🧁 Capítulo 4
Uma semana depois, as coisas andavam relativamente estranhas na visão de Louis. Se de uma hora para outra, ele estava acostumado com a presença constante de Harry em sua vida, agora ele estava aprendendo a lidar com a ausência.
Essa era a pior parte, pois ele não estava sabendo como suprir aquela ausência. O garoto de cachos em pouco tempo, se tornou alguém essencial.
Harry não ia mais para seus treinos, nem tão pouco foi visitá-lo em sua casa, tudo que Louis sabia do garoto mais velho era, que ele estava focado nos livros e preparando suas coisas para em breve ir para universidade.
Peter e Zayn também faziam a mesma coisa. Ambos estavam felizes , isso era nítido para o grupo de seis amigos, ambos haviam assumido o namoro. A revelação deixou Louis com uma pontinha de inveja, não por ele ser mal, era porque na verdade, ele daria tudo para ele e Harry estivesse feito a mesma coisa.
Depois da noite mágica de ambos, Harry se afastou do menor sem deixar nenhuma explicação e, por seu lado, Louis não estava sabendo como lidar com seus novos sentimentos recém descobertos.
Sempre que ele estava junto de Niall, Louis não demorava a perguntar notícias de Harry, ele sabia que o garoto devia estar estudando, por outro lado, Louis não deixava de se perguntar o porquê de Harry não ter pelo menos dado um simples telefonema, ou mesmo uma pequena mensagem. Isso não iria atrapalhar o garoto mais velho.
A semana logo virou um mês e, tudo ao redor de Louis parecia ter perdido o brilho, a única coisa que salvava seus dias, era seu treino e a notícia incrível que ele ia disputar a olimpíada, até um treino de apresentação estava previsto para dali um mês, Louis andava nervoso e eufórico, ao mesmo tempo, de alguma forma, isso estava prejudicando sua saúde.
Ele notou que algumas semanas passou a sentir fortes enjoos e tonturas. Sem falar que do nada ele passou a enjoar alguns alimentos e vomitar sem motivo. Louis não sabia se sua atual situação era por conta da responsabilidade que ele tinha de assumir a equipe, ou se era pelo silêncio de Harry.
Louis também notou, que toda vez que perguntava de Harry, Niall rapidamente mudava de assunto. Ele sabia que alguma coisa estava acontecendo. E para saber o que era, ele tinha que criar coragem e ir até a casa de Harry. Sem saber, sua mãe lhe deu o motivo perfeito para isso.
Era uma manhã de sábado, quando sua mãe entrou pelo seu aposento e entregou a ele as fotos que ela havia tirado na noite do baile. Foi impossível para Louis , não recordar que Harry pediu uma cópia para e
aquele dia.
Curioso, Louis, abriu o envelope e observou com um suave sorriso a foto dele e de Harry, ambos estavam felizes, com brilho diferente no olhar, era nítido para qualquer um a sintonia dos garotos. Porque Harry mudará de uma hora para outra?
Ele também viu na foto a oportunidade perfeita para visitar Harry, afinal, eles eram amigos? Assim, depois do almoço, naquele mesmo dia, Louis foi até a casa de Harry.
Harry morava numa parte da cidade que era cheia de jardim e árvores de outono, parecia um cenário de filmes da tarde. Era lindo. E assim que ele chegou até uma casa grande, que tinha belas escadas de madeira na cor branca, Louis se sentiu trêmulo. A quem ele queria enganar? Era óbvio que Harry era mais que um amigo para ele. Caso contrário, ele não teria se entregado para aquele garoto.
Com as mãos trêmulas, ele bateu na porta e esperou alguns instantes. Ele sabia que Harry estava sozinho, seu pai devia estar no trabalho e a irmã dele estava na universidade. Após alguns instantes, a porta abriu e Louis ficou estático com a visão que viu.
