03. o orgulho da sonserina

    
   
   
    

CAPÍTULO TRÊSato um

    
   
   
    

TOM Marvolo Riddle. Havia descoberto seu nome completo por acidente, agora não saía mais da minha cabeça. Surpreendentemente, o garoto era mais do que aparentava, era mais que um bruxo esplêndido. Era um bom aluno também, gostava e se interessava por tudo que eu conseguia lhe falar. Ao menos, não me sentia tão sozinha, tinha uma companhia.

Tom me contou sobre seus planos. Havia reunido um grupo de fracassados com ódio no coração, todos da Sonserina e de famílias puras, e iam atrás de vítimas para assustar Hogwarts. Para a minha surpresa, Avery estava no meio desse circo.

Era um plano idiota, e eu não gostava do fato de Tom não sujar as próprias mãos. Isso só indica que de uma certa forma, ele ainda sentia algo pelos trouxas, apesar do ódio que carrega do pai. Pretendia visitar a mansão Gaunt para reviver as memórias do passado, numa tentativa de se descobrir.

Uma de seus marcos que mais me deixam assustada é o fato dele ter conseguido abrir a Câmara de Salazar Sonserina. Eu não conseguiria engolir a história enquanto ele não me mostrasse pessoalmente, somente para provar que ele é um Gaunt e descendente de Sonserina.

— Oi — Riddle sentou-se na cadeira ao meu lado. Encarei-o desentendida, já que gostava de sentar com sua gangue.

Observei Olivia Hornby, uma garota extremamente irritante e, infelizmente, da minha casa, sentar no outro lado de Riddle, o encarando de forma estranha.

— O que faz aqui? — questionei, finalmente desviando minha atenção da garota e encarando Riddle, que estava sentado de forma relaxada.

— Prefiro os fundos. Consigo observar melhor todo mundo — sussurrou. Abri um sorriso malicioso, entendendo sua colocação. — E hoje não estou afim da atenção dos professores em mim — completou, me fazendo assentir novamente.

Tom esticou os braços e se espreguiçou, soltando um suspiro de alívio ao fazer tal ato.

— Concordo com o que falou. E cuidado com a biscate — sussurrei para Riddle, que me encarou confuso. Prevendo que Hornsby estava prestes a cutucar Tom, ouvi Slughorn adentrar a sala de aula em passos calmos.

Horace Slughorn é um professor difícil de ser agradado. Porém, bastava minhas notas e minha participação em suas aulas, já me considerava dentro da lista da pequena panelinha que ele tem. Ainda não fui convidada pessoalmente por ele, o que me deixava um pouco desanimada com o mesmo.

— Esses alunos petrificados... — ele sussurrou. E então, encarou-me. — É uma pena que esses pobres alunos tenham sido petrificados, não? Só espero que encontrem o maldito que está fazendo isso — ele comentou comigo. Fingi falsa concordância. Encarei Tom pelo canto do olho, vendo-o rir sem fazer qualquer som.

— Sim, senhor. Também espero — falei falsamente, Slughorn assentiu e afastou-se finalmente, indo para sua mesa.

— Espera que eu seja pego, Grindelwald? — Tom tombou para o meu lado e sussurrou, com os olhos negros em mim. Abri outro sorriso malicioso.

— Se eu quiser, eu mesma te cato, moleque — Ele começou a rir, se afastando e me deixando em paz.

A aula de Poções chegou ao seu fim e eu estava a terminar algumas anotações quando algo me veio. Era como se fosse um gosto amargo de limão na minha boca, me causando repúdio e agonias. Percebi que era um cheiro que me causava isso, o que era estranhamente incomum.

— Deveria parar de ser idiota, quatro-olhos. — A voz irritante de Hornsby e seu bando atravessou a sala e eu levantei os olhos, observando Myrtle Warren.

A menina estava passando por mim, e tentou atravessar as garotas, porém elas a impediram de sair da sala. Olhei para a mesa de Slughorn e o percebi concentrado em suas anotações, ou ignorando completamente a situação.

Senti o desgosto aumentar mais, sabia que mamãe desaprovaria isso e me xingaria.

— Hornsby. — Vi a garota me encarar assustada. Abri um sorriso maldoso. — Deveria aprender a calar a boca, sua desbocada. — Ouvi risos bem baixos de suas amigas, que se calaram sob o olhar raivoso de Olivia.

