01. a casa nobre de gaunt
CAPÍTULO UM — ato um
PARA o meu azar, havia descoberto o nome da velha: Galatea Merrythought, professora de Defesa Contra as Artes das Trevas de Hogwarts. Apesar de ser a minha matéria favorita desde que eu iniciei, há seis meses mais ou menos, Galatea não era a minha professora favorita. A paciência para escutar cada palavra lenta que saía da boca dela não fazia parte da minha personalidade.
Aumentando o meu infortúnio, mais da metade dos alunos da minha classe eram sangue-ruins. E Tom Riddle se encontrava na maioria das aulas que eu participava.
Passei a observá-lo intrigada no último mês, pude perceber sua curiosidade e ansiedade em livros esquisitos que ele pegava. As Famílias Nobres. Um Pouco da História da Bruxaria. Já considerei a possibilidade de querer se informar, já que é um nascido-trouxa. Esse ato de observá-lo se tornou meu hobby favorito, afinal, eu não tinha muitos amigos por todos terem medo do meu sobrenome. Oh, pelas barbas de Merlin.
Tom Riddle é um garoto estranho para mim. Pude ver que se sentia excluído na sua casa - a Sonserina, mas tinha pego a afeição de todos os professores tão rapidamente, me deixando impressionada com seu carisma.
Apesar de trouxa, tinha muito poder para um bruxo. Uma vez, em uma aula de Feitiços, Riddle conseguiu levitar o candelabro que tinha na sala! Nesse dia, estávamos no meio da lição Wingardium Leviosa e, antes de abusar de suas habilidades, ele primeiro levitou antes de qualquer um a sua pena branca. Ousado e orgulhoso, apontou a varinha para o candelabro e o fez levitar tão facilmente. De alguma forma, aquilo me deixou ameaçada.
Noutro dia, eu estava na biblioteca e percebi a porta da Ala Proibida entre-aberta, me deixando tentada em entrar ali, pois, como já diz o nome, é uma área proibida para os alunos. Quem seria o idiota que deixaria a porta dessa forma? Fui imensamente surpresa ao ver o nascido-trouxa saindo dali com tranquilidade, atento para não ser pego - o que ele falhou miseravelmente pois eu o havia pego no flagra. Eu me escondi atrás de uma estante, o que não deixou-o me perceber.
Foi então que eu vi alguns livros primeiranistas em suas mãos, incluindo outros que desconhecia, mas eram sobre alguma coisa das famílias bruxas.
— O que estava fazendo lá? — Puxei-o pelo seu braço antes de falar, fazendo-o cambalear sem equilíbrio e encarar-me desentendido.
Observei o garoto, vestindo o uniforme com o brasão da Sonserina e colorido na cor verde-musgo da casa — me causando inveja por ter entrado nela e eu não — mas era estranhamente pálido. Os cabelos castanhos cacheados caíam sobre seus olhos, um pouco grandes para sua cabeça. E seu rosto era liso demais, me deixando outra vez ameaçada com sua aparência de boneco de porcelana. Se eu o encarasse tempo demais, com certeza seria levada a loucura.
— Fazendo o que e aonde? — Fingiu-se desentendido, me deixando irritada. — E eu agradeceria se não contar nada a ninguém.
— Escuta, apesar de ser sangue-ruim e eu ter nojo de você.. — sussurrei ajeitando seu uniforme e batendo as minhas mãos como se eu limpasse a uma sujeira. — Mas não tenho nada contra com o que fez. Se puder me ensinar como entrou naquele lugar, eu te ajudo com seja lá o que estava fazendo. Relaxa, eu não contarei para ninguém!
— Está bem, vou contar! Mas se eu souber que contou...
— Simplesmente conta, trouxa. Não quebro minhas condições facilmente — interrompi, finalmente o deixando impaciente. Percebi seu tique nervoso ao travar o maxilar.
— Eu quero descobrir de onde eu vim — contou, relaxando logo em seguida. Observei-o intrigada. — Meu pai não é encontrado em nenhum livro.
— Qual o nome do seu pai?
— Tom Riddle — Revirei os olhos.
— Não me surpreende você ser sangue-ruim com a péssima criatividade de seus pais — ironizei, o fazendo me encarar feio. — Está bem, Riddle não é um nome bruxo.
Ele me encarou estupefato. De uma certa forma, fiquei preocupada com ele, já que seu olhar havia vidrado e estava parado feito estátua.
