Capítulo 2
Olhei novamente para os números pintados na porta, aparentemente estava tudo certo. Então quem era aquela pessoa que ainda me encarava e com o andar preguiçoso se aproximava de mim. Estava vestido com uma calça de moletom e camiseta pretos, seus cabelos na altura dos ombros estavam desgrenhados.
-Vai me responder quem é você e por que diabos está invadindo minha casa? – ele encostou-se no batente da porta, como se bloqueasse minha passagem para dentro do apartamento, conseguia ver impaciência em sua expressão.
-Deve haver um engano, eu tenho a chave deste apartamento e eu acabei de assinar o contrato com proprietária. –Levantei a chave até altura dos olhos dele, o chaveiro balançava levemente.
De forma ríspida ele puxou sua chave da fechadura e fez o mesmo movimento que eu.
-Eu cheguei primeiro, então cai fora.
Ele estava prestes a bater a porta na minha cara, quando eu coloquei meu pé na frente.
-De jeito nenhum, eu já paguei o adiantamento! –Ele me olhava ainda mais impaciente. –Você e eu iremos agora no escritório da proprietária.
-Você e eu?
Antes que ele pudesse falar mais alguma coisa, peguei-o pelo braço e o arrastei pelo corredor em direção as escadas, não me dei o trabalho de olhar para trás para me certificar que sua expressão estava puro ódio. Eu não ligava para ser sincera, naquele momento eu estava revoltada e esperava que alguém me explicasse o que estava acontecendo.
Antes de terminar de descer as escadas, o cara em um movimento brusco puxou o seu braço fazendo-me solta-lo instantaneamente, eu teria caído se não estivesse me segurando no corrimão.
-Eu posso ir sozinho. –Ele passou por mim, descendo as escadas com a mesma preguiça de antes, colocando as mãos nos bolsos da calça.
Suspirei, ainda surpresa com a brutalidade a qual ele puxou o braço dele, por pouco não saí rolando escada abaixo. Idiota! Fuzilei as costas dele com meu olhar, esperando que ele conseguisse ouvir todos os xingamentos que eu estava desferindo a ele em meus pensamentos.
Dei duas leves batidas na porta, cujo a placa informava que ali se encontrava o escritório da administração do prédio. Eu estava impaciente, o idiota tinha se recostado na parede atrás de mim, como se estivesse alheio a toda situação, antes ele parecia muito irritado, mas agora parecia estar com zero interesse de resolver a situação, estava preguiçosamente olhando para o teto ainda com as mãos dentro dos bolsos.
Após alguns segundos, a senhorinha abriu a porta e ao me encontrar, ajeitou seus óculos na altura dos olhos, para que pudesse me olhar através de suas lentes.
-Eiko-chan, em que posso lhe ajudar? Já se instalou em seu novo lar? –Seu sorriso se alargou ao ver o cara atrás de mim. –Yuki-kun, o que está achando da nova casa? Já arrumou seus pertences?
Só pode ser brincadeira! Pensei com a irritação ainda aumentando dentro de mim.
-Não, eu ainda não me instalei devidamente na MINHA casa, porque aparentemente, já tem alguém morando lá. –Eu olhei para trás esperando que fosse bem claro a pessoa de quem eu estava falando.
O rosto da proprietária começou a tomar um ar de confusão, com impaciência eu comecei a explicar toda a situação para ela antes mesmo que a boca dela começasse a abrir para fazer qualquer tipo de pergunta.
-Ah, meu deus que cabeça a minha, esqueci de avisar, que o apartamento é compartilhado e...
-Como você esquece de dizer algo tão importante como esse? – Eu estava incrédula e minha voz estava trêmula e eu sentia que estava quase gritando.
-Meu filho esqueceu de mencionar isso no anuncio do site e eu com minha cabeça de velha esqueci de informar para vocês.
-Ótimo! Já que senhora assume o erro, que tal me transferir para outro apartamento.
-Isso não será possível, querida, o preço que você pagou para mim, é o preço de coabitação, se você quiser ter um apartamento sozinha terá que pagar o valor integral.
-Então me devolva meu dinheiro e cancele o contrato! –Eu estava tremendo. Isso não pode está acontecendo comigo.
-Claro, porém você terá que pagar a multa de quebra de contrato, desculpe querida não posso fazer nada por você.
