19 - hard times
Tudo o que eu quero
É acordar bem
Diga-me que eu estou bem
Que não vou morrer
Tudo o que eu quero
É um buraco no chão
Você pode me avisar quando estiver tudo bem
Para eu sair
Paramore – Hard Times
– △ –
– E-eu... – Lis gaguejou com a voz rouca e baixa, vendo que seu irmão ainda esperava uma resposta.
– Você sabe que não tem que ficar se torturando com isso o tempo todo, né? Ainda mais sozinha – ele disse entrando no cômodo e vasculhando o armário de Lis em busca de um lençol e, quando achou, sentou ao lado da irmã e o jogou sobre suas cabeças, formando uma cabaninha improvisada. – Lembra de quando a mamãe ficava brigando com o meu pai e a gente só escondia assim, fingindo que nada tava acontecendo e que não estávamos ouvindo os gritos deles? Porque a gente sabia que encarar a realidade e questionar motivos seria mais doloroso.
– Onde quer chegar com isso?
– É que... Eu sei que você não tá fazendo isso agora – Eliel disse soltando um longo suspiro. – Sei que fica o dia inteiro sentada aí olhando pro nada porque na verdade tá tentando arrumar respostas, um motivo pra tudo, e você sabe que eu não sou o tipo de pessoa que aconselharia alguém a fugir dos problemas, mas... Acho que, assim como naquela época, agora essa é a melhor solução pra você.
– Por quê?
– Por quê?! Lis, pelo amor de Deus! Olha só pra você, não faz mais nada a não ser ficar se afundando nisso, tá trancada nesse quarto abafado já faz três dias, ignora todas as ligações das suas amigas e não quis nem ir na papelaria com a mamãe e eu sei que você ama ir lá com ela e gastar dinheiro com aquele monte de canetas coloridas que nem usa pra merda nenhuma – ele sentiu Lis ficar tensa ao seu lado então se aproximou mais e segurou sua mão. – O que estou dizendo é que me importo com você, e tô vendo que isso não tá indo por um caminho muito bom. A gente estava ficando bem, se ajudando e melhorando e a última coisa que quero é ter que voltar praquela rotina de quilos de remédios e uma consulta psiquiátrica a cada minuto, muito menos com você.
– Não é...
– Não é tão fácil, eu sei, eu às vezes também acho difícil me livrar de toda aquela porcaria que vive voltando na minha cabeça, mas deixar isso voltar não ajuda, e você tá deixando e ainda pedindo por mais.
Um momento de silêncio se seguiu até que Eliel percebesse que Lis estava chorando – e talvez não fosse um bom sinal, mas era o primeiro esboço de qualquer reação que ela demonstrava em dias, o que provavelmente era melhor que nada.
– O que foi? – Ele perguntou e Lis deu uma risadinha.
– É só que... Desde que tudo aconteceu na casa, essa foi a primeira vez que você veio falar comigo por livre e espontânea vontade – ela disse com a voz embargada e o abraçou. – Obrigada por se importar comigo.
– Não seja tão emotiva, por Deus, você é minha irmã, é claro que eu me importo com você, eu só... Não demonstro.
– Deveria demonstrar mais, talvez assim eu fosse mais feliz.
– Cala a boca, eu demonstro pouco mas é o suficiente, Deus me livre demonstrar demais e acabar igual você – ele zombou e Lis fez um biquinho.
– Essa doeu.
– Mas então... Tá melhor?
– Eu não vou melhorar assim tão rápido, é muita merda pra lidar – ela admitiu com certo pesar enquanto secava o rosto com o dorso da mão. – Mas tô um pouco menos triste, é bom lembrar que você é meu irmão e não só uma pessoa aleatória que vive na mesma casa que eu.
– É, é... Tô sabendo – Eliel retrucou e deixou quando Lis apoiou a cabeça em seu ombro. – Tenta não pirar com isso, tá? Se quiser remoer essas coisas e tentar encontrar respostas ou seja lá que merda você anda fazendo, tudo bem, sem problemas, só não deixa isso consumir você. Não vale a pena.
– Nada vai mudar se eu só continuar aqui me martirizando, né?