Nem por um segundo, ele esperou que fosse Taylor, a ex de Harry a abrir a porta e, sabe que ela estava ali, sozinha com ele, fez o garoto mais novo se envolvido por uma onda de dor que o sufocava. Taylor o olhava de cima a baixo, com uma expressão de desdém, como se ele não passasse de um rato o qual ela tinha o prazer de esmagar.
Desconfortável, Louis passou a passar um peso de uma perna para outra, ele tinha até vergonha de olhar para aquela menina deslumbrante, enquanto ele, estava todo desleixado e nervoso. Não foi difícil para Taylor perceber a dor do rapaz, Louis era muito transparente. Assim ela não poupou esforços para ferir o mesmo
Ela sorriu de forma perversa e gritou:
— Amor, acho que você tem visita?
Amor? Então ela é Harry havia voltando, era por isso que todos ficavam estranhos quando Louis perguntava por Harry. Isso explicava porque o menino maior não ligava mais para ele. Era tão óbvio que Louis desejou como nunca que algo o tirasse dali, antes que Harry o encontrasse como um tolo apaixonado, ou pior, sorriso dele.
Será que tudo aquilo que Harry disse fora mentira? Que Harry o usou como instrumento para fazer ciúmes para ex, e que agora ambos estavam bem, Louis não era mais útil.
Ele acabou de perceber que não existia uma sensação pior do que ser usado. Era humilhante e, para piorar, ele estava bem ali, quase chorando, com um envelope em suas mãos. Trêmulo numa mistura de sensações que ora era vergonha e outra humilhação.
— Oi — ele ouviu voz rouca de Harry, e desejou naquele momento que nunca tivesse conhecido ele, só isso poderia evitar sua dor — Louis?! Que surpresa?
Taylor deixou um suave beijo no lábios de Harry e avisou:
— Vou deixá-los sozinhos. Te espero no quarto, foi um prazer ter ver Louis. — Debochou Taylor antes de sair.
Assim que ambos se viram sozinhos, nenhum dos garotos ousavam se encarar. Louis resolveu quebrar o silêncio e sussurrou:
— Foi um erro ter vindo aqui, desculpe-me. — Louis virou-se e começou a descer as escadas.
— Louis! Eu sinto muito e que! — Harry começou a explicar-se.
Louis levantou as mãos, impedindo Harry de continuar:
— Não, não diga nada, nem sinta nada, por favor, tecnicamente você não tá fazendo nada de errado.
Harry sentiu-se pior do que já estava. Louis era alguém que era especial para ele, só que na época, e , pela sua juventude, Harry não sabia identificar o quão especial ele era.
Naquela manhã, ele recebeu a confirmação da sua aprovação na universidade dos sonhos, Oxford.
Aquele estava sendo o dia mais feliz da vida dele, e Taylor, assim como ele, também estava indo para Inglaterra, ela não ia para mesma universidade, mas ia estudar moda.
Então, ele decidiu dar uma chance ao dois, mesmo que ela não fosse mais importante para ele, como um dia fora. A vida adulta dele estava batendo em sua porta e, pensa no seu futuro era o mais importante naquele momento.
Louis era lindo e especial. Mas Harry sabia que agora ele não tinha como ficar com Louis e, foi por esse motivo que ele não insistiu em deixar Louis ali. Assim, como ele, o garoto mais novo também tinha sonhos. E daqui a um mês, talvez, Harry nunca mais fosse ver Louis novamente, tudo que ele ia levar daquele menino lindo de olhos azuis, era a noite mais incrível e linda da sua vida. Uma noite de crimes, mas que precisava ficar em seu passado.
— Se você não quiser me ver mais eu entendo — Sussurrou Harry.
De Costa para o menino mais velho, Louis limpava uma lágrimas que descia e sussurrou antes de sair:
— Pelo que sei, isso não vai ser tão difícil, afinal, você estar indo embora. E eu também estou.
Dito isso, Louis correu rapidamente, em suas mãos, ele carregava mais do que fotografias do dia do baile, ele carregava os sonhos de um amor perdido.