Eu não tinha dinheiro suficiente para a multa, nem se ela me devolvesse o dinheiro que a entreguei antecipadamente seria o suficiente. Eu estou ferrada. As pessoas da cidade grande eram bem menos maleáveis e também não estavam interessados em ajudar, essa realidade me pegou desprevenida.
Virei para Yuki esperando algum tipo de ajuda, porém ele só deu de ombros, ele parecia muito relaxado para quem estava alguns minutos atrás irritado por eu ter "invadido" o seu apartamento, na verdade ele nem parecia surpreso com a parte da coabitação.
Apertei os olhos para ele.
-Você sabia?
-Isso é novo para mim também... –Ele soltou um suspiro –Você não parece ter o dinheiro para pagar a multa e muito menos para pagar por um apartamento sozinha, eu também não, então que teremos que morar juntos. –Ele abaixou até que seus olhos ficassem na mesma altura que os meus. Eu não tinha percebido, mas ele era bastante alto, talvez tivesse um metro e oitenta. –Vamos nos dar bem de agora em diante.
Ele não tinha falado sério, eu senti uma pontada de hostilidade no olhar dele e seu sorriso intensificou ainda mais essa impressão que eu tive. Era quase como uma ameaça, ele na realidade não queria se dar bem comigo, aquela frase era como se dissesse "eu vou fazer da sua vida um inferno".
Calma Eiko, é só sua impressão, você deve estar nervosa por estar sozinha em um lugar totalmente diferente do qual você não tem nenhum tipo de apoio. Eu tentei desesperadamente me acalmar com aqueles pensamentos e de fato, minha mente devia estar criando coisas devido ao estresse da mudança de cidade, isso explicaria minha crise de asma na noite anterior e eu ter achado que aquele homem ia me atacar aleatoriamente, talvez ele tenha sido uma alucinação já que não falou nada. Tudo isso estava me deixando frustrada.
Tentei afugentar aqueles pensamentos da minha cabeça.
-Claro, por favor de agora em diante tome conta de mim. – Inclinei meu corpo pra frente, tentando ser educada, apesar de sentir que eu não deveria.
Quando me endireitei, Yuki não estava mais na minha frente, ele já tinha subido quase todo lance de escadas. Vai se ferrar, eu nunca vou me dar bem com você!
Voltei para o andar superior e peguei minha mala, que havia esquecido devido a agitação. Yuki já tinha entrado e havia deixado a porta aberta, como se dissesse: "entre porém, não se sinta bem-vinda". Eu não precisava me sentir bem-vinda, eu tinha pagado por aquele lugar e eu ficaria ali independente do que o Yuki pensasse ou quisesse.
Tirei meus sapatos e ao passar pelo pequeno corredor, percebi que algumas coisas já estavam diferentes, já havia alguns móveis; um kotatsu com cobertor e tampo pretos estava no centro da sala, algumas almofadas também pretas estavam jogadas desleixadas pelo chão, uma televisão de tela plana e um pequeno sofá cama de couro marrom escuro que se encontrava aberto com mais almofadas encima, algumas caixas ainda estavam empilhadas no balcão da cozinha e no canto da sala. Yuki estava preguiçosamente jogado sobre o sofá assistindo tv, era como se tivesse esquecido da minha existência.
Pigarreei para chamar sua atenção, porém foi em vão.
Pigarreei novamente. Nenhuma resposta.
-Yuki-san... Yuki é seu nome certo? –Ele me olhou com má vontade e fez que sim com a cabeça, então eu prossegui. –Então aqui não tem quarto, onde eu vou dormir?
-Tem um futon dentro daquele armário. –Ele apontou com o queixo o armário embutido na parede que é bastante comum em casas japonesas.
-Mas vamos dormir no mesmo ambiente? –Se eu já era o desgosto dos meus pais por ter saído da forma que saí de casa, imagino se eles descobrissem que agora eu moro com um cara e dormirei no mesmo ambiente. Meu pai com certeza me arrastaria de volta para casa e com certeza daria um jeito de me casar do dia seguinte, ou então me manteria presa pelo resto da vida dentro de casa. Tive calafrios só de imaginar.
-A não ser que você queira dormir no banheiro, é, vamos dormir aqui.
