4 - Do chão ao Céu♡

Acordo com uma dor de cabeça terrível, meu corpo inteiro dói, principalmente meus pés, e sinto meus olhos inchados, deve ser por ter passado a noite quase toda a chorar por aquele idiota. Tento lembrar o que aconteceu depois que aquele homem chegou até mim, mas nada me vem a cabeça. Observo melhor ao redor e percebo não está no meu quarto, a verdade é que não faço idéia de onde estou, só posso está sonhando ainda, com certeza, daqui a pouco irei acordar. Só não consigo parar de pensar no que aconteceu ontem, isso me dói muito. Como pode?

(...) "Alguns dias ANTES" :

Ainda é sábado, estou ansiosa pelo dia de amanhã, pois, vou ter o meu primeiro encontro com o garoto dos meus sonhos. Já falei com Megue. Ela ficou toda eufórica, afinal, foi ela a culpada de tudo isso, a partir do momento em que cedeu a ele meu endereço de e-mail, foi aí que tudo começou, e eu agradeço muito, se não fosse isso, eu jamais teria coragem de falar com ele como falei ontem.

Hoje o dia demorou muito passar, me parece que quanto mais ansiosa fico, mais custa chegar a hora desejada.

Como de costume, antes de dormir, Léo me mandou alguns e-mails. Ele está visivelmente feliz por mim, afinal, amigo é para essas coisas, compartilhar segredos.

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Boa noite anjo, lhe desejo uma
Boa sorte no dia de amanhã. É
Seu primeiro encontro com um
Garoto, não é?

Sábado_21:45 - °Léo°•
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Boa noite Léo, agradeço muito
Pela preocupação. É por isso
Que te amo! ^_^
R= É sim, primeiro encontro!!!

Sábado_21:57 - <3Anjo°•
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Depois conta-me como foi,
Quero saber tudo!

Sábado_21:58 - °Léo°•
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Pode deixar, contarei tudo. rs
Por quê não mandou mensagem
Ontem à noite?

Sábado_21:58 - <3Anjo°•
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Fui dormir mais cedo, estava
Cansado!

Sábado_21:58 - °Léo°•
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O que fizestes ontem?

Sábado_21:59 - <3Anjo°•
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O que acha que Leandro fará?

Sábado_21:59 - °Léo°•
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Como assim, "o que ele fará"?

Sábado_21:59 - <3Anjo°•
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Sim, achas que vai te pedir em
Namoro?

Sábado_22:00 - °Léo°•
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Não me venha com essa!
Estás a mudar de assunto
Novamente, do que tens medo?

Sábado_22:00 - <3Anjo°•
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Como assim? Não tenho medo!
Por que achas isso?

Sábado_22:00 - °Léo°•
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Sempre que pergunto algo
Sobre ti, mudas de assunto!

Sábado_22:01 - <3Anjo°•
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É apenas impressão tua. Tenho
Que dormir que amanhã
Acordo cedo! Boa noite anjo!

Sábado_22:01 - °Léo°•
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Boa noite Léo!

Sábado_22:01 - <3Anjo°•
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Léo como sempre a mudar de assunto, é sempre assim. No início eu nem me importava, mas agora, confesso está curiosa para saber o que ele faz da vida, com quem ele mora, se tem irmãos... tais perguntas têm rodeado frequentemente meus pensamentos sempre que estou a conversar com ele, algumas vezes até ouso comentar, mas como de costume, ele rodeia até pensar que me fez esquecer. Talvez seu pai seja controlador como o de Lorena, por isso não me fala nada, juro que não entendo. A tecnologia é uma das melhores coisas que o ser humano já inventou, porque será que as pessoas têm tanto medo?

Sexta à noite fui ao centro com Megue, ela pegou o carro do nosso pai emprestado, comememos alguns hambúrgueres na lanchonete Takus, foi então que comentei com ela sobre o encontro que terei com Leandro, só não sei se meu pai vai gostar da idéia. Assim como minha mãe, ele acha que sou criança ainda, mas Megue me prometeu que irá convencer ele até amanhã à noite. Estou na espectativa.

