12 - #Portal para o submundo#

Faltam poucos minutos para as seis da manhã. Estou parada frente a janela do meu quarto a observar a claridade invadir o céu, levando consigo todos os pontinhos de luz que ali brilham.
Não consegui dormir essa noite, na verdade, nem tentei. Megue dormiu no meu quarto, mas logo cedo ela saiu, ainda estava escuro e ela me disse apenas para esperá-la aqui.

Ainda dá janela, vejo alguém passar rapidamente no jardim. Dessa vez não sinto medo, apenas tomo um breve susto. Tento observar melhor, mas tomo um grande susto ao sentir uma mão tocar meu ombro. Viro-me rapidamente levando a mão ao peito.

_ Ai Megue, que susto garota! - Digo enquanto puxo o fôlego devagar.

_ Shiiii... Fala baixo! - Ordena ela com o indicador em sinal de silêncio e obedeço no mesmo instante. _ Vamos, o Toddy está esperando lá fora!

_ Toddy? O que ele faz aqui? - Sussurro enquanto visto uma calça jeans e pego o casaco para pôr sobre a camiseta que visto.

_ Não é hora para Pergunta, vamos logo! - Responde enquanto caminha para a porta.

_ Tá, já estou indo!

Estamos indo pela porta da cozinha para não correr o risco de alguém nos abordar. Passando lentamente entre a mesa de jantar e o armário, Megue derruba sobre o piso, uma jarra de pôr água que estava sob a mesa. Por sorte ninguém apareceu. Me parece que pela primeira vez não levei o papel de desastrada. " Obrigada mana!".
Saindo para o jardim uma surpresa nos espera.

_ Aonde pensam que vão? - Diz o sujeito de olhos azuis e roupão preto. Meu pai.

_ P-Pai? Nós só... - Megue tenta explicar, mas ela não é boa com mentiras, principalmente quando trata-se de enganar nossos pais.

_ Nós só íamos comprar pão! - Tento explicar tomando as palavras de Megue.

_ Pão? Mas por quê essa agora? - Ele arqueia a sobrancelha. " Boa pergunta, nunca acordamos tão cedo para ir comprar pão antes!

_ É que queríamos que você e mamãe ficassem com uma preocupação a menos hoje! - Entrelaço os dedos e o encaro.

_ Tá, mas não demorem e tomem cuidado! - Alerta com uma preocupação provida pelo caso de ontem.

Caminhamos até o carro de Megue onde Toddy já encontra-se ao volante.

_ Desculpa a demora, meu pai nos abordou no jardim! - Justifica Megue selando os lábios dele.

_ Por onde começaremos? - Pergunta ele.

_ Podemos ir a um outro lugar antes? - Indico do banco de trás do carro.

_ Onde você quer ir? - Pergunta Megue curiosa ao virar-se para mim.

_ Maluamah! - Respondo meio sem jeito. Ela franze o cenho sem entender.

_ E o que você quer fazer lá? Não sei se você sabe mas, a vó tá viajando! - Responde ela deduzindo que eu quisesse ir a casa da vó Diana. "Espera... Viajando?".

_ Viajando para onde? - Pergunta confusa. Minha avó vive em casa, em todos esses anos ela nunca viajou para lugar nenhum, nem parentes ela tem no país, a não ser nós é claro, mas fora isso, ninguém.

_ Não sei! - Ela dá de ombros.

_ Podemos ir? - Pergunta Toddy interrompendo o assunto.

_ E por onde vamos começar? - Pergunta Megue voltando sua atenção a ele.

_ Maluamah, vamos a Maluamah primeiro! - Insisto. Ela me mandou olha novamente esperando uma boa explicação. _ Vamos à chácara do Sr.Gotham! Você sabe o caminho, não sabe?

_ Sim, mas...

_ Lá eu explico, vamos logo! - Respondo enquanto encaixo o cinto de segurança. Ela apenas sela os lábios e assente virando-se para frente novamente.

_ Então vamos lá! - Diz Toddy ligando o carro e saindo rumo a Maluamah.

Passando pela Magical place, vejo muitos carros, repórteres e policiais no local. Só um milagre para conseguirmos entrar lá.

_ Como vamos passar por aqui com assa multidão? - Pergunta Toddy diminuindo a velocidade do veículo para observar melhor.

_ Depois pensamos nisso, vamos Toddy, acelera! - Responde Megue.

_ Isso é loucura, ainda é hora de desistir! - Opina minha consciência.