– Exatamente.
– Então eu deveria parar de só pensar e realmente fazer alguma coisa?
– Meu Deus, não! Você não ouviu uma palavra do que eu disse? – o menino negou de imediato já sabendo a bagunça mil vezes pior que aquilo poderia se tornar. – Você deveria... Deixar isso em paz. É. Vai tomar um café, começar a escrever um livro novo, alimentar gatos de rua, sei lá, só se dá uma folga.
– É que isso acabou ficando muito mais complicado do qualquer coisa já complicada que eu pudesse ter imaginado um dia, e eu queria muito que fosse só coisa da minha cabeça mas não é, tá acontecendo de verdade e às vezes eu tenho vontade de bater minha testa na parede até explodir mas ao mesmo tempo não tenho energia nem pra isso então fico assim, como estou agora – ela confessou e Eliel parou para pensar por um momento.
Ele sabia que Lis tinha brigado com Henri e Matt e se afastado dos dois, mas ainda assim ela não ficara tão mal quando isso acontecera – na verdade, por mais que ela sentisse muita falta de ambos, parecera também muito aliviada, talvez por sentir que era uma coisa a menos para lidar. Mas agora, vê-la naquele estado lhe dava a impressão de que algo havia acontecido nesse meio tempo, algo ruim ou confuso o suficiente para deixá-la de um jeito que Lis não ficava desde que o acidente na casa de bonecas e o sumiço de Henri tinham acontecido simultaneamente um após o outro.
– Você quer conversar? – Perguntou em um tom baixo e cauteloso porque não queria que a pergunta fosse um motivo a mais para que Lis entrasse de vez em mais um surto, o que felizmente não foi o caso já que ela apenas respirou fundo e ficou em silêncio por alguns segundos antes de responder.
– Eu não sei, eu não consegui falar sobre isso nem com a Kate e a Hanna, parece que se eu tocar no assunto vai deixar de parecer que é só coisa da minha cabeça e se tornar uma coisa de verdade, entende?
– Não entendo não, mas respeito – Eliel disse com sinceridade e a cutucou com o cotovelo. – Então você quer, tipo... Parar de chorar e... Sei lá, fazer alguma coisa comigo porque eu tô me sentindo bem sozinho desde que minha irmã virou um saco plástico sem reação.
– Do you ever feel like a plastic bag... – Lis começou a cantarolar com um sorrisinho e o caçula revirou os olhos.
– Ah não, nem começa.
– Nem começa você, para de fazer drama, até parece que se importa em ficar sozinho! E outra – ela apontou para o irmão, apertando o dedo indicador contra a ponta de seu nariz. – Eu só tô devolvendo o que você fez comigo quando virou um saco plástico por dois anos.
– Vai se foder.
– Garoto?! Desde quando você fala palavrão? – Questionou indignada e surpresa, parecia surreal ver seu irmãozinho, que na verdade já era quase muito maior do que ela, sair xingando assim.
– Ah não vem falar como se soubesse tudo sobre mim agora, muitas coisas que eu não te contei aconteceram nesses dois anos em que virei um saco plástico.
– Tipo?
– Não sei Lis, eu sou um pré-adolescente como qualquer outro apesar de tudo, você também não teve essa fase de, como você mesma diz, coisas?
– Hm, é... Eu só gostaria que você me contasse essas coisas porque, afinal, eu conto tudo pra você.
– Não tá me contando o que tá acontecendo e o porquê de agora ser você quem parece um saco plástico – ele insistiu um pouco e Lis bufou.
– Quer saber? Acho que eu prefiro sim ir fazer alguma coisa com o meu irmãozinho que tá se sentindo tão sozinho a ponto que não consegue nem me dar um minuto de paz.
– Cacete Lis, você podia estar muitas coisas mas em paz com certeza não era uma delas.
– Tranquila, talvez?
– Não – Eliel rebateu com firmeza, tirando o lençol de cima deles e se levantando. – Vem, vamos lá pra baixo jogar Minecraft e esquecer isso, se você realmente não quer falar não vou ser eu quem vou ficar perguntando.
– Pois muito obrigada.