Não demorou muito para pegar no sono, mas a ansiedade é tanta que já acordei umas quatro vezes só essa noite. Da primeira vez sonhei que meu pai não me deixava ir ao encontro e ameaçava matar Leandro, acordei desesperada, olhei no relógio de parede a cima do espelho da cômoda e ainda eram 02:12hs. Deitei novamente e comecei a ter outro sonho louco, só nesse, acordei três vezes no mesmo, desesperada porque tinha me atrasado e Leandro ficava sozinho na praça a minha espera. Acordei novamente, olhei para o relógio e eram 02:20hs. Isso explica porquê ainda estava com tanto sono. Não consegui dormir nada bem depois disso, acordei cinco minutos depois. Então, fui na cozinha, tomei um copo d'água e voltei para cama. Da última vez que acordei, eram 05:43hs, daí não dormi mais. Sentei na cama, abri o laptop e não tinha nenhuma mensagem. Fechei novamente e fui ao banheiro para escovar os dentes e tomar banho. Após isso, pus meu casaco moleton azul marinho e desci as escadas, indo direto a cozinha. Olhei a grande janela de vidro próxima a mesa, pelas brechas das cortinas pude observar que já começavam a entrar sorrateiros raios de sol. Caminhei em direção às cortinas azul florida e às abri. Sem modéstia o sol penetrou cada canto do cômodo, senti seu leve toque em meu rosto, meus olhos arderam um pouco até se acostumar com a claridade, mas depois, passei a apreciar detalhadamente como ele se expandida de pouco a pouco. Minha casa é um pouco mais afastada da cidade, ela fica à beira da Rodovia que leva à rio Claro, quase saindo de Manehouse. Quem vem do centro, passa por uma mata de mais ou menos três quilômetros de comprimento, ninguém sabe ao certo onde ela chega, os mais velhos costumam contar que ela liga Manehouse a Maluamah por uma passagem subterrânea, mas isso são apenas boatos. Passando aproximados 1km e meio de distância, chega na estação de metrô, onde tem um outdoor azul com bordas laranja, indicando a entrada subterrânea do túnel. Minha casa fica só a alguns metros dessa estação e vizinhos não temos nenhum, é tudo muito tranquilo por aqui, os únicos sons que ouço com mais frequência, é dos carros passando em alta velocidade e dos pássaros cantado nas proximidades.

Quando Jô chega, ainda estou a contemplar a paisagem. O sol já saiu por completo e aos poucos, começa a esquentar. Ela me cumprimenta com um bom dia ao entrar pela porta de vidro da cozinha.

_ Bom dia Jô! - Respondo eu ao virar para ela. Fiquei tanto tempo a olhar para a claridade do sol que minha vista escureceu, mas aos poucos foi voltando ao normal e logo pude contemplar a beleza de seus olhos esverdeados.

_ Acordada a essa hora menina? - Pergunta ela surpresa.

_ Perdi o sono! - Lhe dou um sorriso fechado.

_ Logo tu que sempre reclamas de acordar cedo?

_ É... - Encolho os ombros e ela rir.

Hoje, novamente o dia demorou muito para findar, até chegar a noite é claro. Durante o café da manhã, Megue conversou com meu pai e minha mãe, sobre o encontro com Leandro. De início meu pai não aceitou nada bem, mas depois de uma breve conversa com minha mãe, ele resolveu aceitar. Fico a imaginar o que ela disse que o fez mudar de idéia, mas não chego a nada.

