I


O mundo já não era mais o mesmo, com a super poluição causada por produtos tóxicos nas grandes cidades, um apocalipse havia se abatido sobre o planeta terra.

Na primeira semana  do pós apocalipse 5% da população mundial havia morrido devido a doenças desconhecidas. Em um  10% tinham falecido devido a inanição e contaminação e pelos conflitos por terra e água potável não contaminada por doenças e a poluição.

E em dois anos, um terror do qual ninguém jamais esperava. Um vírus que transformara 30% da humanidade em zumbis. Era um dia comum quando o vírus chegou.

Primeiro os animais, depois os humanos ao leste e sul da Ásia. Passou para a Europa, África e finamente a América. Países do Sul e do Centro da América tinham sido perdidos, tomados por uma horda de mortos vivos sedentos por carne humana e sangue. E o super deserto, da noite para o dia uma onda de poeira e terra se alastrou por uma semana nas grandes cidades.

Felicity era uma apenas uma criança quando tudo começou, tinha nove anos, e era seu aniversário, quando pessoas feridas e sangrando invadiram sua casa, seus pais tinham sido mortos enquanto ela via tudo.

Sua mãe tinha escondido-a junto com seu primo Barry, no sótão, de onde pela janela tinha visto a cidade em um completo e inesquecível caos.

Depois daquele dia, crescera sobrevivendo como podia ao lado de Barry, tinha se juntado a um Grupo de sobrevivência e resgate do governo. Indo de cidade a cidade, país a país resgatando quem podiam e ajudando como podiam.

Tinha aprendido a lutar e atirar com precisão na cabeça dos zumbis. O ponto fraco dos comedores de carne humana que se arrastavam pelas cidades grandes e pequenas.

O governo havia classificado os zumbis em três estágios, 1 os corredores assim chamados por serem rápidos, 2 os lentos, esses eram mais fáceis de matar e por último a terceira classe e ao qual não se sabiam a real origem, os modificados, assim chamados por evoluirem a ponto de serem verdadeiros monstros em força e aparecia.

Os três tipos tinham o mesmo ponto fraco, o cérebro, o único órgão ainda ativo, mais também podiam ser mortos se tivessem a cabeça degolada.

Com o tempo, barreiras foram criadas ao redor de cidades que foram crescendo com o passar dos anos, se tornando cidadelas, cada cidadela tinha um grupo de seis pequenas cidades, onde estas eram protegidas por fortes, onde haviam agrupamentos de soldados, bem armados e prontos para o abate.

Perfurações de poços de água permitiram se ter água potável, assim como laboratórios para pesquisa do vírus que causara a mutação zumbi. Agora 10 anos haviam se passado desde a catástrofe.

Dez anos no qual a humanidade continuava sua luta por sobrevivência contra os mortos vivos. Dia após dia.

__ Uau... Você é fantástica.

Felicite ouviu Barry dizer quando ela atirou na cabeça de um lento que se aproximava pelas costas dele. Tinha matado pelo menos uns cem naquela fatídica manhã de terça feira do calendário pós apocalipse.

Aquele era o dia 42 do ano 2045, o que na antiga contagem representaria o segundo dia do mês de agosto. Era uma terça feira calorosa, o vento levantava as dunas do deserto causado pela degradação do solo, em uma cidade não muito longe de onde estavam, era possível até mesmo ver o terraço de alguns edifícios já quase tomados pela areia trazida pelo vento.

Tinham deixado a cidadela jaule e adentrado o deserto do forte Kauson localizado no que um dia havia sido Las Vegas. O forte havia sido tomado por corredores e lentos depois que um modificado havia danificado uma parte da muralha, obrigando os sobreviventes a recuarem para a pequena cidadela de Franklin onde as muralhas ainda estavam de pé, não muito distante de onde estavam agora.

__ Essa passou perto eim?__ Disse Enson pelo rádio.

Camile Enson era uma loira com cabelos curtos e que havia servido no exército, para uma mulher com mais de trinta anos ela era bem ágil e forte.