— Como assim? Não pode ser a minha mãe... — Ele abaixou a cabeça, pensativo.
Percebi que o sangue-ruim não aceitava o fato de seu pai não ter sido o bruxo, e sim sua mãe. Eu suspirei alto, lhe chamando a atenção.
— Qual o nome da sua mãe?
— Merope Gaunt — Meus olhos saíram de órbita e dei um passo para trás depois de ouvi-lo. Senti a minha respiração pesada.
Gaunt? Ele é um Gaunt? Era quase que impossível de eu acreditar, mas Tom Riddle não havia mentido, tanto que disse com tal inocência. Ele não sabe o poder da família dele! E se ele não sabe do poder dela... Eu posso me aproveitar de sua inocência!
— Bem... — Suspirei, tentando recuperar a minha postura. Os Gaunt com um sangue-ruim. Surpreendente. Avancei para uma outra estante, ouvindo Tom me seguir, tentando acompanhar meu ritmo.
A biblioteca de Hogwarts é um dos meus lugares favoritos. Era imensa, com várias prateleiras e os mais variados livros, desde os didáticos à contos e histórias fantásticas. Eu havia explorado ela nos últimos quatro meses, seduzida e apaixonada pela Arte das Trevas. Mesmo que proíbam primeiranistas estudarem mais do que deviam, eu já estava muito à frente dos alunos do segundo ano — em relação às Artes das Trevas. Além de ter essa estante em especial, contendo tesouros e podres de grandes famílias bruxas, ou apenas muito bem renomadas.
Procurei por entre os livros até encontrar o que eu queria. As famílias mais nobres da Inglaterra. Mamãe me fez estudar cada família, decorar cada herdeiro e diferenciar os puros dos impuros. "Sua prioridade é a sua grandeza, se afaste dos impuros, eles não lhe trarão nada", ela dizia, apesar de eu não querer isso. Se eu pudesse, simplesmente apagaria as memórias de todos sobre mim e sumiria.
Virei as folhas rapidamente, sabendo exatamente e tudo sobre a família Gaunt. Descendentes diretos de Salazar Sonserina, o que de fato estaria orgulhosa de ver seu legado prolongar na família. Ver o brasão de uma família renomada me fez lembrar de meu pai.
Gellert Grindelwald, apesar de ser meu pai, era um insano. Não havia pensado direito, não planejou os mínimos detalhes, e olha só, estava caminhando para a própria destruição. Não digo nada para contrariar a minha mãe, porém eu não concordava em ser inesquecível. Gostava mais da ideia de estar atrás das lendas. Aqueles que os construíram. Já tinha estudado, em uma época da minha vida, cada passo do meu pai, e o seu primeiro erro foi iniciar seu plano nas terras livres americanas. Além de tudo, ele abandonou todos que o ajudaram a construir sua grandeza.
E por mais que eu discordasse da minha mãe, quando recebi a carta de Hogwarts por ser uma inglesa nativa, eu decidi mudar o significado do nome Grindelwald.
— Aqui. — Entreguei o livro aberto na página, entitulada Gaunt: Sonserina é o orgulho da família. Resolvi deixar o menino quieto, já que foi um grande choque para o mesmo ver o nome da família de sua mãe escrito ali. — Eu sinto muito se não era isso que esperava — sussurrei e caminhei em direção à saída.
— Ei! — ouvi o mesmo me chamar. — Obrigado por me ajudar. — Aquilo me deixou em alerta mais uma vez. Revirei os olhos e voltei para perto dele.
— Eu nunca te ajudei, Tom Riddle — tentei soar ameaçadora, sentindo o triunfo dançar no meu peito ao vê-lo se encolher. — Agora tens uma dívida comigo, posso te cobrar a qualquer instante.
— Pagarei com prazer, Grindelwald — sussurrou amedrontado. Abri um semi-sorriso e o dei as costas.
— Chame-me de Athenodora ou de Thea! — gritei para o trouxa assim que cheguei perto da saída, relativamente longe dele.
"Encontre um alvo", minha mãe me dizia outro dia, pouco antes de eu ir embora para Hogwarts.
Encontrei o meu alvo, mamãe.
capítulo um revisado!
algumas coisas irão mudar nessa história, principalmente no ato dois, pois quero manter a história de um jeito mais legal huehuehue
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