13: Secretária
CHARLI, point of view
Nova Iorque
Eu estava exausta. Comecei a trabalhar ontem e não tive descanso desde então. Eu fazia papel de secretária, mãe e dona de casa, ainda não tive tempo para minha tarefa de esposa e me senti bem mal por isso.
Organizei algumas pastas e levei até a sala de Chase, não bati na sala ao entrar, joguei toda a papelada em cima da mesa e sorri, ele olhou pra mim confuso com aqueles óculos de leitura. Seu olhar era do mal o que fez algo em mim reagir.
— Olha, devia bater na porta da próxima vez que entrar — É a única coisa que ele diz e volta para o notebook, mas ele para e me olha de novo — Preciso que você pegue uns relatórios, cronogramas e contratos, revise tudo e repasse pra mim.
Olhei pra ele boquiaberto, mas não questionei. Disse para Chase a uma semana atrás que eu queria que ele me tratasse igual aos outros funcionários, mas ele é tão sério com todo mundo. Bom, ele é sério comigo, mas pelo menos eu fico com um tesão bem grande.
— Ok, Sr. Hudson — Ironizo.
— Ok, secretária — Ele retribui a ironia. Hoje eu não tô podendo com ele.
Bato a porta brava e vou para o elevador até chegar ao 5° andar, pego toda a papelada e novamente volto para meu andar, para meu escritório. Espalho a papelada na mesa e reviso tudo em menos de 3 horas. Achou que eu não conseguiria senhor Hudson.
Fui para sala de Chase, bati na porta e ele murmurou um “entre”. Entrei cautelosamente, coloquei os papéis em cima da mesa e encarei Chase. Ele sorriu e puxou uma cadeira atrás dele e colocou ao lado da sua cadeira. Não posso ficar do lado desse homem agora.
Lembro que a duas semanas atrás, quando eu ainda estava com a barriga enfaixada, eu ficava ao máximo longe de Chase, todas as vezes que estávamos perto a gente não conseguia se controlar e eu acabava me machucando, então tivemos que dar espaço um para o outro. Chase sabia meu ponto fraco, o babaca fez isso de propósito.
Eu ia conseguir, por isso sentei resolvi sentar ao lado dele como ele avia sugerido.
— Posso começar?
Ele não respondeu, apenas ficou encarando minha postura, que tentava mostrar coragem. O que seria bem mais fácil se ele não fosse tão lindo. Em vez de dizer alguma coisa, ele fez um gesto em direção aos papéis, pedindo que eu continuasse.
Limpei a garganta e comecei a apresentação. Enquanto eu passava pelos diferentes aspectos da proposta, ele se manteve em silêncio, olhando fixamente para sua cópia do texto. Por que estava tão calmo? Aquilo estava me deixando nervosa. Eu estava inclinada sobre a mesa, explicando um grupo de gráficos, quando aconteceu.
— O cronograma dessa semana foi meio desneces... — parei no meio da frase, com meu ar preso na garganta. A mão dele pressionou gentilmente a parte de baixo das minhas costas e então começou a descer até parar na curva da minha bunda. Trapaceiro.
O calor de sua mão queimou através da minha saia e chegou até a pele. Cada músculo do meu corpo ficou tenso, e senti como se minhas entranhas estivessem virando água. Saudade desse toque.
Enquanto meu coração batia forte no peito, pelo menos meio minuto se passou, e nenhum de nós disse nada quando a mão dele se moveu para minha coxa e começou a acariciar.
⚠️Vai começar o hot, se vc ñ gosta recomendo que vc pule, eu aviso quando acabar⚠️
— Deite-se na mesa, srta. Hudson — sua voz calma quebrou o silêncio e eu ajeitei minhas costas.
Vagarosamente, eu me deitei, enquanto ele passava a mão pelo meu corpo. Eu podia sentir a maneira como ele esticou a mão, tocando com a ponta dos dedos toda a extensão das minhas costas até pressionar seu polegar contra a pele macia dos meus quadris.
