Capítulo 4 - Maldição Sounlanchor ⓘ

Desde que entrei nesse mundo e descobrir que eu era o "soulanchor" ou a alma gêmea de Eric eu nunca duvidei disso, sempre o amei e quando ele partiu meu coração ficou em pedaços e agora descubro que eu posso não ser a alma geme dele. Que eu tenho o poder de escolher ele. Mas isso para alguns era considerado uma maldição, eu nunca pensei dessa forma, mas Lucius usara essa palavra com tanta certeza que me fazia pensar, se aquilo seria mesmo uma...

Maldição.

- Maldição?

Lucius me olhou com um sorriso.

- Diego, sempre cuidei de você, mas Eric não estava nos planos. E particularmente eu odeio a "Maldição do Soulanchor" porque você foi incluído e eu não pude prever isso e me sinto culpado por ter te colocado nisso.

- O que quer dizer?

- Diego, deixe-me explicar como o Dybbuk Divisio realmente funciona. Quando dividi minha alma em duas partes com a ajuda de Marcos e Ravena ela precisava ser inserida em um corpo ou objeto para que fosse selado, sua mãe era a candidata perfeita então na noite do ritual, ela foi trazida a mesma mesa de pedra no qual estamos reanimando seu corpo agora. Retiramos quase toda a sua alma original para inserir a minha na sua. Mas tive o cuidado para que todas as lembranças fossem retiradas.

- O que você fez comigo?! – gritei.

- Eu dei o poder que você precisava para sobreviver. Você morreria no parto assim como sua mãe morreu quando Arcadius nos interceptou naquela noite. Mas com minha alma interligada a sua você lutou pela vida e sobreviveu. Se eu não tivesse feito o que fiz, Eric não teria seu soulanchor, você não teria existido, mas apenas descobri que você era a próxima encarnação que estava destinada a Eric quando vocês se viram pela primeira vez. E ele fez com que os seus, os meus, poderes despertassem.

- Esta dizendo que eu teria uma vida normal se eu não tivesse vindo a Shadow Falls? – as lagrimas caiam pelo meu rosto.

- Basicamente sim. – disse ele. – Sabe por que chamamos de "A maldição do Soulanchor"? Há alguns séculos uma matilha de lobos tentou desafiar Arcadius eles estavam certos da vitoria, mas eles perderam e por se acharem superiores a ele então fomos ordenados a criar a maldição das almas gêmeas, porque ele percebeu que eles prezavam a vida de suas companheiras e porque não atormentá-los com seus próprios desejos? Então numa lua de sangue como essa Ravena, Marcos e eu fizemos o feitiço que obriga os lobisomens perderem o controle na lua cheia e matarem suas companheiras, mas Ravena estava apaixonada por um lobo chamado de Aaron. E por isso ela modificou o feitiço para que na presença do seu soulanchor os lobos se acalmassem. Por isso os lobisomens procuram desesperadamente por seus pares, mas isso apenas suaviza os efeitos. Mas isso não é tudo. Você sabe o que acontece mais cedo ou mais tarde? Sabe do que estava tentando te proteger quando mandei o Eric para longe de você?

- Foi você?! – gritei enquanto as lagrimas começavam a rolar pelo meu rosto.

Ele apenas deu m meneio de cabeça confirmando.

- Fiz pelo seu bem, a maldição obriga os lobos a matarem seus companheiros, na décima lua após o aniversario de dezessete anos. E pelos meus cálculos você só teria mais um mês de vida.

- Mentiroso! – esbravejei.

- Não. Aaron matou Ravena, que ao contrario de mim não é o que eu sou, meu pai adotou os irmãos bruxos para seu propósito, mas eu e ele temos nossos próprios desejos. Após vela morrer e Aaron perceber o que fez em um acesso de fúria para salva-la ele deu a vida dele em troca da dela. Você não sabe como é poder viver e não ter o amor da sua vida ao seu lado, e ela esta fadada a ficar sem ele pela eternidade porque enquanto um estiver vivo o outro não pode viver.