Começo a me arrumar a partir das seis e meia. Tomo um banho relaxante e lavo meus cabelos com xampu. Durante a tarde, Megue me levou ao salão para ajeitar minhas unhas, que ficaram lindas na cor roxo. Minhas sobrancelhas também foram delineadas, pois, estavam um pouco fora de linha. Na hora de me arrumar, escolho no guarda-roupa, uma cigarrete na cor cinza que marca perfeitamente minhas pernas, sem deixar o look vulgar. Para combinar com a calça, visto também, uma blusa ciganinha um pouco mais solta, na cor preta, com uma camiseta regata, na cor cinza por baixo. Tiro da primeira gaveta da cômoda, um par de meias brancas que vão até o meio da canela, para calçar com minha bota cano médio, na cor marrom. Elas já estão um pouco surradas, mas são minhas favoritas, adoraria ganhar umas igualzinho a elas, mas não precisariam ser na mesma cor, poderiam ser pretas que é minha cor favorita. Meu aniversário já está próximo, quem sabe não tenho a sorte de ganhá-las. Para finalizar, levanto um pouco meus cílios com rímel, ponho um gloss labial sabor cereja e passo meu perfume com essência de flores da noite. Deixei meus cabelos soltos mesmo, só passei um creme hidratante com cheiro de Danone e sequei com o secador. Meu pai já me espera inquieto lá embaixo, então, pego minha bolsa de lado com babados, na cor berge e desço as escadas. Olho no meu telefone e já são quase sete. Enquanto desço as escadas meu pai me olha atentamente com a mão a esfregar o queixo.

_ Não acha que passou muita maquiagem não? - Pergunta ele levantando a sobrancelha esquerda. Megue que está vindo logo atrás de mim, o questiona.

_ Claro que não pai, ela só passou um pouco de gloss e rímel, não vejo nada de mais! - ela põe a mão na cintura e balança a cabeça. Minha mãe que me olha toda orgulhosa, me cobre de elogios.

_ Tu estás linda filha, nunca vi uma mocinha mais linda! - Ela mal termina de falar, Megue a faz uma expressão de julgamento. _ Sabes bem o que eu quis dizer filha, não me venhas com esse olhar!

Meu pai deixou bem claro que eu deveria está em casa, no máximo, até 21:00hs. E como sou uma filha obediente, cumpri com o combinado, ou quase.

É chegada a hora do encontro. Meu pai me deixa na entrada, onde Leandro já está a minha espera, e me dá alguns dólares para pagar o metrô na volta. Leandro está lindo como sempre, usando uma camisa branca com um casaco preto de couro por cima, uma calça jeans preta e um tênis branco. Seus cabelos lisos e pretos, caem em câmera lenta sobre seus olhos verdes, e seu lindo sorriso se abre para mim, o que me deixa um pouco nervosa e sem jeito.

_ Tu estás muito bonita! - Diz ele ao me olhar dos pés a cabeça.

_ Muito obrigada! - O som da minha voz quase não sai.

_ Vamos? - Convida-me ele ao levantar no ar, dois ingressos. Eu balanço a cabeça ao consentir e o sigo até pararmos frente a uma roda gigante. Eu o olho incrédula.

_ Porque paramos aqui?

_ Pensei em irmos aqui! porquê? não gostou? - Eu o olho meio envergonhada, pois, morro de medo de altura.

_ Não, não tem problema nenhum! - Respondo tentando manter o sorriso.

Antes de andar na roda gigante, passeamos um pouco para observar melhor o lugar. Fazia muito tempo que não vinha aqui. Da última vez que vim, estava com Lorena, aprontavá-mos todas, juntas. Certa vez, ganhamos no jogo das garrafas, eu atirava, enquanto ela se escondia próxima a elas, com uma baladeira em mãos. Eu sou péssima de mira, confesso, mas ela, ao contrário de mim com a espingarda, sabe muito bem como usar uma baladeira. Ainda tenho um, do par de ursinhos que ganhamos, é algo muito especial para mim, o meu se chama Jerry e o da Lorena se chama Tom. Leandro me observa enquanto me encontro em um estado de nostalgia ao manter meu olhar vidrado na barraca.

_ ...mantaa... Samantha? Samantha! - Ele estala os dedos próximo ao meu ouvido e tomo um susto.

