CAPÍTULO 17
⚠Atenção ⚠
A música no link acima faz parte da leitura. Indicaremos o momento exato para você começar a ouvir e ter uma experiência maior.
Ainda imóvel, sentada com o livro sobre as pernas, a menina dos cachos olhou novamente a imagem daquela artista com estilo de moda bem peculiar. Lady Gaga estava estranhamente linda na foto. Olhou novamente para a janela com uma fresta aberta, e sentiu vergonha de si mesma, pensando que estava acontecendo algo. Era apenas o vento. Após fechar a janela, ela começou a ler sobre a Diva, e percebeu que a aceitação do estilo pessoal de Gaga no começo da carreira era tão contrariada quanto à rejeição de seu pai com seu sonho de ser cantora.
Stefani Joanne Angelina Germanotta
Mais conhecida pelo nome artístico Lady Gaga, é uma cantora, atriz, compositora, produtora musical, modelo, ativista e dançarina estadunidense. Ela começou a apresentar-se no cenário musical de rock no Lower East Side em 2003, e mais tarde matriculou-se na Tisch School of Arts da Universidade de Nova Iorque
Gaga ganhou proeminência como uma artista após o lançamento do seu álbum de estúdio de estreia, intitulado The Fame, em 2008. O disco foi um sucesso a nível crítico e comercial, tendo atingido o número um no Reino Unido, Canadá, Áustria, Alemanha e Irlanda, enquanto nos Estados Unidos alcançou a posição máxima de número dois na Billboard 200.
Um sentimento de desesperança, junto à algumas desaprovações já vividas pela garota; falta de fé de alguns conhecidos e amigos, e até mesmo o sarcasmo de alguns parentes, levaram-na à umedecer seu rosto com algumas lágrimas.
Enquanto isso, o flash visto por Esther instantes antes, cortou o céu indo em direção próximo a sua casa. Assim que ela fechou a janela, não pode perceber o som que fazia do lado de fora do quarto. Enquanto lia os parágrafos que surgiam da Diva, não percebeu sua janela ser aberta, pelo o que parecia ser a sombra de garras com braços longos, corpo esguio e de grande altura.
Sua janela ficava a pouco mais de um metro de distância e da cama, localizada no centro do quarto, entre sua cabana de lençol e seu guarda-roupa. Entretida na leitura e emoções revividas, a luz das páginas, já natural agora para garota, era a única iluminação que entrava na cabana, juntamente com a luz da lua pela janela, deixando assim, o resto do quarto em desfoque e escuridão.
Quatro seres entraram no quarto, se posicionando na sombra perto do guarda-roupa, o da frente parecia ser pouco maior e líder dos outros. Começaram a caminhar em passos leves, quase nas pontas dos pés. Chegando perto da cabana, a garota soltou:
— Little Monsters!* — olhava para o livro.
Os quatro seres se assustaram, recuando para trás, fazendo o último bater o pé no guarda-roupa. O barulho fez Sant’Anna olhar para a sombra, percebendo a presença dos quatro, arregalando os olhos. Ao abrir a boca, já pronta para soltar um grito, viu o gesto dos monstros pedindo que ela ficasse quieta. O livro sempre a fazia ouvir alguma música específica, e pode ouvir, bem ao longe, a música Bad Romance de Lady Gaga. Ela pode ver a criatura da frente levantar apenas dois dedos, indicador e médio, juntos ao alto, chamando atenção dela para sua mão. Um brilho surgiu de sua testa.
— Vocês são Little Mons.. — ela desmaiou.
Ela foi pega no colo pelo monstro maior, a levando para fora do quarto. Viu alguns flashes como um rosto albino sem olhos, quase sem nariz e boca, a segurando no colo saindo de seu quarto; barulho de galhos e o cheiro de grama do lado de fora de sua casa; e uma luz que quase a cegava de tão resplandecente, eles flutuavam em sua direção. Ela tentava manter os olhos abertos, mas era como se algo não quisesse que ela visse tudo aquilo, se sentindo cada vez mais fora de si, inconsciente.
Alguns flashes de visão ainda vieram, vendo o que parecia ser um espaço totalmente tecnológico, alguns monstros como os 4 de seu quarto andavam pelo espaço e uma cadeira com encosto longínquo, digno de algum rei ou rainha. Ela repousava sobre uma estrutura horizontal branca acolchoada, dando a garota um conforto de outro planeta.
