02 | I don't hate you.


O poder do amor é uma coisa curiosa
The power of love is a curious thing

Faz um homem chorar, outro cantar
Make a one man weep, make another man sing

Transforma um falcão em uma pequena pomba branca
Change a hawk to a little white dove

Mais do que um sentimento, é o poder do amor
More than a feeling, that's the power of love

The Power of Love - Frankie Goes to Hollywood

⟩✿⁠⟨

Aquele momento era completamente estranho para Vegas. Ele pensava, e pensava, e pensava, mas não chegava a lugar nenhum. Ele não tinha certeza de nada mais, já estava enlouquecendo, começando a achar que estava imaginando o até então beijo que ele deu em Pete. Parecia tão real, mas Pete agia como se não tivesse acontecido, o que fazia Vegas acreditar que realmente poderia não ter acontecido. Ele olhava para Pete procurando uma resposta, qual não havia conseguido mesmo duas semanas depois da confusão.

- Por que você está me olhando como se eu tivesse cometido um crime? - Pete falou, e Vegas percebeu que estava olhando para Pete enquanto eles almoçavam.

- O fato de usar só azul é um crime. - Vegas não achava aquilo; na verdade, ele gostava disso. Era tão perfeito o jeito que o azul caía em Pete, mas foi a única resposta que encontrou.

Vegas não podia dizer:

"Eu acho que a gente se beijou e você está fingindo que não."

- Cala a boca. - Vegas apenas sorriu e voltou para seus pensamentos enquanto encarava seu prato de comida.

Vegas analisava tudo o que tinha passado nos últimos dias: toda a confusão com Tawan, a história com Pete e tudo o que aconteceu nos últimos meses dele nesse apartamento. Vegas pensava que era impossível tudo isso acontecer em menos de dois dias, mas de fato aconteceu. Com Tawan, Vegas apenas brigou, parou de falar, e Tawan surtou. Por algum motivo, Tawan acreditava que Vegas gostava de Pete. Vegas até entendia isso, porque Pete era realmente tentador e, de fato, o garoto era um deus. Ele entendia Tawan, mas nunca entenderia por que ele fez aquilo. Até que ele compreendeu que Tawan só gostava dele e queria tê-lo todo para si. A briga foi feia, mas Vegas não se deixou abalar e apenas mandou Tawan ir "se foder", em palavras curtas. Para Pete, isso foi uma sensação maravilhosa, de risadas e risadas, quando o próprio Vegas contou.

Risadas vinham acontecendo entre Pete e Vegas. Eles não brigavam mais; ainda havia trocas de farpas, mas brigas não, não daquelas que aconteciam antes. Quase sempre eles estavam rindo ou esperando um ao outro para jantar, o que era estranho para Vegas.

Era muito estranho para ele. Porque, o que aconteceu? O que realmente aconteceu naquele dia? Vegas sabia que eles haviam se beijado, mesmo que a cada minuto duvidasse disso, mas porra, por que Pete havia fingido que não? Ele não queria ter beijado Vegas? Ele estava confuso tanto quanto Vegas ou só não gostou e estava tentando matar o assunto? Ele não entendia. Por outro lado, Pete estava apenas tentando seguir a vida depois de tudo que aconteceu. A sensação estava deixando ele doido. Ele realmente ficou chateado por Vegas achar que ele faria algo assim. Mas passou. Ele entendeu que qualquer pessoa, no lugar de Vegas, teria agido da mesma forma. Ele mesmo teria. E ia ficar pior. Enquanto isso, ele se perguntava e pensava todo dia naquele bem-dito beijo. Mas ele nunca falava. De vez em quando, ele pegava Vegas olhando para ele como se fosse um prato de comida ou como se tivesse cometido um crime, tentando tirar algo dele. Pete, por sua vez, sabia que o garoto em sua frente estava confuso. Mas não podia dizer nada. Ou talvez pudesse, só não queria.

Era um sábado e Pete iria sair. Vegas não iria porque tinha que estudar algumas coisas. Como Pete passava o tempo inteiro estudando e estava decidido a sair naquele dia, eles não iriam sair juntos. Pete ia sair com Tay, o amigo que recentemente adquiriu para si. Pete apenas julgou Vegas por não ir, já que ele passava tempos e tempos jogando, fazendo outras coisas e quase nunca estudava. Mas Pete estudava pra caramba, e Vegas sabia disso. Ele até ficou chateado por não poder ir, mas tinha que pôr a matéria em dia.