" Não, não vou desistir de Lorena nunca, nem que isso me custe a vida!".

Toddy volta a pisar fundo no acelerador e depois de pouco tempo, estamos na entrada da chácara Bonança. Megue desce do carro e abre o grande portão que dá acesso à estrada de piçarra. Após ela entrar, Toddy dá a partida novamente nos levando ao belo local onde o Sr.Gotham nos recebe, como de costume, com um meigo sorriso estampado no rosto.

_ A que devo a honra dessas maravilhosas visitas? - Ele nos pergunta vindo ao nosso encontro.

_ Olá Sr.Gotham! - Megue o abraça educadamente. Mal sabe ela que acabara de abraçar seu avô. Dou um sorriso para ele e este retribui.

Toddy logo o cumprimenta também, assim como eu. Ele nos conduz até a espaçosa sala de seu grande casarão. Megue e eu nos sentamos no sofá marrom de quatro lugares, enquanto Toddy senta-se na cadeira de balanço frente a poltrona onde o Sr.Gotham está.

_ Então vô... Sr... - "Porcaria!" As palavras me housam sair sem que eu as detenha a tempo.

_ Vô? - Megue rir sem entender.

_ Não, eu... - Tento me explicar, mas sou interrompida pelo senhor sentado na poltrona.

_ Não se preocupe, eu explico! posso? - Pergunta educadamente ao me olhar. Megue fica ainda mais confusa, assim como Toddy.

_ Claro! - Assinto com um sorriso sem jeito.

_ Megue, sei que muita coisa pode lhe parecer confusa depois disso mas, nem tudo é como pensa ser. Pessoas cometem erros o tempo todo, mas isso não significa que elas sejam más, pelo contrário, elas podem estar fazendo isso, apenas por medo, medo de errar novamente ou de não serem compreendidas... - Depois de uma longa justificativa, ele enfim, revela a verdade a sua neta mais velha. _ Megue, meu verdadeiro nome é Donald e eu sou seu avô! - Ela dá um sorriso sarcástico.

_ Não, claro que não, você não pode ser... - Ela faz uma pausa para poder me olhar. _ Isso é alguma brincadeira? - Dou de ombros.

_ Não Megue, não é nenhuma brincadeira! - Afirma ele de cabeça baixa. Toddy fica boquiaberto diante da revelação, mal consegue ele disfarçar a expressão de surpreso, na verdade, acho que agora sente-se deslocado, assim como eu me sentiria agora se já não estivesse envolvida dos pés à cabeça.

_ Então o Senhor matou mesmo minha avó? - Pergunta com uma expressão desapontada.

_ Na verdade não! Nobregah a matou e deu um jeito para que eu parecesse o único culpado de tudo! - Uma lágrima de amargura escorre de seus olhos claros. Não é preciso muita explicação para que ela acredite em sua versão dos fatos.

_ E onde o senhor esteve esse tempo todo? - Pergunta Toddy curioso a saber mais.

_ Eu estive em muitos lugares! Tinha alguns amigos próximos os quais me ajudaram muito na época!

_ E meu pai, ele já sabe? - Pergunta Megue. Ele dá um falso sorriso perante isso.

_ Ainda não, eu deveria ter falado no almoço que tivemos aqui, mas não obtive coragem!

_ E quando pretende dizer isso a ele? - Ele dá um breve suspiro.

_ Não se preocupe, estava pensando em ligar para ele hoje mesmo para organizar um almoço! - Responde.

_ É ... Creio que não será possível! - Respondo encolhendo os ombros. Ele olha-me com dúvidas.

_ Verdade, hoje ele está muito ocupado com o desaparecimento de Lorena! - Complementa Megue.

_ Lorena? - Pergunta ele sem entender.

_ Sim, é minha melhor amiga! - Respondo com uma expressão triste.

_ E como ela...

_ Ela foi sequestrada! - Responde Megue.

_ E como era o sujeito? - Pergunta curioso.

_ Não era um... - Megue se intromete mais uma vez inpedindo-me de falar.

_ Não sabemos! - Responde ela. Certo, sei que não parece haver sentido algum no que falo, mas é a verdade.

_ Não é verdade! Não era uma pessoa normal, era um monstro enorme! - Respondo, mesmo sabendo que ele será mais um a duvidar do que falo.

_ E como era a criatura? Você a viu? - Ele me parece admirado e surpreso ao mesmo tempo.

