|Capítulo 16
Oh céus! Estava tudo indo muito bem, as coisas estavam muito boas para ser verdade. Eu e o Bernardo finalmente ficamos juntos, logo assumimos o que sentimos um pelo outro.
Porém, como tudo não é um mar de rosas, eu vejo pela expressão do rosto do homem que meu fez conhecer o que é prazer de verdade, que havia acontecido alguma coisa muito séria.
Confesso que me assustei na hora dele ter dado seu ataque de fúria, jogando o seu celular contra parede. O celular bateu contra a mesma e caiu no chão já praticamente espedaçado, ele tem uma força que me faz questionar se ali realmente é apenas um homem de cabeça quente, e não um animal que sempre dá um jeitinho de aparece nos momentos mais oportunos.
Bernardo caminha de um lado paro o outro, como um leão enjaulado. Ele simplesmente se transforma, vira um animal!
— Bernardo, você está parecendo que vai explodir...— eu digo preocupada e confusa.
— Eu vou explodir..mas antes vou explodir a cabeça daquele filho da puta do senador Luis Pereira.
Nesse momento, ao digerir suas palavras, eu faço cara de espanto, porém de quem não está entendendo nada. E eu realmente não estou entendendo mesmo!
— O que o senador Luís tem haver com isso? É claro que você precisa se acalmar, Bernardo! Mas, eu só quero entender, o que está acontecendo, fala logo o que tem esse senador? — digo preocupada, ainda sentada na cama dele, enrolada no lençol.
Bernardo está enfurecido, a expressão do seu rosto másculo está dura. Ele para de andar de um lado para o outro, e para na minha frente.
— Acabou de chegar uma mensagem do Alex, informando que ele deu um jeito de fugir. Soltaram nosso preso Isadora! — Bernardo diz enraivecido é inconformavel
E nesse momento, senti um frio na espinha me atingir em cheio. Porra e agora? Como não vamos conseguir informações de doleiros corruptos, se um deles acaba de escapar das nossas mãos?
Após ter esse questionamento mental, eu pisco meus olhos várias vezes e engulo seco.
— Puta merda! Temos que agir rápido— digo ao levantar apressadamente.
Sigo nua pelo quarto, e começo a catar as minhas roupas que estavam espalhadas no chão. Em sequência me visto, visto primeiro a minha calcinha, depois meu sutiã, minha calça jeans e por fim, a minha blusa.
Bernardo continua só de cueca box, e mexe mais um pouco no seu celular.
— Vamos para o departamento..— ele diz já um pouco mais controlado, indo até o seu closet ao deixar o celular sob a mesinha.
— Vamos! — respondo convicta.
Eu já estou toda vestida, só falta da um jeito nesses cabelos, que Bernardo fez questão de bagunça-los, enquanto nós estávamos no nosso momento íntimo.
Em seguida, passo as mãos pelos meus cabelos, tentando arruma-los, e logo vou na direção do grande espelho ao lado da cama de Bernardo. Jogo ele para o lado, e começo a passa a mão, penteando-o com os dedos, pois não vi um pente por aqui. Certamente deve ter no banheiro ou no closet.
De repente, os meus olhos vão para o criado mudo, e vejo novamente a foto da esposa falecida de Bernardo. Fico um tempo admirando a beleza dela, e em como nós temos semelhanças. A diferença e é que ela tem o rosto mais cheinho e tem olhos castanhos, já que os meus são verdes. Eu puxei os olhos da minha mãe!
Puxo o ar para os meus pulmões, ainda olhando para mulher que um dia estava no meu lugar com ele, e posso perceber que ele com certeza a amava, pois ele não quis tocar no assunto. Com certeza ele ainda sente o luto. Tento afastar esses pensamentos e volto a me olhar no espelho.
Será que Bernardo um dia pensa em ter alguém mais uma vez? Ah, deixa lada lá, se ele for ter alguém, é certeza que ele não vai me escolher, eu e ele como namorados ou marido e mulher não iria dar o que preste.
Entretanto, acabo de ter um estalo mental, oh meu Deus! Eu e Bernardo não usamos camisinha. Ele não gozou dentro, mas sei lá, será que ele faz exames de rotinas? Será que ele é limpo de alguma doença?
Olha, não me levem a mal, mas eu sou muito preocupada com essa questão, e ao que me parece, Bernardo não é o tipo de pessoa que gosta de ir para o médico.