Vegas olhou para Pete, todo arrumado, ainda de azul. Era incrível como o azul brilhava mesmo. Era doida a sensação que aquilo causava em Vegas e ele não entendia. Não que Vegas entendesse alguma coisa, mas era engraçado às vezes. Porque ele estava ali babando por um garoto que nem sabia o que sentia ou nem entendia o que sentia.

Ele estava tão confuso, mas tão confuso, que não percebeu que estava encarando Pete de novo, até receber um olhar feio de Pete e parar. Porém, ainda continuou pensando no que Pete estava vestindo. Era incrível como ele ficava lindo em tudo. Hoje, Pete estava excepcionalmente perfeito de saia. Uma saia azul, para surpresa de ninguém. Pete estava com uma blusa preta até a cintura, meio que um cropped com mangas, e sapatos. Só que não era um sapato simples, era meio que uma bota com um pequeno salto. Ele estava divino e um pouco vulgar, o que para Vegas estava maravilhoso. O cabelo arrumado e com maquiagem, coisa que Pete quase nunca usava. Ele estava deslumbrante. Uma tentação, sexy e todos os outros adjetivos que poderiam existir, se é que existem mais. Vegas estava se esforçando para não dizer algo, porque o mais velho queria muito elogiar Pete, mas não podia ou não conseguia. Até que Pete parou na frente dele, enquanto ele estava sentado na mesa, estudando alguns assuntos, enquanto Pete terminava de se arrumar; bem, ele já estava impecável, então não havia o que terminar ali.

- Está errado. - Pete apenas disse do nada.

- Hã? - Vegas disse, levantando o rosto sem entender nada.

- Isso aqui. - Pete apontou para uma das respostas do questionário de Vegas.

- Você confundiu a resposta, você copiou a definição de anatomia no lugar de especificar o exemplo que vimos em sala. - O mais novo viu o bico de Vegas se formar, e Pete até pensou que era fofo.

- Porra. - Vegas disse apenas, percebendo que estava errado.

- Alguém não está muito concentrado. Bem, eu vou sair. Bye bye, bons estudos para você.

- Bye, Pete. Boa festa. - Vegas disse com forte vontade de não deixar Pete ir e deu uma risada quando percebeu o que pensou. Pete se virou e apenas saiu, e Vegas apenas o fitou de cima a baixo.

Vegas voltou a se concentrar nos estudos, olhando o relógio de vez em quando para ver as horas, percebendo que cada segundo ficava mais tarde e Pete não voltava.


[...]

Vegas se perguntava por que Pete ainda não tinha chegado. Ele havia dito que chegaria cedo, pelo menos foi o que Tay disse. Já eram umas três da manhã e Pete ainda não havia voltado. Vegas já tinha parado de estudar e estava tentando dormir, mas não conseguia. Decidiu verificar se Pete estava bem. O bar era perto, o mesmo onde eles haviam ficado da última vez. Quando Vegas se preparava para sair, ouviu um burburinho chegando. Era Pete e um cara aleatório, que Vegas olhou de cima a baixo, notando a roupa ridícula que ele estava usando. O estranho segurava a mão de Pete e eles estavam rindo. Vegas apenas observou a cena, completamente incrédulo.

Ele não estava entendendo nada, como sempre. Mas algo o atingiu no fundo, uma pontada no coração, uma sensação tão forte que parecia física.Vegas observava a cena com uma mistura de desconforto e inquietação. Ao ver Pete com outro cara, uma emoção desconhecida o invadia, deixando-o tenso e perturbado. Era como se algo dentro dele estivesse sendo pressionado, uma sensação incômoda que ele não conseguia explicar. O olhar fixo naqueles dois, as risadas que compartilhavam, tudo isso mexia com ele de uma maneira que ele não sabia como lidar. Era como se uma parte dele estivesse sendo desafiada, uma sensação avassaladora que o consumia por dentro.