Eu estava confuso e havia sido usado desde o começo, eu havia perdido quem eu era pra ser alguém que eu nunca desejei ser. Um mero boneco para ser usado. Então a escuridão tomou meus olhos. A areia começou a se mover mais rápido, e circulava o corpo de Lucius que permanecia inerte. Então ele pegou a espada que estava nas suas costas e apontou para mim.

Estava na hora.

- Lembre-se – disse ele – Se você perder...

- Eu deixo de existir, para sempre. – complementei.

Então peguei a minha espada e empunhei e olhei para ele. Então vi ele correr me minha direção, sua espada veio em direção ao meu pescoço, mas a lamina da espada que eu carregava interceptou a mesma.

- Lembre-se Diego de Violet! Lute!

Arrastei a lamina da minha escada contra a dele, ate que ambos nos afastamos. Lucius riu e me olhou.

- Ainda continua patético Diego. O garoto fraco nunca deixou esse corpo. Mostre-me se valeu à pena ter protegido sua existência patética.

Impulsionei meu corpo em direção a ele, meus olhos foram tomados novamente pela escuridão então vi Lucius sorrir mais uma vez. Olhei para os lados e vi que havia mais de um de mim correndo em direção a Lucius. As laminas brilhavam de alguma forma naquele lugar escuro. Mas antes que as espadas tocassem-lhe o corpo ele pulou, desviando do ataque.

Viramos-nos para olhá-lo, mas quem caiu ajoelhado no chão foi eu. Sangue escorria do meu pescoço enquanto meus clones voltavam a ser apenas areia no chão morto daquele lugar. Lucius se aproximou de mim e me olhou nos olhos.

- Tudo tem um preço Diego. E usar arena servis tem um preço que você não esta acostumado a pagar. E é um tanto perigoso.

Eles e aproximou de mim e me olhou nos olhos.

- Você é fraco. Nem mesmo Violet é o suficiente para fazer com que você tenha uma reação decente.

Ele estava certo, eu sou fraco.

- Esta na hora de você morrer.

Ele segurou meu pescoço e o apertou me ergueu no ar e balançou meu corpo com um sorriso no rosto. Eu podia sentir o sangue sendo acumulada apenas na minha cabeça, minha visão começou a perder a sua luz. Vi-me caindo num longo buraco negro, vi todos que eu amava em flash de lembranças.

Eu era fraco? Eu deixaria que tudo acabasse ali e daquela forma? Eu deixaria mesmo que tudo acabasse assim? Meu corpo eu continuava lutando, mesmo ali no caminho que me levaria para o descanso eterno, eu jamais existiria novamente. Lucius tomaria minha vida, meu corpo. Ele é o culpado disso tudo. Ele deveria morrer. Ele é quem deveria não existir, se não fosse por ele eu teria uma vida normal. Eu teria uma vida. Eu não vou deixar.

- Não! – gritei.

Então algo aconteceu. Senti algo correndo pelas meias do meu corpo, sentia uma energia, algo diferente. Então meus olhos reabriram. Lucius tinham uma expressão indecifrável, mas suas mãos não me apertavam o pescoço, minha mão o socou a cara e ele foi jogado para longe e antes que ele tocasse o chão eu já estava a sua espera e o chutei novamente o jogando para o alto. Sangue esguichava de sua boca e então minhas mãos apertaram seu pescoço.

Ele sorriu.

Eu apertei mais forte seu pescoço, eu queria vê-lo morto, seu corpo deveria cair inerte no chão e para sempre ficar preso nas sombras daquele lugar. Se esperança e sem uma vida.

O sangue escorria e sua pele estava ficando roxa, mas ele não deixava de sorrir e isso me causava mais raiva.

- Muito bom. – disse ele docemente e com esforço ele tocou minha testa. – Conspectum praeterita.

Então a sensação de ser sugado tomou meu corpo e quando dei por mim estava em frente a um bar, numa estrada vazia. Os letreiros em neon diziam "Joe's" e Eric estava saindo daquele lugar sem camisa e estava aos beijos com uma garota de cabelos longos e negros que estava apenas de sutiã na parte de cima.

===================

Devo dizer que tive que refazer esse capitulo mais de uma vez para chegar a esse ponto. Espero que gostem de verdade. 

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top