6 - Descobertas

Sem nada mais que eu possa fazer, corro para a cama rapidamente e fico a observar quem há de aparecer quando a porta do quarto se abrir. Conforme ouço os passos aproximarem-se, meu coração vai acelerando suas batidas, minha respiração ficando tensa, e minhas mãos gelam quando vejo a maçaneta da porta girando, enquanto a chave dá a volta na fechadura. O ranger da porta ao se abrir é uma tortura para meus ouvidos sensíveis, devido a dor de cabeça que estou sentindo. Pisco os olhos por alguns segundos e quando volto meu olhar à porta, vejo um jovem alto, com o tom de pele muito claro, cabelos meio avermelhados e olhos extremamente pretos, chega a dar calafrios. Este, segura nas mãos uma bandeja prata, com o que parece ser, um apetitoso café da manhã; com suco, panquecas e uma tigelinha com algo dentro que me deixa de certo, um pouco curiosa. Ao aproxima-se um pouco mais, encolho-me, entrelaçando os joelhos com os braços. Pousando a bandeja sob a banca de madeira que há ao lado da cama, ele nem sequer me direciona um olhar, apenas vira as costas ordenando para que tome os comprimidos que há na tigela de cristal, o que, é óbvio, me recuso de imediato.

_ Se queres que eu morra, não precisas me torturar obrigando-me a pôr na boca o veneno que certamente me destruirá por dentro! - Digo sem exitar ao homem que se direciona à porta.

_ Se, eu quisesse mesmo te matar, já o teria feito! - Diz sério com sua expressão fria. _ A poucos minutos estarei de volta, tem alguém que quer muito conhecê-la! - Ele fecha novamente a porta, deixando-me intrigada com seu jeito fechado de ser.

_ O que será que ele quis dizer? Será que vai vender-me a um estranho qualquer? - A hora perfeita para ela aparecer novamente. _ Olá consciência... - Digo eu ironicamente, mas de certa forma, sei que é uma hipótese a ser levada em consideração, afinal, tráfico de mulheres é algo que infelizmente, ainda não está instinto do mundo, e eu provavelmente, sou a próxima vítima.

_ E agora o que ei de fazer? Preciso encontrar alguma forma de fugir!

Caminho até a janela que está suada, devido ao sereno da noite, para poder observar melhor o local de onde ei de fugir. Lá fora, a paisagem é 99% verde, a grama cortada, e há um virtuoso lago de águas claras, pelo menos, isso é o que posso Observar através do vidro meio embaçado. Encho os pulmões com ar ao imaginar-me a nadar nessas belas águas, mas sou interrompida de meus pensamentos ao ouvir o barulho da chave a abrir a porta. Novamente, o homem de vestes escuras, entra no quarto, pedindo para que eu o acompanhe. Fico parada por alguns instantes, tentando pensar em algo que possa fazer, então, ele direciona seu olhar a mim, desviando por alguns instantes à bandeja em cima da banca. Voltando a mim seu olhar de reprovação, percebo que já o vi em algum lugar, seu olhar profundo deixa-me intrigada.

_ Prometa que não vai fugir! - Diz ele, parecendo ler meus pensamentos. Não lhe dou resposta alguma, apenas saio em direção à porta, mas então, ele toca meu ombro, forçando-me a parar._ Prometa-me! - Ele parece gostar de dar ordens.

_ Ok, PROMETO! - Digo exaltada, tirando sua mão do meu ombro, e logo continuo a caminhar, mas dessa vez, o seguindo corredor a fora.

Saindo do corredor, tem uma divisão que leva a duas salas diferentes, e logo a frente, se encontra a saída para uma grande varanda a qual tem um balanço de cadeira, suspenso por grossas correntes. O lugar é muito bonito, seria um verdadeiro paraíso se eu não fosse prisioneira de um sujeito mal-encarado que provavelmente quer me trocar por alguns poucos dólares. Descendo os poucos degraus de madeira da varanda, vejo à beira do lago, um senhor que aparenta ter de 60 a 70 anos, conheço pelas poucas mechas brancas de seus cabelos baixos.

_ Será que é ele quem vai comprar-me? - Não, me recuso a sair daqui com um senhor que tem idade para ser meu avô, chega a dar ânsia de vômito só de pesar na hipótese de isso acontecer.

_ Então, o que eu faço? - Não me vem outra coisa na cabeça, se não, correr o mais rápido que puder. Exatamente, é isso.