Com seu conhecimento em armas tinha auxiliado na destruição do monstro modificado. Um monstro com três metros de altura que soltava uma gosma acida do esporão em suas costas.

De acordo com as informações a coisa era a fusão de alguma espécie de inseto, radiação e o corpo de algum corredor. A coisa liderava um bando de corredores e lentos.

Ela e seu grupo haviam sido mandandos até o local para investigar o acontecimento e limpar o local para a chegada do próximo esquadrão.

Juntos, ela, Barry, Enson e Timó formavam o esquadrão de limpeza liderados pelo capitão Daniel Forx que havia se ausentado devido a uma outra missão.

O filho do homem que a salvara na noite em que tudo começou. Tinha tomado o posto de seu pai depois que este havia sido mordido e infectado meses antes de estarem ali.

__ Desculpa Barry. E Enson tem um atrás do Timó. __ Disse ela antes de carregar seu rifle e voltar a atirar.__ Aqui é Sunrise para base, todos os sobreviventes já estão nas locomotivas.

Locomotivas era como chamavam os ônibus que levavam os passageiros de uma cidadela a outra, com a falta de combustível a humanidade havia apelado a luz solar como fonte de energia. Algumas cidadela usavam a força do vento para produção de energia.

__ Entendido Sunrise, enviaremos reforço e transporte o mais rápido possível.__ Disse a voz do outro lado da linha .__ Aguardem no ponto de encontro.

__ Ok. Sunrise desligando.__ Disse ela e saiu de cima do ônibus velho, guardou o rifle e inspirou profundamente.

Observou Barry e os outros ajudarem os últimos sobreviventes a entrarem no último veículo e sorriu. Aquela tinha sido uma semana complicada, tinha perdido alguns companheiros em missões perigosas de resgate.

__ Você está bem ?__ Ouviu Barry dizer e o abraçou. Sempre faziam aquilo depois de uma missão.__Quantos derrubou dessa vez ?

__ Até onde contei foram cem...__ Disse ela e bebeu um pouco de água em um cantil.__ E os sobreviventes ?

__ Perdermos 5 para os corredores ao leste da cidade.__ Disse ele, e suspirou de forma triste.__ Mais salvamos muitos hoje.

__ Malditos andarilhos...__ Pensou ela e guardou o cantil.__ Temos que ir para o ponto de encontro ao oeste. A base ira mandar apoio e transporte.

__ Que bom... Por que tudo que eu quero é Bourbon e um banho.__ Disse Timó ao se aproximar ao lado de Leslie.

__ Eu também. Além disso preciso fazer meu relatório o quanto antes.__ Disse Leslie, tirou sua jaqueta e sorriu.__ E você como se foi hoje?

__ Derrubei mais de cem, menos do que você.__ Disse ela, por mais que fosse boa e rápida Leslie sempre seria melhor e mais experiente.__ Mais da próxima eu te supero.

__ Assim eu espero.

Disse a loira e sorriu assim como ela e os outros.

__ Atenção pessoal é hora de partir.

Disse ela, o comboio com os sobreviventes haviam partido pela rota mais segura enquanto o esquadrão e o segundo comboio daria cobertura. Uma vez dentro das Locomotivas que eram rápidas e fechadas os sobreviventes estariam seguros.

Além disso, o terceiro esquadrão de limpeza estava com eles. Mais ela sempre ficava para trás por preocupação. Entrou no ônibus e olhou a rua deserta pelo vidro da janela, alguns lentos começando a surgir de uma rua.

__ Lentos ao sul e ao norte. __ Ouviu Barry gritar.

__ O drone de apoio localizou corredores ao sudoeste.__ Ouviu Karen a engenheira do grupo dizer.__ Pelos menos 50 deles.

__ Aqui é Sunrise para veículo 32 tudo ok por ai?__ Disse ela e depois de alguns minutos alguém respondeu do outro lado.

__ Aqui é veículo 32, tudo ok por aqui.__ Disse uma voz masculina.__ Nenhum morto vivo a vista.

__ Ok. Avisem assim que chegarem a base.__ Disse ela e desligou.

Ao longe era possível ouvir o som dos mortos, seus passos lentos se arrastando pelas ruas.