_ Sim? - viro frente a ele, que se encontra bem próximo a mim.

_ Está tudo bem? - Ele me olha preocupado.

_Sim! - Dou um sorriso fechado.

_ Então... Vamos? - Ele refere-se à roda gigante.

_ Ok, claro, vamos!

Meu coração já está acelerado, e olha que acabei de me sentar. Leandro senta-se ao meu lado, o que me deixa mais segura, mas não completamente tranquila. Não demora muito para a roda começar se movimentar. Meu coração vai acelerando cada vez mais, e sinto o frio da cadeira de ferro a encostar em meus braços descobertos, o que me deixa pior ainda. Leandro parece perceber o meu nervosismo e quando já estamos a quase cem metros do chão, ele põe o braço em volta de meu pescoço. Isso deveria me deixar feliz, mas a roda não para de subir, e como se não bastasse, a cadeira balança, fazendo um barulho que me deixa muito enjoada. Quando olho para baixo, meu coração dispara e chego a dar um grito ao balançar da cadeira.

_ Calma, fica tranquila! - Diz ele na tentativa de me acalmar.

_ Calma? estás louco? quando descermos daqui, vou fazer uma promessa para nunca mais subir nessa coisa! - Digo um pouco exaltada tentando me segurar no braço de ferro da cadeira.

Quando a roda para, desço em disparada e tudo que mais quero é ficar o mais longe possível dessa coisa. Leandro vem logo atrás de mim, pedindo que eu o espere. Paro em um banquinho de madeira perto do carrinho de pipoca doce e sento-me, assim como ele também faz.

_ Tu estás bem? - Pergunta ele compreensivo. Olho para minhas botas, batendo com os saltos no chão.

_ Acho que sim... - Respondo meio sem graça com um certo receio de olhar em seu olhos.

_ Tu bem que poderias ter dito que tinha medo! - questiona ele tentando fazer com que eu o olhe.

_ Medo? Eu...

_ Psshi... Não precisa ter vergonha, todo mundo tem medo de alguma coisa! - Ele fala colocando o indicador sobre meus lábios. Tiro sua mão e dou um sorriso simpático.

_Obrigado! - Respondo enquanto ele me dá mais um de seus encantadores sorrisos.

Ele compra pipoca e comemos enquanto conversamos melhor. Quando me dou conta já são quase nove e vinte.

_ Putz, esqueci totalmente do horário, tenho que ir! - Digo pondo o telefone de volta na bolsa e levantando para ir até estação pegar o metrô.

_ Como assim? Teu pai não vem te buscar?

_ Não, vou de metrô!

_ De metrô? Mas tu vais demorar um século até chegar na tua casa!

_ Não demora tanto assim...

_Se quiseres posso te deixar lá! - Oferece gentilmente o garoto de jaqueta de couro.

_ Claro que não, meu pai vai pirar ser me ver a chegar de moto em casa! - Digo eu ciente das consequências.

_ Já são nove e vinte, o que achas que ele pensará se chegares dez horas na sua casa? - Ele dá um sorriso com um ar de ironia a pairar.

_ Tá bom... - Reviro os olhos e o sigo até a moto preta, que está estacionada ao lado da calçada próxima a entrada.

Ele monta, coloca o capacete e me entrega o outro que tirou de dento do banco da moto. Nunca andei de moto antes e confesso está ansiosa para sentir essa sensação de primeira vez. Apoiando meu pé esquerdo no pedal, me inpulsiono para subir apoiando minhas mãos em seu ombro.

_ Estás pronta? - Pergunta ele quando termino de sentar. Confirmo e ele vai saindo devagar com a moto, até pegar a Rodovia Eduard Monte. Daí por diante, ele só acelera, cada vez mais, sinto o vento me empurrar com toda a força para trás até eu me agarrar na cintura de Leandro o mais forte possível, fazendo com que os capacetes se choquem. Sinceramente, tive uma quebra de expectativa, imaginei que andar de moto fosse algo totalmente diferente.

