Capítulo 5: 4° dia na ilha (31 de janeiro de 2013)

      O tempo estava péssimo, estava caindo um forte temporal, com fortes ventos que pareciam que iam derrubar as árvores. Eu estava com muito frio, meu corpo tremia e meu rosto ficou sem movimentos. Lembrei do meu professor de educação física, chamado Duda, que havia ensinado como se esquentar nas manhãs frias de minha cidade, para isso eu deveria fazer um alongamento e correr no mesmo lugar.

      Choveu o dia inteiro, devia ter pego gravetos e pedras para tentar acender uma fogueira. Recordei o que minha avó sempre falava:

      - Minha neta Crislaine Stefanya, quando os pássaros ficam agitados e gritam ao invés de cantar, a chuva vem e não tem para ninguém.

      Dentro da caverna os morcegos estavam se debatendo e fazendo uns barulhos estranhos, pareciam um gato chiando com uma bola de pêlos entalada na garganta. A água da chuva e da cachoeira com os fortes ventos entraram e acabaram me molhando. Comecei a cantar:

      - Pensamentos, voam como um vento, pra se livrar, não lembrar dos maus momentos...

      Acho que cantei muito alto e o teto começou a cair bem lentamente.

      - Será que eu canto tão mal assim?

      Fiquei quieta e deprimida até o amanhecer.

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