Capítulo 10

AVISO DE GATILHO! 🔞

Este capítulo contém sexo entre adolescentes, portanto, é inadequado para menores de 18 anos de idade.

Um segundo aviso em negrito avisará o momento de interromper a leitura, caso tu seja menor de idade.

          Danielle

      Me senti como se tivesse não só chegado ao céu. Mas tocado as estrelas. Foi lindo ouvir todo mundo gritando meu nome quando o locutor me anunciou como a vencedora da variação clássica.

      Nicole praticamente me arrastou para o palco e me empurrou contra a Maria Luíza, de cuja boca pendia um sorriso de orgulho. Os bailarinos convidados, todos profissionais de boas companhias, tinham sorrisos nos rostos, e por mais que pareça pretensioso para uma garota de apenas quinze anos, me senti como um deles. Importante. Com brilho.

      E pensar que eu não quis vir pra cá. Cheguei a dizer pro meu pai: não vou lá, não preciso desse festival. Eu não acreditava que pudesse dançar bem.

     Mas eu simplesmente arrasei.

      — Parabéns, Danielle. Você merece — ela disse, pondo a medalha no meu pescoço e me dando beijo no rosto e um abraço.

      — Obrigada! — respondi chorando e sorrindo ao mesmo tempo.

      Olhei para a medalha, os detalhes tão lindos, a figura de uma bailarina fazendo um arabesque. Tudo aquilo queria dizer muita coisa pra mim, que eu ainda não sabia dizer. A ficha não tinha caído.

      Eu já havia vencido muitos festivais e campeonatos, inclusive fora do Brasil, então tinha intimidade com o primeiro lugar. Mas vencer a Duda tinha um gosto mais que especial, porque ela era minha referência. A gente tinha uma rivalidade muito grande. Éramos amigas, mas nos espelhavámos uma na outra pra evoluir.

      E eu a havia superado.

      À pedido do curador artístico, caminhei para frente, ficando quase na beira do palco. Os gritos e palmas pareciam não ter fim. Vi pessoas chorando, emocionadas, e nunca pensei que eu pudesse despertar esse tipo de emoção. Então eu me rendi, acenei pra todos e fiz um coração com as mãos, dizendo que amava todos eles.

      Danny, te amo, escutei alguém declarar.

      Posei para fotos com bailarinos, coreógrafos e crianças. Dei entrevista para um jornal local, recebi abraços. Tirei selfies com meus amigos. Foi uma noite de sonho, do tipo que fica na nossa memória pra sempre.

      Então, me vi sozinha, olhando para o palco.

      Todo o público que havia me ovacionado se retirara. Os bailarinos que tinham competido. Os jurados. Ninguém, além de uma bailarina emotiva e feliz, havia ficado.

      Minhas lágrimas tinham secado. Meu coração, aos poucos, voltava a bater normal.

      Em pouco tempo, o teatro seria fechado e aquela noite ficaria só na minha memória. E nas fotos tiradas e vídeos.

      Nada tiraria de mim a magia daquela noite.

      — Danielle, você não vem?

      Angel surgiu, com a mochila nas costas. Ele usava uma calça jeans skinny e uma camiseta preta com capuz.

      Encarei meu partner delineando um sorriso tímido.

      — Antes ele parecia tão grande... Agora, parece pequeno .

      — O quê?

      — O palco.

      Meu partner veio até mim, me abraçou com um carinho que só os melhores amigos tem e me olhando nos olhos, pôs uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

      — Todo palco fica pequeno quando você dança. Você é uma das melhores bailarinas que eu conheço. E o mundo vai ouvir falar muito de você.

      Ele beijou minha testa, passou o indicador no meu rosto e se afastou sorrindo.

      — Vem logo, antes que fechem o teatro e você fique presa com o fantasma da ópera.

      Não tinha nenhum lugar pra onde eu quisesse ir, alguma coisa me prendia ali.

      Olhei para as cortinas já fechadas, as luzes dos canhões, as caixas de som com os fios já desconectados das tomadas.

      Inspirei. Até o odor era diferente, com outro toque.

      Danny, Danny, Danny.

      Eu não conseguia esquecer meu nome sendo gritado e minhas lágrimas brotaram de novo.

       De repente ouvi passos e ao me virar para a entrada da coxia, vi um cara caminhando na minha direção. Seu porte era imponente, e seu caminhar, decidido.

      Dei dois passos ao encontro dele, minha boca semiaberta. Quando parou a um passo de mim, vi com clareza seu rosto. Os olhos escuros e provocativos. O nariz reto. A boca ligeiramente torta no canto esquerdo, com um sorriso sexy.

