Capítulo 13 - Revelações: Prelúdio ⓘ
CAIUS
As mãos dele tocaram de forma abrupta a mesa. Ele estava desesperado. Não havia visto Eric daquela forma antes, claro que leva Violet tinha sido um golpe a todos nós. Ela era a herança que Diego havia nos deixado. Havíamos perdido muitas pessoas nos últimos dias. Tudo o que havíamos construído havia sido destruído e não tínhamos juntando tudo o que nos restava.
- Eu vou atrás de Violet.
- E o que vai fazer quanto a Lucius?
- O que quer que eu faça? – esbravejou ele – Que eu deixe que a minha filha seja levada? – as lagrimas lhe caiam do rosto.
- Eric...
Ele se virou e limpou o rosto. Olhou pela varanda a imensidão devastada e pulou em direção à grama em forma de lobo, uivou e partiu pela estrada de terra.
- Porque não o impediu?
A voz de Sarah ecoou em minha mente, seus cabelos havia sido cortado, havia uma coloração diferente em seus olhos, em um tom carmim, arranhões estavam espalhados por seu corpo.
- Não é uma questão de não deixa-lo ir Sarah.
- E qual é a questão?
- Esta é uma viagem que não haverá volta para muitos de nós, na pior das hipóteses para todos nós. Você sabe o que se aproxima esta noite?
- A lua de sangue. – Yaxley apareceu sentado no que restou de um velho banco que estava na varanda. – É um evento único para todos nós.
- Ganharemos força. – disse Sarah convicta.
- Assim como Lucius. – complementei. – É uma missão suicida, todos sabemos disso.
- E desde quando você tem medo da morte Caius. – zombou Sam ao bater no meu ombro com um sorriso no rosto, mesmo estando ferido.
- Devemos isso ao Diego, a segurança de Violet. Ele confiou ela a nós. – Lena se junta a nós enfaixando seu braço machucado.
- E então quando vamos? – disse Sam todo animado.
Olhei para todos os que estavam na minha frente, suas feridas não haviam cicatrizado, os machucados eram recentes e mesmo assim eu podia sentir a determinação de proteger a única coisa que se tornou importante para nós.
Violet.
- Se todos estamos de acordo. Só há um lugar em que podemos usar a lua vermelha em Shadow Falls.
- E o que estamos esperando? – disse Yaxley.
Isso era suicídio, todos nos sabíamos, mas mesmo assim o nosso corpo se aquecia e transmutava no ar, do nosso corpo emanava a bravura e o ultimo alento, estávamos indo a luta enquanto soltávamos um uivo enquanto corríamos pela estrada em direção ao nosso destino. E enquanto os minhas patas sentiam a areia e a pedra uma imagem dominou a minha mente.
Diego.
Dando um largo sorriso em direção ao por do sol.
LUCIUS
Eu havia feito tantas promessas, que agora todas pareciam impossíveis de serem cumpridas. Eu havia feito muitas trocas e elas não poderiam ser desfeitas, Violet estaria protegida não importasse o que acontecesse naquela noite. O sol já estava de partida e as nuvens ganhavam um tom alaranjado. Eu havia matado todos os que seguiam as ordens de Arcadius.
- Lucius.
- Sim. – a voz de Stepan ecoou no meu quarto.
- Arcadius esta se movimentando.
O espelho que estava atrás de mim se despedaçou em mil pedaços e suas pontas afiadas se direcionaram a Lucius, elas reluziam com a luz fraca do sol que adentrava a janela.
- Acalme-se – dizia ele.
A estrutura da casa começou a se abalar, as paredes ganharam rachaduras e um choro ecoou pela casa.
- Você esta assustando a criança.
Os pedaços do vidro regressaram ate o molde do espelho e como um quebra cabeça cada peça se direcionou para o seu lugar, as rachaduras na casas retrocederam. Virei-me e ao olhar meu reflexo, a escuridão que as dominava regressava.
- Isso nem é um terço da minha força completa Stepan. Acredite não sou tão piedoso quando eu era antes. Esta me ouvindo?
- Aaaaaaargh! – gritou ele enquanto se contorcia no chão.
- Posso quebrar seus ossos quando eu quero agora. Chega de ameaças, chega de se sentir superior a mim Stepan. Estamos entendidos?
- Aaaaaargh... pa...par... pare! – gritava ele.
Seus ossos estavam sendo partidos em vários pedaços o sangue fluía pelos buracos abertos em sua pele pelos ossos quebrados.
- Nã... não... deixe que o poder domine você! – ele gritou. – Lembre quem você realmente é!
- Chega! – gritei.
Quando me virei Stepan estava suado, seu rosto estava cansado e as feridas em seu corpo começavam a se curar.
- Eu sei quem eu sou Stepan. – olho com desdém para ele – Chame Ravena e Marcos, esta na hora de partimos. Tudo ira acabar nessa noite.
- Mas e a criança – falava ele se recuperando.
- Ela estará onde deve estar. Segura.
- E posso saber como será isso?
- Não é da sua conta.
- Como queira. – disse ele sumindo em meio as trevas.
Eu havia cumprido minha ultima vontade, essa seria a ultima batalha e tudo estará acabado, para sempre.
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