- Ainda tá acordado? - Pete perguntou.

- Sim, quem é? - Vegas respondeu secamente.

- Esse é o Big. - Pete disse, entrando no alojamento.

- Até mais, Pete. - Big disse, sorrindo.

- Até!

Vegas não estava em si mesmo naquele momento, ele nem percebeu que Pete estava ao seu lado tomando algo para evitar a ressaca, mesmo que não estivesse muito bêbado.

- Parece que viu um fantasma, Vegas - Pete afirmou, olhando para Vegas, que saiu dos seus devaneios.

- Por que ele veio com você? - Vegas perguntou sem rodeios.

- Hã?

- Por que você estava acompanhado? Não ouviu? - Vegas disse, e Pete tremeu quando ele deu um passo à sua frente.

- Ouvi, mas estava tentando entender o motivo da pergunta.

- Você ia trazer um estranho para o nosso alojamento, Pete? - Vegas disse, tentando parecer coerente.

- Você está drogado, Vegas? Eu que bebo e você que fica bêbado?

- Não se faça de sonso, Pete. - a voz de Vegas saiu firme.

- Não estou sendo, não sei o que a minha vida tem a ver com você. Você está doente ou louco? - Pete disse, tentando compreender Vegas.

Vegas sentiu a raiva subindo dentro de si, como uma chama que queimava cada vez mais forte. Ele não conseguia mais se conter diante da atitude de Pete.

- Você acha que pode simplesmente trazer qualquer um para o nosso alojamento, Pete? Eu estava preocupado com você e você está aí se divertindo com sabe-se lá quem! - Vegas disparou, sua voz carregada de indignação.

Pete franziu o cenho, visivelmente irritado com a acusação de Vegas.- Quem eu trago ou deixo de trazer para o meu alojamento não é da sua conta, Vegas. O que deu em você? Parece que você está é com ciúmes.

A tensão entre os dois era palpável, como uma faísca prestes a incendiar todo o ambiente. Pete deu um passo à frente, encarando Vegas com intensidade.

- Você...

- Você o quê, Vegas? Hum? Diga?

Vegas não respondeu, ele apenas avançou para cima de Pete, colando seu corpo ao do mais novo. Ele olhou para a boca de Pete e o beijou, como se fosse a última vez. Pete, por sua vez, aceitou e retribuiu. O beijo era urgente, como se realmente fosse a última vez que se beijariam. O mais novo colocou os braços por cima do ombro de Vegas, e Vegas apertou mais a cintura dele com as duas mãos. Vegas saiu empurrando Pete até a parede onde ficava a porta, pressionando Pete contra a parede, com sua perna direita entre as coxas de Pete. Sem quebrar o beijo, Vegas tirou os braços de Pete de seu ombro e os levantou acima da cabeça do mais novo, prendendo-os com uma mão enquanto a outra voltava a apertar a cintura de Pete, que gemeu em resposta.

Pela falta de ar, Vegas se viu obrigado a parar o beijo, mas ele não se afastou, apenas parou de beijar. Eles estavam a centímetros de distância. Ele olhou para Pete e viu o peito do mais novo subindo e descendo descontroladamente. Vegas sorriu com isso. Vê-lo acabado daquele jeito, apenas com um beijo, era o paraíso para Vegas.

- Vai ficar olhando ou vai voltar a me beijar? - Pete quebrou o silêncio.

- Gostou tanto assim que não consegue parar? - Vegas falou, debochando.

- Tanto quanto você! - o mais novo afirmou.

- Não é a primeira vez que eu te beijo. Não gostou do outro?

Com a voz sussurrante, Pete disse: - Gostei - ele tentou continuar, mas a proximidade não deixou.

- Então por que agiu como se não quisesse? - Vegas perguntou o que estava na sua cabeça o dia inteiro.

- Você quer mesmo quebrar o clima com essa conversa? Apenas cala a boca e me beija, caralho! - Pete falou, com raiva.

- Não quero só beijar - Vegas assumiu.

- Ótimo, eu também não - Pete abaixou os braços, saindo do aperto de Vegas e puxando-o pelo pescoço para beijá-lo de novo.

