Capítulo dois
Oie, voltei com mais uma atualização ^^
Como falei anteriormente, não estou muito habituada em postar coisas aqui, por isso essa timidez. Mas enfim, as atualizações são aos sábados:)
Boa leitura
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Eu então o levei até a sala, que pela ironia - ironia que eu já não acreditava mais - do destino, era a mesma que a minha.
Ele fez uma breve apresentação diante a turma e logo se sentou, ao meu lado.
Ao meu lado!
Porra, não tinha lugar melhor, não?
- Então... Você não é daqui, né? - tentei puxar assunto.
- Não - sorriu tímido - Sou de Marselha.
- Hum... Então é francês? - sorri para si - Já tinha sacado pelo sotaque.
Ele ficou vermelho...
Porra Jeon! Você não sabe puxar assunto sem ser um idiota?!
- Estou tentando trabalhar nele, deixar mais "típico" daqui.
- Não - exclamei rapidamente e logo eu que fiquei vermelho igual um pimentão- Acho que não deveria, seu sotaque é muito bonito.
- Merci - deu mais um sorriso fofo que me derreteu. - Jeon, sinto que lhe conheço a vida toda... Coisa que não é possível, cheguei aqui há menos de uma semana.
- Deve ser só a aparência comum, apenas isso- respondi suando frio. Será que ele também sonhou comigo?
- Acho que não - falou pensativo, parecendo que estava buscando palavras em sua mente- Eu me lembraria de você, você tem uma beleza muito única.
Eu sentia meu corpo petrificado, como se ele tivesse acabado de jogar um feitiço sobre mim. Tinha certeza que a essa altura do campeonato eu estava com o rosto completamente vermelho de vergonha.
- Obrigada - só consegui responder isso, se falasse mais provavelmente começaria a falar bobagens sem sentido por puro nervosismo.
Jeon Jungkook pov off
Autor pov on
E as aulas do dia se passaram assim, com encontros e desencontros dos rapazes. Jeon se exaltava a cada proximidade do francês de si. Mas mal sabia ele, que Kim Taehyung ficava ainda mais nervoso em sua presença.
Tinha absoluta certeza que conhecia o mais novo de algum lugar, mas não sabia de onde. Sentia aquela necessidade impulsiva de se aproximar cada vez mais do outro, a necessidade de cuidar, e até mesmo de amar. Só não sabia de qual forma.
- E mais uma vez eu te encontro - disse chegando por trás de Jungkook, que deu um pulinho ao ouvir a voz grave do outro.
- Pois é, né! Loucura demais - disse tímido.
- Essa é a última aula do dia, certo? - perguntou se sentando-se ao lado de Jungkook.
- É sim - respondeu simplista.
- Jungkook... Não sendo invasivo, mas já sendo, você poderia me passar seu número de celular? - perguntou tímido.
- An? 'Pra que? - respondeu sem pensar, se arrependendo segundos depois após ver o rosto alheio tomar uma coloração avermelhada e o olhar cair para os pés.
- É que como falei, cheguei há uma semana, perdi quase um mês de conteúdo... Pensei que você pudesse me mandar foto do seu caderno, ou se não for muito incomodo, me explicar algumas coisas.
- Ah, perdão, eu não estou com meu celular agora... - disse Jeon se direcionando ao menino meses mais velho que si.
- Não tem problema, eu passo - pegou o celular e anotou em um papelzinho, entregando logo em seguida para Jeon.
- Quando eu chegar em casa irei adicionar - pegou o papel e guardou com cuidado em um bolsinho de sua mochila.
- Obrigada, você é um sucré - sorriu.
- Eu sou o que? - perguntou confuso e Taehyung riu.
- Um doce, você é um doce.
- Você que está exagerando, apenas estou sendo receptivo.
"Você que é um verdadeiro doce, Taehyung... E como eu gostaria de provar desse doce".
Pensou Jungkook perdendo seu olhar na boca alheia, mas logo se deu conta do que estava fazendo e voltou o olhar para os olhos do mesmo que falava sem filtro sobre como os coreanos não eram nem um pouco receptivos e que apenas ele e um menino do segundo ano foram as únicas exceções.
