|Capítulo 37

Assim que fiz contato com o Alex, ele simplesmente apareceu de repente na minha frente, e avisou que Isadora já foi encontrar o local onde o infeliz do senador está. Nesse período que ela se encontrava lá tendo controle de toda a situação, eu e Alex conseguimos ter controle daquela zona no bar, Jane já queria meu fígado, pois tudo estava destruído.

Ela disse : eu avisei que eu não queria mortes no meu bar Bernardo e Alex! Vocês são uns filhos da puta, com todo respeitado a mãe de vocês!

Ela não queria de forma alguma que acontecesse violência, porém no fim das contas, foi exatamente que houve, aconteceu tudo que ela menos queria, o bar dela ficou sem um garrafa para contar história. Mas, eu já falei com ela que iria pagar tudo, prometi que iria pagar a reforma do bar junto com Alex, que logo faz uma careta, pois ele sabia que ia ter que gastar uma boa grana. Alex é pão duro quando quer, mas o filho da mãe tem dinheiro, além disso, os pais dele moram na Suíça, o bastardo tem grana, assim como eu, eu só não gosto de ficar ostentando, gosto de viver confortavelmente, mas sem luxo.

Mas, continuado a explicação, quando Alex avisou a Dora que a gente estava indo até ela, pois naquela altura, nós já havíamos resolvido tudo, ele falou que ela não respondeu nada, apenas disse um humrun! Estranho, o que me levou a crer que ela estava em apuros ou em uma situação muito difícil.

E não é que a danada estava em uma situação difícil, porém soube muito bem da conta do recado. Lembrando que eu já iria informa-la o número do quarto onde Luís estava se divertindo, entretanto Isadora é tão astuta que ela descobriu sozinha.

Agora nesse momento, estamos no tal quarto, vendo Luis já algemado, e um cara estranho, que me parecia ser um dançarino, do outro lado do cômodo.
Neste momento, Luis ainda está com a bunda sentada na poltrona, enquanto eu, Isadora, Alex e o cara ali estamos em pé.

— Gostou da surpresa filho da puta? — vou até Luís com um sorriso satisfeito.

Puxo ele pela gola da camisa e o faço levantar, ele levanta todo desajeitado, pois eu puxo ele de qualquer jeito, e o seguro firmemente, para evitar que o mesmo apronte alguma coisa. De Luis nós esperamos tudo, temos que estar sempre um passo a frente que ele.

— Eu não gostei, mas vou gostar de pedir a cabeça de vocês de hoje em diante. Vocês vão ver, isso não vai fizer assim — Luís rosna entre dentes.

— Tenta a sorte! — Isadora diz em tom de deboche, e cruza dos braços.

Com isso, os seus seios ficam bastante expostos, e involuntariamente meus olhos olham para eles, mais que filha da mãe gostosa! Porém, sei que agora não é hora de ter esses pensamentos, então balanço minha cabeça tentando afasta-los.

— Vocês não vão me prender não, né? — diz o outro cara que se encontra no local, próximo a cama.

Olho para ele sério, e vejo que ele está com a expressão bastante assustada, ele está tão em choque, que nem sai do lugar, fora que seus trajes não são nada adequados, ele está só de cueca, uma bota e alguns acessórios, tipo... uma corrente no pescoço e na cueca.

Não querendo julgar, mas que coisa mais esquisita! Entretanto, não estou nem em posição de falar algo por que mais esquisito que eu e Alex vestidos de mulher, só esse cara mesmo.

— E você? Tá fazendo o que aqui? — pergunto apontando minha arma em sua direção, e ele engole em seco.

— Eu só..eu só fui contratado para uma noite de sexo cara, e nada mais.. — ele explica-se temeroso.

O cara treme na base, e continua me olhando assustado, ainda bem que eu não tô mais parecendo um palhaço com essa peruca preta, pois eu já a tirei e joguei na casa da porra o salto, Alex fez a mesma coisa.

— Alex, revista esse cara! — ordeno e
Alex vai até ele sem exitar, e começa a revista-lo.

— Qual o seu nome? — pergunto ainda o encarando.

— Yuri! — ele diz sem jeito, sentindo Alex ainda revistar ele, passando as mãos por todos os lugares do seu corpo, ia fazer piada, mas agora não é a hora.

— Yuri de que? — volto com o questionamento.

— Mendel, Yuri Mendel! — diz olhando para os lados.

— Então você só foi contratado para ter relação sexual com Luis Pereira?