__ Tudo ok pessoal. Vamos acelerar essa máquina.__ Disse o motorista.

Apertando o cinto de segurança ela ouviu os primeiros tiros em direção a horda de corredores e tremeu. Tinha a sensação de que algo ruim iria acontecer.

__ Você está tensa. __ Disse Barry e sentou-se ao seu lado.__ O que houve?

__ É só um mal pressentimento.__ Disse ela ao pegar seu rifle, ele a abraçou como série fazia.__ Mais acho que é só cansaço.

__ Vai ficar tudo bem, você só está cansada.__ Disse ele e ela suspirou. __ Além disso eu estou aqui.

__ Eu sei ...

Cansada ela sorriu de canto e fechou os olhos. Talvez fosse mesmo o cansaço. Sentiu o corpo e os olhos pessarem e dormiu.

Enquanto Barry cantava uma música triste e antiga, a mesma música que seu pai sempre cantava todas as noites para ela dormir.

🔫🔫🔫🔫

Acordou horas depois com Leslie sacudindo-a, ouviu o som de tiros e engoliu em seco, assustada ela se ergueu com o rifle pronto para atirar.

__ Enson o que está acontecendo?__ Perguntou e a loira sorriu.

Ouviu a voz de Timó dando ordens e tremeu. Barry estava no comando da linha de frente atirando contra alguns lentos.

__ Ei dorminhoca acorda chegamos ao ponto de encontro.__ Disse Enson. __ Alguns lentos apareceram mais Timó e os outros estão dando conta. A base marcou o ponto de encontro, fica no terraço de um antigo hospital a alguns quarteirões.

__ E por que paramos?__ Perguntou ela ao perceber que teriam que ir á pé.__ O que houve com a lata velha?

__ Furou o pneu. E este era nosso último reserva.__ Disse Enson. Ajeitou o rifle, pegou uma mochila e caminhou até a porta de saída do ônibus.__ Vamos á pé e abrindo caminho. O transporte chegara em duas horas.

__ E o comboio com os sobreviventes?__ Indagou ela. Tinha dormido demais.__ Alguma notícia?

__ Sofreram um ataque mais está tudo bem, já estão na base.__ Disse Enson e saiu.

Sentindo-se aliviada pela missão bem sucedida, ela vestiu sua jaqueta com o emblema de tenente, pegou seu rifle, e uma mochila com algumas barras de cereais e água, e a outra mochila com munição e explosivos e saiu.

Do lado de fora ela observou a deserta rua cada vez mais tomada pelos zumbis lentos e famintos, tirou uma pistola calibre ponto 40 e atirou em cinco mortos que se aproximavam pela esquerda de um dos oficiais.

Um soldado cujo a arma havia apresentado defeito foi arrastado pela multidão de mortos, os gritos ecoando pelo local enquanto era devorado.

Carregou a arma novamente e voltou a atirar dando suporte para os soldados que atiravam contra os zumbis que se acumulavam pelos lados.

__ Barry.... Quanto tempo ainda falta ?

Gritou ela e ouviu Barry gargalhar nervoso logo mais a frente. O barulho de tiros impedia que ela ouvisse o que seu primo gritava. Então pegou o comunicador e olhou em sua direção.

__ São três quarteirões, ainda estamos na metade do primeiro. __ Disse ele e ela sorriu. Atirou em um zumbie que comia a orelha de um dos soldados.

__ E o suporte aerio? __ Continuou ela e voltou a atirar. Tirou uma pequena granada e a jogou contra um grupo que se aproximava pela direita.

__ O suporte aerio falhou, foi atingido por alguma coisa.__ Disse ele e ela atingiu um zumbie com um chute depois atirou.__ Mas ao que parece somente este e o terceiro quarteirão estão tomados por zumbis.

__ Então teremos que economizar munição.__ Disse ela antes de voltar a atirar.

__ Ok...

Disse ele e desligou. Conforme avançavam e atiravam os zumbis iam ficando cada vez mais poucos por isso haviam decidido usar somente espadas degolando os mortos vivos.