_ Você acredita no que ela está falando? - Pergunta Megue surpresa.

_ Claro que acredito, só pode ser... - Nesse momento Dheyzom aparece à porta. Nem percebi em sua presença, até agora é claro.

_ Do que estão falando? - Pergunta o modelo ruivo caminhando em nossa direção.

_ Lorena desapareceu! - Respondo.

_ Na Magical place? - "Como ele sabe?".

_ Sim! - Afirmo.

_ Então é por isso que há tantos policiais lá! - conclui. " Ah, claro, os policiais!".

_ É sim! - Respondo selando os lábios. Ele fica de pé ao meu lado para ouvir melhor a conversa.

_ E como foi isso? - Pergunta ele agachando e pondo a mão sob o descanso do sofá.

_ Estávamos caminhando e havia uma criança no meio da rodovia... - Todos ficam em silêncio para me ouvir falar. _ Eu estava vendo, mas ela não, até o momento em que ele foi se esticando a ponto de virar um enorme monstro e levá-la em apenas um salto para dentro da mata! - Paro e fico pensativa até Dheyzom resolver quebrar o silêncio.

_ Eu achei que esse dia nunca fosse chegar! - Todos o olham curiosos, menos meu avô, este permanece calado e pensativo em sua poltrona.

_ Do que está falando? - Pergunta Toddy enquanto Megue e eu apenas esperamos ansiosas por sua resposta. Porém, a resposta esperada, sai da boca do ancião na poltrona.

_ Quando eu era ainda um menino, meu pai me contava histórias dessa chácara. Ele falava sobre as maravilhas do lugar, sobre como o lugar era uma de suas maiores riquezas, até as mais loucas histórias sobre as criaturas mágicas que o visitava no meio da noite, e para mim, tudo não passava de histórias! Até a alguns anos atrás, onde pude presenciar com meus próprios olhos, um ser mágico, metade humano, metade trevas. Este responde pelo nome Morfion, é um jovem que habita uma dimensão desconhecida por nós. Ele flutuava sobre as folhas secas da mata, mas ao contrário do que pensei, este era uma criatura boa e dócil. Ele me chamou pelo nome Anthony, o qual era o nome do meu pai. Depois que o informei sob sua morte, ele expicou-me o que eu ainda não entendia... - Toddy interrompe sua explicação.

_ Mas, como? Isso não faz sentido! - Ele dá um sorriso irônico.

_ Era o que eu pensava! - Diz Dheyzom.

Megue e eu permanecemos caladas esperando que o sujeito continue.

_ Posso continuar? - Pergunta o Senhor ao olhar para Toddy que consente na mesma hora. Então ele continua. _ Uma guerra foi travada entre os mesmos, tudo isso, graças a traição da guardiã dos dois mundos, a famosa Diaba Loura.

_ Diaba Loura? - Pergunta Megue admirada.

_ Sim. Foi assim que ficou conhecida a mulher responsável na época, pela proteção do portal entre os dois mundos! - Responde ele.

_ Mas, o que ela fez de tão grave? - A curiosidade não me deixa ficar em silêncio.

_ Ah, eu não sei ao certo, isso ele não soube me explicar. Disse que iria contar na noite seguinte, mas desde então, ele não veio mais!

_ Que louco!

" Nada menos que isso!" Se eu não tivesse visto a criatura concerteza iria achar que ele estava ficando louco.

_ Mas, então a criatura que pegou Lorena é boa? - Uma luz de esperança me aparece por fim.

_ Há esperança, mas nem todas as criaturas são, então não é bom
que não crie muitas esperanças! - Responde ele. Pelo menos já é um começo.

_ E como faço para encontrá-la? - Ele me faz uma expressão nada agradável, o que me deixa com um certo medo da resposta que está por vir.

_ O único modo de trazer sua amiga de volta, é ir buscá-la! - Responde com um falso sorriso no rosto. Na mesma hora Megue parece ter um ataque de tosse.

_ Como, o senhor está dizendo que...

_ Teremos que entrar lá! - Completa Dheyzom.

_ Não, não vamos a lugar nenhum. Isso é loucura! - Diz ela um pouco alterada ao levantar-se do sofá. _ Vamos Samantha! - Ordena por fim. Mas eu não o faço. Fico pensativa por alguns segundos mas logo dou minha opinião. Chega de ficar recebendo ordens o tempo todo, eu posso mais que isso, posso tomar minhas próprias decisões, não sou mais uma criança.

_ Não! Eu não vou com você Megue!

