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Chinhae corria mais uma vez pelo bairro durante uma manhã fria, vestia uma blusa preta e uma short branco, sentia que precisava correr um pouco para pensar um pouco melhor em como faria para pegar algo para poder pegar uma amostra de DNA de Jae Joon e levar para Dong-Eun. Poderia ser fácil, mas se lembra do que a melhor amiga disse sobre esse homem, ele era agressivo, temperamental, descontrolado.

Ela disse fio de cabelo, mas Chinhae preferia que pegar saliva dele ao invés do cabelo, na verdade, precisava de qualquer coisa que tenha o dna dele.

Já viu Jae algumas poucas vezes e em nenhumas delas ele foi muito gentil, sentia arrepios ao ficar no mesmo ambiente que ele, mas havia prometido para sua melhor amiga que a ajudaria na vingança, custe o que custar.

Parou um pouco para descansar, precisava recuperar o fôlego, levou as mãos aos joelhos e se inclinou um pouco, talvez tivesse corrido um pouco demais, estava há uma distância considerável de casa. Um carro parou ao lado enquanto estava tentando normalizar a respiração, o vidro baixou.

Era Do-yeong.

──── Um bom dia para se exercitar ──── o homem disse.

Chinhae sorriu e ajeitou sua postura, apoio um dos braços na janela do carro.

──── Costumo correr antes de ir para Seul ──── Sorriu. ──── É bom pra pensar um pouco, gosto de ficar sozinho as vezes ──── explicou.

──── Entendo ──── Do-yeong aperta o volante. ──── Quer uma carona pra voltar pra casa?

Chinhae falaria não, mas precisa se aproximar de Do-yeong, essa pode ser a oportunidade perfeita para isso, tem que aproveitar todas as pequenas brechas que aparecerem.

E essa era uma delas, seria burrice de sua parte não aproveitar essa chance.

──── Bom, não quero atrapalhar ──── Gostava de fazer joguinhos, eram eles que deixavam tudo mais interessante. ──── Você está indo pro trabalho não é? ──── perguntou.

──── Estou, mas posso muito bem te dar uma carona ──── Do-yeong disse. ──── Você parece estar cansado também, então não vejo problema nenhum em te dar uma carona ──── O homem via a respiração ofegante de Chinhae, além disso seria um bom jeito de se aproximar dele e tentar conhece-lo melhor, afinal, ele é amigo de sua esposa.

──── Bom, se não tem problema, acho que vou aceitar sim ──── Chinhae disse.

Abriu a porta do carro e entrou, a fechou logo e em seguida Do-yeong começa a dirigir.

──── Então, como vai no trabalho? ──── Do-yeong perguntou.

──── Na mesma, as vezes é meio chato ──── Chinhae responde. ──── Mas eu gosto, não é um trabalho ruim.

──── Entendo ──── Doyeong diz.

──── Enfim, soube que a sua construtora está trabalhando em um projeto aqui em Semiyeong ──── mudou de assunto. ──── Admito, estou bastante curioso para saber do que se trata.

──── Estamos fazendo um trabalho com a prefeitura, se tudo der certo, devemos acabar em breve ──── Do-yeong mantinha o os olhar na rua.

──── Posso levar algum spoiler? ──── indagou.

──── Não posso dar detalhes por enquanto ──── Do-yeong diz. ──── Mas, posso dar uma dica.

──── Então pode dar, amo tentar resolver mistérios ──── Chinhae disse. ──── Pode falar.

──── Bom, tem haver com um jogo popular ──── Chinhae franziu o rosto.

──── Existem vários jogos por ai, preciso que seja mais específico ──── Chinhae ainda não sabia que jogo poderia ser, afinal, existiam vários.

──── É um jogo muito comum em praças ──── Chinhae ficou pensativo.

Porém quando iria responder, notou que já estava chegando em casa.

──── Obrigado pela carona ──── agradeceu e abriu a porta do carro. ──── Tenha um bom dia Do-yeong.

──── Disponha, tenha um bom dia também Chinhae ──── Do-yeong respondeu de volta.

Ambos sorriram, Chinhae fechou a porta do carro e o viu se afastar, Do-yeong parecia bem menos tenso que dá última vez que se viram, o quê era um bom sinal. Quando entrou em casa se arrumou para ir para Seul e passar na loja de Jae joon, só de pensar em estar perto dele já sentia uma sensação horrível, mas afinal, tinha como não sentir isso em relação a esse homem? Ele passava uma energia tão pesada, porém faria de tudo para ajudar sua amiga.

