✴Aranel✴ Námarië

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Gente, esse GIF me deixou tonta... Sério mesmo kkkkk

Boa Leitura amores....

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Aranel foi direto para seu quarto. Não ligava para os olhares dos elfos e dos guardas, só queria sair dali. Estava decidida; iria para tão longe que nem mesmo as estrelas iriam lhe alcançar mas antes de tudo precisava tirar o vestido de festa que ainda usava. Ela entrou no enorme cômodo e dirigiu-se ao banheiro adjacente.

Nel colocou a banheira para encher e caminhou até o espelho suspenso na parede. Seu reflexo a fez dar um pulo de susto; seu vestido estava aos trapos, sujo de sangue, a barra estava rasgada e enlameada. Sua pele estava molhada por causa das lágrimas cortantes que desceram desenfreadas, um pouco vermelha e arranhada. Em seu colo e pescoço havia alguns hematomas roxos. Ela tocou um deles e se lembrou de Legolas, sedento por seus beijos. As marcas da boca do príncipe ainda estavam ali, manchando sua pele pálida, e somente agora havia percebido aquilo mas os outros, porém, pareciam não ter se importado. O gosto doce e quente da boca do elfo ainda era predominante na sua e aquilo a estava matando, se ver gostando de Legolas não era uma coisa que ela desejava e para esquecê-lo, proteger seu povo e a si mesma da dor, iria partir.

As palavras de sua mãe não paravam de ecoar em sua mente e aquilo fez seu coração pesar, lágrimas arderem em seus olhos e uma angústia apoderar-se de sua alma. Como alguém, que ama a filha, faria algo parecido; planejar que ela sentisse dor e prometesse a si mesma que nunca mais iria se apaixonar novamente? Como sua mãe pôde fazer tudo aquilo com ela? Tudo porquê algo não deu muito certo entre ela e Thranduil? Nel não tinha o menor interesse em saber o que aconteceu no passado, só queria que tudo aquilo não respingasse em sua vida. Agora, sentia uma dor tão grande por tantas mentiras que não conseguia pensar em mais nada a não ser em sair dali. Precisava respirar e tentar acalmar seu coração que parecia querer sair pela boca, ela poderia jurar que ele estava sangrando com a quantidade de sentimentos que se apoderavam de seu peito.

Nel cravou os dedos gelados no cabelo e soluçou, tentou prender o choro mas não conseguiu. Lágrimas escorriam por sua pele enquanto ela se livrava do vestido e dos sapatos. Ela jogou tudo sobre um pequeno aparador ao lado da pia e mergulhou seu corpo na água gelada da banheira. Aranel respirou profunda e intensamente na tentiva de tentar se acalmar mas não conseguia; uma espécie de filme passava em sua cabeça. Todas as cenas ela era a protagonista e era tomada pelos mais fortes sentimentos: paixão, raiva, angústia. Tentava sempre forçar as lágrimas a pararem de rolar mas falhava miseravelmente.

Então Nel mergulhou mais na água fria, cobrindo sua cabeça totalmente, ela prendeu a respiração e sentiu como se estivesse em uma bolha coberta de ouro. O zunido da água conseguiu acalmá-la por alguns minutos mas não foi o suficiente para apagar o sorriso de Legolas de sua mente.

Ela pensou em ir atrás dele - mais de uma vez -, ouvir tudo que ele tinha a lhe dizer e se realmente as coisas que seu pai disse-lhe era verdade. No entanto, sabia que não conseguiria encará-lo sem sentir seu coração bater forte contra seu peito. O príncipe da Floresta conseguia dispartar coisas que ela nunca sentiu, em toda sua longa vida aquele elfo mexeu realmente no lugar em que ninguém havia alcançado. Todavia, mesmo sabendo que sua relação com Legolas nunca mais seria amigável como foi no último mês, não pagaria para ver se Thranduil mataria ou não se ela chegasse perto dele novamente.

Na verdade, tudo aquilo estava sendo um pretexto para ela sair logo dali, sem ao menos dizer uma palavra à sua mãe.

Depois de alguns vários minutos, ela se lembrou de Joseph e o caixão misterioso que haviam desaparecido quando ela e Thranduil ficaram fortes o bastante para lutar. Para onde eles haviam ido? O que aquele humano almejava ainda era um mistério mas pelo visto, ele não poderia fazer nada sem as duas gemas e sem sangue élfico. Então talvez ela ficasse algum bom tempo sem ouvir notícias de um humano imortal assassino sádico, o que lhe dava margem a uma nova missão. Mesmo assim, não procuraria Joseph por enquanto, focaria primeiro em decidir o que faria com seus sentimentos. Enterrá-los não era uma opção pois fez isso no passado e quando eles voltaram começaram a consumi-la, estavam consumindo-a.

Nel demorou um pouco para conseguir coragem de sair da banheira mas quando o fez não demorou muito para colocar suas roupas negras de caça, atravessar o arco e a aljava nas costas, prender a adaga e a espada no cinto e olhar uma última vez para o espelho. Seus cabelos estavam presos em uma trança lateral, seus olhos estavam cinzentos e um pouco inchados por conta do choro. A ponta de seu nariz estava avermelhada, seus olhos lacrimejantes e seus lábios tão vermelhos quanto tomates. Ela suspirou em não ver mais as marcas aroxeadas dos beijos de Legolas os quais pareceram tão reais, pois sua blusa tinha uma gola alta e sua jaqueta de couro ajudava em não mostrar nada que não devia.