_ Mas Samantha, você não pode aceitar uma loucura dessas, nossos pais não vão... - Houso interrompê-la.

_ Eu já tomei minha decisão Megue e nem você nem nossos pais podem me impedir de salvar minha amiga! - Digo firme.

_ Então é isso?

_ Sim, me desculpe! - Dou de ombros. Então, ela vem até mim e põe a mão no meu ombro.

_ Ok, então se é o que você quer, eu vou com você! - Ela me dá um meio sorriso e eu o retribuo.

_ Ok, então nós vamos! - Diz Toddy com um sorriso companheiro nos lábios. _ Mas, onde fica o tal portal?

_ Eu sei onde fica, não se preocupe! - Responde Dheyzom ao levantar-se. _ O que estão esperando? Vamos!

_ O quê? agora? - Pergunta Megue.

_ Claro, quanto antes formos, melhor! - Afirma.

_ Ah, claro! Eu adoro uma aventura! - Diz ela sarcasticamente. Não sei como ela ainda consegue manter o humor em uma hora dessas. Eu que pareço tão corajosa e decidida, estou aqui, me borrando de medo do que vamos encontrar pela frente.

Então, após nos despedirmos do meu avô, seguimos Dheyzom até que este pare na ponte sob as águas claras da cachoeira.

_ Então é aqui? - Pergunta Toddy confuso.

_ Não aqui. É lá! - Dheyzom aponta para as água que formam uma bela queda.

_ Como, lá? - Toddy estende os braços ainda sem entender. Confesso compartilhar desse sentimento de dúvida.

_ Não vejo nada também! - Digo selando os lábios.

_ Então vamos até lá! - Responde Dheyzom.

_ Você quer dizer, entrar nessa água? - Pergunta Megue com uma expressão nada boa.

_ Vocês vem ou não? - Pergunta ele já impaciente enquanto tira a jaqueta e os sapatos, ficando apenas com uma camiseta regata preta e a calça jeans. "Nossa, que tentação!" Não paro de observá-lo.

_ Claro! - Toddy faz o mesmo, ficando apenas com uma camisa branca de manga curta e uma calça também jeans. Megue também não fica para trás, esta faz questão de mostrar as curvas do corpo, tirando o casaco berge e ficando apenas com uma camiseta rosa colada e a calça skinny (na cor salmão). "Que exibida!".

_ Você não vem Samantha? - Pergunta Dheyzom, provavelmente esperando que eu comesse a tirar a roupa também.

_ Ah, claro... - Viro-me de costas, tentando sentir o menos de constrangimento possível e desabotôo o casaco cinza, deixando-o deslizar pelos meus braços até cair sob a ponte. Enfim, deixo-o revelar minha camiseta regata de alças ( na cor branca) que transparece levemente meu sutiã amarelo de bolinhas.

_ Vamos logo! - Chama Megue, percebendo meu constrangimento perante todos.

_ Vamos! - Concorda Toddy, enquanto Dheyzom, este apenas direcionando-me um olhar maldoso como já esperado.

Todos entram nas águas geladas da cachoeira, acompanhando Dheyzom que vai logo na frente a nos guiar. Sinto calafrios percorrerem por todo o meu corpo deixando um visível arrepio em meus pelos. A profundeza chega a medida do meu queixo e a altura do peito de Dheyzom e Toddy que aparentam ter quase a mesma altura. Chegando às correntezas de águas em queda livre, subimos e vamos para trás delas. Passando por uma argila branca, já em uma parte mais rasa, ficamos frente a um túnel de pedras. Agora, as águas batem à altura dos meus joelhos. No longo e espaço túnel escuro, água ecoa em meus ouvidos até chegarmos a uma claridade mais razoável.

_ Nossa... Que lugar é esse? - Pergunta Megue, admirando cada detalhe da paisagem vinda de fora da grade cratera a cima das nossas cabeças.

_ Este, é o portal para o submundo! - Responde Dheyzom nos olhando.

_ Sim, mas como vamos subir aí? - Pergunta Toddy intrigado com a altura da cratera.

_ Subir? Está louco? Não tem como subir!

_ Então? - Pergunta Megue.

Nesse momento, ele dá um assovio bem alto, fazendo com que todos ponham as mãos sob o ouvido devido o eco que há no local.

_ Por quê fez isso? - Indago. Ele levanta a mão no alto em um gesto de "pare".