— Estou pronto..— ouço a voz dele atrás de mim, então eu viro em sua direção.
O homem tá um espetáculo, digno de uma capa de revista masculina. Ele usa uma camisa preta com o símbolo da PF ( Polida Federal ), uma calça jeans preta e um sapatênis preto também. Seu cheiro já está exalando no ar, só para me enlouquecer.
Meu Deus, que homem cheiroso!
Fico o admirando, deixo os meus olhos deslizarem por cada parte do seu belo, entretanto, me recordo da preocupação e então continuo com minha cara de espanto.
Bernardo logo percebe que algo me aflige, por que ele acaba de juntar as suas suas sombrancelhas, tentando certamente entender o que se passa pela minha cabeça.
— Bernardo, a gente não se preveniu — digo receosa e Bernardo ergue uma sombrancelha.
— E o que tem? Eu sou limpo, não se preocupa — diz firme, porém já pouco sem paciência.
Meu Deus do céu! O homem perde a paciência em questão de segundos, ou seja, não precisa de muito para tirá-lo do sério.
— Ah sim, ufa! — digo um pouco mais aliviada, com a mão no peito.
Entretanto, Bernardo me olha com a expressão entediada, indicando que não está com saco para falar desse assunto agora e revira os seus olhos.
— Ah Isadora, tenha santa paciência, viu? O nosso preso acaba de fugir e você ai toda preocupada com doença sexualmente transmissível. Acha que eu faria isso? — diz com grosseria, e me repreende com os olhos, mas eu faço cara de paisagem.
Oh céus! Acabo de perceber que a nossa realidade voltou, Bernardo vai agir da mesma forma comigo, como fez desde quando nos conhecemos. Eu estou me sentindo iludida, achei que depois que fossemos para cama, ele iria ser menos ogro, principalmente por ter feito aquela linda declaração, dizendo que gosta de mim.
E então, agora fico parada, olhando para ele, vendo que ele nunca será carinhoso comigo. Eu entendo que o momento agora não é legal, ele deve estar nervoso demais, foi uma batalha para por as mais no senador Luis, pois o mesmo é como um rato, que sempre dá um jeito de se esquivar da polícia federal.
Além disso, Bernardo já havia emitido um pedido de prisão preventiva um ano atrás contra ele, só que, algo me diz que, mesmo que o momento fosse outro, ele não iria conseguir mudar.
Talvez eu que deva entender, que o que aconteceu com a gente não vai passar disso. Tenho que por isso na minha cabeça e parar de criar certas expectativas.
— Anda Isadora, me responde..acha que eu transmitiria alguma coisa para você, por acaso? — pergunta em tom acusador.
— Ei, eu não disse que faria isso, eu só te fiz uma pergunta. Minha saúde em primeiro lugar, meu querido! — dou de ombros e ele revira os olhos mais uma vez.
Homem abusado!
— E você acha mesmo que eu sou idiota o suficiente para sair por ai comendo todo mundo sem me previnir? — diz em tom de advertência.
E o ogro ataca novamente, grosseria é pouco para esse monumento. Ah, mas se ele acha que vai me fazer de boba, ele está muito enganado, só por que ele esta no seu modo " puto da vida", não significa que pode sair tratando as pessoas com grosseria. Então, eu faço a minha melhor cara de quem não está nem ai.
— Sei lá, me diz você ! Aliás, esse todo mundo, inclui o que no pacote? — digo sendo irônica.
No mesmo instante, Bernardo e faz uma cara de indagação, e cruza os seus braços músculosos. Jesus, que homem!
— Está me chamando de Bissexual? — pergunta com as suas sombrancelhas juntas.
Ao escutar isso, mordo o lábio inferior na tentativa de conter o meu riso da cara engraçado de bravo que ele faz agora.
— Eu não disse nada..— dou de ombros mais uma vez, e começo a procurar os meus sapatos.
Encontro os mesmos embaixo da cama de Bernardo, e calço-o, levanto e vou até ele novamente, que ficou calado apenas me observando. Chego tão pertinho dele, que logo pude ver o seu olhar em meus seios.
— Para de graça e anda logo, antes que eu te foda até você não aguenta mais, só para ter o imenso prazer de te lembrar, que sou hétero. Pois você sabe muito bem como sou na cama — ele diz ameaçadoramente, com o seu olhar de predador.