— Eu paguei caro, até vocês acabarem com minha festa — Luis tenta dizer mas eu dou um tapa na cabeça dele — au, isso doeu!

— Sim! Só...só isso! — Yuri treme ao ver Alex passa a mão pela sua bota, já agachado no chão, então eu logo vejo que esse rapaz tem algo a esconder.

— Tira a bota! — Alex ordena ao ficar de pé novamente.

— Não precisa disso, Dr.

— Eu mandei tirar! Não vou pedir com carinho de novo, e garanto que será bastante doloroso — Alex diz ameaçadoramente.

— Era só o que faltava, meu Deus! Eu não quero ser preso! — o cara diz e Isadora olha para ele calmamente.

— Você tem motivo para ser preso? — Isadora diz erguendo as sombrancelhas.

— Não dona..alias..por que me beijou se é policial? — ele questionou sem entender, e ela me olha engulindo em seco.

Ao processar as palavras desse Yuri, eu olho para Isadora imediatamente, com o meu semblante fechado. Não acredito que ela fez essa merda! Ódio me defini agora.

— Que? Beijou ele? — digo em tom acusatório, extremamente bravo, e Isadora dá de ombros.

— Que foi? Foi parte do plano! — ela diz calmamente, como se fosse a coisa mais normal do mundo, sair beijando qualquer um pela frente.

— Ah, então quer dizer que vamos para uma missão, para beijar-mos os alvos? — eu questiono bravo, e Dora revira os olhos.

— Não revira os olhos para mim, por que você tá errada! — esbravejo já cego de ciúmes.

— Olha aqui Bernardo, não vem pra cá crescer seu tom de voz comigo não por que eu sei o que faço, se eu disse que esse beijo fez parte do plano, é por que foi.

— Só falta você me dizer que beijou esse filho da puta do Luis!

— Isso não chegou a acontecer! — Luis diz e dou uma coronhada nele.

— Cala a boca! — rosno para esse senador dissimulado e ele revira os seus olhos.

Isadora ainda me encara como se eu estivesse exagerando. Tudo bem, pode até ser, mas eu não consigo aceitar o fato de outro a beijando, que ódio!

— Bernardo, quer parar de cena..— Isadora diz chegando mais perto de mim e eu bufo emburrado.

— Eu não vou parar, sabe por que, Isadora? Por que você fica me tirando a paciência, me irritando... — rosno olhando bem no fundo dos olhos dela, como um touro indomável.

— Eu? Mais eu não fiz nada! — essa afronta dela me tira do sério.

— Você fez, você fez quando beijou esse... — tento dizer uma bobagem, mas ela me interrompe.

— Da para se calmar homem! — Isadora revira os olhos mais uma vez.

— Eu não vou me acalmar, sua.. — rosno com raiva e ela aponta o dedo na minha cara, me interrompendo mais uma vez.

— Oh, olha a boca seu ignorante! — Isadora esbraveja com raiva e eu a encaro ainda mais irritado.

— Vai a merda, Isadora!

— Como você é patético, Bernardo!

— CHEGA! — Alex grita nos dando um baita susto, nos fazendo calar a boca e olhá-lo sem entender — será possível que dois vão ficar aí batendo boca, no meio da abordagem policial?

— Foi ele quem começou..

— Foi ela que me irritou.

— Pelo amor de todos dos santinhos, parem de brigar e vamos levar logo todo mundo para delegacia! — Alex diz nervoso, acho que agora ele não tá achando graça de nada, pois está bem sério.

— Mais eu não fiz nada, eu não posso ser preso! — diz o tal Yuri, mas Alex pega ele bruscamente e o algema.

— Ah, não? E essas drogas aqui?  — Alex diz balançando um saquinho de pó.

Alex achou isso em algum momento que nem eu e nem Isadora vimos, pois estávamos batendo boca. Cacete!

— Não são minhas eu não...

Yuri tenta argumentar, mas tá na cara que ele estava guardando essa droga, o que me leva a conclusão de que o Luis está mesmo envolvido com o tráfico, por que esse garoto jamais iria carregar essa quantia de drogas, sem um dedo de alguém por trás. Esse tal Yuri não tem cada de traficante, mais sim de usuário. Luis Pereira deve ter prometido mundos e fundos para ele.

— Vai ter que explicar bem direitinho lá na delegacia, chega, acabou a cena e o espetáculo. — Alex diz agora bem sério para ele e olha para mim e Dora.

— Vocês, calminha — aponta para mim e Dora — você, problemão — diz apontando para Luis — e você, vamos para o carro! — diz para Yuri, e o leva para fora do quarto.