_ Só um instante! - De repente, as águas começam a fazer um movimento diferente, nos impulsionando para o alto da cratera. Por poucos instantes sinto meu estômago revirar e uma sensação estranha percorrer meu corpo deixando-me frágil a ponto de desmaiar.

Não demora muito para que eu acorde com Megue a chamar pelo meu nome.

_ Samantha, está tudo bem? - Pergunta ela ao balançar meus ombros.

_ Você está me deixando enjoada! - Sussurro e ela me abraça na mesma hora.

_ O que aconteceu? - Pergunta Toddy olhando para Dheyzom que está parado a sua frente.

_ Não sei, deve ser efeito colateral! - Responde.

_ Mas não aconteceu isso com você, nem comigo! - Conclui.

_ É... Nem comigo! - Megue que estava ajoelhada ao meu lado, levanta-se tirando satisfação do acontecido.

_ Está tudo bem gente. Eu estou bem! - Levanto-me ainda meio tonta tentando deixá-los calmos. _ E agora? Pra onde vamos?

_ Na verdade eu não sei, nunca havia entrado aqui antes! - Confessa Dheyzom.

_ E como sabia o modo de atravessar o portal? - Pergunto.

_ Não sei, eu apenas senti! - Ele dá de ombros.

_ Sentiu? - Pergunta Megue com sarcasmo. _ E por que não sente como podemos achar Lorena e sair de vez desse lugar? - "Nossa, que ignorância, estou me vendo nela agora!".

_ Sinto muito! - Responde ele.

_ Clama Megue, vamos dá um jeito! - Digo tentando acalmá-la.

_ E o que vamos fazer agora, se nem uma direção nós temos a seguir?

Olho para os dois lados da mata, mas também não faço ideia por onde começar.

_ Vamos pela Direita! - Respondo toda decidida, mas nesse momento, ouço um barulho aterrorizante como se fosse um rugido vindo de lá.

_ Esquerda então! - Conclui Megue.

_ Pode ser também! - Afirmo segurando o riso.

Megue dá a mão a Toddy e estes caminham sem medo logo a frente. Enquanto eu, tenho que resolver-me com os olhares que Dheyzom me dá a todo momento. É, ele está olhando para minha blusa transparente que mostra perfeitamente o sutiã. Cruzo os braços na altura do peito e tento desviar o olhar dele ao máximo possível, mas é inútil. Não paro de pensar no toque de seus lábios nos meus na noite da minha festa. "Nossa, como o desejo!". Caminho a sua frente, para não o ter que olhar e depois de poucos passos, ele puxa pelo meu braço fazendo-me parar a ponto de ter meu olhar cruzado ao seu, o que me deixa sem ar e com um friozinho na barriga.

_ Porquê está me evitando? - Sussurra ele com o rosto bem próximo ao meu, fazendo-me sentir sua respiração ofegante e quente em meu rosto, o que me deixa totalmente arrepiada.

_ Eu... Eu não estou...

_ Não minta pra mim Samantha, eu a conheço melhor do que pensa! - Ele aproxima seus lábios dos meus enquanto fala e os toca com o polegar, os deixando dormentes.

Fico em silêncio, apenas esperando sua iniciativa de tocar seus lábios nos meus outra vez. Seu olhar não desvia um segundo sequer do meu, até que eu feche os olhos e sinta ele puxar minha cintura de encontro ao seu corpo, beijando-me intensamente, assim como a primeira vez. Nesse momento, sinto uma sensação diferente ao abrir meus olhos. Uma luz azul clara sai de ambos traçando um caminho a nossa esquerda.

_ Como? - Pergunto confusa olhando para as minhas mãos que agora brilham feito um farol, assim como Dheyzom também.

_ Eu... Não sei! - Responde Dheyzom tão confuso quanto eu.

_ Nós...

_ Se vamos? Que outra escolha temos?

Olho para os lados a procura de Megue e Toddy e acabo de perceber que ficamos para trás. Nem devem ter notado que paramos no caminho.

_ Não, não podemos! - Aponto para a direção em que Megue e Toddy seguiram.

_ Claro, vamos atrás deles primeiro! - Concorda ele de imediato e começamos a caminhar ofuscante feito vagalumes. Literalmente.

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Laísa Santana: _ "Wow", o que será que vai acontecer em? comenta aí que eu faço um novo capítulo em homenagem a você leitor! Obrigada pela atenção e perdoe os erros, depois eu reviso. Bjsss...
(◍•ᴗ•◍)❤

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