Nel caminhou até a porta e antes que ela pudesse abri-la, a mesma se abriu sozinha e a pessoa que entrou a fez se surpreender.

— Como você volta e não vai me ver? — o elfo sorriu com um brilho curioso nos olhos verdes.

Aranel colocou a mão na boca e ele sorriu. Ela correu até ele e o abraçou.

— Ah, Mormacil! — disse envolvendo o elfo com força. — Como você está? Como acordou?

— Demorou um pouquinho mas simplesmente... Acordei! — elucidou ele depois que Nel se afastou. — Esperava vê-la ao meu lado mas quem vi foi Florine. — ele disse com o olhar baixo. Nel abriu a boca. — Não precisa se explicar, Alteza, minha rainha me disse que você estava em uma missão e... — ele franziu o cenho e percebeu o olhar choroso da princesa em sua frente. —, ah, não! O que aconteceu? Para aonde vai?

Nel soltou a respiração e andou até sua cama. Sentir já estava sendo difícil, contar seria ainda mais. Ela sugou o ar e molhou os lábios, olhando para o elfo que se aproximava cautelosamente.

— O que aconteceu? — ela balançou a cabeça. — Aconteceu que ammë trancou meu coração em uma maldita joia e me fez conhecer a traição, tudo isso sabe por quê? — ela levantou uma sobrancelha e fitou as belas íris verdes. — Tudo para eu não me apaixonar pelo homem a quem estava destinada.

Mormacil balançou a cabeça e ajoelhou em frente a princesa.

— Calma, respire. — ele disse com ternura. — Conte-me tudo com calma. — pediu o elfo.

Aranel respirou fundo antes de começar a contar tudo que aconteceu e descobriu até ali. Em meio as lágrimas correntes e soluços inevitáveis, ela sentia seu peito doer a medida que desabafava para seu caçador e amigo.

— Os sentimentos dos elfos são milhões de vezes mais potentes que os dos homens. — Mormacil disse depois de algum tempo que Aranel contou-lhe tudo. — Não consigo acreditar em nada que você disse. — ele sorriu timidamente.

— Mas é sim. — ela suspirou limpando parte das lágrimas que rolavam. — Isto tudo é verdade e aconteceu comigo.

— Fale com Legolas... Talves ele se explique...

— Não entendeu, Mormacil? — a pergunta pairou no ar. — Não posso chegar perto dele. Caso contrário, Thranduil destruirá tudo! Tudo que mais amo e que ainda me parece leal.

— Alteza, não faça isso! — implorou-lhe o elfo. — Para aonde vai? Sua casa é aqui!

— Sim, minha casa é aqui mas não estou conseguindo ao menos respirar normalmente. — ela se levantou e olhou para a porta. — Não vou voltar... Não durante algum bom tempo... Vou atrás de Joseph. — mentiu — Preciso pará-lo.

— Eu posso ir... — propôs Mormacil.

— Não! Fique aqui e prometa-me que ficará longe da Floresta das Trevas. — ela olhou-o docemente.

Mormacil inspirou o máximo de ar possível e assentiu. Ela o abraçou fortemente.

— Sentirei sua falta. — disse e o elfo soltou uma rizada fraca.

— Volte logo, alteza. — pediu ele com um brilho suplicante nos olhos.

Aranel fez que sim com a cabeça e saiu do quarto. Os corredores do castelo estavam vazios, enquanto a noite ficava mais gelada e estranha, os elfos pareciam aumentar os turnos mas só no lado de fora do castelo. Nel caminhou pelos corredores em direção a saída, sendo aberta gradativamente a medida que se aproximava.

— Então é isso? — uma voz feminina veio de trás dela.

Nel se virou e reconheceu os cabelos louros e franja na testa.

— Não vai nem ao menos lutar? — Merenwen ergueu uma sobrancelha.

— Pelo que? — perguntou a princesa mas sua voz saiu fraca demais. — Todos parecem querer que eu nunca sinta nada... Todos parecem querer que eu sofra...

— Alteza, não tire conclusões antes de ouvir todas as versões da história. — disse a elfa com ternura. — Você pode dar mais algumas chances.

— Cancei de dar chances, confiar ou até mesmo, amar. — as palavras dela foram ásperas. — Vou embora mas não vou sumir para sempre... Ainda ouvirão histórias sobre mim.

Aranel ignorou completamente a caçadora em suas costas e saiu do palácio. Não se importava com mais nada, senão a sua própria vida, segurança e seus sentimentos que agora estavam completamente expostos e doloridos. Não se importava nem ao menos com os seus quatro caçadores na prisão da Floresta das Trevas. Sempre que cuidava de alguém mais do que a si mesma, era apunhalada pelas costas e ter acontecido isso pela sua própria mãe estava sendo difícil de engolir. Ao fugir dali estava colocando a si mesma e seu reino em segurança mas não se importava com sua mãe ou seus caçadores, e sim com os elfos comuns que juraram lealdade à sua princesa e sua coroa.

Olhando uma última vez para o castelo, ela murmurou:

— Námarië.

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Mormacil Oenwith

~***~

Então gente? O que acham da decisão dela de ir embora? Acham que vale a pena?

Fica a dúvida kkkk

Tenn'enomentielva...

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