Quando chegaram ao terceiro quarteirão pararam para descansar dentro de um ônibus velho, que no passado havia pertencido ao exército. O veículo tinha algumas janelas com vidro quebrados e os pneus intactos.

Tinham pertencido a um grupo que havia falhado em resgatar algumas pessoas naquela área dois anos antes. Observou que a chave ainda estava na ignição, sangue manchava o banco da frente e a direção.

Engoliu em seco e se sentou no acento do motorista.

__ Você está bem? Parece um pouco cansada.__ Perguntou Timó. Acenou para Enson que os observava de dentro de um carro logo a frente.

__ Estou bem. Apenas preocupada.__ Disse ela. Lembrou-se do bando de corredores e lentos que havia visto semanas antes em outra missão e tremeu.__ Há algumas semanas atrás, no forte Bersek, vi algo que não é normal.

__ O que?

__ Nunca, desde o começo da guerra eu tinha ouvido falar ou até mesmo visto lentos e corredores em um mesmo bando.__ Disse ela.__ Dois anos atrás a equipe que foi mandada pra este local falhou, no rádio da base ouviam-se os gritos e alguém dizendo que algo estava errado.

__ Como assim algo estava errado?__ Indagou Timó, tomou um gole de uísque em um cantil e a encarou novamente.

__ No alerta, alguém disse claramente que era impossível um corredor liderando um bando de lentos.__ Continuou ela.__ Quando o exército chegou aqui não tinha mais nada, os corpos dos mortos não estavam entre os zumbis.

__ Que estranho.

___ Vi algo parecido no forte Bersek, quando fomos atacados.__ Continuou ela e fechou os olhos.__ Os corpos de Jim e Makensi sumiram. Eu não apresentei isso em meu relatório.

___ E por que fez isso?

__ Passaria por louca.__ Disse ela e ele sorriu. Realmente pensar daquela forma parecia loucura.__ Além disso o general Krauson informou que muitos zumbis devoram sua comida e não sobra nada. Principalmente os velozes.

___ Corredores miseráveis.__ Disse Timó e se aconchegou na poltrona do ônibus velho.__ Acho que vou tirar um cochilo.

___ Eu vou ficar na vigília, não estou com sono.

Disse ela, observou a luz do refletor girando e iluminando o local escolhido para o descanso e suspirou. Olhou o relógio em seu pulso, só faltavam algumas horas para o nascer do sol, mais duas horas e o resgate chegaria, tirou um cigarro do carteira em seu bolso e o acendeu.

Não queria pensar na possibilidade de realmente existir corredores e lentos sendo comandados por corredores, aquilo era um absurdo. Se acrescentasse a ideia em seu relatório seria considerada louca. Sorriu diante do possível pensamento e jogou fora o cigarro pela janela.

......

Depois de algumas horas de descanso, Felicite e seu grupo haviam partido em direção ao antigo hospital, tinha avançado pelos quarteirões e ruas vazios e as vezes com a hostilidade inimiga em grande número.

Devido a quase falta de munição e o cansaço alguns soldados haviam sido mortos pelos zumbis, havia corredores e lentos em uma rua, e com a falta do veículo de transporte as coisas só pareciam piorar.

Leslie havia torcido o tornozelo enquanto corria, com a loira fora ela era a única sniper do grupo, tinha decidido dá cobertura a Barry e os outros, por sorte tinha encontrado um prédio vazio próximo ao hospital, subiu ao telhado onde atirava contra os corredores que se aproximavam.

E quando percebeu, havia limpado quase todo o local, Barry e os outros haviam conseguido entrar no hospital que segundo o escaner infravermelho do droni de última geração do governo, o local tinha pouca movimentação inimiga, o hospital tinha sido esvaziado na primeira noite do apocalipse, e seus hóspedes mais incapacitados haviam sido mortos pelos zumbis.

__ Sunrise para Timó, como estão as coisas?__ Perguntou enquanto guardava seu rifle.__ Aqui fora está tudo limpo.

Ouviu uma pequena interferência no rádio, depois escutou o barulho de tiros.

