Minha morte encenada

Nessa cama de hospital
Minha imaginação é forte
Já que não me mexo
É o que me resta
Posso até imaginar o funeral
Sem flores por favor
Já me basta de morta
Porém neste quarto cinza
Lágrimas rolam
Chegam a cair em minha pele
Pela comoção
"Sempre sorria"
"Era tão divertida"
"Todos nós gostávamos dela"
"Tinha um grande futuro"
Como queria
Fazer justiça
A todas essas palavras
Mas quando sua voz aparece
Tenho vontade de gritar
E não levantar
Desta maldita cama
"O que vamos fazer
Com seu corpo sem vida?"
E eu não consigo responder
"Que me dêem!
Me espalhem pelo mundo!"
Assim farei algo que realmente sirva
Porque antes d'eu bater
Excessivamente
Minha cabeça
Na parede
Até abri-la
E libertar-me
Nunca havia
Realmente
Feito nada
Segundo você
É claro.

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