✴Aranel✴ Renascendo das Cinzas

Acho que eu devia ter colocado o nome desse livro de "Ela é burra!", pq pelos amor de Deus 😞😣😣😒😒😒😒

Calma Thay.... Vc não vai cometer uma loucura... Kkkkkkkk

Vamos lá amores

Acho que o título já ajudou um pouquinho né kkkkk

Boa Leitura...

Difícil não é lutar pelo que você mais quer, e sim desistir de quem você mais ama.
Eu precisei desistir. Mas não pense que fiz isso por não ter mais forças de lutar mas sim por não ter mais condições de sofrer...

Dor.

Se tinha uma palavra que definia como estava seu coração naquele momento era essa: Dor! Uma dor tão descomunal e intensa que ela não sabia que conseguiria seguir em frente. Suas lágrimas não pararam de jorrar por seus olhos como se fossem cachoeiras. Ela correu pela floresta escura e fria,  e enquanto seus pés saiam da trilha e descobriam a mata, ela balançou a cabeça tentando dissipar a tristeza. Em vão. Mais lágrimas molharam o chão e ela correu em direção a um campo de rosas vermelhas.

A lua estava alta no céu, o ababado cheio de estrelas e um vento frio soprou. Nel parou no meio das flores e inspirou o ar com força, sugando cada aroma que pudesse lhe trazer alguma lembrança boa de uma vida de mentiras. Aranel se jogou no chão e abraçou os joelhos, soluçando e derramando lágrimas torrenciais por sua face rija e molhada.

Ela se lembrou da mãe.

“Minha pequena e frágil boneca!” — a rainha acariciou seus cachos enquanto que seu pequeno corpo se as aninhava no colo da mãe.

“Ammë, você amava o papai?”— perguntou a pequena Nel. Ela olhou para o céu e sentiu a mãe respirar profundamente.

“Eu amei muito seu pai, filha... Queria que ele estivesse aqui!”— apesar das palavras serem pesadas e tristonhas, algo em sua voz soava como vazias... Sem importância, talvez? “— Mas não importa agora... Pois eu tenho você! E sempre vou estar aqui para protegê-la!”

Aranel tociu. Silmalótë era o exemplo de mãe perfeita, era uma admiração para ela mas então as seguintes palavras ecoaram em sua mente:

“ — O amor te torna fraca... Vulnerável.”

“ Elfos só amam uma vez na vida e isso nos deixa cegos, fracos, facilmente controlados!”

Nel socou o chão e gritou de raiva.

Então se lembrou da traição de Leon e Lyssa.

“— Perdoe-me, Aranel... Mil perdões! Eu não estava pensando direito!” – Lyssa estava de joelhos, aos prantos e claramente assustada com a espada que Nel empunhava.

Leon estava de frente para ela, amarrado em uma cadeira.

Aranel se apoiou nos joelhos e fitou os olhos negros da humana.

“— Perdão?! Não há perdão em traições... Pois traição não é um erro... É uma opção!”

“— Eu não queria, Amel! Desculpe-me! Perdoe-me...”

Aranel se virou para ele e disse, friamente: “— Você e sua garota vão morrer sem meu perdão!” e então cortou a garganta de Lyssa.
Leon gritou e caiu no choro. Nel o soltou e ele engatinhou em direção ao corpo ensanguentado de Lyssa. Ele pegou sua cabeça e olhou para a princesa.

“— Mate-me! Por favor!” – implorou-lhe desesperado.

Aranel embainhou a espada.

“— Eu não vou matar você! Seria fácil demais.... Você merece viver com isso!”

Ela deitou a cabeça na grama e olhou para o céu.

Então se lembrou de Legolas.

O sorriso doce nos lábios vermelhos, os olhos brilhando de ternura. A voz suave porém marcante, o corpo forte e mais alto que ela. Ela colocou a mão nos lábios e ainda pôde sentir o gosto quente do beijo dele.

“Estamos nessa juntos, minha Nel!”

“Pode deixar, ferinha! Eu cuido disso!” – ele sorriu e estalou os dedos para começar a preparar a fogueira.

“Que maravilha é a cor verde, azul; deves me amar, Maravilha, porque eu te amo!” – a voz dele soou ao vento quando ele cantava.

“Eu não posso perder você!” – ele lhe implorou, segurando sua mão e impedindo que ela seguisse as ordens de Joseph. “—Não vai!”, ela respondeu mas ele negou.

“ Eu vim te buscar”, foi o que ele disse a alguns minutos atrás.

Ela suspirou e fechou os olhos, já não tinha mais forças para chorar... Sofrer.

“Algumas pessoas têm o dom de jamais serem esquecidas!” – foi o que Laura disse no jardim.

“O céu não possuí respostas, princesa... Exceto seu coração!” – Elrond disse-lhe aquilo.

Então o vento bateu fortemente contra seu rosto e ela olhou para o céu. As estrelas pareciam querer lhe dizer alguma coisa... Gritantes, com aquele cintilar intenso. Nel olhou para uma rosa em sua frente que estava brevemente iluminada pela luz da lua e a pegou. Aquela cor vermelha viva, assemelhada ao sangue chamou sua atenção. Era tão delicada quanto um véu. Seu coração se assemelhava aquela rosa... Frágil, delicada e bela. Então seus dedos deslizaram pelo caule cheio de espinhos. Ela também era forte e afiada como eles.

Suspirando, ela olhou para o céu e fechou os olhos concentrando-se.

— No que fugir adiantaria? — ela se auto questionou com a voz baixa. — Parece que a cada tentativa de não encarar é mais sofrimento... Essa dor não vai sumir, não é? — a pergunta se foi no vento.