Fiz uma careta, tudo naquilo me parecia errado, o Yuki por si só parecia o erro em pessoa, pelo pouco que conheci dele eu já havia detestado, aos meus olhos ele era apenas um louco bipolar, ainda não havia engolido o fato dele ter ficado lá simplesmente olhando o circo pegar fogo. Se ele tivesse me ajudado, eu tenho certeza que teria conseguido meu dinheiro de volta sem nem mesmo precisar pagar a multa, dois contra um seria moleza. Ai que frustação! Pensei inquieta.
-Ah. –Ele se levantou como se tivesse lembrado de algo e se virou para mim. –Não toque nas minhas coisas; eu saio para trabalhar às oito horas, então o banheiro à partir das sete é meu, depois você pode usá-lo como bem entender. Cada um compra sua comida. Não traga amigos para cá, será irritante se fizer isso.
Olhei para ele incrédula.
-Preciso assinar em algum lugar também?
Ele me ignorou.
-Bem você não deveria estar trabalhando agora, já que seu trabalho começa às oito? –Olhei o relógio do meu celular e marcava onze horas. Antes mesmo de ouvir a resposta dele, me dei conta que era eu quem deveria estar indo para a faculdade naquele exato momento.
-Folga.
Ignorei sua resposta, peguei minha bolsa que recostava encima da minha mala, joguei meu celular e a chave dentro da mesma e saí com pressa, sem parar nem mesmo para explicar o que estava acontecendo. Ele não ia se importar mesmo que eu explicasse, então nem gastei meu tempo para isso.
Como era meu primeiro dia na faculdade, eu queria chegar mais cedo, já que deveria passar no escritório de distribuição de livros, além disso, ainda não estava familiarizada com o prédio e não sabia onde seria minha sala, apesar de ainda ter aquele pequeno mapa.
Depois de quinze minutos caminhando apressadamente, eu cheguei em frente ao escritório para pegar meus livros do semestre. Estava um pouco ofegante devido a pressa a qual caminhara e começava a escorrer alguns pingos de suor na minha nuca, apesar do tempo ainda estar bem gelado, então prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, não tão arrumado quanto eu gostaria. Como não havia mais ninguém na minha frente, entreguei meu papel com a lista de livros que tinha recebido na secretaria para a recepcionista, que levou alguns minutos para separar os livros e amontoa-los sobre o balcão.
Caminhando com certa dificuldade, eu tentava equilibrar os livros nos meus braços, alguns deles tentavam escapulir por baixo e utilizando uma de minhas pernas eu tentava coloca-los de volta em seu lugar, enquanto isso a alça da minha bolsa escorregava pelo meu ombro, fazendo eu me sentir ainda mais atrapalhada.
Com a minha visão periférica, percebi uma mão se aproximar e pegar dos meus braços os livros que eu estava carregando.
-Deixe eu te ajudar com isto. –Um belo sorriso se formou no rosto do rapaz que aparecera ao meu lado. Fiquei algum tempo abrindo e fechando a boca, sem saber o que dize, ele era muito bonito, tinha o cabelo loiro, repartido ao meio, na altura de suas bochechas. Apesar de eu saber que seu cabelo não era natural, não pude deixar de pensar que era perfeito para ele, era como se ele já tivesse nascido para ser loiro. –Eu me chamo Uehara Daichi, mas pode me chamar de Daicchan. –Outro sorriso, ainda mais bonito que o anterior.
-Obrigada. –Não pude deixar de corar um pouco, com Uehara-san sorrindo gentilmente para mim. –Eu me chamo Suzuki Eiko. –Não pude me conter e sorri de volta para ele.
-Eiko-chan né? –Me assustei um pouco com a casualidade a qual ele utilizou o honorifico "chan", como se fossemos próximos, no entanto, aquilo não me desagradou. – Qual o número do seu armário? Te ajudarei a levar os livros até lá.
-Cinquenta e oito.
-Waa, parece o destino, o meu armário fica logo ao lado do seu. –Ele parecia empolgado demais, mas eu não pude deixar de acha-lo fofo. –Eiko-Chan, está matriculada em quais aulas?
-Eu ainda não escolhi minha especialidade, então estou matriculada em língua japonesa, história do período Edo e outras matérias básicas como matemática e química.
Ele parou em frente ao pequeno armário de ferro amarelo claro, com uma pequena placa prata com o número cinquenta e oito, escrito em tinta preta nela.
