Fazer o trabalho de casa!
O que é que eu pretendo dizer com isto?
Por vezes, ao planearmos a nossa história, apercebemo-nos de que alguns dos detalhes ou temas que pretendemos abordar fogem um pouco à nossa área de conhecimento ou então não temos experiência própria para os podermos relatar com a convicção desejada.
E a que é que eu me refiro propriamente?
Por exemplo, imaginem que a vossa personagem principal vive em Paris (quem diz Paris, diz outra cidade qualquer). Se pretendem que o vosso texto tenha credibilidade (até porque nunca se sabe se algum dos nossos leitores já esteve DE FACTO em Paris) convém ter em conta em que região a personagem vive, as principais ruas por onde se desloca, os sítios onde gosta de ir, o modo como se desloca (se ela anda muito de metro, então é bom conhecer a zona metropolitana da cidade), etc.
O mesmo se aplica às doenças. Ninguém é de ferro e isso, mais uma vez, vem trazer credibilidade e densidade à história de vida da vossa personagem. Nesse sentido, é sempre bom fazerem uma pesquisa prévia sobre a doença: modos de contágio (se aplicável), causas, sintomas, tratamentos, cura/tratamentos experimentais (se existirem), etc. A wikipédia e as enciclopédias que quase todos nós temos em casa são bons sítios para pesquisar.
Tenham especial atenção em relação a certas doenças como o cancro ou o HIV/SIDA. São doenças à volta das quais ainda existe algum estigma, além de que têm implicâncias não só físicas como emocionais e sociais (preconceito).
Uma boa solução é falarem com alguém que tenha passado por uma experiência semelhante e, porque não, fazer voluntariado em associações relacionadas. Além de estarem em contacto com casos reais, desenvolvem a sensibilidade certa para quando for a hora de abordarem o tema na vossa história e ainda ganham uma grande experiência e lição de vida.
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