×××
Assim que o horário escolar chegou ao fim, Jeon se despediu brevemente de seu "garoto dos sonhos" - apelidado carinhosamente por si mesmo - e foi rapidamente em direção a sua casa. Durante o caminho, tentava digerir tudo o que acontecera em sua atípica manhã, obviamente sem sucesso.
Chegando na residência, encontrou sua mãe terminando o almoço. A cumprimentou e subiu para seu quarto a fim de se arrumar para ir comer.
Foi para o banho e logo em seguida colocou uma roupa mais velha para ficar em casa e foi almoçar junto a sua mãe.
Sentado à mesa, o garoto sempre falante durante as refeições se manteve em silêncio. A Jeon mais velha se questionava se algo havia acontecido com seu filho mais novo durante as aulas. Afinal, o mesmo havia saído bem de casa, sorrindo com Hoseok.
- Tudo bem, meu amor? - Perguntou Jeon Seoyun enquanto esticava a mão para tocar de forma carinhosa o braço de seu filho.
- Tudo sim, omma. - sorriu tentando despreocupar a mãe - Só anda acontecendo coisas, coisas bem confusas na verdade.
- Aconteceu algo na escola? - perguntou a outra.
- Bem... Tecnicamente, não.
- Vamos lá, me explique. Você sabe que eu não irei lhe julgar - disse de forma confiante.
Desde que Jeon se assumira para si, tentou manter o mais "descarado" possível que lhe apoiava e respeitava, e que independente de tudo, ela sempre irá nutrir um amor incondicional por ele. Ao contrário de seu pai, que não podia nem sonhar que mesmo era gay. Aquilo sem dúvidas acabaria com sua família, literalmente iria instaurar uma guerra entre os membros da família Jeon.
- O problema é que é algo extremamente bizarro e louco, omma! Hoje pela manhã, eu sonhei com um menino, só que o problema é que eu nunca havia o visto na vida, e meio que quando eu cheguei na escola, eu o vi! Ele falou comigo, omma! Tem noção do quanto minha cabeça 'tá pirada com tudo isso? - disse rápido, em um fôlego só.
- Se acalme, filho. - falou para o mais novo - Eu sempre lhe falei que tudo na vida tem um significado. Tudo tem um propósito, Guuk.
- Ah não, omma. Não comece com as mesmas baboseiras que Hoseok disse hoje de manhã.
- E como você explica isso? - perguntou desafiadora.
- Coincidência! Estudos científicos comprovam que nossa mente não é capaz de criar rostos, então eu possivelmente o vi de canto de olho por aí. Ele chegou há uma semana, eu poderia ter muito bem o visto durante minhas idas à biblioteca - disse simples.
- Mas e se for destino? Vidas passadas? Jeon, temos que nos abrir a tudo que a vida nos apresenta.
- Eu sei omma, mas ele nem sabe quem eu sou. Apenas nos esbarramos pela manhã e consequentemente acabamos criando um vínculo de conversa.
- Só de oportunidade a tudo, meu filho. Se permita conhecer, se permita viver pelo menos uma vez. Não pense em mais ninguém além de você neste momento, seja com um amor ou com uma amizade.
- Pode ser... - disse ainda receoso, mas com um sorriso tímido nos lábios ao pensar que poderia ter encontrado mais um bom amigo ou, até mesmo, um amor de seus sonhos.
Terminou então de comer, ainda conversando coisas aleatórias com sua mãe. Só parando no momento em que a mesma se levantou da mesa para ir organizar algumas coisas na cozinha.
Foi então para seu quarto, e lá pegou seu diário em uma das gavetas da escrivaninha.
Lá escreveu frases aleatórias, mas que no fim faziam o maior sentido e o apoiavam de uma forma indireta:
"Se permita viver".
"Se permita sentir".
"Se permita ser você mesmo".
"Apenas se permita".
E ele iria. Ele iria se permitir viver desta vez.
Autor pov off.
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