TREZE
Os dias após a volta de Tyler estavam no mínimo estranhos. O rapaz evitava a todo custo falar sobre como foi sua viagem e sempre que Alex entrava no assunto da morte de seu pai, Tyler se fechava, erguia um muro ao redor dele e o garoto risonho e divertido que ela conhecia desaparecia e uma nova versão dele surgia, uma que ela não gostava nenhum pouco. Ela estava preocupada com o emocional do irmão.
Alexsandra estava a meia hora encarando os arranha-céus pela enorme janela de vidro que ficava atrás de sua janela. A visão do céu claro, com poucas nuvens era um sinal que o tempo estava mudando e que em breve Chicago seria tomado por uma pequena onda de calor, e ela estava ansiosa por isso, o clima úmido estava começando a deixá-la entediada. Uma leve batida na porta de madeira fez com que ela girasse na cadeira.
— A senhorita Castellano, está aqui para vê-la. – Amélia avisou após empurrar a grande porta de madeira e colocar metade do corpo para dentro da enorme sala.
— Mande-a entrar. – Amélia se afastou fechando a porta atrás de si após concordar com um leve aceno de cabeça, segundos depois a porta se abriu e Anelise entrou.
O sorriso, nos lábios cobertos por um batom vermelho-escuro, os cabelos castanhos caindo soltos emoldurando o rosto, os olhos castanhos brilhando. Sua amiga estava radiante e isso era perceptível. Alex empurrou a cadeira para trás e levantou-se indo de encontro a amiga. Se abraçaram rapidamente se cumprimentaram com dois beijinhos no rosto.
— A que devo a honra de sua visita? – brincou puxando a morena para o sofá no canto da sala.
— Vim lhe contar as novidades. – Disse com um sorriso largo nos lábios.
— Pelo sorriso e esses olhinhos brilhando sei que são boas. – Alex sorriu, estava feliz pela amiga. Anelise cruzou as pernas, balançando o salto.
— Estou apaixonada, tenho certeza. – disse eufórica. — Dexter tem se mostrado um cavalheiro, a gente é completamente oposto um do outro e em vez de ser uma coisa ruim é simplesmente maravilhoso, por que ele sempre me surpreende, esses dias com ele estão sendo uma aventura atrás da outra.
— Estou feliz por você! – Alex contou, estava realmente feliz pela amiga, era bom vê-la se dando bem na área amorosa.
— Estou nas nuvens. – disse sonhadora. — Agora que já contei a novidade, me conte como está indo com o moreno bonitão que em breve será meu cunhado. – riu fazendo Alex revirar os olhos. Anelise considerava Alex e Camille mais que amigas, eram irmãs.
— Achei que estávamos indo bem, mas desde que Tyler apareceu estamos conversando apenas por mensagens. Conversamos sobre coisas aleatórias, mas nada sobre nos vermos.
— Então ligue e o chame para sair.
— Eu não quero parecer aquelas garotas chatas que não largam do pé do cara depois de termos transado.
— Isso não é ser grudenta, você está apaixonada por ele, então corre atrás e pegue o homem para você, antes que apareça outra e o fisgue.
— Eu não estou apaixonada. – disse, mas seu interior tremeu com a possibilidade de outra mulher aparecer e lhe roubar o homem.
— Claro que não. – Anelise disse revirando os olhos.
— Vou pensar sobre isso. – Alex disse dando-se por vencida, piscando para a amiga, que sorriu para ela. Anelise estava tão radiante que a sua felicidade começava a afetar Alex, ela queria sentir o que Anelise estava sentindo.
— Tenho que correr. – anunciou a morena. — Vou tomar um café com a Camille. Até te convidaria, mas uma de nós precisa trabalhar. – brincou.
— Uma de nós tem que ser a adulta. – Alex rebateu. As duas riram e se despediram com um pequeno abraço, antes de Anelise levantar e sair da sala. Alex deixou o corpo cair para trás pensando no que a amiga havia lhe dito, talvez ela fizesse mesmo o que Anelise disse, mas no momento ela precisava voltar ao trabalho.
֎֎֎
— Um Macchiato, por favor. — pediu Conrad ao atendente do trailer de café, próximo ao escritório da Farmadic Collor.