Ficamos nos encarando, e eu estreito os meus olhos para ele, com um olhar desafiador. Ah Bernardo, você não me conhece, se tem uma coisa que eu sou, é jogadora, esse seu joguinho eu vou ganhar mais rápido do que pensa.
Ao fazer essa nota mental rápida, eu chego um pouco mais perto, e passo a minha língua no canto da boca dele, que imediatamente estremece, mas tenta manter sua pose.
— A gente transa e o nosso preso foge do país, que bonito, não é? — tento provoca-lo.
Bernardo estreita os olhos para mim e puxa o ar para os seus pulmões. Com certeza ele está contando de um à mil.
— Não mesmo, ele só vai fugir novamente se passar por cima de mim! — Exclama bravo.
— Nossa, que brutamontes mais convencido, ou melhor..que muralha de homem! — digo sensualmente, e o vejo respirar fundo mais uma vez.
— Isadora, eu já entendi onde você quer chegar, porém desde já eu aviso que você vai se ferrar feio comigo. Eu não aceito provocações, se continuar eu vou ser obrigado a te foder até você me pedir arrego — diz agora olhando bem no fundo dos meus olhos.
Okay, se fosse qualquer outra mulher, iria estremesser na mesma hora, e se desmontar completamente, mas.. eu sou Isadora Sanches, eu rio na cara do perigo haha! Bernardo não sabe do que eu sou capaz, ele quer provocar, então ele vai ser provocado.
— Eu não sou mulher de pedir arrego meu queridinho! Eu sou mulher de ir até o fim. Agora para de conversa e vamos logo para o departamento — digo em tom autoritário.
Assim que eu fecho a minha boca, ele passa na minha frente, com uma cara nada agradável. Abaixo a cabeça e rio da cara de Bernardo. Oh homem que dá calor, mas que é estressado, viu?
Sigo atrás de Bernardo, saindo do seu quarto, desço as escadas e o vejo em pé parado ao lado da porta principal.
— A minha moto ficou no galpão..
— Acho que a essa hora não está mais, Alex provavelmente deve ter pedido para alguém levar ela de lá — diz com uma cara preocupada.
Hum, alguém tá com medo! Acho que ele teme que Xavier descubra o que ele realmente fez. E sinceramente, eu também temo, por que antes de tudo eu gostaria de entender tudo, pois ele pode ser prejudicado, ele quebrou o protocolo.
— Ainda bem! — diz aliviado e abre a porta para sairmos.
Em sequência, eu passo pela mesma e sigo até a garagem, ele tira a chave do carro do bolso da calça e destrava a porta do mesmo. Entro no carro e me acomodo no banco do carona, depois Bernardo da a volta e vai para o de motorista. Ele põe o sinto, eu também e logo Bernardo coloca o seu carro em movimento.
(...)
No trajeto inteiro, Bernardo não deu uma palavra se quer, ele dirigiu como um louco, pois chegamos aqui no DP ( departamento ) em menos de trinta minutos. Tive que respirar fundo para me acalmar e não tirá-lo da direção do carro.
Eu não falei nada para não irritar a fera, mas a minha vontade também era de fazer um interrogatório, para saber o que diabos ele queria com queles dois caras no galpão. Por que essa questão não sai da minha cabeça.
Enfim!! Mas eu vou descobrir, se ele acha que vai me esconder as coisas, Bernardo está muito enganado, eu só quero saber, para poder protege-lo, se acontecer alguma coisa com ele, até eu posso ser prejudicada, afinal nós somos parceiros de departamento.
Agora, nesse momento, nos acabamos de entrar na DP, pelo que percebo já tem uma certa movimentação, acho que todos já sabem o que houve.
Vários agentes andam de um lado para o outro, e alguns deles falam ao celular. Mas, no meio deles, vejo logo quem eu menos gosto, Megan! Ela não me desce, eu não sei se é por saber que ela gosta de Bernardo, ou se é por que o meu santo não bate com o dela.
Ela está sentada na sua cadeira, atrás da sua mesa, está mexendo no seu computador, mas de repente ela olha na nossa direção, me ignorando e olha para Bernardo com um olhar de cobiça. Vaca!
— Megan onde está Alex? — Bernardo pergunta a ela apressadamente, mas a mesma demora quase dois minutos para responde-lo, admirando o corpo inteiro dele.
