27'
Eu estaria mentindo se não estivesse com medo também
Eu estou implorando para você provar
para mim que é parte de um plano maior
Apenas me diga isso, o que temos te assusta
Porque também me assusta
Me assusta também
Eu sei que só se passaram quatro meses
Horas azuis no verão
Casais andando de mãos dadas
Desvie o olhar, finja que estou bem
Por que é que tudo que leio online
Me faz sentir pior? Não, não se aplica
Dizem que a distância faz você crescer
Mas toda noite sozinha
Eu só quero você em casa
Eu só quero que você agindo como um tolo por mim
3 Purple Hearts - Ryland James
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— Pode beijar a noiva.
O celebrante falou e todos bateram palmas de alegria.
Continuei segurando a mão de Connor, sentados algumas fileiras no fundo da igreja. Ele sorria realmente satisfeito. Eu estava orgulhosa que ele tivesse superado tudo aquilo.
Ella e Luca passaram por nós acenando, com um sorriso enorme em seus rostos.
— Agora, vamos finalmente comer. O bolo parece ótimo. — Todos foram se levantando pra sair. Dei risada e o segui para fora. Alguns passos a mais e chegamos no espaço reservado.
A decoração florida, as luzes penduradas e as mesas ao ar livre. Tudo parecia tão lindo e simples, que mesmo sem eu conhecer os noivos parecia combinar com eles.
Eu e meu namorado nos sentamos numa mesa de madeira perto do banquete. Havia muitas frutas, tortas e sucos diferentes, quase em um clima de piquenique.
— O que vamos fazer quando você for pra o Canadá? Não vai mais poder pegar o avião e vim para Los Angeles. — Eu decido perguntar o que mais está me incomodando.
Connor para de mexer no celular e olha em meus olhos surpreso.
— Guardou essa pergunta durante toda a viagem até agora? Impressionante. — Ainda brincou. Eu dou de ombros e ofereço um sorriso sem graça.
— Vai responder ou não? — Rebati, inquieta.
Ele desliga o aparelho e coloca o cotovelo apoiado na mesa, me olhando atento antes de falar.
— Simples, anjo. Vou te ligar sempre que puder, te enviar mensagens todos os dias e mandar presentes. Se você fizer o mesmo, vai ficar tudo bem. Vão ser os seis meses mais rápidos da sua vida, acredite. — O guitarrista diz, me passando confiança.
Entrelaçando nossas mãos, eu sinto que vamos passar por isso juntos.
— Se eu ligar pra Dominik e ele me falar que você não está descansando o suficiente, a primeira coisa que vou fazer quando voltar é te dar um soco na cara. — Ameacei com toda verdade.
Connor solta uma gargalhada, mas sabe que estou falando sério. Se inclina e deixa um beijo na minha bochecha, me olhando tão apaixonado que chega a amolecer meu coração.
— Se depois do soco eu receber um beijo, vou continuar feliz. — Disse. Foi a minha vez de rir.
Nesse momento Ella e Luca apareceram, depois de cumprimentar todos os convidados. O casal se acomoda em nossa mesa, com a noiva sentada do meu lado e o noivo ao lado de Connor.
— Desculpe atrapalhar a conversa de vocês. Queria dizer que estamos muito felizes por terem vindo. — Ella diz, colocando a mão em meu ombro e sorrindo.
— A sorte foi que a pausa dos shows caiu da data certinha do casamento. E ainda consegui trazer a Kali junto. — Connor explica, sem soltar minha mão por um segundo.
— E prazer em te conhecer, Kali. Esse cara não parou de falar sobre você. — Luca falou também, estendendo a mão. Aceitei o cumprimento e percebi que os dois eram ótimas pessoas.
— Ah, prazer em conhecer vocês. Parabéns pelo casamento... e pelo bebê. — Murmurei a última parte, já que ninguém além de nós sabia ainda.
Foi quando uma senhora começou a se aproximar da mesa, usando uma bengala.
— Não aguento mais ouvir a Lívia falar sobre crochê, ela me acha com cara de velha por acaso? — A senhora disse, puxando a cadeira e se acomodando perto da noiva.