Era impressionante para mim o tamanho da falsidade que elas exalavam. Eu sou falsa. Ao menos, não me disfarço tanto. Todos sabem que sou maldosa de uma certa forma. Por isso, ninguém se aproxima de mim.

— Olha quem fala, Grindelwald.

— Exatamente. Deveria tomar cuidado com quem peita. — Abri mais meu sorriso, observando o efeito explodir no corpo de Hornsby. A mesma puxou suas duas colegas e saiu pisando duro, ignorando completamente Myrtle Warren, que me observava assustada. — Uma dica: de coragem, elas só tem da boca para fora.

Juntei sem organizar as coisas e me afastei de Warren sem prestar atenção na sua reação. Saí da sala de Poções e tomei o meu caminho para a sala da Corvinal.

Precisava estudar mais as aulas de Slughorn, estão ficando cada vez mais difíceis, porém, quero manter ao menos meu placar no lugar dele.

Estupefaça! — Mal tive tempo de me virar e senti o feitiço me acertar com força pelas costas, me fazendo derrubar tudo.

Observei irada assim que recobrei meu equilíbrio do chão. Olivia Hornsby me encarava espantada, sua varinha não estava em nenhuma das suas mãos, o que me deixou desentendida. Ela se encontrava perto de Myrtle novamente.

Tombei a cabeça para o lado e observei Warren. Você vai pagar por isso, peste. A varinha dela estava levantada e a mesma me encarava aterrorizada.

— Não foi para te acertar! — ela sussurrou. Tive que fazer esforço para ouvi-la. O ódio crescia cada vez mais em mim.

— Precisa melhorar essa mira aí, quatro-olhos — Hornsby riu de escárnio e tornei a marcar minhas vítimas.

Afastei-me sem dizer nada e voltei ao meu percurso. Tom Riddle tem uma dívida para pagar. Sorri comigo mesma. Estava mais do que pronta para cobrar dele.

No mais tardar, Riddle me contou que Dippet, o diretor de Hogwarts, havia acionado as autoridades mágicas.

— E as autoridades virão? — perguntei curiosa.

Era só o que me faltava, ele ser completamente paranóico.

— Não. Até onde eu entendi, Darius disse que não virão, pois acham que deve ser uma crise ou alguém querendo fazer bullying — respondeu. Assenti e encarei a barreira de árvores da Floresta.

Um silêncio caiu sobre nós.

— Sente saudades de alguém da sua família? — perguntei, ainda com a atenção na barreira, brincando com as mãos.

— Não tenho família — Riddle chamou minha atenção com sua resposta.

Encarei seu rosto liso feito porcelana e observei algo esquisito. Não era careta, mas chegava perto. Como se estivesse triste e com raiva ao mesmo tempo.

— Agora tem — sussurrei, vendo seus olhos escuros me penetrarem, surpresos. Abri um sorriso pequeno. — Você tem Darius, Edward, Lysandra e Macnair.

— Você não se considera parte disso, Athenodora? — Sua pergunta me pegou desprevenida.

Seu olhar escuro estava sobre mim, e sua pele brilhava sob a luz fraca da Lua. Ele me avassalava com a intensidade de suas falas e gestos.

— Não, pois sou uma sucedida que não necessita de perdedores como vocês — comentei, erguendo o meu queixo e exagerando na minha ironia. Ele riu baixo. — Que foi?

— Sucedida. Você não quer nem ser grandiosa, Athenodora, você será uma perdedora para sempre. — Soquei com força seu ombro, o fazendo aumentar mais sua risada. — Desculpe-me. Tive que dizer.

Abri outro sorriso. Lembrei-me do Estupefaça! de Myrtle Warren. Aumentei mais meu sorriso.

— Agora está me assustando. — Riddle endireitou-se e deixou suas feições sérias. — O que aconteceu?

Senti-me arrepiada.

— Tenho uma tarefa que você pode fazer para pagar algumas dívidas que tem comigo — comentei, olhando para o chão.

— Pois então, diga.

— Dê uma pequena lição em Myrtle Warren — sussurrei, temendo que alguém pudesse nos ouvir.

Senti meu arrepio aumentar ao ver o relampejo de maldade em seus olhos, agora claros, como se tornassem verdes aos poucos.

— Com muito prazer, minha cara.

    
   
   
    

oioi, capítulo três revisado!

eu estou mudando alguns elementos para melhorar a história, a fim de trazer uma proposta melhor ;)

por favor, me digam o que estão achando! eu gosto muito de feedbacks e etc.

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