Um mês depois, a doença que Louis pensou que tinha, havia ficado pior, ele passou a sentir-se deprimido, sem fome, e no fundo do poço. A Única coisa que dava força para o menino de olhos azuis, era sua sonhada medalha.
O dia da sua apresentação para olimpíadas finalmente chegou! Ele estava lindo no seu uniforme da equipe, o treino ia passar na televisão, ele sentia-se preparado para aquele momento, sem nervosismo.
O uniforme da equipe, nas cores da bandeira da Inglaterra, o deixava lindo, mas, ao mesmo tempo, ele estava infeliz. E aquele era para ser seu momento.
— Louis, cinco minutos. — Avisou seu treinador.
Louis confirmou e tentou imaginar sua medalhas, aquele era o primeiro passo para ela , aquele era sonho, seu maior sonho, e nada deveria ser mais importante que isso, nem mesmo um garoto de cabelo cacheado.
Pensando nisso, ele levantou-se rápido demais, e o movimento o fez ficar tonto e quando ele menos pensou, caiu em buraco escuro.
Louis tentou abrir seus olhos, mas a luz forte do ambiente o fez fechar rapidamente.
— Ele está acordando!? — aquela era a voz da sua mãe?
Ele não sabia dizer, sua última lembrança, era de cair no chão frio, e que ele estava prestes a fazer sua apresentação. Por Deus, sua apresentação? Ele não podia perder.
Com isso em mente, ele novamente abriu os olhos, agora ele estava tentando se acostumar com o ambiente. E para seu desespero, ele se deu conta de que estava em um quarto de hospital.
— Calma querido, vai ficar tudo bem. — a voz amorosa e suave de sua tentava tranquilizar ele, ela passava as mãos em seu rosto com carinho. Louis, fitou a mãe, e notou que o rosto dela estava cheio de lágrimas.
O que ligou um alerta em Louis, ele sabia que não estava saudável esses dias, será que ele tinha uma doença grave? E se fosse, ele queria sabe naquele instante.
— O que eu tenho? Mamãe!
—Calma meu filho, vai ficar tudo bem. — repetiu sua mãe novamente, e de uma coisa Louis tinha certeza, nada instante nada ia ficar bem.
Ele levantou-se da cama e sentou-se escorado sua costa no travesseiro que estava na cama, feliz, ele se deu conta de que não estava com mal estar ,na verdade, ele podia até mesmo dizer que sentiu-se bem.
Então, porque sua mãe chorava?
— Mãe! MÃE! — Louis praticamente gritou para chamar atenção dela.
— Eu preciso saber o que tenho. Se de verdade não é nada demais, me leve de voltar para minha apresentação…
— Você não irá mais se apresentar, na verdade estará fora da minha equipe. — Avisou seu treinador de forma dura e implacável.
Louis apesar de chocado, não podia deixar de notar que o homem que era seu grande mentor, estava o olhando com uma expressão que ele nunca vira antes. Desapontamento.
— Eu…eu não entendo? Estou um pouco confuso — Sussurrou Louis com a voz trêmula.
Enquanto ele tentava entender o que um simples desmaio tinha a ver com sua saída da equipe. Sua mãe pegou os braços do treinador e tirou o mesmo do seu quarto. Ambos foram até o corredor e suas vozes alteradas, não foi um empecilho para Louis ouvir a conversa deles.
— Com que direito você entra dentro do quarto do meu filho e fala com ele daquela maneira grotesca? —Explodiu sua mãe.
— O como você queria que eu falasse, quanto antes ele souber a verdade, melhor, não sei porque está revoltada, eu era que devia estar assim! Fui eu que investi os anos da minha vida nesse garoto, foram anos de dedicação, e para quê? Para ele destruir tudo em um passe de mágica.
— Eu posso entender sua frustração, mas não vou aceitar que trate meu filho daquela maneira!
— O que vocês entendem de frustração? Deixe-me falar o que é uma frustração! E você passa anos da sua vida, treinando um garoto desde que ele era uma criança, esperando ansiosamente por esse momento, o grande momento das nossas vidas para que? Para nada . Para nada!