Saímos do quarto indo diretamente para o térreo do bar, descemos com os nossos passos apressados, enquanto eu seguro Luís pelo braço, Alex segura o tal Yuri, e Isadora caminha na nossa frente sem segurar ninguém, porém pelo seus passos duros, sei que ela ainda está brava comigo. Mas, saio dos meus desvaneios ao ver Jane bem diante de nós, nos encarando com sua cara emburrada. Paramos e ela para bem na minha frente.

— É bom que os dois cumpram com o que prometeram, em concertar esse maldito estrago, se não eu vou ter que acabar com a raça dos dois — ela diz em tom ameaçador e eu e Alex rimos.

— Calma, Janinha! Relaxa que vamos concertar tudo isso aqui, e te entregar esse bar novinho em folha.

— Eu acho bom Alex!

— Só quem não vai achar bom é o meu bolso, mas fazer o que!

— É, pois é, sem reclamar! — Jane diz agora rindo e acena para nós.

Já do lado de fora do estabelecimento, eu vejo Dora ajudar Alex a por Luis e Yuri dentro do carro que nós viemos, e vir até mim. Mas, eu viro para Jane e a encaro com carinho.

— Jane, muito obrigada pela força! — agradeço e toco em seu ombro.

— Imagina! Sabe que pode contar comigo sempre, Barone! — Jane diz com carinho e eu sorrir parar ela.

— E você, Dora! Mandou bem! — Jane elogia Isadora, que dá um sorriso bem largo em resposta.

— Obrigada Jane, e foi um prazer te conhecer! — Dora diz e acena para Jane.

A mulher de ignora completamente, ao ir até o carro novamente, e entrar com Alex.

Penso em me despedir de Jane, pois os  dois estão me aguardando para irmos até a delegacia, mas ela diz:

— Se decide logo cara, para de ficar enrolando a moça..— Jane diz ao me dar uma cotovelada.

— Que? — olho para ela se lado, um pouco confuso.

— Você entendeu muito bem do que estou falando Bernardo, pare de ficar enrolando a moça, ou vai perde-lá! — Jane me alerta, e eu abaixo a cabeça, dando um suspiro forte.

— Como sabe?

— Alex e a sua boca! — ela da de ombros e pega um cigarro de dentro do seu bolso, o acendendo com um esqueiro.

— Só não vou puxar a orelha dele por que foi para você! — digo brincando e ela rir, soltando fumaça do seu nariz e da sua boca.

— Acho bom! Mas, pensa no que eu te disse, notei que vocês se gostam pra caralho! — ela diz tragando mais uma vez seu cigarro.

— É, eu gosto dela pra caralho mesmo, mas pode deixar que eu vou ouvir os seus concelhos! — digo sorrindo, e ela sorrir de volta.

— Até mais amigo! — Jane se despede de mim e vai até Alex, que já está dentro do carro.

Ela toca na mão dele pela janela do carro e eu vou até o mesmo, entrando em seguida.

(...)

Duas semanas depois....

Já faz duas semanas que eu, Isadora e Alex prendemos o senador corrupto, Luis encontra-se ainda graças a Deus em uma detenção aguardando o seu julgamento. No dia da sua captura, eu, Dora e Alex chegamos na DP com um sorriso satisfeito no rosto.

Assim que meu amigo Alex o colocou para descer para a cela, vimos alguns dos nossos colegas fazendo plantão, inclusive o Frank, que está por dentro de toda nossa investigação, pois ele é uma das testemunhas do que Megan e Xavier aprontaram. Graças aos céus ele está bem, e por segurança ele está sendo escoltado vinte quatro horas por dia, por causa do que aconteceu com ele no dia da fuga do senador Luís.

Falando no delegado Xavier, cara que deveria estar responsável por todos nós deste departamento, assim que soube da captura de Luis, o filho da mãe sumiu, ele simplesmente meteu o pé para sei lá onde, juntamente com a traíra da Megan. Durante todos esses dias, eu, Alex, Dora e Frank estamos tentando rastrear os casalzinho, mas está bem difícil. Todas as contas que os dois movimentavam estão fora do ar, simplesmente excluíram, até suas redes sociais, números para contato, entre outros estão todos excluídos e bloqueados.

Filhos da puta pensaram em tudo! Só que eu vou até o fim pegar pegar eles, nem isso seja a última coisa que tenho que fazer da minha vida.