Ainda muito sonolenta, ela pode ver uma luz entrar pelo espaço. Vinha da enorme janela horizontal cobrindo boa parte do espaço atrás dela. Percebeu ser o sol, e pode ouvir um ruído de uma porta automática destravando. Um vulto chegou a sua frente, e esticando os dois dedos juntos ao alto, sua testa brilhou, e Ester apagou novamente.
— Levem-na para a arena! — uma voz feminina pulou em seu ouvido pouco antes de apagar totalmente.
Desacordada e com olhos fechados, sua mente despertou ao ouvir o que parecia ser o som de uma torcida em um estádio lotado. Seu corpo não correspondia à sua mente, mas ao tentar se mexer, percebeu que ainda estava no colo de um dos monstros. Forçando abrir os olhos, desacreditou no que viu. A nave sobrevoava acima de um estádio no meio de um deserto. Estádio que parecia ter sido feito especialmente para aquele feito. Totalmente tecnológico, com um palco de tirar o fôlego.
Quase no meio do estádio, numa distância estratégica, próximo ao palco, flutuava uma cadeira à quase 10 metros do chão, dando altura exata para poder ter visão total do palco, que tinha também, grande distância do chão.
Ouvindo aquele povo aplaudir incessantemente, a criatura que a levava deixou-a sobre a cadeira e pulou até o palco. Esther virava-se quase 360 graus para ver o estádio por completo. O cheiro de areia cobria o lugar, enquanto que o sol queimava levemente a pele mulata da garota. Olhando de frente para o palco, pode ver grandes cortinas e uma luz que iluminava detrás refletindo uma silhueta feminina. As pessoas vibraram.
(Aperte play na música no link acima antes de continuar a leitura)
Com o começo da música, vendo as cortinas se abrirem, no centro do enorme palco, havia um trono todo de Cristal. Lady Gaga estava em seu posto sentada, trajada em algumas roupas que pareciam ser comuns entre seu próprio povo espalhados pelo estádio. Um silêncio se manifestou.
Esse é o manifesto da Mãe Monstro.
Todos fecharam seus olhos, em atenção total a rainha.
Em TEDG, um Território Estrangeiro de Propriedade do Governo e do espaço.
Um nascimento de proporções magníficas e mágicas ocorreu.
Mas o nascimento não era finito. Era infinito.
Quando o ventre se abriu e a mitose do futuro começou,
Percebeu-se que esse abominável na vida não era temporal, e sim eterno.
E assim começou o início de uma nova raça.
Uma raça dentro da humanidade.
Uma raça sem preconceitos, sem julgamentos, mas uma liberdade sem fronteiras.
Mas nesse mesmo dia, enquanto a mãe eterna desovava no multiverso, um outro nascimento mais assustador aconteceu.
O nascimento do mal.
Esther arregalou os olhos ao ver a rainha agonizando de dor, enquanto via algo sombrio invadir o palco e algumas criaturas a socorrendo. Acalmando-a, pode a ver se recompondo, e voltando em sua posição natural. Tomou um gole de um líquido azul e levantou em direção a borda do palco.
Enquanto ela se dividia em dois, girando de agonia entre duas forças elementares, o pêndulo da alegria começou a dançar.
Parece fácil imaginar, gravitar instantaneamente em sem desviar em direção ao bem.
Ela estendeu o braço mostrando uma bala de arma, e a deixou cair.
Mas ela se perguntou: Como protegerei algo tão perfeito sem o mal?
Pode-se ver uma fileira de monstros entrando de cada lado palco, e rodeando a Diva, a tapando da visão de Esther. Ao saírem de perto, puderam ver Gaga agora com outra roupa. As criaturas pararam dos dois lados da Diva formando uma fileira horizontal de cada lado. Apontaram para Esther sentada, que reagiu surpresa ao ver, e com movimento de puxar o braço para cada um de si, ela pode sentir sua cadeira agora flutuar em direção ao palco.
Olhou para baixo, não havia truque para aquilo, e pode sentir sua cadeira chegar a um metro de distância da borda da enorme estrutura.