Ele começou a deslizar a mão mais para baixo. Seus dedos percorreram minha coxa até a barra da saia. Então começou a subir a ponta do dedo, tracejando a alça da minha cinta-liga, esbarrando na renda que sustentava a meia. Um longo dedo deslizou por baixo do tecido fino e o puxou levemente para baixo. Eu soltei um suspiro entrecortado, de repente me sentindo como se estivesse derretendo por dentro. Como eu poderia deixar meu corpo reagir daquela maneira?
Um desejo angustiado estava se concentrando entre as minhas pernas. Ele alcançou o topo da minha calcinha e deslizou os dedos debaixo do tecido. Senti sua carícia contra minha pele e o resvalar em meu clitóris antes de ele enfiar o dedo lá dentro, e então mordi os lábios, tentando, sem sucesso, abafar meu gemido.
— Merda— Ele grunhiu silenciosamente — Você está molhada — Seus olhos se fecharam e ele parecia lutar a mesma batalha interna que eu enfrentava.
Olhei para seu colo e pude ver o quanto ele pressionava contra o tecido macio da calça. Sem abrir os olhos, ele tirou o dedo e agarrou a renda fina da minha calcinha. Chase estava tremendo quando olhou para mim e tirou minha calcinha.
Ele puxou minhas coxas com força, ajeitando meu corpo em cima da mesa fria e abrindo minhas pernas na sua frente. Soltei um gemido involuntário quando os dedos dele voltaram, escorregando por entre minhas pernas e me penetrando novamente. O toque de Chase não era aquela coisa gentil e amorosa a que eu estava acostumada, mas era o que eu estava precisando.
Minha cabeça pendeu para o lado quando me apoiei nos cotovelos, sentindo um orgasmo iminente se aproximando a todo vapor. Para meu completo horror, soltei um sussurro implorando:
— Oh, por favor — Eu estava tão desesperada pelo toque dele.
Ele parou de mexer, puxou os dedos de volta e se manteve parado me olhando. Eu me sentei, agarrando sua gravata de seda e puxando sua boca com força contra a minha. Seus lábios perfeitos, firmes e suaves. Mordi seu lábio inferior enquanto minhas mãos rapidamente baixavam até o cós de sua calça, onde abri a fivela e tirei o cinto por inteiro.
— É melhor você estar pronto para terminar o que começou sr. Hudson.
Ele soltou um grunhido raivoso do fundo da garganta e tomou minha blusa com as mãos, rasgando-a até abrir, fazendo os botões prateados se esparramarem pela mesa.
Então, deslizou as mãos pelas minhas costelas e sobre meus seios, apertando com os polegares em meus mamilos endurecidos, com seu olhar fixado na minha expressão durante todo o tempo. Suas mãos eram grandes e tão me apertaram tão forte que quase me machucavam, mas, em vez de reclamar ou me afastar, eu pressionei o corpo contra suas palmas, querendo ainda mais, e mais forte. Ele rosnou e apertou ainda mais com os dedos.
Ele se inclinou o bastante para morder meu ombro e então sussurrou:
— Você é tão gostosa Charli, e ainda gosta de provocar, não é?
Sem conseguir me aproximar mais, eu me apressei com seu zíper, tirando e jogando suas calças e cueca no chão. Então apertei forte seu membro, sentindo-o pulsar em minha mão. A maneira como Chase sussurrou meu sobrenome naquele momento — “Hudson” — Meu Deus era tão bom ter o sobrenome dele.
Ele forçou minha saia acima das coxas e me empurrou para trás sobre a mesa do seu escritório. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ele segurou meus calcanhares, agarrou seu membro e deu um passo para frente, penetrando fundo dentro de mim. Eu nem pude ficar horrorizada pelo gemido alto que soltei — aquilo era melhor do que qualquer coisa.
— O que foi? — Ele sussurrou entre os dentes cerrados enquanto seus quadris batiam contra minhas coxas, colocando-o fundo e mais fundo. — Nunca foi fodida dessa maneira antes? Seu ex nunca fodeu você assim?
Chase não era Chase e eu não era eu, me perguntava se era um sonho e eu estava fazendo a versão mais malvada do Chase.
— Talvez tenha sido um pouco melhor — provoquei.
Ele riu, uma risada quieta e debochada.
— Você mente muito bem, Charli.
