III

Se não estivesse comendo,jogaria o prato a sua frente bem no rosto de seu sobrinho. O Uchiha mais novo estava deixando-lhe irritado a um nível que nem imaginou chegar,sua irmã não para em nenhum momento de perguntar quando casaria com a loira que junto de Mikoto Uchiha não paravam de falar. O único sensato ali era o sobrinho mais velho,como Fugaku não estava no casarão Uchiha apenas restava a si comer e se retirar. E assim o fez,levantou-se e se retirou em silêncio recebendo olhares dos ali presentes.

Estava encomodado,não sabia o motivo,mas algo dentro de seu consciente dizia que coisas ruins estavam por vir. Lembrou-se que no dia seguinte teria a comemoração da gravidez de sua irmã,como era de se esperar; Mikoto não sossegava e já estava em sua terceira gravidez.

Tendo isso em mente sentiu-se desanimado,saiu da casa pela porta dos fundos a qual dava passagem ao imenso jardim.
O barulho constante das botas indo de encontro a grama molhada pelo sereno era quase inaudível,os animais escondidos dentre a mata faziam barulhos  relaxantes acalmando seu espírito. Gostava do ar puro,respirou profundamente deixando que a brisa gélida da noite adentra-se por suas narinas enchendo-lhe os pulmões.
Sentou-se encostado no tronco de uma árvore e começou a pensar em sua vida,realmente muita coisa havia acontecido desde que voltou. Nem cogitava a opção de se quer imaginar em casar-se,e olhando para si agora sentia-se envergonhado,iria casar,e ainda por cima com uma mulher que nem se quer "gostava".

Gostar!? Que palavra mais difícil de se dizer,era incrível como repudiava tal palavra. Era tão tosco quando diziam gostar de alguém,ele mesmo já gostou e oque lhe aconteceu,fora magoado e até então sentia a ferida dolorida. As vezes olhar os outros juntos dava-lhe tristeza mais graças ao que aconteceu consigo no passado tornou-se tudo oque é hoje. Não que fosse grande coisa,mas já havia feito tanta coisa,e agora com seus plenos 26 anos teria que casar com uma mulher que mal conhecia. Era nojento ao seu ver,se fosse para algo acontecer para que pudesse se casar,achava ao menos que teria uma paixão,um desejo maior. Mas com ela nem isso ele tinha,não queria-a de forma nenhuma,não a desejava.

Suspirou novamente,e olhou o céu claro,as poucas nuvens que mantinham algumas poucas estrelas escondidas estavam se esvaindo. A lua brilhava intensamente e a leve brisa gelada batia contra seu rosto refrescando a pele quente,os cabelos cumpridos presos começaram a balançar levemente.

ㅡ MADARAAAAAH! - Gritou a mulher correndo na direção do mesmo.

Não pensava em outra coisa a não ser fugir,levantou-se rapidamente e correu jardim a dentro,no momento não queria ficar com raiva e descontar tudo na loira mas ela também não colaborava. Passando as propriedades do casarão ele viu a imença plantação de trigo,olhou mais adiante e viu a pequena casa com a luminária a gasolina acesa.  Inapropriado incomodar alguém a este horário mais ou era incomodar alguém que trabalhava na propriedade de sua família ou ficar estressado com a loira em seu encalço.
Apressou o passo e quando estava próximo a pequena casa olhou por uma última vez para trás e viu que a loira não o seguia mais,mesmo assim proseguiu e bateu na porta.

Uma batida...

Duas batidas...

Três batidas...

E por fim a porta se abriu.

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