__ Estamos bem, como os elevadores não funcionam estamos seguindo pelas escadas que ao que parece é mais seguro.__ Disse ele.__ Haviam alguns lentos na recepção mais limpamos o local.

__ Parece que há uma horda vindo pelo sul, e leste.__ Disse ela ao observar as imagens fornecidas pelo droni.__ Chegarão aqui em uma hora.

__ Então se apresse e nos encontre logo.__ Disse ele.__ Barry ficará no telhado para da cobertura.

__ Ok, estou indo.

Descendo pela escada de incêndios do prédio o mais rápido que podia ela correu pela rua deserta e corpos de zumbis pelo chão, a respiração ofegante, o coração acelerado.

Correu até o hospital, entrou no prédio e parou ao notar mais zumbis mortos com tiros na cabeça, havia sangue por todos os lados, procurou pelas escadas e encontrou uma porta vermelha próxima a recepção.

Podia ouvir o som de alguns mortos atrás uma porta enquanto subia, o hospital era grande e por isso iria levar um tempo para alcançar os outros. Fez uma pequena saudação em honra a um soldado morto com um tiro na testa e mordeu a parte interna de boca.

Morrer com uma bala na cabeça era melhor que vira um zumbi. Cansada, ela parou ofegante e se apoiou no corrimão da escada. Ouviu o barulho de tiros e gritos, uma mão caiu dos andares acima e ela engoliu em seco.

__ Barry, estou alguns andares abaixo de vocês o que está acontecendo?__ Perguntou enquanto subia os degraus do 12 andar.

__ Encontramos alguns lentos.__ Disse ele, o barulho dos passos subindo as escadas.__ Só mais dois andares e estaremos no terraço. Onde você está agora?

__ Décimo terceiro. se apresse estou quase chegando aí.__ Disse ela e parou ao ouvir o barulho de passos correndo frenéticos pelas escadas dos andares abaixo. Olhou para baixo e engoliu em seco.__ E Barry é melhor correr, temos companhia.

__ Você não disse que tinha limpado o local?

__ Eu limpei, mais acho que haviam mais escondidos em algum lugar.__ Disse ela, pelo som ecoando até ela, era uma horda de corredores.__ Vamos se apresse, câmbio e desligo.

" Droga " Pensou e começou a correr pelas escadas novamente, o som dos mortos estava cada vez mais perto, ouviu um zumbido e ao olhar para baixo seu coração acelerou, um transformado subia rapidamente pelas paredes, mastigando o corpo do soldado que vira horas antes.

__ Barry tem um transformado aqui, e é rápido.__ Disse ela ao passar pela porta do décimo sexto andar.__ Informe a base.

__ Estamos no terraço, há zumbis em todo o quarteirão.__ Disse Barry.__ E tem um inseto transformado que lança ácido por um esporão.

__ Informe a base de comando.__ Disse ela e tirou uma pequena granada de sua mochila. __ Vou tentar derrubar essas coisas.

__ Não faça nada precipitado.__ Disse ele e suspirou.__ Estou vendo o helicóptero, a central mandou apoio se apresse.

__ Vou me livrar do transformados.__ Disse ela ao passar pela porta do vigésimo andar, colocou alguns explosivos nas paredes e na escadas e jogou outros para o chão.

__ O helicóptero pousou, estamos entrando. O terceiro esquadrão destruiu o inseto.

Continuo Barry, ouviu o barulho de uma grande explosão e ela sentiu o prédio tremer.

__ O que houve ?__ Perguntou ela ao se apoiar na parede, ouviu o som de algo ranger. __ A horda está perto. A escada não vai aguentar tanto peso, continuem, eu vou explodir esse lugar.

__ Mais e você ?

Colocando o último C4 na parede ela abriu a porta que levava ao terraço e correu em direção ao helicóptero quando o transformadou abriu um enorme no chão do terraço e corria em sua direção, atrás dele os zumbis haviam conseguido arrebentar a porta que levava ao terraço, jogando tudo que podia contra o chão ela pulou em direção ao helicóptero e sorriu quando segurou a mão de Barry, o monstro saltou em direção ela mais foi derrubado por um missel disparado pela equipe do segundo helicóptero.

