NOVE

No sábado de manhã, Alex se arrastou para o banheiro com certa dificuldade, estava sentindo o que era ter uma ressaca de vinho e tinha que confessar não ser nenhum pouco agradável. Descartou a roupa que usava em um cesto no canto do banheiro e se pôs debaixo da ducha, deixando que a água morna caísse sobre sua cabeça, lavou os cabelos e em seguida ensaboou o corpo, tentando tirar o cheiro de álcool que sentia exalar de seus poros, não esquecendo de fazer uma anotação mental para que nunca mais bebesse tanto vinho. Desligou a ducha, e buscou por duas toalhas, secou o corpo com uma e prendeu ela em seus seios, enquanto enrolava a outra nos cabelos. Escovou os dentes e se olhou no espelho, levando um susto com seu reflexo. Estava acabada.

Quando saiu do banheiro, Anelise e Camille estavam sentadas na cama, reclamavam da dor de cabeça que sentiam e diziam que nunca mais iriam beber. Coisa que Alex sabia ser mentira, pois ontem mesmo estavam marcando de ir em uma boate nova, que com muito custo Anelise conseguiu ser cliente. A boate era extremamente reservada, apenas para a nata mais alta da sociedade. Alex não era muito de lugares cheios, mas com o passar dos anos na companhia de suas duas melhores amigas, começou a apreciar uma boa e exclusiva balada.

Após as meninas terem tomado banho e Alex ter emprestado roupas para as mesmas, partiram para a cozinha, afim de preparar um café que pudesse espantar toda a ressaca que sentiam. Organizaram a bagunça da noite passada e por volta das 11h00min, começaram a preparar o almoço, Alex na verdade o preparou, já que Anelise e Camille eram um total desastre na cozinha e ela não queria seu apartamento pegando fogo.

As meninas foram embora por volta das 14h00min, com a promessa de voltarem mais tarde para saírem. Sozinha em seu apartamento, Alex se jogou no sofá e ligou a televisão, conectando a Netflix, buscou por uma serie a qual ainda não tinha terminado de assistir e assim que The Good Wife, começou a rodar, se concentrou na trama da série, mas sua concentração foi logo interrompida por seu celular que tocava sem parar dentro de sua bolsa. Se levantando, caminhou até perto da porta e se abaixou, buscou pelo aparelho na bolsa e sem perceber deixou que um sorriso saltasse em seus lábios ao notar o nome na tela.

— Alô.

— Oi, loirinha. – a voz grossa e rouca fez com que o estômago de Alex se apertasse em uma sensação gostosa de nervosismo. — Como você está?

— Estou com uma leve ressaca. E você?

— Estou bem. Já tomou remédio? – perguntou ele com um leve tom de preocupação na voz.

— Já sim. O que eu fiz para merecer uma ligação em pleno sábado? – perguntou ela em tom de brincadeira, fazendo com que ele risse do outro lado da linha.

— Estava me sentindo sozinho e pensei que podia levar a minha garota para um passeio.

O sorriso nos lábios de Alex se ampliou ao escutá-lo a chamar de "sua garota" era bobeira se sentir como uma adolescente, mas não conseguia evitar.

— E o que tem em mente?

— Surpresa! Te pego em vinte minutos. – sem esperar que ela respondesse Conrad desligou a chamada, deixando Alex jogada no sofá com um sorriso idiota nos lábios.

֎֎֎

O Navy Pier, é considerado um dos pontos turísticos mais românticos de Chicago. O lugar conta com um Parque de diversões, cinema i-Max e outras atrações. Alex olhou curiosa para Conrad mordendo o lábio, enquanto ele estacionava o carro, e sorria para ela. O lugar é extremamente lindo e Alex estava entusiasmada para aproveitar todas as atrações, que fossem possíveis.

— Gostou? – ele perguntou assim que desceram do carro e se posicionou ao lado da mulher.

— Amei! – respondeu sorrindo.

O sorriso que Alex ofereceu a ele, fez algo dentro dele se aquecer e Conrad tratou logo de espantar essa sensação.

— Que bom. Onde quer ir primeiro?

— Não sei. Parque de diversões?

— Ótima ideia. – ele enlaçou sua mão na dela enquanto caminhavam rumo a roda gigante. Comprou os ingressos do brinquedo e foram para a fila. — A vista lá de cima é linda.

— Imagino que seja. A cidade em si é linda.

Conrad ajudou Alex a entrar no brinquedo e sentou-se ao lado dela. O condutor do brinquedo prendeu a grade de segurança e logo ele foi posto em movimento. Alex se agarrou ao braço de Conrad quando a gaiola balançou, fazendo com que o homem risse de lado e a puxasse para mais perto dele, abraçando-a de lado.

A medida em que a roda gigante ia subindo, Alex ficava cada vez mais admirada com a vista da cidade, e ainda mais envolvida com o homem ao seu lado. Conrad admirava a mulher ao seu lado, os olhos brilhantes, o sorriso largo, Alex parecia uma criança que estava ganhando um doce pela primeira vez. Ele desceu o olhar para o corpo dela, admirando as curvas acentuadas da mulher em uma calça jeans, regata de listra que se agarrava aos seios médios dela, jaqueta de couro e nos pés uma bota de salto grosso.

— Você está linda!

Ela o olhou e sorriu agradecendo. Não resistindo, Conrad se aproximou e beijou os lábios da mulher, que não demonstrou nenhuma resistência. Ela queria ser beijada por ele, queria seu corpo colocado ao dele. Estava com saudades do beijo, do calor e das borboletas no estômago que ele causava nela.

O passeio dos dois estava apenas começando e Alex estava empolgada para passar mais e mais tempo ao lado dele. 

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