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— Gina, espere. — a alcancei no meio da rua. — Você saiu antes que eu pudesse responder.
Ela olhou para o chão.
— Acho que já sei a resposta.
— Eu vou dizer mesmo assim. — eu segurei em suas mãos, não tenho tal costume e é bem estranho demonstrar afeto em público mesmo que seja no meio da noite. Ela olhou em meus olhos sorrindo, não pude evitar de corresponder o sorriso. — Eu também gosto de você.
— Eu sabia!
— Vai se fuder.
Ela riu, a puxei para perto de mim. Nossas respirações se mesclaram, pedi permissão para a minha língua, ela cedeu. Começou lento e delicado, éramos duas adolescentes perdidamente apaixonadas, sem nenhum pensamento na cabeça que não fosse a outra. Eu segurei em sua cintura, ela abraçou o meu pescoço, o beijo já ficava quente, os meus dedos já desciam pela sua bunda, apertando-a. De repente sinto frio, eu e Gina nos separamos, ambas ensopadas.
— Desculpa interromper, mas vocês estão bloqueando o meu portão e eu preciso entrar em casa.
— Desculpa. — disse Gina em meio a risos.
Nós fomos para a calçada vizinha ainda rindo. Reparei em um balde vermelho no chão, a arma do crime.
— Nós paramos o trânsito. — disse Gina aos risos. — Somos garotas más.
— Hm. Eu amo uma garota má.
— Ah é?
Ela me arrastou para trás de uma árvore.
Sentir seus braços me soltarem não doeu como nas outras vez, dessa vez eu sabia que ela continuaria ali.
— Rosa. — Holt a chamou.
Os dois se afastaram, meu olhar a acompanhava, seu corpo se movia como o de uma deusa grega. Fui tirada dos meus pensamentos por Amy.
— Desculpa.
— Pelo o quê?
— Por te informar errado, eu não sabia que Rosa não tinha ido, sinto muito.
— Não foi culpa sua.
— Eu realmente sinto muito.
Eu a encarei, sua cabeça baixa, seus ombros tensos. Amy estava envergonhada, sentia-se culpada.
— Não foi sua culpa. — disse. — Faz um tempo que estou com ansiedade, isso aconteceria uma hora ou outra. — ela me olhou, agora preocupada. — Eu vou procurar ajuda, fica tranquila.
Ela sorriu de lado.
— Se precisar de ajuda, eu estou aqui.
— Obrigada Amy.
Ela sorriu.
— Você acertou o meu nome!
— Seu nome não é Arnold?
Ela saiu rindo. Eu sorri, agora eu entendia porque Jake gostava dela, não devia tê-la julgado, poderíamos ser amigas. Rosa surgiu ao meu lado.
— O que ele disse?
— Tenho análise psicólogica.
— Sinto muito.
— Não, é bem de boa.
— Não Rosa, eu sinto muito por tudo.
Ela me abraçou.
— Eu também.
Ela segurou em minha mão, eu sorri.
— Cadê a Rosa que odiava contato?
— Essa regra nunca valeu pra você.
Eu sorri e depositei um selinho em seus lábios.
— No trabalho não. — disse Amy passando por nós. — Amo o casal, mas regras são regras.
Puxei Rosa pela camisa e a beijei intensamente. Ouvi Amy reclamar, não me importei, o meu mundo estava centrado em Rosa Diaz. Ela segurava minha cintura firmemente enquanto eu acariciava seus cabelos. Nos soltamos, nós riamos como idiotas.
— Estava com saudades.
— Vamos pra outro lugar?
— Aonde?
— Confia.
Eu assenti curiosa. Paramos em uma rua desértica, eu sorri ao perceber onde estava.
— Você disse que gostava de mim nesse exato bairro há 13 anos atrás.
— Não, foi você. — disse eu.
Ela me envolveu.
— Não importa.
Fiquei na ponta dos meus pés para beijá-la. Senti o mundo parar ao meu redor, voltamos no tempo, éramos duas adolescentes apaixonadas. Sentir seu cheiro reacendia lembranças, me fazia sentir jovem novamente, pronta para tomar péssimas decisões. Rosa se afastou, dessa vez nossas roupas estavam secas, mas ainda estávamos rindo como naquele dia, nada havia mudado. Sentamos na calçada da minha antiga casa, entrelacei nossos dedos enquanto cantarolava alguma música de romance.
Ela me olhava, seus olhos brilhavam, como duas pedras ônix. Eu queria segurar seu rosto em minhas mãos de tão precioso. Ela ria de meus agudos, eu apenas os fazia para tirar seus sorrisos. As folhas caíam ao nosso redor, o outono deixava tudo mais romântico. Eu contava as pintas em seu rosto, ela apenas me encarava sem piscar.
— Eu gosto muito de você. — disse corando.
Eu sorri.
— Eu gosto mais.
Depositei um selinho em seus lábios.
— Nós não mudamos.
Ela assentiu.
— É como se ainda estivéssemos no ensino médio.
— Por favor não.
— Não estamos. — falei rindo.
Autora: oie, como vocês estão?
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