11| Lembrado!
Assim que acordei, ainda estava aquele senhor. Uma enfermeira avisa que acordei lá de fora e, pareceu chamar alguém. Aquele garoto... Estranho, parecia que já o conhecia.
Ele entra com um buquê nas mãos, me entrega e diz:
- É... Oi, Kirza.
- Oi... Quem você é? Fui grossa contigo aquela hora mas, já estou mais calma. Por que me chamou de amor?
- Nós somos namorados!
Quando ouvi isso, fiquei um tempo calada, pensando.
- Hã... Sério?
- Sim, filha. - Responde-me meu pai.
Conversei um pouco com eles. Pareciam legais e divertidos. Mas se meu pai estava aqui, onde estava minha mãe?..
- Senhor, onde está minha mãe?
- Filha, sua mãe morreu sete anos atrás...
Olhei para o teto apertando os lábios tentando não chorar.
- Olhe, aqui está uma foto dela.
Que moça linda.
- E essa criança no colo, é você! Brincando no parque.
Olhei bem para a criança e para 'minha mãe'. Eu conhecera aquele parque. Minha mãe... Tudo se embaralha em minha mente, trazendo mais e mais imagens dessa moça..
- Mãe!
- Se lembrou dela?
- Mãe!
- Que bom, filha! Que bom! - Abraçou-me o senhor.
Ele beija minha testa. Foi um beijo tão gostoso, repleto de carinho. O melhor beijo que sempre recebi do meu pai. Espere!
- Pai! É você, pai! É você!
O doutor vê que me recordo dele, mas do garoto..:
- Vocês namoravam à muito tempo?
- Não, doutor. - Respondeu o garoto. - Quando ela se lembrará de mim?
- Por não terem muitas memórias juntos, talvez meses...
3 meses se passam...
Era tão bom estar em minha casa. E aquele garoto, tão gentil, me trazia flores todo dia não se importando do local onde eu estava.
Meu pai, o cumprimenta e nos deixa a sós:
- Oi, Query.
- Oi, senhor!
Sentamos no banco da praça.
- Ainda não se lembra de mim?
- Não. Mas, acredito que não é preciso eu lembrar para não ficarmos juntos...
Ele me dá o buquê.
- Mas, você não confiaria em mim.
- Haha! Agora diz você.
Nos beijamos. Aquele beijo teve um gosto que, reprisou alguns momentos em minha cabeça. Query... Query!
Paramos de nos beijar. O olho e dou um sorriso enorme!
- O que foi?
- Query! Eu, lembro! Eu lembro!
- Meu Deus, mal posso acreditar! - *risos*.
Coloco meus braços dentre seu pescoço e o beijo. Foi tão bom lembrar quem ele era... Era um beijo tão importante que, curou minha amnésia.
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