      Eliminei a distância entre nós, quase colando meu corpo ao do bailarino. Ele passou seu braço em volta da minha cintura e seus dedos se entrelaçaram nos meus cabelos soltos, deslizando pelo canto do meu rosto molhado.

      O garoto era mais baixo que eu. Mas sua presença, seu toque no meu corpo, me faziam sentir protegida, em segurança. Meu coração bateu mais forte, e eu não sabia o que dizer. Sempre temos medo que palavras estraguem um momento bom.

      — Tenho uma coisa pra te devolver — foi a primeira coisa que saiu de sua boca.

      Como continuei em silêncio, ele pôs seu outro braço em volta da minha cintura e me beijou. Um beijo quente, bruto e intenso, do tipo que faz uma corrente elétrica percorrer todo o corpo. Me rendi ao ataque e entrelacei meus braços em volta do seu pescoço.

      Tivemos um longo momento de carinho, com um ardente beijo de língua. As mãos dele deslizavam sutilmente pela minha cintura, até chegar ao meu bumbum.

      Não demorou para minha calcinha  molhar e meu coração bater forte dentro do meu peito.

      Ele se afastou de mim bruscamente e não entendi o porquê de sua expressão de arrependimento.

      — Me desculpe! — disse ele. — Me perdoe, eu não devia...!

      Eu o puxei pelo braço, acarinhei seu rosto. Deixei um sorriso terno pender da minha boca.

      — Dá mais um pouquinho? — pedi.

      — Danny...

      — Vítor Hugo, você é cheio de "ses", "mas", "poréns"... Você pede muitas desculpas. Para com isso, cara. Você começou, agora termine.

      — Com você, não pode ser assim.

      — Mas eu quero. Toda minha vida, eu fiz só o que me mandaram fazer numa sala cheia de espelhos. Repeti passos e mais passos, e nunca desobedeci. Agora, quero que seja do meu jeito. Só por hoje.

      O olhar do Vítor Hugo entregava seu desejo por mim, e tenho certeza que meus olhos também me entregavam. Nunca fui boa para disfarçar nada.

      Toquei o rosto dele, o contorno de sua boca, pousei minhas mãos em seus ombros largos e fortes. Tudo em seu corpo era perfeito pra mim. Os braços musculosos, que tantas vezes ergueram bailarinas por cima de sua cabeça. A barriga chapada. Coxas.

      O pênis dele sobressaia na calça jeans, me fazendo sorrir maliciosa. Inclinei minha cabeça devagarinho, até nossas bocas se tocarem.

      Então, o empurrei com as mãos. Ele quase caiu, e me encarou com uma cara de "você tá louca?". Me afastei um pouco, andando de costas, rindo, travessa e sai correndo pelas coxias.

      Vítor Hugo saiu prontamente no meu encalço, e soltei um gritinho quando ele me segurou pela cintura, e nós dois nos pechamos contra a porta de um quartinho. Num instante estávamos dentro desse quartinho, que era um depósito cheio de araras com figurinos de balé e de peças de teatro musical.

      Trocamos beijos e abraços quentes, nossos corpos queimando. Nos olhamos, sorrindo um para o outro, sentindo o desejo erótico nos arrastando.

* Início do hot. Favor pular, se for menor idade. A não leitura não interferirá na cronologia da história. Mas se for ler, não faça comentários ofensivos ou depreciativos à obra.

      Abri um espaço entre Vítor Hugo e eu. Descalcei meus tênis Adidas e os joguei num canto, mas mantive as meias nos pés. Tirei minha camiseta cor de vinho de manga longa, desabotoei meu sutiã, e meus peitos pequenos ficaram livres.

      Meu rosto corou, minhas bochechas queimavam. Nada me faria parar agora. Acariciei meus peitos, com os bicos rosados, durinhos por causa da excitação.

      Vítor Hugo escancarou um sorriso maroto. Seus olhos brilhavam, o desejo incontido dentro deles. Ele fez menção de me tocar, mas o contive com um gesto.

      Abaixei minha calça legging preta, uma das pernas ficou livre, em seguida a outra. A calcinha, minha calcinha branca de bolinhas, toda molhada, voou para junto das outras peças.

      E ali estava eu, nua e sem pudor algum, sorrindo como se eu estivesse fazendo a coisa mais natural do mundo, expondo minha boceta com pelos para um garoto. Dando um passo além do que eu podia.