Se arrumou, colocou uma blusa de gola alta e um blazer marrom, uma calça da mesma cor e um sapato social, precisava estar apresentável. Respirou fundo, mesmo que não gostasse de interagir com ele seria necessário fazer esse sacrifício para ajudar sua amiga.

──── Bom, hora do sacrifício ──── murmurou para si mesmo.

Saio de casa e chamou um táxi para ir até a loja de Jae joon, observava a paisagem passando pela janela do carro enquanto lembrava da breve carona que Do-yeong lhe deu, foi pego de surpresa, todavia isso era um bom sinal, aos poucos iria conseguir se aproximar dele.

Quando chegou a Seul e o carro parou em frente a loja de Jae joon ele apenas respirou bem fundo e desceu do carro, agora era o momento em que ele precisava ser cauteloso e cuidadoso para que nada acabasse em um verdadeiro desastre. Pagou o taxista e desceu do carro, ficou alguns segundos parado olhando para a faxada da loja a sua frente.

Estava tenso, respirou uma, duas, três vezes antes de começar a andar em direção a entrada. Lá dentro era espaçoso, havia várias clientes ali, o lugar era organizado e vendia inúmeros sapatos.

──── Você por aqui? ──── Se virou para o lado assim que ouviu uma voz familiar. Era Myeong-oh.

──── Tava fazendo algumas coisas, aí decidi passar por aqui ──── Chinhae responde forçando um sorriso.

Myeong o olha por alguns segundos com uma das sobrancelhas arqueadas.

──── Pensei que não fosse com a cara do Jae joon ──── Myeong fala e quebra o silêncio entre os dois.

──── Nunca tive nada contra ele ────  Chinhae mentiu.

──── Não menti pra mim Myeong ──── Se aproxima de Chinhae. ──── Eu vi o jeito que olha pra ele com desprezo ──── sussurra perto do ouvido dele.

Chinhae deu alguns passos para trás, uma das funcionárias de Jae joon andou até eles.

──── Posso te ajudar em alguma coisa? ──── indagou com um sorriso simpático no rosto.

──── Pode sim, o Jae joon está? ──── Chinhae pergunta.

──── Infelizmente ele deu um saída.

Chinhae sentiu um pouco de alívio em saber que ele não estava ali, por outro lado precisava de alguma amostra do dna dele.

──── Assim, obrigado ──── agradeceu.

──── O quê tanto quer com ele? ──── Myeong estava curioso.

──── Não acho que seja da sua conta não é mesmo? ──── Myeong vai até Chinhae e aperta o seu braço.

──── Eu se fosse você, tomaria cuidado com o jeito que fala comigo ──── Chinhae sorriu.

──── Por quê? Você não é ninguém Myeong ──── Chinhae deixa o rosto próximo ao do outro, que por sua vez o olhava com fúria.

──── Foda-se também ──── Myeong o solta. ──── Eu ainda vou dar um jeito de conseguir dinheiro e sair daqui.

Chinhae cruzou os braços e sorriu, talvez ele pudesse ser útil para alguma coisa.

──── Myeong-oh, não seja tão otimista ──── disse. ──── Você não vai conseguir dinheiro tão fácil assim, ainda mais agora na vida adulta, mas talvez eu possa te ajudar ──── O puxou para fora da loja para que ninguém ouvisse o quê ele falaria.

──── Mas que porra.

──── Te dou 70 mil wons se pegar uma coisinha pra mim ──── Myeong parecia ter ficado interessado.

──── Começou a falar a minha língua ──── Myeong sorriu.

──── Então, é algo simples e fácil de fazer, não acho que você vai ter problemas ──── Chinhae disse.

──── E o que seria exatamente? Drogas? ──── Myeong indagou.

──── Isso aí já é a area da Sa-ra ──── murmurou. ──── Quero que pegue uma escova de dentes ou escova de cabelo do Jae joon pra mim.

──── E pra quê você quer isso? ──── Myeong estava confuso. ──── Vai se masturbar?

──── Se manca porra, não é nada disso ──── Chinhae se recompôs. ──── E você não tem que saber o motivo.

──── Verdade, tô fazendo isso só pelo dinheiro ──── Myeong fala.

──── Hora o quê temos aqui ──── Chinhae congelou ao ouvir a voz tão familiar atrás de si.

Era Jae joon.

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