-Acho que estamos realmente destinados, eu também estou matriculado nestas matérias. –Ele se curvou meio desajeitado segurando os livros. –Por favor cuide de mim de agora em diante, Eiko-chan.
Fiz o mesmo que ele.
-Espero que possamos nos dar bem esse semestre. –Minha barriga roncou assim que eu me endireitei. Eu tinha esquecido de comer e agora eu não tinha onde me esconder.
Uehara-san, não pode deixar de rir de mim, mas eu percebi que estava tentando se segurar. Abri o meu armário meio desajeitada e ele me ajudou a colocar os livros ali dentro.
Após uma rápida olhadela em seu celular ele disse :
-Vamos ainda temos tempo antes da primeira aula começar, eu te pago um almoço. Não aceito "não" como resposta.
Senti meu rosto queimar mais ainda, porém eu apenas concordei, seria uma falta de respeito se eu fizesse essa desfeita com alguém que estava sendo tão gentil comigo. Ele me conduziu até o refeitório, que era bem espaçoso todo em tons de cinza e branco, haviam algumas pessoas sentadas comendo seus lanches, outras estavam apenas com seus rostos enterrados nos livros.
Havia uma cesta grande, onde dentro tinham alguns pães com recheio de anko, um papel ofício indicava que o preço de cada um daqueles pães era duzentos yenes. Peguei um, já que não estava tão caro, não queria ser inconveniente.
Uehara-san voltou para o meu lado e me entregou uma lata de café, a minha favorita, não pude deixar de sorrir.
-O café não é do seu gosto? –Ele perguntou com uma expressão confusa.
-Não é isso, é que Uehara-san gosta do mesmo café que eu, então eu não consegui pensar em outra coisa a não ser que realmente é algo do destino. –Apesar de eu não acreditar em destino.
Ele apertou minha bochecha.
-Ei sua pequena, eu já disse para me chamar de Daicchan! Nada de "san", okay? –Ele parecia zangado, mas logo sua expressão se suavizou e então ele fez um leve carinho no topo da minha cabeça.
Era engraçado, como eu me sentia a vontade com ele, mesmo conhecendo ele a menos de meia hora. Desde que cheguei, havia encontrado pessoas alheias a qualquer tipo de interação comigo, então encontrar alguém que estava sendo gentil, sem pedir nada em troca, me fazia eu me sentir acolhida e mais calma. Tive medo de não conseguir fazer amigos novos, mas aparentemente eu estava errada, eu acabara de fazer a minha primeira amizade e eu queria sair pulando por ai de felicidade.
Daichi segurou minha mão, isso me deixou um pouco desconfortável, eu não era acostumada a ter muito contato físico com as pessoas, isso me fez pensar que as pessoas da cidade grande eram bem mais mente aberta. Ele me puxou por entre as mesas até que chegamos onde estavam sentado um grupo de três meninas e dois garotos. Eles estavam conversando, mas pararam quando perceberam nossa aproximação.
-Pessoal, esta é Eiko-chan, por favor tomem conta dela também. –Ele se sentou ao lado de um rapaz de óculos e cabelo de tigela.
No inicio, a aproximação repentina de Daichi me assustou, na verdade ainda me assusta, nunca tive contato com ninguém que se aproximasse com tanta facilidade assim das pessoas, mas agora eu agradeço que ele tenha vindo conversar comigo, eu estaria me sentindo sozinha e perdida agora.
Depois de lancharmos, Daichi me acompanhou até a sala de aula e até mesmo se sentou ao meu lado. Sendo sincera toda aquela atenção me deixava incomodada algumas vezes, mas eu estava tentando não ser ranzinza, já que ele foi super legal comigo, eu lhe retribuiria toda a gentileza.
A aula terminou quase sete horas da noite e eu estava realmente cansada. Todo aquele dia não parecia terminar nunca.
Me despedi dos meus novos colegas de classe e me dirigi para casa, só de pensar que eu chegaria em casa e encontraria o Yuki com toda sua aura obscura, me deixava ainda mais cansada. Eu tinha uma mistura de sentimentos de querer chegar logo em casa, para utilizar o ôfuro, ao qual eu tinha tanto almejado, e de querer ficar o máximo de tempo fora de casa, para evitar aquele cara o máximo que eu pudesse.