Vegas, por sua vez, não gostou da atitude e retomou o controle. Puxou a cintura de Pete, fazendo-o gemer. Ele colocou os braços de Pete no mesmo lugar, mas sem segurá-los. Pete entendeu e ficou na posição.

Vegas levou as mãos até a saia do mais novo e, percebendo que ele não estava de boxer, quebrou o beijo e disse: - A saia já é curta e você resolve usá-la sem nada por baixo? -A voz de Vegas saiu mais grossa do que o normal.

Para responder, Pete se aproximou do ouvido de Vegas e disse: - Você não está procurando direito... - Pete suspirou no ouvido de Vegas. - ... Procura direito. - Vegas procurou, subindo mais a mão, até encontrar um tecido fino, era renda...

Vegas entendeu imediatamente.
- Surpresa - Pete disse e voltou a beijá-lo de novo.

- Do you know how sexy you are? - Vegas disse. O mais novo começou a sentir Vegas apertar sua bunda com força, com certeza teria marcas depois. Pete sentiu também o membro de Vegas roçar sua coxa.

- Porra, Pete, foda-se as preliminares, vou entrar em você agora. - Vegas disse, tentando afirmar, mas essa frase saiu mais como um pedido.

- Não quer brincar, querido.Essa foi a gota d'água para Vegas. Ele virou Pete bruscamente. O mais novo gemeu com o ato.

Pete sentiu Vegas se afastar um pouco e se perguntou o que o mais velho ia fazer até sentir Vegas se ajoelhar e levantar sua saia.

- Segura para mim, baby. - O corpo do mais novo se arrepiou pelo ar quente que saía da boca de Vegas. Ele fez o que foi mandado.

Vegas observava a bunda de Pete. A renda era a coisa mais linda na sua pele branca. A bunda de Pete era grande e gorda; ela não cabia na mão de Vegas. Vegas aproximou a mão, abaixando a calcinha. Ela caiu nos pés de Pete e Vegas sorriu ao ver o garoto empinar um pouco mais para frente. Ele queria aquele contato. O mais velho se aproximou, deixando beijos molhados na bunda de Pete. Ele escutou os gemidos saírem da boca de Pete como se fossem música. Vegas sentia que podia gozar só com aquele som. O garoto que estava de joelhos parou de enrolar e abriu as bandas da bunda do mais novo, colocando a língua entre elas e lambendo como se não houvesse amanhã.

- V-vegas. - Esse era o único som que saía da boca de Pete ao sentir a língua de Vegas tocando-o daquele jeito. Vegas fodendo a entrada de Pete com a língua, alternando entre beijos e chupadas. Vegas parou os movimentos e sentiu Pete tremer. Ele levantou, desabotoando de vez a saia de Pete, enquanto beijava seu pescoço.

As mãos de Pete estavam na parede e Vegas, surtando, disse: - Você gemendo meu nome é perfeito, baby. Agora não grita muito, a gente pode ser expulso.

- Vee-ga-s V-egas. - Para o prazer de Vegas, mais gemidos saíram da boca de Pete.

- O que foi, baby? - Vegas chupava seu pescoço. - O que você quer, amor? - Vegas desceu a mão na bunda de Pete, pressionando contra a entrada dele.

- Me-me fo-de, aahh, porra.

- Não tenho camisinha aqui, amor, preciso ir pegar.

- No me-u bolso, Vegas. - Vegas tremia tanto quanto Pete pela maneira pornográfica como seu nome saía da boca do mais novo. O mais velho se abaixou, procurando no bolso da saia de Pete e encontrando um pequeno lubrificante e uma camisinha.

- Você realmente ia transar com aquele idiota? - Vegas perguntou com raiva.Pete respirou fundo e tentou falar sem gemer ou ofegar: - Não, fica difícil transar quando você não sai da minha cabeça. Agora, para de conversar e me come logo. - E Vegas fez exatamente isso, satisfeito com a resposta. O mais velho tirou o pau do short jeans preto, que estava completamente negligenciado e vazando pré-gozo. Ele abriu a camisinha com os dentes, mas antes de qualquer coisa, virou Pete para frente. Pete, por sua vez, fitava o corpo de Vegas. Ele ainda estava de camisa, mas a saia e a calcinha estavam no chão. Com aquela visão, Pete mordeu os lábios e direcionou o olhar para os olhos de Vegas. Vegas enxergava suas pupilas completamente dilatadas e as dele não estavam diferentes. O mais velho direcionou a mão de Pete até seu pau, entregando a camisinha para ele. Pete entendeu e colocou a camisinha em Vegas, e o mais velho sentiu um arrepio no corpo.