      Vítor Hugo tirou toda sua roupa sem titubear e meu coração acelerou nas batidas ao vê-lo nu. Suas coxas eram musculosas, seu abdômen com gomos. Seu pênis grande e grosso.

      Nos aproximamos devagarinho. Minha respiração ofegava, meu coração batia acelerado, e a familiaridade dessas batidas era a mesma de quando eu dançava. De quando eu me sentia feliz de verdade, de quando eu sabia que tudo seria especial.

      Vítor Hugo segurou delicadamente meu queixo, me deu um selinho. Pôs uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e acarinhou meu rosto. Sua mão tinha um calor gostoso. Seu sorriso perfeito, os dentes brancos, todos iguaizinhos. Uma sensação gostosa se apossou de mim quando sua outra mão acariciou de leve os pelos da minha boceta.

      Meu corpo se juntou ao dele, com meus braços compridos em volta de seu pescoço e os dele na minha cintura, me apertando forte, mas sem ser bruto. As mãos dele desceram apalpando minha bunda, abrindo a fenda glútea. Um dos seus dedos tocou meu ânus e parei de beijá-lo. Dei um sorriso travesso.

      A resposta dele foi um meio sorriso cauteloso, com uma pequena sombra de dúvida.

      — Tem certeza que quer continuar? — perguntou.

      — Eu nunca volto atrás depois de querer uma coisa — respondi.

      O sorriso dele se expandiu. Suas mãos puxaram com força meu corpo para junto de si, que pedia mais contato. Nossas bocas se tocaram num beijo atrevido, minha língua e a dele se confrontaram. Aos poucos perdi noção do que era certo ou errado até que meu corpo se deixou ser penetrado por ele.

      Foi a melhor coisa que eu vivi. Simplesmente incrível, do tipo que se guarda pra sempre na memória. Eu ainda podia sentir o calor do abraço dele em volta do meu corpo e a pressão dos seus dedos na minha cintura mesmo depois de termos parado.

      Agora, de costas no chão úmido por causa do suor dos nossos corpos, olhavámos um para o outro. Sem nada a dizer, sem tentar decifrar o que o outro sentia.

      Meu corpo suado sentia espasmos. Sorrisos de satisfação brincavam em nossos lábios. Demorou um pouco até que eu entendesse o que havia acontecido, e quando isso aconteceu, de súbito comecei a rir.

      — O que foi? — Vítor Hugo estreitou as sobrancelhas.

      Virei a cabeça para outra direção, em seguida fitei seus olhos negros de novo. Mordi meu lábio inferior.

      — Você é o primeiro garoto com quem transei — respondi da forma mais direta possível.

      O dedo dele tocou a maçã do meu rosto quente. Havia em seus olhos um discreto orgulho, mas nada que parecesse escroto. Vítor Hugo era um garoto especial. Havia me deixado imprimir meu ritmo, sem me machucar, me dado alguns dos momentos mais prazerosos que uma garota pode querer.

      — Não sabe o quanto tô feliz por ter sido o primeiro homem da sua vida — suas palavras pareciam uma confissão sincera.

      Ainda sorrindo, passei o dorso da minha mão em seu rosto.

      — Garota, você é um vulcão — o bailarino corre seu olhar pelo meu corpo esmorecido. — Pra quem vê essa carinha de anjo, não imagina do que você é capaz.

      Tornei a rir.

      — Melhor não me subestimar, bailarino. Eu sempre surpreendo.

      — Eu sei. E isso te faz uma garota incrível. Especial.

      — Desse jeito, você vai me fazer corar.

      — Depois do que acabou de acontecer entre nós, ainda consegue ficar corada? — Vítor Hugo revirou os olhos ao responder.

      Fitei-o por um breve instante sem nada dizer, apenas sorrindo.

      — Não é todo dia que alguém diz algo tão bonito assim pra mim — admiti, de repente me revestindo de um ar mais sério.

      O corpo dele se deitou sobre um dos flancos, me mostrando sua bela anatomia, e sem que eu esperasse, ele tocou meu seio esquerdo com uma das mãos. Gostei de sentir esse toque.

      Gotículas de suor rolavam de seu nariz, nosso contato visual ia ficando mais forte até que senti que não conseguiria ficar por mais tempo só olhando-o sem que minha boca desejasse se colar na dele.

      — Nunca vou me esquecer de você. Obrigada — segurei sua mão que apertava meu seio.

      Vítor Hugo anuiu com um sorriso, fechou os olhos. Trocamos um beijo afetuoso. O último de uma noite em que eu transcendi, como bailarina e como mulher.

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