O caçula desceu primeiro e Lis demorou um pouco antes de levantar da cama, tomando um tempo para respirar.
"Você não cansa de se fazer sofrer, não?"
Eliel não tinha dito nenhuma mentira e agora ela percebia: só estava daquele jeito porque estava deixando, era quase como se quisesse realmente sentir todo o drama da situação, até porque já havia passado por coisas piores e ainda assim não se entregara da forma como estava fazendo no momento.
Ou talvez não exatamente.
– Sabe o que é? – Ela disse assim que chegou na sala, se jogando no sofá cor de creme enquanto o menino se ocupava em ligar a televisão e o velho Xbox 360 que já os acompanhava há algum tempo. – Eu vou filosofar um pouco agora graças à minha mente poética literária e parcialmente deprimida, então se prepare e me dê um pouco de tempo.
– Como quiser – Eliel disse quase num resmungo, porque na verdade ele não queria nem um pouco ouvir mais uma viagem maluca e poeticamente exagerada de Lis.
– Eu já passei por muita merda, algumas piores do que essa e com as quais lidei muito melhor por algum motivo – ela começou, os olhos castanhos divagando pelo teto mal notaram que o irmão a observava de braços cruzados e olhos semicerrados, pronto para julgar qualquer coisa que ela fosse dizer. – Motivo esse que talvez eu entenda agora e que me impeça de voltar a me julgar como uma imbecil por algo que era, na verdade, inevitável.
– Essa merda era inevitável? – Eliel questionou erguendo as sobrancelhas e Lis negou.
– Não, isso poderia ter sido evitado, estou falando de eu me sentir assim, você sabe – ela explicou porém ainda sem explicar realmente o que queria dizer. – É tipo quando a gente toma café e tudo bem, é amargo e todo mundo já sabia disso. Mas então a gente come algo doce, e quando volta a tomar o café ele parece ainda mais amargo e... ruim, de certa forma.
– Lis, que merda...?
– Não, é sério – ela insistiu e seu irmão revirou os olhos. – Foi exatamente o que me aconteceu. Eu passei por aquele monte de porcaria antes mas já estava acostumada porque minha vida já estava uma merda há um bom tempo, mas dessa vez... Isso foi diferente. Foi diferente porque eu estava feliz com o Matt e com a Kate e a Hanna, e não esperava que essa felicidade fosse tirada de mim tão cedo e tão de repente como foi, eu não esperava mais esse novo monte de merda, então tudo pareceu ainda pior e ainda mais amargo do que teria parecido se eu ainda estivesse vivendo uma sequência incontrolável de desastres.
Um minuto de silêncio se seguiu enquanto Eliel tomava seu tempo para pensar sobre aquele monte de baboseiras e Lis aguardava pacientemente, ligando o controle que o menino havia lhe entregado e iniciando o jogo.
– Eu odeio ter que dizer isso, mas até que faz sentido – ele admitiu depois de um longo tempo pensando em uma forma de discordar de Lis e não encontrando nenhuma.
– É, foi o que eu disse – ela reforçou e encolheu os ombros. – Antigamente eu jamais me deixaria afetar tanto por uma bosta tão pequena, e de qualquer forma eu nunca precisei de ninguém além de você e da mamãe, não tem motivos pra que eu me permita sofrer tanto por um simples relacionamento que não deu certo.
Na verdade tinha e ela sabia disso também, até porque não era tudo somente sobre um relacionamento que não deu certo, mas preferiu evitar o assunto e bloqueá-lo de todas as formas possíveis em sua mente para não acabar com seu breve momento de epifania no meio de uma profunda melancolia que ainda tentava, insistentemente, sufocá-la.
Eliel notara o mesmo. A euforia de Lis era momentânea, e uma hora ou outra ela se veria mal mais uma vez deixando aquelas coisas voltarem a si porque, no final, ele entendeu que ela na verdade não deixava – mas ficou feliz por pelo menos ela se dar algum tempo de tudo aquilo e se preocupar apenas em jogar com ele, xingando sempre que um creeper aparecia em sua tela e explodia as coisas ao seu redor.