Além de todo esse problema, Isadora mal fala comigo, desde o meu ataque de ciúmes no dia da prisão de Luis, eu já fiz de tudo durante todos esses dias, eu já fui até ela, já pedi desculpas, me ofereci para ajudá-la com tudo que eu via que ela tinha dificuldade, fui até a sua casa com uma desculpa ridícula que era para resolver coisas sobre o inquérito, mas obviamente ela notou que não era nada disso. Porém, nada disso adiantou, Isadora me ignorou de uma forma que ela jamais tinha feito.

O pior de tudo para mim foi no dia que fui até sua causa, e vi o tal do médico. Porra! Fiquei com tanta raiva, mas dessa vez me contive. Eu acho que ela está me punindo por eu estar sendo quem eu sou, eu não a mereço, e sei disso, mas também sei que egoísta demais para deixá-la ir.

Enfim! Hoje é sexta-feira, e é o dia que um novo delegado vai assumir a DP, e vai ficar nos acompanhando em todos os casos, principalmente esse que nós estamos investigando a lava jato. Eu e Alex já entregamos a ele tudo que já coletamos contra todos os envolvidos com a corrupção. Isadora entregou o dossiê sobre a vida e a ficha criminal de Luis Pereira, que em parte tem a sua ligação sobre o tráfico de drogas, a sua participação da invasão do site da PF digital, juntamente com o tal Harker que ainda encontra-se preso, e os seus esquemas como contra bando, evasão de divisas, desvio de verbas e quadrilha criminosa, enquanto eu, e  Alex entregamos as gravações do filho da mãe do senador Nicolas, onde ele assume superficialmente todos seus esquemas ilegais, e a sua participação na morte da minha esposa, Diana.

Eu juro que se ele estiver realmente alguma coisa haver, eu vou mata-lo com as minhas próprias mãos.

Enfim, afasto meus pensamentos ao levantar, pois vejo no relógio que já são 06:00 da manhã. Sigo até o meu banheiro, tomo um banho, escovo os meus dentes, quando termino, vou até o closet com uma toalha na cor preta enrolada na minha cintura. Pego um termo preto Armani, pois hoje eu sei que vou com Alex e Isadora até o juíz.

Quando estou finalmente vestido, eu pego um relógio de ouro e coloco no meu pulso, penteio meus cabelos para trás e passo perfume. Saio do closet e vou até meu quarto, vou até minha mesa onde está meu notebook, e pego minha mochila que tem as minhas coisas, tipo..arma, distintivo e etc.

Ringt....

Ouço meu celular tocar sob a cama, então vou até ele já com a mochila nas costas e vejo que tem mensagens da mãe, de uns outros amigos, daquela que faz meu coração bater forte, Dora.

Bom dia, Bernardo!
Passando para avisar que iremos nos encontrar no supremo tribunal, tenha um ótimo dia!

Bom dia, Dora!
Okay, sem problema! Tenha um ótimo dia também!

Assim que a minha mensagem foi enviada, fiquei olhando para sua foto de perfil do WhatsApp, vendo que ela esta sorrindo, ah..como eu queria esse sorriso dela para mim! Só de lembrar que ela vai embora por um tempo, eu sinto meu coração querer parar. Juro que achei que ela tinha esquecido isso mas me enganei, ontem ouvi ela falar com meu amigo Alex que vai comprar sua passagem amanhã. Porra! Eu não quero ficar sem Dora, preciso tomar uma decisão em nossa relação.

Saio dos meus desvaneios quando o Alex me chama avisando para me apressar, se não vamos chegar tarde para falar com o juiz, e além disso, nós ainda temos que ir para a DP.

(...)

Assim que estaciono meu carro bem em frente ao STF ( supremo tribunal federal) sinto um nervosismo muito forte. Estamos contando com a ajuda dele para finalmente ter o mandato de prisão do Nicolas, Xavier e Megan.

— Tá nervoso? — Alex diz me olhando de lado, e tenta folgar sua gravata.

— Eu pareço calmo? — digo ainda com as mãos no volante, e puxo o ar para os meus pulmões.

— Não, e eu também não estou, além disso, estou puto por estar usando essa roupa quente feito a porra! Meu dia mal começou e eu já estou suando que nem cuscuz — Alex resmunga ao tirar seu lenço do terno e enxuga sua testa.

— Te entendo amigo, mas agora não podemos trocar de trajes, então deixa de drama e vamos logo — digo ainda um pouco nervoso, mas logo desço do carro.