Decidi então que ia passar numa loja de conveniência e compraria meu jantar, o copo de ramen de sempre, comeria bem lentamente e então voltaria pra casa no horário de ir dormir.
E assim eu fiz, saí da loja eram quase nove horas e levando em conta o tempo que levaria caminhando, eu chegaria em casa nove horas e alguns poucos minutos. A noite estava gelada novamente e eu me perguntava quando iria começar a esquentar, eu não aguentava mais sentir frio.
Finalmente cheguei em casa, girei a chave na fechadura umas duas vezes e me perguntei se o Yuki, já teria ido dormir, seria ótimo se ele já estivesse dormido, sem diálogos desnecessários, sem irritações desnecessárias.
Eu estava tirando meus sapatos para entrar, quando Yuki apareceu na porta do banheiro, com a escova na mão, vestindo apenas uma calça de moletom cinza e uma toalha pendurada em seu pescoço, seu cabelo estava molhado e alguns fios insistiam de cair sobre seu rosto.
-Oh, você chegou... Achei que tinha se perdido de volta para casa.
Coloquei a minha mão sobre o meu olho.
-Dá pra colocar uma camisa! –Passei por ele, ainda com os olhos tapados. –E não te interessa a hora que eu chego em casa.
-Só estou falando, ficar na rua até tarde é perigoso, podem ter pervertidos espreitando no escuro.
Encarei-o com os olhos apertados, ele estava recostado no batente da porta do banheiro, com um sorriso zombeteiro nos lábios.
-Eu tenho mais medo do louco bipolar, com quem tenho que dividir o apartamento. –Peguei uma almofada que estava jogada no chão e joguei em direção a ele, que conseguiu desviar entrando no banheiro. Eu conseguia ouvir a risada que ele estava dando.
Idiota! Eu sabia que voltar para casa seria apenas para me dar dor de cabeça.
Quando terminei meu demorado banho, Yuki já estava dormindo no sofá, então silenciosamente me aconcheguei no futon e fechei meus olhos, o dia tinha sido longo, porem o dia que estava por vim seria ainda mais, teria que correr atrás de um emprego e me esforçar pra ser aceita de primeira.
Tentei esvaziar minha mente e afundei meu rosto no travesseiro.
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Abri meus olhos, sentindo minha visão embaçada, ainda era noite, não sabia que horas eram, duas ou três horas da manhã, não sabia ao certo. Tentei me levantar, porém senti meu corpo pesado, não conseguia me mexer, muito menos conseguia piscar. Tentei olhar para o lado, onde o Yuki dormia, o que eu vi fez com que minha respiração se acelerasse e as lagrimas corressem pela lateral do meu rosto. Um banho de sangue.
Yuki estava com os olhos abertos, sem brilho, com a cabeça pendurada para fora do sofá, o sangue que saia de sua boa escorria por seu rosto e se misturava com o negro de seus cabelos. Era a cena mais horrível que eu vi na minha vida.
Tentei mais uma vez me mexer e gritar, mas nenhum músculo do meu corpo se mexia, senti um peso sobre o meu corpo, como se alguém estivesse sobre mim. Foi então que nossos olhos se encontraram, senti um calafrio subir pela minha espinha. Aqueles olhos novamente, aquela máscara novamente. Meu desespero aumentou, eu sabia que naquele momento eu estaria morta, seja lá o que ele tinha feito comigo, eu não conseguia me mover.
-Teee encontreiii. –Ele cantarolou, enquanto começava a apertar minha garganta.
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Oie pessoal, Queria agradecer a todos que me deram apoio, que comentaram no ultimo capítulo e interagiram comigo. Quero que saibam que é de extrema importância o apoio de vocês!
Agradeço aqueles que deram uma chance para minha história, eu prometo que não decepcionarei nenhum de vocês, darei o meu melhor para entregar uma história de respeito.
Recomendação de escritoras que gosto : @nath_seth_, @LA-Moon @Y_Guedes @lailaflor19357 ♥
Queria pedir a vocês que dessem uma olhada na história do meu amigo @Chunchunmaru81, se vocês se interessam por mitologia, tenho certeza que vão amar a historia que ele está escrevendo. "The beast inside".
Não esqueção de deixar seu voto, e boa leitura ♥
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