Sonhos mortais
Clary sentiu seu rosto gelar e sua respiração ficar mais pesada, estava muito frio, mas fora isso não estava sentindo nenhuma dor, somente paz.
- Clary!
Clary imediatamente reconheceu a voz, era Jace. Ao abrir os olhos, Clary viu pequenos flocos de neve caindo sobre seu rosto, assim como em todo Central Park.
- Vamos Clary - disse Jace, ele estava ao lado de uma carrocinha que vendia alguns lanches - seu chocolate quente vai esfriar!
Clary levantou do chão imediatamente, ela adorava como o parque ficava no inverno, ficava inteiramente branco mas mesmo assim cheio de vida. Jace por outro lado sempre gostou mais do verão, mas mesmo assim acompanha Clary em seus passeios.
- É com uma pitada de canela - disse Jace entregando o chocolate para Clary - do jeito que você gosta.
- Obrigada! - agradeceu Clary que logo o beijou, um daqueles beijos suaves, perfeitos, os que Clary mais gostava.
- Eu amo você! - disse Jace ao se afastar de Clary - eu amo muito você.
Clary não se controlou e o beijou novamente, mas agora com mais força, com mais ferrosidade. Saciando a vontade dos lábios de Jace.
- Eu também amo você! - Clary deu um selinho em Jace.
- EIIIII! - gritou Izzy aparecendo do meio das árvores, Alec e Simon vinham atrás - ai estão vocês.. - Izzy caminhava toda desajeitada sobre a neve - .. achamos que tinhamos perdidos vocês.
- Que isso Izzy?! - disse Alec - deixa eles a sós um pouco.
- Ela não parou quieta um minuto - falou Simon - disse que Clary precisava escolher seu vestido de noiva..
- Você sabe como Clary gosta de vir aqui, não sabe? - disse Jace.
- Mas seu tempo acabou! - disse Izzy pegando na mão de Clary puxando-a consigo - Simon e Alec vão com Jace, e não deixem que ele escolha um terno cafona.
- Meus gostos são incríveis.. - disse Jace resmungando.
Clary deu um beijo de despedida em Jace, e logo os dois se abraçaram.
- Eu te am..
Clary abriu os olhos aos poucos, quando sentiu uma lágrima escorrer no seu rosto, lembrou-se do sonho que tivera. Clary sentia a falta de Jace, cada dia longe dele era uma tortura, a pior tortura.
- Ufa! - disse Melinda sentada na beira da cama de Clary - achei que você tinha morrido.
- Oque aconteceu? - perguntou Clary confusa.
- Você não se lembra ? - perguntou Melinda.
A cabeça de Clary doía demais, a sua última lembrança era com Lucian, ele estava correndo com Clary no colo após ela ter destruído uma das paredes da casa de Lucian e depois um borrão.
- Lucian disse que vocês estavam passeando nas montanhas de vidro, perto de um pequeno vilarejo de vidro - disse Sebastian na porta do quarto, começou a andar em direção a Clary - quando um dos milhares de vulcões entrou em erupção, você se assustou e caiu sobre uma rocha pontiaguda de vidro - Sebastian sentou ao lado de Clary acariciando seu rosto - você poderia ter morrido Clary!
Lucian mentiu para Sebastian, então Clary o encobertou e apenas concordou.
- Eu sei - disse Clary sentando na cama - mas Lucian me trouxe a tempo.
Clary tentou levantar da cama, e numa falha tentativa sentiu uma fisgada em suas costelas.
- AI! - disse Clary - oque é isso? - Ao levantar a blusa, Clary viu o enorme curativo em suas costelas, havia sangue fresco também, sinais que havia ocorrido uma hemorragia.
Ao ver todo aquele sangue, alguns borrões vieram na mente de Clary, Melinda colocando algumas gotas de sangue em sua boca, Lucian e Sebastian a segurando enquanto se contorcia no chão agoniada de dor.
-Clary era a única maneira de você sobreviver.. - Sebastian sabia que a memória de Clary estava voltando - você ia morrer..
- De quem era o sangue? - perguntou Clary serrando os pulsos, naquele momento sua ferida começou a latejar fazendo-a segurar suas costelas.
- Clary.. - falou Sebastian - por favor, fique calma.
- DE QUEM ERA O SANGUE? - perguntou Clary gritando.
- Raziel! - disse enfim Sebastian olhando nos olhos de Clary - era do anjo Raziel.
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