— Achei que você fosse um cara de café preto. – a voz feminina fez com que ele se virasse e encontrasse o olhar brilhante e brincalhão de Anelise.
— Que surpresa! — disse ele oferecendo a ela um sorriso fraco.
— Estava passando e o vi aí. – disse ela. — Vai se encontrar com Alex? – A curiosidade tomou conta dela e ela não conseguiu evitar que a pergunta saísse de sua boca. Conrad franziu a testa.
— Talvez. – respondeu ele. — Por quê? Ela disse algo?
— Sabe como é, curiosidade apenas. – disse a morena piscando para ele. — Talvez sim, talvez não. – respondeu ela a segunda pergunta dele. — Por que não pede um café extra e vai vê-la, garanto que ela não se incomodaria com uma visita no meio do expediente. – disse Anelise bancando a cupido.
Ela queria ver Alex feliz e ultimamente Conrad era quem fazia a amiga feliz, então ao seu ver, um empurrão no casal não faria nenhum mal.
— Vou pensar a respeito. – respondeu ele.
— Bom, preciso correr, passei só pra dizer Oi!
— Então Oi! – disse ele.
— Você é engraçado. – disse antes de se virar e fazer seu caminho. Ela tinha que se encontrar com Camille em vinte minutos e essa pequena pausa para cumprimentar o futuro namorado da amiga havia feito com que ela perdesse alguns minutos.
Conrad pegou o café e fez o pagamento do mesmo antes de seguir seu caminho, rumo a Farmadic Collor. Desde a volta de Tyler ele estava evitando encontrar a mulher. Não que ter o garoto na cidade era algo ruim, não era. Ele apenas precisava bolar um plano para quando tivesse que ficar frente a frente com ele novamente.
Conrad não gostava de estar despreparado.
Entrando na empresa, seguiu direito para o elevador enquanto acabava de tomar seu café. Ele ainda não havia descoberto o que houve para que Tyler aparecesse do nada na porta do apartamento da irmã, já que vinha monitorando o garoto e não havia sinais de que ele voltaria tão cedo, mas ele voltou, fazendo com que Conrad tivesse que tomar o dobro de cuidado com as ações que tomava.
O garoto no mínimo havia perdido o celular fazendo com que ele monitorasse algo que não estava mais lá.
Conrad agora tinha duas alternativas para lidar com o problema que era Tyler Lexiver: um, ele poderia tentar se aproximar do rapaz, mas com a carranca que ele o encarou, duvidava muito que o rapaz desse espaço para que ele se aproximasse. A outra alternativa que tinha era matar logo o garoto e seguir com o plano, mas ele estava em dúvida se queria fazer com que Alex passasse por mais uma perda, já que nem havia superado a primeira, não que ele se importasse com a garota, apenas estava tendo empatia com ela, era o que ele queria fortemente acreditar. Assim que as portas se abriram no andar que Alex trabalhava, ele descartou o copo de café na lixeira mais próxima e caminhou rumo a secretária de Alex, pedindo para falar com a mulher. Amélia discou para Alex que logo liberou a entrada de seu visitante.
— Oi. – ela sorriu para ele, que não pensou duas vezes em caminhar apressado para ela, tomando-a em seus braços. Beijando-lhe a boca com desespero, na vaga tentativa de suprir a saudade que sentia dela, de seu corpo, cheiro e beijo. Ela se agarrou mais a ele, empurrando a jaqueta de couro dele para fora dos ombros, descartando-a no chão. Ele afastou os lábios dos dela e os desceu para o pescoço, onde lambeu e sugou, fazendo com que ela suspirasse. Eles estavam no meio da sala, mas não se importaram com isso. Conrad a ergueu, fazendo com que ela enrolasse as pernas em sua cintura e a carregou para o sofá, deitou-a no estofado macio, e a olhou. Os olhos verdes, brilhando em desejo, a boca borrada pelo batom e as bochechas coradas. Alex é uma visão do inferno.