Minha mãe me disse quando eu era jovem
Que todos nós nascemos super estrelas
Ela penteava meus cabelos e me passava batom
No espelho da sua penteadeira
Não há nada de errado em amar quem você é
Ela dizia: Pois Ele te fez perfeita, querida.
Então levante a sua cabeça, garota, e você irá longe
Me escute quando eu digo.
Eu sou bonita do meu jeito
Pois Deus não comete erros
Estou no caminho certo, querido
Eu nasci assim
Não se cubra de arrependimentos
Apenas ame a si mesma e você estará bem
Eu estou no caminho certo, querido
Eu nasci assim
Ooh, não tem outro jeito
Querido, eu nasci assim
Querido, eu nasci assim
O estádio inteiro vibrava, enquanto fogos explodiam no ar; algumas criaturas não se aguentavam de emoção, voando por todo espaço; Esther aplaudia no ritmo da música e se remexia sentada, sentindo agora um cheiro doce, mas não conseguia explicar do que era; ela viu a Diva chegar pertíssimo dela, esticou o braço, e a cantora pode tocá-la, a contagiando de emoção.
Por um momento seu olhar foi distante. Lembrou de tudo que seu pai e muitos outros diziam. De antemão, as lembranças de sua mãe sempre conversando com ela, a deixou mais alegre, e percebeu o que Gaga estava querendo transmitir com aquela música. Voltou sua atenção ao palco e viu a cantora piscando de um olho para ela, fazendo soltar um sorriso sincero de volta.
Após o show acabar, as pessoas não se cansavam de gritar e aplaudir. Lady Gaga fez um movimento chamando a cadeira de Ester para si, fazendo-a levitar até um braço de distância dela. A menina a encarava toda sorridente. A cantora estendeu a mão e levantou a garota que lhe deu um abraço não resistindo.
— Obrigado, obrigado! — a voz de Ester abafou no abraço.
— Eu que agradeço, sua linda! — passou a mão em seu cabelo - Olha aqui pra mim! — afastou-a olhando em seus olhos — Você nasceu assim! Não se importa com que as pessoas, ou até mesmo seu pai diz de você..
— Sim.. — uma lágrima escorreu pelas suas bochecha.
— Repete comigo: Deus não comete erros!
— Deus não comete erros! — sorriu enxugando a lágrima.
— Eu nasci assim!
— Eu nasci assim! — ela repetiu sentindo confiança.
— Isso aí! — levantou a mão no alto e se cumprimentaram — Essa é a verdade.. Seja você mesma, ame-se! Você nasceu assim!
— Obrigada! — a garota sorriu vendo seus olhos brilharem.
Gaga olhou para um monstro o chamando, esse entregou-a um objeto, e ela mostrou para Ester.
— Agora que mais um passo foi dado, vou te dar isso! — esticou o braço.
— Mais um passo? Pra quê? — esticou a mão recebendo o objeto metálico.
— Tudo em seu tempo! Em breve você saberá. — sorriu, fazendo a garota sorrir de volta.
Elas puderam ver uma forte luz branca surgir em cima delas. Ester olhou para cima e desconfiada, perguntou:
— Eles não vão me fazer dormir de novo, né? — sua cara de descontentamento contagiou a cantora.
— Não vão! — ela riu — Você é minha convidada especial de volta pra casa! — esticou o braço perpendicularmente, com o cotovelo encostado em sua cintura, olhou para Ester que colocou a mão sobre a dela.
As duas flutuam em direção a nave sobre suas cabeças. Ao adentrar no lugar, a jovem não conseguia parar de admirar cada centímetro do local. Sua sensação era de estar dentro de um filme de ficção científica. A nave saiu mais rápido que a velocidade da luz, mas não teve efeito para eles lá dentro. A garota caminhou até o centro da enorme janela que havia visto mais cedo, e pode ver a imensidão do universo. A direita, começou a surgir o planeta Terra, e ela sem piscar, vislumbrava tudo aquilo. A cantora caminhou até seu lado esquerdo, e apoiando o braço direito em seu ombro, a abraçou.
— Eu sei que você não queria, mas já já estaremos na sua casa! — a garota fez uma cara de tristeza, e abraçou-a de volta.
*Little Monsters: Nome dado aos fãs de Lady Gaga.
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