– Achei diamantes – ela disse depois de vários minutos desde que tinham começado a jogar, afinal achar diamantes definitivamente não era a parte mais fácil e rápida do jogo.
– Espera que eu vou aí buscar senão você vai acabar se jogando na lava e morrendo – Eliel instruiu já sabendo que sua irmã não era a melhor jogadora de Minecraft do mundo e ela fez uma careta.
– O que é isso agora? Eu sei me virar sozinha, ou você acha que só jogo quando estou com você? – Reclamou e fez o total oposto do que o caçula lhe instruíra.
Terminou de pegar os diamantes feliz da vida por ter conseguido e provado que Eliel estava errado porém o som da campainha tocando de repente a fez se assustar e escorregar o dedo no controle, derrubando-a em uma poça de lava e a matando exatamente como seu irmão previra que aconteceria.
– Ah, mas que merda! Que inferno, eu me recuso a acreditar numa coisa dessas – xingou enquanto Eliel a encarava com uma expressão plena do mais puro "eu te avisei". – Nem vem não que a culpa não foi minha e inclusive vou lá agora ver quem foi o culpado pela minha morte.
Ainda resmungando, Lis jogou seu controle sobre o sofá e foi até a porta, franzindo as sobrancelhas ao abri-la e se deparar com uma garotinha de roupas exageradamente coloridas, o cabelo castanho preso num rabo de cavalo cheio de presilhas mais coloridas ainda e óculos fundo-de-garrafa quase maiores que o próprio rosto – que por sinal tinha manchas coloridas de tinta no queixo e na ponta do nariz. Ela sorria como se fosse o ser humano mais feliz na face da Terra, deixando aparecer duas covinhas em suas bochechas, e aquilo fez Lis sorrir de volta porque ela era tão fofa que fazia Lis sentir como se fosse um crime não retribuir o gesto.
– Pois não? – Lis perguntou e a menina correu os olhos curiosos por dentro da casa como se tentasse espiar algo.
– O Eliel tá em casa? – Ela perguntou com a voz doce e aguda e Lis voltou a fazer uma careta confusa.
– Ele... Sim, está. Só um minuto.
Voltou até a sala onde Eliel ainda jogava e esperou ele explicar a situação, mas infelizmente não foi o caso.
– O que foi? – Ele perguntou e Lis encolheu os ombros.
– Tem uma menina lá na porta.
– E daí?
– Ela é... bonita... e muito fofa.
– De novo, e daí? – O menino repetiu já começando a se irritar até Lis finalmente informar:
– Ela disse que quer falar com você.
– Ah, hm... Ok então, já tô indo – Eliel respondeu e Lis assentiu, voltando até a entrada onde a garotinha esperava pacientemente.
– Qual o seu nome, meu bem? Quantos anos você tem? – Perguntou ligeiramente interessada no único ser humano que ousava ir até sua casa a procura de seu irmão socialmente recluso.
– Thalia, acabei de fazer treze – respondeu e Lis comprimiu os lábios enquanto analisava mais uma vez suas roupas chamativas e extremamente infantis, pensando que naquela idade ela costumava ser o total oposto, afinal tinha sido nesse período em questão que Lis entrara em sua fase emo e começara a se vestir quase que exclusivamente de preto.
– E você e o Eliel se conheceram...
– Na escola – o garoto a respondeu surgindo ao seu lado e a empurrando para dentro. – Agora tchau.
– Hm, tudo bem então – Lis disse voltando para a sala sem contestar, mas não sem antes olhar uma última vez e ver o sorriso de Thalia se alargar ao ver Eliel.
Como uma boa curiosa, ela se sentou no sofá fingindo mexer no celular enquanto tentava escutar a conversa dos dois – e não que Lis fosse de fazer esse tipo de coisa com frequência, mas era no mínimo intrigante uma menina fofa e alegre como aquela vir atrás de seu irmão que parecia não ter contato com qualquer outro ser vivo além dela mesma e de sua mãe.
Os dois tiveram uma conversa tediosa sobre jogos por alguns minutos e aparentemente Thalia viera devolver um que Eliel tinha lhe emprestado, e não muito depois o menino se despediu, fechou a porta e voltou, tentando ao máximo ignorar o olhar curioso de Lis.