— Mãe, a Lívia é sua amiga! — Ella reclamou, mas escondia um sorriso.
— Exatamente por isso que ela deveria saber o quanto eu odeio que me tratem como idosa. — Continua dizendo sem parar. Eu cubro minha boca pra evitar rir.
A mulher percebe minha presença e parece que seus olhos brilham de alegria.
— Connor finalmente está uma namorada para me apresentar, olha que milagre. — Ela declarou. Olhei pra meu namorado que estava sorrindo largamente.
— Você está ainda mais linda, Bella. Como se sente? — O guitarrista pergunta, colocando seu braço ao redor dos meus ombros distraído.
— Como eu disse, estou ótima e não sou uma velha. Quem é a moça? — Mudou o assunto, deixando claro que não queria falar sobre sua saúde.
O cabelo todo raspado a mostra dizia que ela não tinha nenhuma vergonha.
— Meu nome é Kali. Prazer em te conhecer, Bella. Connor falou sobre você durante a viagem e me mostrou a música. — Eu disse, dando a ela um sorriso reconfortante. Queria impressionar as pessoas que meu namorado tanto gostava.
Bella cruzou os braços e se encostou na cadeira, a mão dela foi rápida para conferir o colar de borboleta azul em seu pescoço.
— O nome Kali representa a Mãe Natureza na Índia. É uma das mais poderosas deusas. — Ela começa a dizer e fico chocada. — Com esses olhos, você com certeza deve ser uma mulher resistente.
— Foi a segunda coisa que notei nela depois do tamanho minúsculo. — Connor decide me provocar. Eu piso no pé dele debaixo da mesa com o salto.
— Pelo menos não fico me abaixando pra não bater a cabeça nas portas. — Eu digo de volta. Luca e Ella fazem uma vaia coletiva e todos ficam rindo.
— E você nem viu a filha dela, Bella. É igualmente linda. Minha Sol realmente brilha. — Continuou dizendo orgulhoso, pegando o celular pra mostrar uma foto.
— Você tem uma filha? Isso é maravilhoso, vou pedir ao Connor pra me passar seu número, assim pode me dar algumas dicas. — Ella sussurrou pra mim e concordei.
Conversamos mais um pouco e depois os noivos vão fazer o discurso. A comida é servida e o sol começa a se por. Eu e Connor nos levantamos pra passear um pouco pelo local.
— Obrigado por ter vindo comigo. Não ia ser tão divertido sem você do meu lado. — Ele diz, se sentando em um banco pra observar a vista do céu em tons de laranja e rosa.
— Minha presença é cativante. Todos gostaram de mim. — Deitei minha cabeça no ombro dele.
— Com quem aprendeu a ser tão convencida, Kali? — Me pergunta, mas sabe a resposta.
— Você conhece um guitarrista chamado Connor Kang Yoon? Ele toca na banda MBCD, que é bastante famosa no país. — Fico brincando. Ele ri e afirma.
— Conheço sim, ele é o mais bonito de todos. — Mexeu no cabelo, se achando.
— Não é pra tanto. — Falei. Novamente ele me olhou com os olhos cerrados. — Mesmo que não seja o mais bonito, eu sou completamente apaixonada por aqueles olhos puxados.
Meu namorado abriu um sorriso e resistiu, querendo me ouvir falar mais.
— Continue falando.
— Ah sim, ele é incrível e ama crianças. Minha filha de seis anos o ama tanto, assim como eu. Connor é o amor da minha vida inteira. Eu viveria toda a história de novo se fosse pra terminar com ele ao meu lado. — Declarei. Sem esperar mais um segundo, Connor se inclinou pra me beijar.
— Que sorte a minha por te ter, anjo. — Ele confessa, sem parar.
Ficamos naquele momento por algum tempo antes de pegar o carro e voltar para estrada. Eu não poderia esquecer do quanto cada detalhe daquilo me marcou eternamente.
Agora, chegou a hora de conhecer minha sogra.
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