II

~ W I N T E R. D' S O T R A ~

O som do cavalgar dos cavalos era agradável aos meus ouvidos, acabávamos de entrar em Dientra e já causávamos terror

— Podemos começar? — o soldado me pergunta e eu acento com a cabeça lentamente e começou a matança desci do meu cavalo passando pelo vale de corpos mortos, e supostos mortes pegava minha pequena espada sussurrava as palavras chaves e todos se transformavam em demônios

— Era muito mais fácil se tivesse alguém que fizesse por si

— O trabalho sujo? — Perguntei ao meu general

— Sim, sujar as mãos não é digno de si

— O meu trabalho como líder é sujar as mãos, por vocês — ele ri e volta a carruagem quando vi os arbustos se mexendo, tirei a minha espada e fui atrás do som e na mesma hora vi alguém correndo, num vestido azul e capa castanha correndo como se estivesse fugindo de um leão e fui atrás dessa pessoa até que caiu em um pequeno riacho e se acanhou

— Por favor lhe imploro que não me faça mal...— voz feminina soa trêmula e ofegante, segurei firme no seu braço e ela levantou o rosto eu vi

— Está fugindo porque?

— Eu não quero morrer senhor...me deixe ir por favor— a levantei ela era alguns centímetros mais baixa do que eu

Os seus olhos cinza e a sua pele lisa e as sardas visíveis por cima do nariz seus lábios carnudos e desenhados os seus cabelos longos e escuros eram maravilhosos e brilhantes

— Qual é o seu nome?

— Anna...Anna Faller

— Anna...você vem comigo—  a empurrei até a carroça e o soldado levanta a espada — baixe a espada essa vai comigo, recolham todos os corpos — peguei seus pulsos pequenos e amordacei — levem ao Salão que eu faço o resto, levem também algumas joias — subi no cavalo e ela subiu depois — me encontrem no castelo —e voltei para casa.

Entrei e andei pelos largos corredores passando pelos guardas quando entrei na sala do trono

— Achei que esqueceu o caminho —diz o rei Jericoh e ao seu lado a rainha Kario

— Fui trocar a roupa, não posso parecer na sala de meu rei com odor de cadáver

— Como se fosse novidade — ele desce do trono até mim — em breve, pelo seu ótimo trabalho estaremos comandando o maior exército de Valquíria

— Não vanglorie tanto o Mestre da Forja meu rei — diz Kario

— Como não? Além da lealdade, ele me da os melhor soldados que NUNCA existiram em Valquíria, além de Sotra teríamos Valquíria em nossas mãos o que você acha, exploraremos as minas escondidas de Dientra e Cardemos tiraremos o ouro e viveremos disso, poderíamos ser o país mais rico da Europa ou do mundo

— Meu rei não sonhe tão alto — Kario diz revirando os olhos

— Como não sonhar alto meu amor?

— Todas as coisas apontam para este mesmo final minha rainha — ela cora

Sei muito bem o quanto Kario me ama, sempre foi louca por mim, mas não gosto de mulher com ambições acima dela mesma, e o ponto? Quando ela decidiu casar com o rei por joias e vestidos de alta classe

— Se me der licença preciso me retirar, o trabalho me espera

— Vá meu caro — saio da sala

— Senhor a mulher já está na cela no calabouço — avisa o soldado

— Já terminaram de carregar os corpos?

— Ainda não senhor alguns ainda estão a caminho

— Então vou passar depois — voltei e desci as escadas até ao calabouço que estava frio, Sotra nunca foi uma cidade quente, normalmente os presos aqui em baixo morrem congelados, me aproximei da última cela vendo a mulher sentada

— Já se acomodou? — Ela me olha e desvia se mantendo em silêncio —você não vai ficar aqui muito tempo, eu vou tirar você daqui

— Vampiros não são bons — ela diz — vocês nunca cumprem o que prometem, rei Jericoh prometeu paz e ao invés disso atacou Dientra

— Faz tudo parte do plano

— Destruir Valquíria com seus demônios?

— Em parte sim

— Para que? Deixem-nos em paz

— Você sabe o que é paz? — Ela ri amargo

— Olha aonde estou...como estou...de onde vim... — ela levanta e se aproxima — eu já não vou saber o que é paz porque estou no meio de vocês

— Ah...façamos assim, você continua tentando me atacar e eu continuo rindo de você — ela fica vermelha —eu mando trazer comida e roupa e depois levo você para os meus aposentos

— Eu não vou dormir com você

— Eu não pedi, eu mandei.

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