À esquerda, tem uma estrada de piçarra, a qual há de me levar à algum lugar. Olho para o homem que caminha a minha frente, volto a olhar para a estradinha estreita que some da vista e começo a correr em direção à ela. A estrada é dura e está úmida, provavelmente choveu por ontem à noite. O cheiro de barro entra pelas minhas narinas deixando-me enjoada e fazendo minha cabeça girar. Meus pés e minha cabeça latejam de dor e cansaço, e o homem pálido corre logo atrás de mim. Estou ofegante e sinto o cansaço sair em forma de ar quente pela minha boca. Meus cabelos que estavam com tranças, agora começam a soltar, os grampos que os seguravam devem ter caído pelo meio do caminho. A estrada termina em uma cachoeira. Vou caminhando um pouco mais rápido na larga ponte amadeirada, fazendo com que as tábuas soltem um leve rangido em resposta ao peso dos meus pés sobre elas. Observo por uns poucos minutos as pontas dos meus sapatos, que estão meio a meio com a ponte sob as águas claras, e volto a olhar para trás. O homem aproxima-se de mim, com suas botas a pisarem grosseiramente nas tábuas, fazendo um barulho alto que me deixam desesperada e sem saber o que fazer. Meu corpo não vê outra escolha, a não ser, rendersse ao cansaço, vejo-me sem saída. Sinto uma pontada muito forte na cabeça, e a medida que meu corpo gela, meus pés adormecem fazendo-me cair de frente com as águas frias. Aos poucos, a sinto adentrando as minhas narinas, e minha última visão, é da areia branquinha embasando-se junto à água.

(...)

Minhas pálpebras pesadas começam a abrir ao sentir um toque quente em meus lábios, chego a pensar que tudo não passou de um pesadelo, mas seria muito simples se fosse dessa forma. Viro a cabeça para o lado e vomito o máximo de água que consigo, chega a me faltar o ar de tanto que vejo o líquido a sair da minha boca e as vezes das narinas também. Ao me recompor, faço um impulso com as mãos para levantar-me, e olho para o homem pálido e molhado a minha frente, seus lábios finos e carnudos estão roxos, e ele agora, tira os sapatos ensopados enquanto me olha com seu olhar intenso. Ao gotejar do cabelo sob seu rosto, lembro-me enfim de seu olhar sobre mim, é o cara do jogo de basquete na quadra da escola, o que concerteza não estuda lá. Ele parece perceber que não consigo desviar o olhar, e nem precisa, ele mesmo o faz chamando-me para o seguir de volta à chácara. Respiro fundo em meu lugar e decido levantar.

_ Que outra escolha eu tenho? - Monto eu um pensamento sem resposta e vou caminhando logo atrás dele.

_ Quem és tu? - Pergunto, atrás de explicações, mas a resposta não me chega ao ouvido, então, resolvo fazer outra._ Que lugar é esse?

_ Uma chácara! - Uma resposta seca finalmente sai por entre seus lábios.

_ Por que me trouxeste aqui? - Tento acompanhar seus passos enquanto faço o interrogatório.

_ Tu perguntas demais, dá pra parar? - Seu tom de voz é grave e exala frieza. No mesmo instante paro na estrada de chão rodeada por matas. Ele caminha por alguns poucos metros até perceber a ausência dos meus passos._ O que estás fazendo? - Pergunta ele ao virar frente a mim.

_ Não foi isso que pediu, que pare? É o que estou a fazer! - Respondo em tom sarcástico e bravo ao mesmo tempo. Ele me olha dos pés à cabeça e me lança um olhar desdém.

_ Estás a brincar com minha cara? não sabes se comportar como adulta e preferes bancar a criança birrenta, é isso? - Ao mesmo tempo que suas palavras me machucam, elas deixam-me furiosa._ Vamos! - Completa ele, ordenando que o siga.

Neste momento, dou uma breve observada para os lados e começo a correr em direção à mata de grandes seringueiras à esquerda, recusando-me a obedecê-lo, é isso, agora sou uma garota rebelde, não ei de obedecer a um completo estranho. Ouço suas pisadas a estralar nós matos logo atrás, e corro mais rápido ainda, até sentir galhos baterem no meu rosto e conseguir adentrar de vez na mata. Percorro grande parte da área, até ouvir o grito de desespero do homem, ele alcança-me, agarrando pela minha cintura com a mão direita e tapando minha boca com a esquerda ao puxar meu corpo junto ao seu, baixando-se nas grandes raízes de uma das várias seringueiras, minha respiração fica mais intensa com o susto e com seus braços impedindo qualquer movimento da minha parte. Imobilizada por ele, consigo ouvir outros passos nas folhas mortas e úmidas do chão, tento imaginar quem seria, minha consciência me aconselha a gritar, mas não tenho ação alguma. Poucos minutos depois, os passos vão embora e o homem liberta-me de seus braços fortes e musculosos.