Pelo menos foi rápido, quando cheguei em casa não eram nem nove e meia ainda. Tirei o capacete me sentindo aliviada e o agradeci. Ainda sinto um certo peso sobre minha cabeça, é como se o capacete ainda estivesse aqui, até meu pescoço ficou a doer um pouco. Viro-me para abrir o portãozinho de madeira quando ouço Leandro me chamar. Quando volto meu corpo a ele, sinto sua mão tocar minha cintura puxando meu corpo ao encontro do seu. Seus lábios encontram os meus e fico sem reação. Seu beijo é quente e molhado, no fim sinto sua língua entrar na minha boca então o empurro. Acho que ele acaba de quebrar minhas espectativas de primeiro beijo também. Ele fica parado frente a mim sem entender o porquê de eu o ter empurrado.

_ Desculpa, fiquei sem ar! - Respondo tentando um sorriso para quebrar o clima de constrangimento.

_ Não precisas se desculpar, eu te entendo! - Ele sela meus lábios com os seus. Em seguida, monta na moto e arranca com tudo, fazendo os pneus gritarem deixando sua marca na pista e seguindo rumo ao centro. Puxo um profundo suspiro de meus pulmões e entro já esperando a bronca de meu pai, mas para a minha surpresa, ele e minha mãe estão adormecidos no sofá. Tem pipoca espalhada na banquinha de madeira e a TV está ligada. Tudo indica que pegaram no sono enquanto assistiam a um filme. Para a minha sorte. Tiro as botas para não fazer nenhum barulho e subo as escadas lentamente, até deixar minha bolsa cair já quase no penúltimo degrau. Dou uma pequena olhada para o sofá e vejo meu pai levantar. Rapidamente, a pego e saio correndo para o quarto. Entrando lá, jogo a bolsa sobre a cômoda e largo a bota ao lado da porta. Apago a luz, encosto a porta e deito na cama, me cobrindo dos pés à cabeça com o cobertor. Não demora muito até que ele acenda a luz para ver se me encontro em casa. Após verificar, apaga novamente a luz e ouço seus passos descendo as escadas. Espero ainda alguns minutos e tiro o cobertor do rosto soltando um leve suspiro, pois já estava a me sentir sufocada.

No dia seguinte, acordo assustada ao ver Megue sentada na poltrona vermelha ao lado da janela, a ler um livro.

_ Dormiu bem irmãzinha? - Pergunta ela com um ar de ironia ao deixar o livro na mesinha de vidro. Aperto os olhos não acreditando no que estou vendo.

_ Que horas são? - Pergunto eu tentando encobrir sua pergunta.

_ Ainda é cedo! - Responde ela com um um sorriso malicioso.

Então, sou praticamente obrigada a contar com detalhes tudo que aconteceu na noite passada.

_ Então ele te beijou??? - Pergunta ela incrédula. Selo os lábios ao lembrar.

_ É... - Foi exatamente o que aconteceu, ele me beijou, eu apenas fiquei parada sem reação nenhuma. Nossa, como eu sou idiota.

_ E como foi? - Ela senta no carpete e fica a me olhar esperando ansiosa por uma resposta.

_ Sei lá... Foi... Estranho! - Faço uma cara de nojo e ela ri.

_ Como estranho?

_ Não sei, foi quente e... Molhado! - Ela revira os olhos para mim.

_ O que tu esperavas? - Apenas dou de ombros. Só não queria que ele tivesse tentado meter a língua na minha boca. Achei muito nojento. _ Não se preocupa, é normal, também não gostei do meu primeiro beijo, a segunda vez é sempre melhor!

