A menina do campo
O dia amanhece
Com os raios oblíquos de sol;
A menina se banha no lago
E corre ao redor dos lírios do campo.
A vida se faz bela no verde da mata
E fascinante no azul do céu.
A menina dança com o vento
Simples no seu bailar
Como bailarina que não sabe rodar
E na ponta dos pés não há sapatilha a calçar.
A vida se faz tão calma e simples...
Mágoas se dissipam pela água,
Sorrisos brotam com o desabrochar duma flor,
Medos são soprados para longe,
E só resta alegria, uma perpetua calmaria.
A natureza acalenta a alma da menina,
A menina que corre atrás duma borboleta,
Com os braços abertos como quem quer voar.
Porém, ela jamais podia imaginar
Que o campo seria urbanizado;
Cortaram os lírios,
Arrancaram as flores,
E a alma da menina perdeu os sabores,
Sabores da vida.
Su'alma com cada pétala se despedaçou.
Eles diziam que era para o bem da população,
Que aquilo significava revolução,
E o dinheiro logo apagaria as dores deixadas pela saudade.
A menina nunca se curou,
Olhava pela janela o que antes era campo
Virara um empoeirado e sujo asfalto,
E o ar que entrava era de poluição.
A menina do campo já havia morrido junto às flores,
Mas numa noite um beija-flor visitou-lhe em sonho
E ela nunca mais acordou.
Autora: Eduardaah_
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