_ Quem era? - Pergunto eu curiosa, enquanto observo sua respiração pesada.

_ Essa parte é perigosa, precisamos ir! - Responde ele rapidamente, olhando na direção de onde ouvi as pisadas. Não ei de questionar a isso, ele conhece o lugar melhor que eu, portanto, fico calada e vou logo atrás dele.

No caminho de volta, ambos ficamos em silêncio. Já de volta à chácara, ele para, para conversar com o senhor que ainda se encontra sentado na grama à beira do lago, e eu entro, voltando para o mesmo quarto largo de paredes claras que estava quando acordei mais cedo. Estou suja e necessitando de um banho, portanto, vou direto para o banheiro espaçoso na portinha ao lado de um grande guarda-roupa de quina com a parede da janela. Minha roupa, além de molhada, agora está suja também. _ Que legal, meu dia não poderia estar mais perfeito...- Digo sarcasticamente olhando para a saia jeans que uso no momento._ Maldita saia!

Fecho a portinha estreita de madeira e começo a tirar a roupa. Nem havia reparado ainda na enorme banheira branca com bordas douradas que há no canto. Após está totalmente nua, deixo os tênis no canto da porta e me dirijo à banheira enorme, procurando pelo aquecedor de água, o qual obviamente, não tem. "Claro, tinha que ser, que casa do século 21 não teria aquecedor?" Respiro profundamente e ponho meus pés na água gelada, em seguida, mergulho o corpo todo, me acostumando aos poucos com a sensação da mesma deslizando por cada centímetro dele. Lavo os cabelos com um champoo que cheira a Danone e me ensabôo com sabão de erva doce e côco. Dou novamente um último mergulho e saio espremendo o cabelo. Abro a porta do pequeno armário o qual sustenta a pia e tiro do mesmo, duas toalhas, uma para o enrolar a longa cabeleira e outra para cobrir o corpo. Sinto-me mais aliviada, a sensação de frio já passa, mas a dor de cabeça continua, o que deixa-me de certa forma incomodada. Olho para o meu reflexo no espelho, dou um falso sorriso e percebo a presença de uma escova de dentes numa caneca em cima da pia. Sopro em minha mão para sentir meu hálito que está terrível, e em seguida, ponho pasta na escova e levo à boca, após gargarejar um pouco de água. Sentido meu hálito já fresco, lavo a escova e a ponho de volta no seu devido lugar. Ao abrir a porta, sinto uma tontura acompanhada de uma grande pontada na cabeça, meus olhos ardem e avisto a tigela com os comprimidos, ainda em cima da banca de madeira, junto ao café da manhã que me recusei a tomar. Vou até lá e tomo um deles, seguido de um gole do suco de abacaxi. Sinto o cheiro das panquecas que parecem deliciosas e levo uma delas à boca, deslumbrando-me com seu apetitoso sabor. Após ter saciado a fome que estava sentindo, olho para os cantos tentando pensar algo o que vestir. Não há tempo para pensar muito, a porta se abre dando forma ao homem de pele clara e olhar intenso. Ele olha para mim enrolada na toalha e coro de vergonha no mesmo instante, tentando puxar um pouco mais a toalha para cobrir minhas cochas. Diante da minha situação, ele parece envergonhado também, percebo, pois este desvia o olhar para o teto de gesso.

_ Achei que já estivesse vestida! - indaga ele, pondo as mãos nos bolsos, ainda encarando o teto. Que irônico, será que ele não percebe que a única roupa que tenho no memento está molhada?

_ Vestida? - Sorrio sarcasticamente. _ Como? - Cruzo os braços à altura dos seios e o encaro. Ele olha ainda meio sem jeito e aponta para o guarda-roupa de madeira, selando os lábios um conta o outro.

_ Tem algumas roupas aí, te espero no corredor! - Responde ele, logo em seguida, sai do quarto, deixando-me à sóis. Vou até a porta e fecho-a. Caminho até o grande guarda-roupa e pego entre as várias peças de roupa, um vestido côr de vinho, com uma faixa ao meio. "Tinha que ser, quem será que tem entre as roupas, apenas peças antigas desse jeito?" Bufo e abro a gaveta um pouco mais abaixo das portas, da qual tiro uma lingerie também vinho, que concerteza não é desse século. Me visto e vou até a cômoda com um grande espelho, para pentear os cabelos. Procuro por um secador, mas não encontro, então saio do quarto com os cabelos úmidos mesmo. O homem encostado na parede do corredor, me olha dos pés à cabeça, como se estivesse analisando o caimento perfeito do vestido sob o meu corpo. Logo ele desvia o olhar e mantém a postura de cara sério, ordenando que o siga. _ Mas dessa vez, sem fugir! - Ordena ele com o som de voz autoritário. "Que ridículo, acha que manda em mim!" Reviro os olhos sem que ele perceba e vou caminhando atrás dele.

