Ryõshi vibes
Cenário- Ryõshi mora na Deimos Forest, ele sabe dos perigos mas ele prefere ficar lá do que voltar a civilização comum, pessoas aparecem lá frequentemente sem saber como sair e ele tenta ajudar as pessoas a saírem.
Ele é um homem trans sem muito tratamento hormonal e cirurgias, logo, corpo, voz, tudo, é meio feminino (a voz e o rosto nem tanto, os seios dele são pequenos e ele os enfaixa pra ficarem menores mas ainda são notáveis), pessoas preconceituosas podem existir em qualquer lugar.
Como ele lida com elas?
KKKKKK
____
Ryõshi
Puxei ele pelo braço atrás de uma árvore, deveria ter talvez meia dúzia de skinwalkers atrás de nós, dois eram metamorfos eu acho.
-- Você está sozinha aqui a quanto tempo? -- aquele cara sussurrou, quase o mandei calar a boca.
-- sozinho, eu sou um cara, e cale a boca. -- murmurei irritado, tentando contar os skinwalkers e ver quantos tinham, eram 5.
-- um cara? Com essa voz? Esse rosto? Até seios você tem. Na verdade é até surpreendente uma mulher estar viva a tanto tempo sozinha aqui. -- ele riu baixo com deboche, quis lhe dar um chute nas bolas.
-- realmente te importa tanto o q tem entre as minhas pernas agora? -- resmunguei, puxando uma faca de caça das costas.
-- nem aqui tem gente normal, inacreditável. -- ele sussurrou parecendo mais preocupado com o fato dos meus pronomes serem "ele/dele" do que com os monstros devoradores de corpos vestindo peles humanas esticadas em corpos humanóides a alguns metros.
-- ah meu bom. -- falei em voz alta, chamando atenção dos skinwalkers. -- numa floresta com ISSO? -- sai de trás da árvore apontando para os skinwalkers, ele me olhava pálido e apavorado. -- o fato de eu me identificar como um homem é o q te preocupa? Pois BEM.
O Skinwalker metamorfo, parecido com um humano alto de pele escura e cabelos trançados me encarava, algo nele parecia humano até demais pq ele me encarava achando graça, dando sinal para os outros recuarem, mas os olhos animalescos e o sangue escorrendo de sua boca permaneciam.
Eles salivavam e obedeciam o comando do metamorfo, a outra metamorfa não parecia compartilhar da graça, mas também não atacou.
Resisti a vontade de suspirar de alívio ao ver aquele skinwalker achar graça no meu show.
-- já que eu sou uma mulherzinha indefesa. -- falei colocando a parte superior da mão livre na cabeça, fazendo um drama. -- você pode muito bem me defender desses monstros horríveis! -- apontei a mão na direção dos skinwalkers novamente. -- você é o homem aqui!
O metamorfo riu alto, uma voz gultural e aveludada saiu dele quando ele falou.
-- saia daí humano, seu amigo já te entregou.
O cara se aproximou de mim, branco como uma folha de papel e tremendo que nem vara verde.
Me apoiei em seu peito, fazendo biquinho.
-- ou talvez você não precisa da ajuda de uma mulher! Poderia se cuidar sozinho! -- falei ainda fazendo drama, os skinwalkers começavam a se aproximar, inclusive o metamorfo.
-- mano- -- ele sussurrou trêmulo.
Sorri desafiando.
-- o que eu sou?
-- como assim? -- ele perguntou encarando fixamente os skinwalkers a menos de 3 metros de distância.
-- eu sou o que? Quer minha ajuda? Me diga o que eu sou. -- repeti.
Ele engoliu em seco, o fedor de carne podre invadiu minhas narinas.
-- você-
-- hm?
-- v-voce é um- um homem? -- ele gaguejou, vi como seu pomo de Adão subiu e desceu, e seus olhos lacrimejaram pelo fedor.
-- eu não ouvi, fala de novo só pra mim ter certeza. -- meu sorriso se alargou.
-- cara- -- ele recuou, encarando os skinwalkers.
O acompanhei, olhando os monstros de canto de olho.
-- vou sair correndo em 5. 4. -- comecei a contar, ele sabia que não podia me acompanhar numa corrida, sabia que ia ser pego.
-- v-você é um homem! -- ele falou mais alto, tropeçando em uma raiz e caindo.
-- muito bem, sai da frente então marica. -- puxei outra faca de caça das costas e pulei em cima do metamorfo.
5 Skinwalkers a menos, e alguém curado do preconceito<3
Dia produtivo!
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