Ele sentia seu membro doer dentro das calças, estava tão duro que sentia o zíper lhe incomodando. Bateu seus lábios sobre os dela e gemeu em sua boca quando ela apertou seu quadril com as pernas rebolando contra seu membro. Distribuiu beijos por seu pescoço, mordeu o nódulo da orelha feminina e arrastou seus dedos sobre a pele macia de Alex, enquanto afastava a alça grossa do vestido dela, deixando seu ombro à mostra. As mãos pequenas dela exploravam cada canto que conseguia do corpo masculino e quando ele alcançou o zíper lateral do vestido dela e o desceu, seu interior tremeu em ansiedade. Queria aquilo, queria estar entregue a ele e queria mais que tudo, ele dentro dela. Ele se afastou dela, e a ajudou a sentar, se livrou do vestido, descartando a peça no chão e tomou os lábios dela, enquanto uma de suas mãos iam de encontro ao seio feminino. Alex não usava sutiã e isso só facilitou para ele, que acariciou e beliscou o mamilo sensível, fazendo a mulher gemer em sua boca.
Alex desceu as mãos pelo corpo dele e o livrou da camiseta, em seguida desabotoou a calça jeans, deixando-a bamba no quadril dele. Ela não se importava que estivessem em seu local de trabalho, tudo o que queria era matar a saudade que sentia dele e de seu corpo extremamente gostoso. Afastando a boca da dela, Conrad a deitou novamente no sofá, ficando entre as pernas dela e distribuiu beijos por seu pescoço, ombros, colo e por fim, tomou um de seus seios na boca, enquanto a mão livre brincava com o outro seio, ele pressionou seu membro contra a intimidade feminina, que pulsava de desejo, quente e molhada, completamente pronta para o receber. Mas, Conrad não estava com pressa, apesar de estar com saudade de estar afundado no corpo feminino, ele queria provar e atiçar o corpo dela, deixá-la no seu limite. Soprou sobre o seio feminino e mordeu o biquinho, quando Alex arqueou o corpo, pressionando sua intimidade em seu membro duro.
— Você está judiando. – ela disse em um gemido fraco.
— Não querida, estou apenas matando a saudade desse corpo extremamente gostoso. — ele desceu os beijos pelo corpo dela, lambendo a barriga plana dela e por fim alcançando o que desejava. Abriu as pernas da mulher e se livrou da pequena calcinha que cobria o seu sexo. Passou a língua pelos lábios antes de abaixar a cabeça, colocando-a entre as pernas femininas e provando de seu sexo. Sentindo o sabor dela em sua boca. O cheiro da excitação dela o inebriava, deixando-o atordoado e cheio de tesão. Alex o deixava louco, alucinado de desejo. Enfiou a língua no canal quente dela e segurou o quadril feminino, deixando Alex rebolar em sua cara, sem vergonha alguma. Quando o corpo feminino tremeu, Conrad sabia que ela estava próxima de alcançar seu êxtase, enfiou dois dedos no canal dela, deixando que eles fossem molhados pela excitação feminina, fazendo um vaivém lento e torturante, para em seguida, tirar os dedos e voltar a chupar-lhe a vagina, fazendo com que ela se derramasse em sua boca, gemendo e se agarrando mais a ele, puxando-lhe os cabelos com força e empurrando seu sexo em sua boca. Sem esperar que ela se recuperasse, ele se desfez de suas roupas, vestiu um preservativo em seu membro, arreganhou as pernas femininas e a penetrou, fazendo-a se agarrar a ele, e enrolar as pernas em seu quadril enquanto ele arremetia dentro dela com força, levando seu membro todo para dentro do corpo da mulher e em seguida tirando-o por completo. Alex o empurrou sobre o sofá e tomando o controle da situação sentou de pernas abertas no colo dele, jogou o cabelo de lado e beijou a boca masculina, empurrando a língua para dentro da boca dele, que apertou a cintura dela com força quando ela começou a subir, descer e rebolar em seu colo. Eles não estavam se importando se Amélia estava a lhe ouvir. Não estavam ligando para nada a não ser matar a saudade que estavam sentindo, um do outro. E quando o corpo de Conrad retesou e a vagina de Alex apertou o membro dele, eles gemeram juntos, um na boca do outro, deixando que os corpos caíssem saciados no sofá, entregues ao prazer.
— Isso foi... Uau! – Alex deixou escapar em um sussurro, enquanto tentava controlar a respiração, fazendo com que Conrad a puxasse para ele, apertando-a em seus braços e beijando a boca da mulher com desejo. Ele estava pronto para mais uma rodada de sexo quente com ela.
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