Assim que chego, na entrada do STF, não vejo o carro de Dora, pelo visto ela não chegou, então olho para trás e vejo Alex vindo e parando ao meu lado. Em questão de segundos, nós decidimos esperar Dora do lado de dentro do prédio, e com isso entramos e sentamos na recepção.

Até que de repente, Dora chega com seu trage profissional, e muito lindo, porra ela está linda demais! Ela usa um vestido longo preto, e um blazer branco, nos pés ela usa uma sandália de salto alto scarpin, e seus cabelos estão presos em um rabo de cavalo alto e bem feito. Seu rosto há pouca maquiagem, apenas rímel um batom nude.

— Oi pessoal, bom dia!

— Bom dia! — respondo a encarando da cabeça aos pés, e ela fica com suas bochechas vermelhas.

—Buenos dias Isa! — Alex diz com o seu espanhol horrível, e eu seguro o sorriso. Esse cara não tem jeito!

— E aí? Preparados, para o vem por aí?

— Bom, se for coisa boa, pode ter certeza que estou, mas se não, tenho que ter uma conversa séria com o cara lá de cima! — Alex diz ao apontar para o céu.

— Aí Alex, você não tem jeito! — Dora diz rindo.

— Novidade! — digo olhando Alex de lado e rindo, da sua cara de engraçada.

Isadora de repente me olha, e eu já sinto o meu corpo inteiro reagir, ela me deixa louco só com esse olhar, sei que ela está me analisando por inteiro e confesso que estou gostando, pois isso significa que ela ainda me deseja.

— E você, Bernardo? Está preparado?

— Isadora, eu sou um homem muito bem preparado.

Dito isso, ela revira os olhos e puxa o ar para seus pulmões, achei que ela iria me dizer algo, mas não disse, até que uma secretária do juiz surge e nos chama para entrar na sala dele. Claro que em questão de segundos nós logo apressamos nossos passos, quando paramos na porta, dou uma batida e logo em seguida pude ouvir um pode entrar.

Entramos, o cumprimentamos bem cordial e ele logo nos ofereceu para sentarmos em uma das suas poltronas pretas.

— Então, em que posso ajudar?

— A gente precisa de uma escuta e um mandato para o senador Nicolas — eu digo calmamente, e ele me olha de lado.

— Me encaminha os altos do processo, que eu vou analisar.

— Mais doutor, está tudo muito claro. Nós temos notas, depósitos, fotos...— Dora diz preocupada.

— Hum, sendo assim, aguardem um pouco até eu imprimir o mandato, só peço que esperem sue eu analise toda a prova.

— Certo! — diz nós três ao mesmo tempo.

Por conseguinte, saímos da sala do juiz Martin Brandão, e seguimos até uma cafeteria bem chique. Mas Alex precisou sair para atender seu celular repentinamente, então eu fiquei a sós com Isadora.

Pedimos nossos cafés, eu pedi um café com chocolate, Dora um capuccino, e  em seguida fomos até uma mesa. Eu me sento na frente dela, e ela me olha com esses olhos verdes lindos.

— Dora..— digo ao da um gole no meu café.

Dora olha para a porta da cafeteira, mas logo olha para mim novamente.

— Sim?

Fico mudo por alguns instantes, pois estou buscando na minha mente um melhor jeito de pedir o que eu quero.

— Até quando vai continuar me tratando como se eu fosse um nada para você?

— Eu não te trato assim...

— Trata sim, você mal conversa comigo, mal me olha nos olhos, e tudo por eu ter tido uma crise de ciúmes. Eu já te pedi perdão, já fiz tanta coisa, não sei mais o que quer que eu diga..

As palavras saem da minha boca de forma lamentável, pois eu sinto muito pela minha atitude, eu não medi as palavras. Entretanto, Dora fica em silêncio, mas logo me olha com os olhos brilhando.

— Sabe Bernardo, eu estive pensando, não quero mais ficar brigada contigo, principalmente agora que eu vou ter que viajar.

— Então..eu tô perdoado?

— Sim! — ela diz abaixando o olhar, mas eu ergo seu rosto para que me olhe nos olhos.

— Quer jantar comigo? Hoje a noite?

Isadora engole em seco, e me olha ainda um pouco impactada com as minhas palavras.

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Oi amores, finalmente estou de volta e aí? O que acharam desse capítulo? Será que esses dois finalmente agora vão começar a se entender? Deixem suas expectativas!
Beijos no ❤️.

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Se quiserem ficar por dentro de tudo sobre os personagens minha rede social é : Clara Romances ❤️✨

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