No gramado, o senhor espera por nós, suponho. Ao direcionar o olhar a mim, ele solta um largo sorriso. Acho estanho, e minha expressão não exita ao demostrar o mesmo. Ele faz sinal com a cabeça para que eu me sente à sua frente e assim o faço.

_ ficaste linda nesse vestido! - Comenta ele, como se estivesse vendo em mim a mulher amada. Apenas dou um sorriso simpático. _ Posso lhe contar uma história? - assenti. _ É sobre o romance de Eliza d'Allinsson e Donald Tomson! - Inicia ele.

_ Já conheço essa história! - Indago.

_ Talvez conheça, menina, mas não da forma que irei contar! - Afirma ele com um brilho em seus olhos azuis com marcas que o tempo deixou. Olho para o homem que está de pé ao meu lado, meio confusa, e volto a olhar o senhor idoso que se encontra à minha frente. _ Posso começar? - Pergunta com seu jeito simpático, fazendo-me sertir mais à vontade.

_ Claro! - Afirmo devolvendo o sorriso.

_ Eliza e Donald(...), ... Eles se amavam e ele jamais a machucaria, agora, eles tinham um filho e ele a amava mais que tudo no mundo. Com a autorização dele, ela foi até a prefeitura para conversar com Nobregah que até então, ele considerava um grande amigo da família, afinal, foi ele quem cuidou dela enquanto Donald viajava a trabalho. Naquele dia, ela chegou em sua casa muito nervosa, ele a esperava ansioso para saber o que estava havendo, mas ela o ignorou, indo direto ao quarto onde o bebê se encontrava dormindo no berço. Ele foi atrás dela, para obter explicações, mas ela só dizia que tinha que ir embora. Ele a abraçou tentando conter seus movimentos e acalmá-la, foi então que ela desabou a chorar, contando a ele o que estava acontecendo. Nobregah ameaçou matar a mim e ao nosso filho se Eliza não fugisse com ele... - Nesse momento, eu paraliso, fico boquiaberta com tal revelação e o interrompo, mesmo sabendo que é uma grande falta de educação da minha parte.

_ Então... - tento ligar os fatos e as palavras se negam a sair da minha boca.

_ Sim Samantha, eu sou seu avô, Donald Tomson, mas agora, esse não é mais meu nome, agora me chamo Gotham Hummer! - Completa ele, com olhar tristonho. Não sei o porquê, mais ele me inspira confiança, parece sincero, não acho que um homem como ele tenha coragem de matar alguém, ainda mais do jeito como ele fala de Eliza, minha avó. Parece muito apaixonado ainda ao relembrar os momentos que passara com ela neste lugar. Olho para o vestido que estou usando e agora me cai a ficha," então é por isso que ele me olhou daquela forma quando me viu!", Concluo." Esse vestido é da minha avó!", agora sinto-me orgulhosa de o está usando.

_ Sim, entendo agora porquê estou aqui, mas... Como... Sabe meu nome? - Pergunto meio confusa. Ele me dá um sorriso novamente e olha para o homem ao meu lado.

_ Não tens nada a dizer Dheyzom? - Pergunta ele fazendo eu voltar minha atenção para o mesmo. "Dheyzom..., Então é esse o nome dele!" Continuo o olhando a espera de uma resposta e o mesmo me olha sério.

_ Podemos conversar em outro lugar? - Pergunta Dheyzom ainda me olhando sério. Afirmo e ele me direciona até o largo balanço de cadeira na varanda. Ele estende a mão indicando para que eu me sente, eu o faço e ele senta ao meu lado, só um pouco mais afastado. É nítido seu olhar de descontentamento por está ao meu lado. O silêncio faz presença por alguns segundos, até que eu o interrompa com perguntas.

_ Como... - tento elaborar a pergunta anterior, mas ele me interrompe grosseiramente a completando.

_ Como sei teu nome? - Afirmo. _ já fizestes essa pergunta! - Seu jeito me deixa com raiva e medo ao mesmo tempo. _ Tu já me conheces! - Afirma ele. Analiso melhor sua feição e tento buscar na mente pelo nome Dheyzom; "Dheyzom... Dheyzom...."