Com a camisinha colocada, Vegas deu um impulso para subir Pete em seu colo. Com o rosto no pescoço de Pete, Vegas guiou seu membro até a entrada de Pete e pressionou. Com o ato, Pete arqueou as costas, gemendo alto.

- CARALHO! - o mais novo disse, gritando e gemendo. - Grande... - Pete tentou formular a frase, mas não conseguiu ao sentir o pau de Vegas bater tão fundo dentro dele. O mais velho não estava diferente, gemendo no pé do ouvido de Pete.

Pete o apertava como ninguém. Ele era quente e apertado, e Vegas sentia que podia gozar só com aquilo. Vegas começou a se movimentar contra Pete, tomado pelo desejo. Começou a estocar com ritmo e intensidade crescentes. Cada investida era carregada de desejo e tesão, enquanto ele se entregava completamente ao prazer do momento. O som de seus corpos se encontrando ecoava pelo quarto, misturando-se aos gemidos e suspiros de ambos os amantes. Pete se agarrava a ele com fervor, incapaz de conter os gritos de prazer que escapavam de seus lábios. As estocadas de Vegas eram firmes e determinadas, levando-os a um frenesi de êxtase. Pete sentia a tensão se acumulando, percebendo que o clímax estava próximo. Vegas, provocativamente, começava a retirar quase por completo antes de estocar com força, atingindo a próstata de Pete e arrancando dele gemidos de prazer intensos.

Em resposta, Pete apertava ao redor do pau de Vegas, induzindo-o a gemer também.

- Eu vou...

- Eu também, baby. - Pete apertou ainda mais, levando Vegas ao seu ápice. Enquanto ambos gemiam e tremiam juntos em uma explosão de êxtase, Vegas enterrou o rosto no pescoço de Pete, deixando suas respirações voltarem ao normal

[...]

As respirações deles estavam aceleradas após uma semana onde transaram na sala, continuando na cozinha, banheiro e por todo o alojamento. Não era tão grande, mas dava para isso; nenhum dos dois negava fogo. Era óbvio que amavam o corpo um do outro. Vegas e Pete estavam fugindo das conversas que tinham que ter, até porque todas as suas intenções terminavam em outro tipo de conversa. Era como se estivessem evitando mergulhar nas profundezas de seus sentimentos, temerosos do que poderiam descobrir.

Mas, por mais que tentassem ignorar, havia algo mais entre eles além do desejo físico. Havia uma conexão emocional, um vínculo que se fortalecia a cada toque, a cada olhar carregado de significado. À medida que os dias passavam, eles se encontravam cada vez mais envolvidos em um jogo perigoso de paixão, mas nenhum dos dois queria admitir isso em voz alta. Eles sabiam que tinham que enfrentar a verdade, que tinham que se abrir um para o outro, mas o medo da rejeição os mantinha presos em um ciclo de desejo e evasão.

Eles estavam deitados abraçados um ao outro em silêncio, até que Vegas disse:

- Precisamos de uma cama nova.

- Você precisa, eu já tenho. - Aquela resposta fez Vegas engolir seco. Eles precisavam de uma cama nova porque as que tinham que quebraram de tanto transarem, mas Pete sabia que Vegas não estava se referindo à cama quebrada. É sim a uma maior porque dividir uma cama de viúva não era tão confortável, por mais que os dois amassem ficar coladinhos um no outro. Com aquela resposta, Vegas apenas ficou calado e, depois de um tempo, levantou-se indo para o banheiro. Ele jamais admitiria que ficou com raiva, mas ficou.

- Você vai aonde? - Pete perguntou, mesmo sabendo a resposta. Ele estava incomodado porque Vegas não o chamou para ir ao banheiro; era um hábito, Vegas sempre levava Pete para o banheiro depois de transarem com tudo. Vegas perguntava a si mesmo se estava bem, pegava algo para comer, dava um banho e ficava esperando o menor dormir.

