me senti desconfortável.
_Todos dizem isso_diz com sua voz doce com uma pitada de sarcasmo.
_Samantha não foi essa a educação que nosso pai deu pra você e muito menos eu_reprende o senhor Starlet cruzando os braços.
O clima entre os dois estava bem tenso é podia se sentir de longe essa tensão que prevalecia no ar.
_Pode me deixar a sós com ela?_pergunto em um sussurro.
_Fique a vontade_diz ao se retirar fechando a porta.
Olho para a menina de cabelos negros e olhos verde a minha frente. É parece que vou ter trabalhado com esse "anjinho".
☃️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️☃️
Coitada da Emma😆
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