— Talvez não, Alteza. — ela ouviu a voz de Mormacil e deu um pulinho de susto.

Ele riu baixinho e se sentou ao seu lado.

— O que faz aqui? — ela perguntou limpando parte das lágrimas.

— Eu achei que Legolas poderia precisar de uma ajuda com sua teimosia... — disse ele antes de levar um leve soco dela.

— Eu não sou teimosa! — pestanejou.

— Não?! Então por que não assume logo que está perdidamente apaixonada por Legolas? — ele ergueu uma das sobrancelhas. — Quando você vai entender que essa dor não vai passar se engolir ela sozinha? Precisa de ajuda... Precisa de consolo... Precisa do seu príncipe.

Ela respirou profundamente e se lembrou dos olhos cheios de lágrimas do príncipe.

— Eu disse que não queria ele comigo... — ela murmurou com o olhar baixo. —, talvez eu tenha fugido demais.

— Nunca é tarde demais para o amor, Alteza.

— Sim! É tarde demais. — ela soluçou — Difícil não é lutar pelo que você mais quer, e sim desistir de quem você mais ama.
Eu precisei desistir. Mas não pense que fiz isso por não ter mais forças de lutar mas sim por não ter mais condições de sofrer...

— Eu conheço você o bastante para saber que não está desistindo dele e sim de você. — Mormacil a olhou e limpou uma lágrima que escorria inocente. — Lembra o que eu te disse quando você foi traída por Leon?

Nel assentiu.

“Não importa o quanto esteja doendo ou quão forte foi a pancada... Você vai se reerguer e renascer das próprias emoções. Assim como a fênix!”

— Não estou dando um conselho, Alteza... Estou lhe passando a realidade. — o olhar do elfo ficou sério. — Seu coração nunca ficará inteiro novamente se continuar fugindo de tudo isso. Chegou a hora de encarar, não acha? Chegou a hora de renascer, minha fênix!

— Eu queria dizer.... — sua voz sumiu. Seu peito queimava como fogo.

— Diga! — ele pediu e colocou as mãos em seus ombros.

O corpo de Nel tremeu e ela sentia todas as suas palavras presas dentro da boca. Ela sugou o ar, desesperada, molhou os lábios e olhou nos olhos de seu caçador. Ele sorriu sutilmente e assentiu.

— Já chega! — ela gritou e sentiu todo o peso sumir de uma vez de suas costas. Ela suspirou e seu peito começou a se acalmar. — Idai que eu estou destinada ao príncipe da Floresta das Trevas? Eu não vou mais suportar isso... Não vou mais permitir que todos planejem minha vida! Chega! Chega de dor... Chega de ódio! — ela sorriu e se levantou. — Eu farei meu próprio destino agora.

Ainda não acabou... Vai lendo...


Dois dias se passaram e Aranel permaneceu na floresta. Disse para Mormacil voltar para Valfenda e convencer Legolas de que ela não recuou.

Quando o sol nasceu, Nel fechou os olhos e sentiu a brisa quente da manhã de verão. Ela sorriu e sentiu todo seu coração palpitando de alegria. Suas mãos suavam de nervosismo.

— Aranel? — chamou Laura.

Nel se virou e viu a elfa ruiva com uma cara de falsa irritada. Carregava nos braços uma capa azul. Ela se aproximou a passos pesados e franziu as sobrancelhas.

— Eu juro que se você recusar aquele gato novamente, eu mesma selo seu coração a uma joia antiga! — ela exclamou com as bochechas vermelhas.

Aranel soltou uma rizada e pegou a capa.

— E como ele está? — perguntou ela.

— Arrasado! — o semblante dela ficou triste.

Aranel abaixou o olhar e xingou a si mesma em silêncio. Agora concertaria tudo e rezava para Legolas lhe perdoar.

— Preciso me arrumar mas ninguém pode me ver. — disse e Laura assentiu.

— Vamos! Você já aprontou demais! — ela a puxou.

Aranel colocou a capa e escondeu seu rosto com o capuz. Laura a guiou pela floresta, e juntos entraram pelos jardins secretos de Valfenda. Ela lhe guiou pelos corredores e quando viraram em uma entrada, Nel viu Legolas e Mormacil se aproximarem. Ela se jogou pelo guarda-corpo da varanda e ficou escondida no meio doa arbustos.

— Aonde está indo, Laura? — perguntou Mormacil.

— Vou para o meu quarto... — respondeu ela —, vejo vocês no caz!

Quando os dois se afastaram, Laura se debruçou sobre a madeira e riu.

— Brincando de te esconder do príncipe?! — ela falou quando Aranel voltou para o corredor. — Isso vai ser interessante.

Elas seguiram pelos corredores e entraram no castelo. Laura e Aranel foram direto para o quarto.

Nel tomou um banho e colocou o vestido vermelho que Laura conseguiu.

Ela saiu do quarto e encontrou Laura na porta.

— Está bonita! Vamos! — a elfa lhe puxou novamente.

Eles se aproximaram do caz onde um navio já partia e ela viu Legolas gritando, desesperado.

Sorrateiramente, ela se aproximou e ficou atrás dele.

— Pra que todo esse escândalo? — perguntou ela.

— Minha Nel se foi! — disse ele ainda de costas para ela. Nel precionou os lábios e assentiu. — O que faço agora? — ele balançou os braços e observou o navio sumir no horizonte.

— Vire-se! — ela sorriu. Legolas suspirou e se virou. Ela soltou uma rizada da cara dele. — Fecha a boca, príncipe!


Então gente? O que acharam? Opniões.. Preciso delas....

Beijinhos meus amores

Tenn'enomentielva...

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