Capítulo 8 - Bipolar ⓘ

NOTA: A queda dos forninhos é livre para todos os públicos.

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LUCIUS

Seu corpo estava caindo no chão, o ar lhe faltava. O sangue escorria pela sua boca e ia de encontro ao chão enquanto a pequena Luna em todo o seu estado singelo e delicadeza juntava forças para se levantar. O local onde ela estava agachada era circuncidado por colunas de madeira e em cada uma havia uma vela negra em seu topo.

Caminhei devagar ate onde seu corpo cansado estava, ela sentiu minha presença e levantou a cabeça lentamente. Seus olhos estavam arregalados. Sua mão foi de encontro a sua boca que tentava limpar o rastro de sangue que havia sido expelido pelo seu corpo.

Não era difícil de deduzir o que ela havia feito. Marcus havia feito um bom trabalho ao notar que aquela não era a Luna, mas era um feitiço que ela não deveria ter conhecimento. Ele é o que chamamos de Damn Divisio quando matamos um ser humano para torna-lo uma copia, mas não uma copia qualquer, uma copia perfeita. Onde metade de sua alma é desalojada de seu corpo e transferida para este novo.

Mas há consequências sobre o uso dessa magia, sua vida é cortada pela metade e se não obtiver sucesso o corpo original se enfraquece ao ponto de mal se manter em pé. É algo bem parecido com os doppelganger, mas nesse caso é utilizado um cadáver para manipular e não pode ser reversível. Parei em frente a seu corpo no chão. Ela começava a se arrastar para trás e a me olhar fixamente.

- Luna. - disse em meio a um sorriso.

- Lucius... - disse ela vagamente.

- Sabe que tenho acesso a todas as memórias de Diego não sabe?

Ela deu um meneio de cabeça confirmando.

- Então sabe o que vai te acontecer não sabe?

Ela cuspiu sangue na minha direção. Com um movimento de mãos fiz com que seu corpo levitasse e ficasse ereto. Olhei vagamente para ela e sorri. Então das sombras surgiram Mors e Atropos eles se postaram ao meu lado então segurei o pescoço de Luna que mal tinha forças para levantar suas próprias mãos.

Um estalo.

- ME DEIXE SAIR! - gritei.

Meu corpo caiu no chão, minhas mãos estavam tremulas e meu corpo parecia não querer me obedecer. Luna começou a rir.

- Acho que alguém não quer ficar aprisionado. - disse ela em meio a um sorriso fraco.

- Cale-se. - disse a ela em meio a um murmúrio.

- Esse foi o Diego não foi? Acho que você vai ter grandes problemas com ele, caro Lucius... - dizia ela rindo.

Então juntei forças e me levantei, meus olhos estavam estreitos, mas um sorriso saia de minha face, minhas mãos seguraram seu pescoço com força. Meus olhos ficaram negros e então...

- Olá Luna.

Ela me olhou sem entender nada.

- Vou ter o prazer de te matar, sua vadia.

- Sou mais valiosa viva... - disse ela se desesperando enquanto eu apertava seu pescoço.

- Talvez... Para Lucius... Mas para mim... Você não tem nenhuma utilidade.

- Como?

Comecei a rir.

- Eu não vou deixar que você ou qualquer um machucasse a minha filha e a minha família.

- Diego? - disse ela surpresa.

- Ate nunca mais Luna.

Então minhas mãos quebraram o seu pescoço que caia no chão, mole e sem vida, virei-me e olhei para Mors e Atropos, então sentir uma dor alucinante inundar meu corpo.

- VOCÊ NÃO PODE! - Lucius gritava dentro de mim.

- EU NÃO VOU DEIXAR! - gritei de volta.

- EU SOU MAIS FORTE! OBEDEÇA!

Cai no chão cansado. Isso não deveria estar acontecendo, eu estava perdendo o controle do corpo e Diego estava lutando para sair, custando o que fosse preciso. Então da minha boca saiu sangue espesso e negro que pingou no chão, se espalhou e fez com que as toras de madeiras virassem pó instantaneamente. Então Mors e Atropos me ajudaram a levantar do chão e fui levado pela escuridão que tomou os meus olhos.

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