Isso irritou Pete.

Vegas respirou e respondeu grosso:- Tomar banho, não está vendo? - Filho da puta, pensou Pete.

- E eu? - "Esqueceu da minha existência", pensou Pete mais uma vez.

- Vai então, posso tomar depois. - Vegas respondeu seco novamente. Pete levantou-se irritado e tremeu ao sair da cama, devido ao sexo recente.

- Merda, não é disso que estou falando, Vegas! Na moral, você é um idiota!

- Porra, já? O que eu fiz? - Vegas estava indignado; o único idiota era Pete com sua grosseria.

- Você ainda pergunta, Vegas? Você nem ao menos percebeu que não perguntou se eu preciso de ajuda?

- Ah, então quem precisa da cama sou eu, mas você quer que eu me importe em saber se você quer ajuda. Você é um grosso, Pete. - A essa altura, já estavam um na frente do outro a menos de três passos de distância. Eles realmente eram dois idiotas.

- Porra, Vegas, você realmente acha que eu não quero a porra da cama maior para a gente dormir juntos?

- Foi o que você deu a entender da última vez que a gente conversou e agora. O que caralhos você quer que eu pense? - Vegas deu um passo na direção de Pete.

Pete deu mais um passo e disse: - Eu não achei que você estava falando sério, porra! Como que eu levo a sério alguém que parece que me odeia?

- EU NÃO ODEIO VOCÊ! - Vegas gritou. - NÃO ESTÁ NA CARA QUE EU NÃO ODEIO, PORRA! EU GOSTO DE TUDO EM VOCÊ, A QUANTIDADE DESNECESSÁRIA QUE VOCÊ VESTE AZUL, A GENTE VOLTANDO EM SILÊNCIO PARA CASA TODO DIA, ATÉ MESMO OS BARULHOS QUE VOCÊ FAZ À NOITE QUANDO ESTAMOS DORMINDO, CARALHO!

- EU TAMBÉM NÃO ODEIO VOCÊ! GOSTO DO JEITO QUE VOCÊ CUIDA DE MIM DEPOIS DE TUDO, DOS MIOJOS QUE VOCÊ FAZ QUE GERALMENTE ESTÃO AGUADOS. PORRA, VEGAS, EU GOSTO DE VOCÊ! -Pete gritou tudo de uma vez e percebeu o nível da conversa que estavam tendo, até ouvir Vegas gritar de volta.

- EU TAMBÉM GOSTO DE VOCÊ!

- Eu-e... - Pete tentou dizer algo mais, mas foi interrompido por um beijo de Vegas.

O beijo de Vegas interrompeu qualquer palavra que Pete poderia ter dito. Foi um beijo cheio de todas as emoções não ditas, um beijo que expressava mais do que qualquer conversa poderia. Eles se entregaram ao momento, deixando de lado o medo e a hesitação que os mantiveram distantes por tanto tempo. Quando finalmente se separaram, os olhos de ambos refletiam uma mistura de alívio e desejo. Eles se encararam por um momento, perdidos nas emoções que transbordavam entre eles. Finalmente, Pete quebrou o silêncio com um sorriso tímido.

- Eu acho que precisamos mesmo de uma cama maior.

Vegas riu, uma risada que carregava todo o peso do que foi dito e do que ainda estava por vir. - Com certeza. Mas antes disso, acho que temos algumas coisas para conversar. Mas um banho antes vai cair bem. - Vegas terminou de dizer e puxou Pete para mais um beijo.

E assim, eles se permitiram conversar sobre o que estava tanto tempo pendente, deixando de lado os receios e abrindo seus corações um para o outro. No silêncio daquela noite, eles encontraram a coragem para enfrentar a verdade e se entregarem ao amor que sempre esteve ali, esperando para ser reconhecido

⟩✿⁠⟨

Big depois que viu q vegas tava acordado.

Roupa do Pete.

Cute cute!!!

ACABOU CONFUSION!!!! BEIJOOOOO, DE UVA COM MORANGO!!!!

Gostaram? Foi meu primeiro hot, se ficou ruim, foda-se.
Eu gostei.

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