— Espere.…
— Ele acabou com a carreira dele, não existe mais como ele ser um atleta, não se ele tiver esse filho. O corpo dele vai sofrer alterações que é impossível voltar ao tempo. É impossível ele competir.
O mundo de Louis caiu, depois daquela palavras do seu treinador, ele não prestou mais atenção na discussão entre eles. O choque e o desespero tomou conta da sua vida. Ele estava em mar de medo, muito medo.
Sua mãe entrou pela porta do quarto, ela estava chorando, mas disfarçou até que viu o estado lamentável do seu filho. Rapidamente ela foi até seu filho o acolheu em seus braços sussurrando:
— Vai ficar tudo bem meu amor.
Três dias depois, Louis estava em sua casa, encolhido em canto, enquanto seus pais e o pai de Harry decidiam seu futuro. Assim que ele chegou em casa, seus pais não tardaram a descobrir quem era o outro pai do bebê que Louis estava esperando.
Troy, pai de Louis, mesmo sendo divorciado da sua mãe, ele era um bom pai, presente. E não demorou a ir conversar com Harry e o pai do mesmo, assim um encontro entre as famílias foi marcado para aquele dia. Louis não quis estar presente, mas ele mesmo assim ficou em canto encolhido enquanto todos falavam quase ao mesmo tempo.
Assim como ele, Harry também parecia estar perdido. O olhar do garoto mais velho era vago, sem brilho, sem vida.
— Eu sei que a situação é complicada, mas uma união entre eles é precipitada. Meu filho acabou de ser aprovado em Oxford. Tem noção do quanto isso vai atrapalhar a vida dele! — Avisou o pai de Harry.
— E a vida do meu filho ? Como fica no meio disso tudo. — Berrou Troy alterado.
O pai de Harry e ergueu as mãos pedido calma, em seguida comentou:
— Eu não estou dizendo que meu filho vai fugir da responsabilidade, ele vai assumir, o filho deles, mas ele não precisa casar e deixar a vida dele de lado. Eu estarei aqui enquanto Harry estiver na universidade e, darei todo apoio que Louis precisar.
— O que você pensar sobre isso Harry, não ouvi sua opinião, e pelo que sei já é maior de idade? — perguntou a mãe de Louis.
Harry limpou os lábios muito nervoso e sussurrou:
— Eu faço de mim as palavras do meu pai, estarei presente na vida criança , prometo.
— Meu filho perdeu o sonho dele e agora vai encarar uma gravidez adolescente e você não pode deixar seu de lado? Não quero suas promessas. — acusou a mãe de Louis saído do lugar.
Harry baixou a cabeça envergonhado e murmurou:
— Eu sinto muito!
— Não sinta, diferente de outras famílias que na certa ia crucificar meu filho, garanto a você que ele não estará sozinho — devolveu Troy com deboche, — Vá viver sua vida, Louis não precisa de caridade de ninguém, é não certa, ele não precisa da sua lamentação.
— Senhor Troy... — Harry tentou falar.
— Não, a conversa termina aqui, só nos faça um favor, não procure mais meu filho.
Harry saiu desolado da casa dos Tomlinson. Seu pai, segurou firme seu ombro em gesto de apoio e comentou:
— Você fez o certo meu filho, ia acabar sua vida ficando aqui, com uma família para sustentar, sendo ainda jovem e sem uma profissão, o que disse a família de Louis, mantenho, ele terá toda assistência que precisa.
Harry afirmou com gesto de cabeça, ele estava muito desolado para falar algo, a última cena que Harry viu, antes de ir embora, foi Louis encolhido e chorando. E daquela vez, ele teve certeza que seu pequeno garoto de olhos azuis, não estava fazendo aquilo por felicidade.
Em sua mente ele repetia como um mantra:
“Me de 7 anos no máximo Louis. E tudo que preciso para realizar meu sonho e voltar para vocês ”
O que Harry não sabia era que o destino era incerto e, que o universo não era uma fábrica de sonhos.
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