Sonhos profundos

Jace subiu as escadas que levam aos dormitórios correndo, não estava nem um pouco preocupado com o barulho que fazia e muito menos se ia acordar alguém. Ao enxergar a porta do quarto de Clary, ele correu ainda mais rápido, por mais que ele e Clary namoravam a anos, cada um tinha seu próprio quarto, porém Jace quase não usava mais o seu.

- Pelo anjo, esse quarto está uma zona! - disse Jace ao entrar no quarto de Clary.

Ele havia entrado algumas vezes naquele quarto desde o sumiço de Clary, isso amenizava a dor e matava um pouco da saudade que Jace sentia de Clary. Sentir o cheiro de Clary, olhar seus desenhos e deitar na cama da menina o reconfortava e o dava forças para seguir lutando.

- Onde está?! - perguntou Jace para si mesmo, o garoto estava vasculhando as gavetas de Clary - droga Clary, você guarda bem as suas coisas..

Jace fez uma pausa por um momento, o garoto chegava a suspirar de cansaço.

- Beleza Jace, calma ! - disse ele para sí mesmo, Jace respirou fundo e seguiu falando - Você conhece bem a Clary, então, onde a sua namorada guardaria seu presente de aniversário??

Jace olhou para o guarda roupa, logo suas mãos estavam vasculhando tudo e nada do presente.

- Ok, próximo.

Agora foi a vez do bolso do casaco que estava pendurado ao lado da cama, nada.

- É claro que não né Jace.

Os olhos de Jace percorreram lentamente todo o quarto novamente, e seus olhos pararam no criado mudo que ficava ao lado da cama de Clary, nele havia uma caixa de madeira com detalhes em ferro.

- Jace como você não viu isso antes - disse batendo em sua própria cabeça - burro!

Rapidamente Jace já estava na frente do cômodo e estava preste a abrir a caixa.

- por favor que esteja aqui - disse Jace de olhos fechado e abriu a caixa.

Lá estava o colar que Jace havia dado de aniversário á Clary, o rubi em forma de coração ainda brilhava mesmo não tendo a luz do sol para ilumina- la, ainda estava perfeito.
Jace ficou admirando o colar na sua mão, e lembrando dele no pescoço de Clary, ela ficava deslumbrante com ele, causava arrepios só de lembrar.

- Certo - disse Jace voltando dos seus pensamentos - agora você precisa se concentrar.

Mas Jace mal conseguia falar, estava hipnotizado pelo colar, e perdido nas lembranças de Clary.

- Ei Jace - disse Clary entrando na sala de treinamento.

Naquele momento só ele estava lá treinando, e Clary ouvia o barulho que Jace fazia ao movimentar os instrumentos de batalha.

- Maryse mandou avisar que o jantar está quase pronto - falou Clary ao chegar perto de Jace.

- Você está tão linda - disse ele ao ouvir as palavras de Clary.

Jace começou a se aproximar de Clary e suas mãos começaram a deslizar pelos cabelos da menina, os olhos de Jace começaram a percorrer todo o rosto de Clary, até parar no seu colar.

- Foi o melhor presente que eu já recebi - disse Clary ao perceber que Jace estava admirando o seu colar.

- O rubi, era uma herança de família, e como você é um anjo e eu amo muito você, mandei colocar asas e cobrir o rubi com um coração - disse Jace tocando o rosto de Clary.

- Eu não tenho palavras para te agradecer - disse Clary, logo ela beijou  o menino - eu te amo muito.

- Eu também te amo muito meu anjo - disse Jace.

E então Jace puxou Clary para um beijo, mas não um rápido e simples beijo, mas oque Jace sabia que Clary gostava, quente e feroz, insaciável.

Jace sentiu aquele beijo, todo amor e energia presente nele, seu coração começou a bater mais rápido e sua respiração começou a ficar mais profunda.

- Eu sempre estarei com você - disse Clary - mesmo se o nosso destino for outro.

- E eu sempre vou te encontrar, mesmo se o destino nos separar.

Jace estava apertando tanto aquele colar que suas mãos doíam e ele já sentia alguns cortes.
Uma onda repentina de frio, como um choque, passou pelo corpo do menino, e então Jace repetiu para sí mesmo aquelas palavras:

- E eu sempre vou te encontrar

Os olhos de Jace se abriram imediatamente ao sentir suas runas arderem, principalmente a de poder angelical. No meio daquela dor, Jace viu Clary na sua frente, na verdade, ela estava de frente para uma sacada, admirando a vista, ouvindo os barulhos dos carros e sentindo o calor do sol na sua pele.
Jace sabia que ela não estava na sua frente, mas sabia oque aquilo significava, e quando Jace percebeu que os olhos de Clary estavam observando a Torre Eiffel, Jace sabia exatamente onde Clary estava.

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