Ele tirou bem quando eu estava prestes a gozar. Por um instante, achei que iria me deixar ali daquele jeito, mas então ele agarrou meus braços e me puxou para fora da mesa, pressionando lábios e língua contra minha boca.
— Olhe para mim — Eu olho — Peça para eu te fazer gozar.
Seu tom de voz não parecia certo. Parecia quase uma pergunta. Eu queria sim que ele me fizesse gozar. Mais do que qualquer coisa. Mas eu não ia pedir, não peço coisas. Por que ele não podia ser delicado igual no banho? Bebemos alguma coisa? É um sonho?
Baixei a voz e olhei em seus olhos.
— Você é um filho da puta, sr. Hudson.
O sorriso dele mostrou que, seja lá o que ele queria de mim, conseguiu. Isso é um sonho.
— Peça por favor, srta. Hudson.
— Por favor, vá se foder.
A próxima coisa que senti foi o frio da janela contra meu peito, e gemi por causa do contraste de temperatura entre o vidro e a pele. Eu estava ardendo, cada parte de mim queria sentir o toque dele.
Ele sussurrou algo no meu ouvido e começou a morder meu ombro. Então, chutou levemente meus pés.
— Abra as pernas.
Separei as pernas e, sem hesitação, ele puxou meus quadris para trás e se aproximou mais, antes de enfiar tudo dentro de mim novamente.
— Você gosta do frio?
— Sim.
— Charli, você é uma safadinha — Ele murmurou, tomando minha orelha com os dentes — Você sabe que toda Los Angeles pode olhar para cima e assistir você sendo fodida, e você está adorando cada minuto disso.
— Pare de falar, você está estragando o clima — Eu respondi, embora ele não estivesse. Nem um pouco. Sua voz grave estava me levando à loucura.
Ele apenas riu no meu ouvido, provavelmente percebendo como eu me arrepiava com suas palavras.
— Você quer que eles assistam você gozar? — Eu gemi em resposta, incapaz de formar palavras com cada estocada me pressionando cada vez mais contra a janela. — Diga. Você quer gozar, srta. Hudson? — Ele disse, penetrando ainda mais fundo com cada estocada — Apenas diga — Ele se inclinou para frente, chupou minha orelha e depois mordeu com força. — E eu prometo que vou fazer você gozar.
— Por favor — Eu disse, fechando os olhos para apagar todo o resto e apenas senti-lo. — Por favor. Sim, eu quero.
Ele esticou o braço e moveu as pontas dos dedos por cima do meu clitóris, exercendo a pressão perfeita, no ritmo perfeito. Eu podia sentir seu sorriso pressionado contra minha nuca e, quando ele abriu a boca e mordeu minha pele, eu gozei. Um calor se espalhou por minhas costas, ao redor dos quadris e entre as pernas, me jogando de volta contra ele. Minhas mãos bateram no vidro e meu corpo inteiro tremeu com o orgasmo que se espalhou em mim, me deixando sem ar.
Quando finalmente acabou, ele saiu de dentro e me virou, mergulhando a cabeça para chupar meu pescoço, meu queixo, meus lábios. Afundei minhas mãos em seu cabelo e puxei com força, esperando tirar alguma reação dele. Ele grunhiu, inclinando-se em minhas mãos e beijando meu pescoço de cima a baixo enquanto pressionava a ereção em minha barriga.
— Isso é um sonho? Você bebeu? — Perguntei.
— Eu fiz você gozar e a primeira coisa que você pergunta é se eu bebi? — Ele ri, suas mãos estavam segurando os dois lados do meu rosto — Eu tinha que bancar o chefe durão.
— Não é só o chefe que tá duro, o amigo dele...
— Vai voltar a trabalhar, srta. Hudson — Ele disse bravo.
— Não dá, você rasgou minha blusa, minha saia. Cadê minha calcinha?
Chase olhou para a mesa com os olhos arregalados. Sim, você fez isso. Ele suspirou e pegou o terno, veio até mim e colocou em cada braco e fechou.
— Eu acho que eu não tenho mais nada pra resolver hoje e você? — Ele perguntou no meu ouvido.
— Meu chefe chato vai embora então... acho que tô liberada — Dei um beijinho em seu lábio — A gente pode continuar em casa?
— Com certeza a gente vai continuar em casa.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top