Logo que ela se retira, vou tomar banho e me arrumar para ir a escola. Hoje vou procurar a professora Zana para ver quem é minha dupla. Logo que termino de me vestir, calço o meu tênis roxo de cadarços coloridos e prendo meu cabelos em um rabo de cavalo com uma presilha de pérolas, deixando duas ralas mechas solta sobre as laterais do meu rosto. Paro frente ao espelho da cômoda e passo um gloss sabor morango. Pego minha mochila marrom com um ursinho de pelúcia grudado na frente e desço para me alimentar. Meu pai já saiu para o Armazém e minha mãe já está quase de saída também, e eu novamente, tomo meu café às pressas.

Fico a pensar em como será quando encontrar com Leandro hoje. Será que estamos namorando ou será que foi só um lance? Logo irei descobrir, assim que ele pôr os pés na sala.

Quando entro na sala, fico admirada ao ver que Leandro já se encontra sentado em seu lugar. Quando vou passando pela porta, ele segura em minha mão.

_ Bom dia linda! - Cumprimenta ele ao elevar seu olhar ao meu. Sinto meu rosto corar de vergonha ao ver os outros alunos a me olhar de forma estranha.

_ Bom dia! - lhe dou um sorriso simpático ao puxar minha mão. Ele retribui.

Pela primeira vez, sai da sala no horário do intervalo. Eu não queria, mas Leandro acabou por me convencer.

Na quadra, vai haver um jogo de basquete e como Leandro faz parte do time, fez questão que eu estivesse na plateia a torcer por ele. Nas segundas, a quadra é liberada para os times de basquete treinarem, sendo que nem todos os integrantes precisam ser alunos da escola. Confesso não interessar-me muito por esse tipo de esporte, mas hoje, até que achei a partida de poucos vinte minutos muito interessante. Talvez seja pelo fato de está vendo pela primeira vez o abdômen desenhado e suado de Leandro, ou talvez seja pela presença de um cara do time contrário, aparentando seus vinte anos, que não para de olhar para cá. Nunca o vi antes, isso é fato, mas seu olhar sedutor me deixa com um certo constrangimento.

Leandro não parece se entender muito bem com ele, vez ou outra acabam se esbarrando marcando o início de mais uma discussão que acaba a ser apartada por seus colegas. Nos primeiros cinco minutos de jogo, uma morena metida de cabelos negros e lisos, senta-se ao meu lado na arquibancada a torcer chamando pelo nome de Leandro. Olho de canto para ela, é Dheyse, ex-namorada dele. Eles terminaram já faz um mês, agora, até onde sei, ela está namorando Logan, o capitão do time. Mais que cara de pau a dessa garota. Como é que ela tem coragem de vim dar em cima dele na minha frente? Ele acena para cá e ela acena de volta. Será que ele está realmente acenando para ela? É agora que tirarei minhas dúvidas. Ele vem correndo nessa direção com a camisa em mãos, o suor que molha seus cabelos, deslizam lentamente sobre as laterais de seu rosto, caindo em seu corpo e contornando seus músculos. O verde-amarelado de seus olhos, parecem mais claros que nunca. Quando ele já está bem perto, Dheyse levanta-se, indo em sua direção, meu coração chega a palpitar, mas ele desvia e vem até mim, fazendo nossos lábios se tocarem. Sinto em seus lábios o leve gosto salgado de seu suor, mas nem me importo com isso, o que mais me dar prazer, é ver a cara de decepção e raiva que a rapariga de seios grandes faz ao me ver saindo de mãos dadas com ele.

Antes de voltar para a sala de aula, procuro a professora Zana na sala dos professores para me informar sobre a minha dupla no trabalho, e para minha surpresa e felicidade, fiquei de fazer o trabalho com Leandro. Quero ver como vai se concentrar... Não! não posso ficar a pensar tais asneiras, preciso concentrarme, mesmo com meu belo príncipe encantado a me observar com seu olhar sedutor.

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LAÍSA SANTANA: _Sinto muito se o próximo capítulo não lhes agradar, mas em certos momentos é preciso pôr os pés no chão e se preparar para o pior... ෆ╹ .̮ ╹ෆ

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