__ Você está bem ?__ Perguntou Barry quando ela entrou no helicóptero.__ Se machucou?

__ Não, estou bem, mais ficarei melhor quando colocar todo esse lugar abaixo.__ Disse ela ao observar o hospital tomado pelos mortos vivos.__ Que droga.... O hospital está lotado de mortos.

Gritou ela quando um jato de líquido ácido atingiu um dos helicópteros fazendo com que ele começasse a cair. Um dos soldados caiu quando o outro helicóptero se movimentou, dando um tiro na própria cabeça ele caiu entre as hordas que correram em sua direção.

Havia um inseto transformado, era maior que o mencionado antes, pegando alguns explosivos na mochila de Barry ela os jogou em direção a coisa e explodiu criando uma cortina de fumaça.

Sem condições o helicóptero atingido pelo inseto caiu no meio da horda explodindo imediatamente.

__ Vamos sair daqui.__ Gritou ela ao piloto e este transmitiu a mensagem ao segundo helicóptero.__ Barry, onde estão Ensom e Timó?

__ No segundo helicóptero.__ Disse Barry e ouviu um grito e depois o som de uma nova explosão.__ Não.... Não...

Olhando para baixo com o coração acelerado, ela gritou antes de atirar em direção ao helicóptero onde Timó e Leslie estavam, o veículo havia sido atingido pelo jato ácido do inseto que corria esmagando as hordas de mortos vivos.

Atirando contra o monstro ela se segurou quando o piloto desviou de um jato ácido lançando pela coisa e gritou. Sentiu Barry abraça-la enquanto chorava em meio aos gritos e tiros disparados pelos passageiros do helicóptero.

__ Timó... Leslie....

__ Não podemos fazer nada a não ser explodir esse lugar.__ Disse Barry e colocou um explosivo em sua mão.__ Eles eram nossos amigos, por isso não quero que se transformem.

Ouviu o som de chiados em seu comunicador e o pegou, as mãos trêmulas.

__ Timó... Enson.... __ Disse ela, a voz embargada, o rosto molhado com lágrimas.

__ Não temos muito tempo Fell, mais gostaria de desejar boa sorte no futuro, cuide de Willian e Diana, resgate quantos você puder e veja o sol nascer e se por sempre que puder. Sabe meu rifle que descansa no meu quarto, enterre-o ao lado de uma cruz no pavilhão norte em homenagem a mim e Ensom.__ Disse Timó em meio ao som dos mortos.__ Gostaria de dizer que foi bom lutar ao seu lado, por isso peço que se retirem... Obrigado por terem sido meus amigos.

__ Obrigado, capitã Felicite, você é minha melhor amiga.__ Disse Enson E Barry a apertou ainda mais contra seu corpo.__ Cuide de Will e Diana, e volte para Daniel, ele a ama muito, tem um presente para você em meu armário, e um pro Daniel...

__ Mais você... e Timó... Obrigado você são minha família.

__ Já estamos mortos... Viva e dê nosso nome a seus filhos em um futuro próximo. Diga a Daniel que ele sempre será meu melhor amigo.

Disse ele e a comunicação foi cortada, olhando para baixo pela janela ela gritou quando o helicóptero explodiu, chorando ela fechou os olhos e gritou quando o helicóptero começou a se afastar, olhou uma vez o local onde seus melhores amigos e seus soldados haviam sido mortos e fez uma oração antes de apertar o botão vermelho do detonado.

Um clarão de luz seguido de poeira e fogo se espalhou pelo local enquanto os explosivos explodiam. Lembrou os rostos de seus amigos, dos momentos e missões em que estiveram juntos e suspirou abraçada a Barry que beijou sua testa.

__ Vamos para casa.

Disse ela e fechou os olhos, atrás deles os raios de sol começavam a despontar no céu, clareando os mortos vivos restantes, e os dois helicópteros em chamas. Realizaria o desejo de seus amigos.

Um dia, quando todo aquele apocalipse tivesse um fim.

.....

Continua.

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