– Quem é ela? – A mais velha não se conteve em começar logo seu questionário.
– Já disse, uma amiga da escola – Eliel respondeu voltando sua atenção ao Minecraft que até então ainda se encontrava pausado, implorando para que se talvez focasse sua atenção em algo mais sua irmã o deixasse em paz, o que no fundo ele sabia que não tinha a menor chance de acontecer.
– É sua namorada?
– Meu Deus não, quantas vezes eu preciso repetir que não tenho uma namorada?
– É, bem que eu vi que ela é bonitinha e alegre demais pra você – Lis disse e o caçula pensou que aquilo finalmente terminaria ali, mas estava errado para sua infelicidade. – Então... Você gosta dela?
– Não – ele se manteve firme embora já estivesse se irritando.
– Mas ela gosta de você – ela informou pensando que conhecia muito o olhar apaixonado da menina pois era o mesmo que ela costumava ter quando, naquela idade, se apaixonara sem querer pela melhor amiga.
– Eu sei e não tô nem aí.
– Ai Eliel, que merda, por que não dá uma chance? Ela parece ser tão legal e você precisa de alguém mais feliz na sua vida, quem sabe assim não fica feliz também? Você podia...
– Cacete, só cala a boca.
– Eu só estou dizendo porque...
– Eu sou gay, Lis – Eliel gritou irritado e os dois se encararam por alguns segundos, sem saber como reagir, até o menino parecer finalmente se dar conta do que havia dito, fazendo seu rosto empalidecer quase que de imediato.
– Você... – Lis tentou dizer algo mas não encontrou as palavras e se sentiu mal quando viu as lágrimas nos olhos do irmão porque pôde imaginar o que viria a seguir e não gostou nem um pouco.
– Ah, vai se foder – ele xingou e jogou o controle do videogame no chão, em seguida subindo as escadas sem ao menos olhar nos olhos da irmã que só conseguiu ficar parada enquanto o ouvia bater a porta do quarto.
– Ai, porra – ela murmurou batendo a mão na testa, se sentia uma imbecil.
Lis não esperava ter uma reação tão idiota se seu irmão saísse do armário um dia e estava chateada consigo mesma – mas a verdade é que ela não esperava que seu irmão fosse de fato sair do armário algum dia, muito menos daquela maneira, então não era como se tivesse algo em mente.
Seu celular tocou de repente e o susto foi tanto que ela acabou atendendo a ligação mesmo que não tivesse a intenção.
– Tá viva, sua filha da puta? – Era Kate, e ela não parecia realmente brava apesar do xingamento, mas de qualquer forma Lis não tinha tempo para aquilo no momento.
– Kate, e-eu... Desculpa, não posso falar agora. Te ligo depois, tchau – ela disse e encerrou a ligação.
Foi até o quarto de Eliel e bateu na porta algumas vezes mesmo sabendo que ele não responderia, no entanto isso não era motivo o suficiente para fazê-la desistir, ela não deixaria seu irmão sozinho uma segunda vez.
– Olha... Me desculpa, sei que eu reagi estranho mas... A gente pode conversar? Não vou te encher o saco nem falar sem parar, prometo – Lis pediu e esperou, sem acreditar que ele iria mesmo abrir a porta e sentindo uma pontinha de alívio quando o menino o fez.
Ele não levantou os olhos do chão, nem se moveu, apenas ficou parado como se esperasse que a irmã iniciasse aquela conversa, mas Lis não disse nada, apenas se aproximou e o abraçou, deixando que ele chorasse.
– △ –
Oi meus amores! Como estão? Espero que todes bem <3
Eu sei que faz mais de um mês que eu não atualizava e sinto muito por isso mas a verdade é que eu ando bem desanimadinhe pra postar, espero que isso passe logo
Bom, de qualquer forma, muito obrigade pelo apoio e por todo o carinho que venho recebendo através da história, prometo que vou responder todos os comentários novos em breve, e espero de coração que tenham gostado do capítulo!!
Mil beijos de muito amor e até a próxima 😚💖🌹
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