Droga Isadora, isso é hora de ciúmes?! Controle-se!
— Anda logo Megan, o gato comeu a sua língua?! — digo rispidamente e ela me olha com um olhar bravo.
— Está na sala de monitoramento.. Bernardo! — diz me olhando e eu reviro os olhos.
Bernardo bufa emburrado, como se não estivesse com paciência para ver essa tolice dela, e vai direto ver Alex.
Ele segue na frente e eu vou atrás, só que, eu acabo de da meia volta e ir até a mesa de Megan novamente.
— Olha aqui, se você não sabe, eu e Bernardo somos parceiros, tudo que tiver que falar com ele, tem que falar comigo também, não esqueça que eu sou uma hierarquia a mais que você Megan, seja profissional! — digo tudo com as mãos na sua mesa, enquanto ela me olha com os olhos arregalados.
Acho que ela tinha esquecido desse detalhe, pois notei a forma de desdém que ela havia começado a me tratar, assim que coloquei os meus pés nessa DP.
Me afasto da sua mesa, e ela tenta se pronunciar, mas eu a interrompo.
— Ah, tem mais...eu não fiz nada para que me trate mal, se você não gosta de mim, problema é seu. Eu não tenho nada haver com isso, porém ao menos seja uma profissional que não mistura trabalho com sua vida pessoal, afinal aqui todos se respeitam, eu quero que faça o mesmo — digo seriamente, ela me olha de cima a baixo.
É, vejo que não adianta nada falar.
— Eu já entendi, Isadora, que você...— ela tenta se pronunciar mais uma vez, e eu já sei que essa conversa pode render mais do deveria.
— Com licença! — apenas digo, e dou as costas a ela.
Sigo até a sala de monitoramento, ao chegar, vejo Bernardo em pé ao lado de Alex, que está sentado enfrente ao computador. Pude ter essa visão, pois a porta está entreaberta, então dou passos vacilantes até eles e logo me aproximo.
— E ai gente, como está o processo? Ja acharam ele? — digo já parada ao lado de Bernardo.
O mesmo me olha de lado e volta sua atenção a Alex, que faz uma cara de quem já entendeu que aconteceu algo entre mim e ele. Alex sorrir de lado e respira fundo, fingindo que não está entendendo nada, porém eu sei que quando ele estiver uma oportunidade, vai fazer suas gracinhas.
— Opa Isa, está tudo indo nos seus conformes, assim que eu soube da fuga de Luís, eu colei no rastro dele — diz com uma expressão divertida.
Oh céus! Em um momento como esse, como Alex consegue ser engraçado?
— Muito bem, e onde o GPS está marcando a localização dele no momento? — pergunto sorrindo e olho de relance para Bernardo.
O mesmo se mantém calado, e com expressão séria, totalmente diferente de Alex.
— Ainda aqui na região, duas viaturas já foram atrás, mas eu estava falando uma coisa muito preocupante com o Bernardo nesse instante — Alex diz agora um pouco mais sério.
— O que?! — respondo com o semblante preocupado.
Alex se levanta da cadeira, e cruza os seus braços acima do peitoral e eu pude notar que ele é tão forte quanto Bernardo. Mas infelizmente só esse ogro chama totalmente a minha atenção.
— Ao que me parece, assim que Luis deu entrada no hospital, por conta do tiro de raspão que você havia dado nele, alguém esperou o momento certo para tirá-lo de lá — Alex me revela com uma cara frustrada.
— O que está querendo dizer com isso, Alex?
— Estou querendo dizer Isa, que ele não arrombou as algemas, e nem abriu um buraco de fuga no quarto do hospital.
— Não me diga que..— tento dizer já sentindo um frio na espinha.
— Ele foi ajudado, Luis teve auxílio de alguém, e por nada está fora do lugar, quem quer que tenha ajudado ele, foi um polícial — Alex diz sério.
— Puta que pariu! Era só o que me faltava! — passo aos mãos no meu rosto, e tento assimilar o que Alex acaba de contar.
— Alguém está encobrindo os rastros dele — diz Bernardo puto da vida.
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Oi amores, e ai? O que acharam desse capítulo? Quem será que ajudou o senador a fugir, aguardem cenas de muita ação e aventura! Beijos no ❤️
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Se quiserem ficar por dentro de tudo sobre os personagens minha rede social é : Clara Romances ❤️✨
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