_ Não, eu... - Novamente sou interrompida pelo tom rouco de sua voz, o que me causa calafrios.

_ Não, não por esse nome, mas como Leonardo Myous! - Conclui, fazendo meu coração palpitar com sua resposta. "Agora sim, então ele estava me vigiando esse tempo todo? Concerteza, fingindo ser meu amigo enquanto coletava informações. Como eu sou burra!". Solto um ar de sarcasmo enquanto vejo seu olhar fixado na paisagem.

_ Léo? Só podes está gozando da minha cara! - Digo com um falso sorriso no rosto, e ele com a cara mais sínica, responde em tom normalmente calmo:

_ Não! Nunca falei tão sério! - Ele direciona a mim seu olhar misterioso, e isso me deixa louca de raiva. "Que idiota!" Bufo e levanto-me.

_ Quero ir para casa! - Exclamo ainda com raiva. Ele continua sentado como se não estivesse me ouvindo. _ AGORA!!! - Levando o tom de voz, tirando de seus lábios um sorriso debochado sem mostrar os dentes. Este continua imóvel. _ A essa hora a polícia já deve está atrás de mim e se eles chegarem até aqui, prepare-se para ir preso! - Afirmo ameaçando-o.

_ Se, os teus pais tiverem comunicado a polícia, estes levarão no mínimo 24 horas para começarem as buscas, e se começarem. Eles concerteza têm algo mais importante para tratar do que procurar uma adolescentezinha mimada feito tu! - Afirma, levantando-se e ficando parado frente a mim, deixando-me intimidada. Volto meu olhar ao assoalho frio abaixo dos meus pés descalços e sinto a presença do idoso atrás de mim.

_ Dheyzom e eu teremos uma conversa na biblioteca. Samantha, espere aqui por favor! - Diz ele entrando na casa seguido por Dheyzom. - Só concordo com a cabeça e sigo para um balanço de pneu pendurado em uma árvore velha de extensas folhagens que sombram o gramado. Espero por alguns longos minutos, enquanto reflito sobre a noite passada. O lago me inspira pensamentos dolorosos os quais marejam meu olhos castanhos, deixando minha visão embaçada. Ouço atrás de mim, pisadas aproximarem-se e rapidamente enxugo as lágrimas que teimam em molhar meu rosto. Solto um disfarçado suspiro enquanto vejo a silhueta do homem ruivo se posicionar a minha frente.

_ Vou levá-la a sua casa, mas você precisa concordar com tudo que eu disser! - Diz ele, como sempre autoritário. Dou um breve sorriso de deboche para o sujeito.

_ Achas que manda em mim? - O desafio e fico surpresa comigo mesma, mas continuo séria. Este fixa seu olhar ao meu tentando me intimidar novamente, mas dessa vez não funciona, continuo firme.

_ Estou falando sério, são ordens do tio Gotham! - Afirma selando os lábios em seguida. Dou um lento suspiro e assinto seguindo-o até a Ferrari na cor cinza.

Ele abre a porta me convidando a entrar e assim o faço. Ele fecha a porta e sinto o liso banco de couro (na cor marrom) encostando nas minhas cochas, e o carpete felpudo (na cor preto) entre meus dedos dos pés. É uma sensação muito boa.

_ Ponha o sinto! - Ordena ao fechar a porta do motorista. "Sem dúvidas, gosta de dar ordens!". Puxo o cinto acima do meu ombro direito e o travo abaixo do lado esquerdo da minha cintura. Ele vai saindo vagarosamente com o carro pela estrada de piçarra à direita até atravessar um grande portão de madeira pintado na cor branco, que fica à alguns metros dá chácara. "Como não percebi na presença desse portão Antes?" Olho para os lados onde ficam grandes árvores que concerteza impediram a mim de vê-lo. "Claro!" Concluo em fim. Dheyzom logo pega o asfalto e pisa no acelerador. É incrível a velocidade que esse carro consegue alcançar. De início senti um impulso me prenssar contra o banco, mas logo me acostumei com a adrenalina, as vezes soltando um sorriso de contentamento. Vez ou outra, sinto seu olhar se desviar para mim.

_ Estás gostando? - Pergunta, tirando por segundos o olhar da direção.

_ Muito! - Afirmo entusiasmada, levando meu olhar de encontro ao seu. Ele me lança um olhar desafiador e pisa mais fundo ainda, fazendo com que os pneus praticamente flutuem sob a pista.

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Laísa Santana:_ Curtam bastante e fiquem de olho que os próximos capítulos prometeeem... Beijão de (Isa)
( ˘ ³˘)♥

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