Capítulo Onze: A Volta para Hogwarts


NOTAS DA AUTORA

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"Querido Diário,

Meu pai torcia para o Puddlemere United. É esta a mensagem de hoje. Obrigada pela atenção.

Brincadeira.

Voltamos há pouco tempo da Copa Mundial de Quadribol, e eu não sei como me sinto. Parece que só agora as coisas estão voltando ao normal por aqui, embora papai e Percy ainda continuem ficando mais tempo que o normal no Ministério.

Falando em Ministério, peguei-me pensando em Winky, o elfo doméstico do chefe de Percy. Espero que esteja tudo bem com ela agora, apesar de, talvez, na cabecinha dela, a servidão fosse uma honra.

Sollaria H. Potter
31/08/1994

PS: Me encontrei com Draco lá, Diário, e, embora eu jamais vá dizer isso em voz alta, meu melhor amigo está ainda mais bonito, se é que é possível."

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Depois da revelação feita por Sollaria na véspera do retorno dos garotos a Hogwarts, a senhora Weasley fez com que ela prometesse jamais repetir aquilo para mais ninguém e ordenou que todos os mais novos fossem direto para a cama, haja vista terem todos de acordar muito cedo na manhã seguinte.

Durante o café da manhã, todos estavam demasiado sonolentos para iniciarem uma conversa. Por isso, todos comeram seus ovos mexidos e tomaram suas xícaras de leite em silêncio.

Sollaria observou que todos já estavam com vestes trouxas para quando fossem atravessar a passagem na Estação King's Cross. Ela havia escolhido uma blusa preta larga com a estampa da banda Guns N' Roses que Sirius havia dado de presente para ela, amarrada na frente, sobre uma calça larga de cós alto e joelhos rasgados. Nos pés, ela usava um tênis preto para combinar com a camiseta.

Sollaria colocou aquelas vestes quando soube que Sirius e Remus os encontrariam na Estação, e ela queria que Sirius soubesse que ela ouvia os discos que ele comprava para ela e que os amava.

Molly Weasley interrompeu seus pensamentos e quebrou o silêncio sepulcral na cozinha ao gritar para o marido:

- Arthur! Mensagem urgente do Ministério! É Amos Diggory!

Eles ouviram o pai descer correndo as escadas até a lareira. A voz do senhor Diggory era alta e ecoava por toda a apertada sala de estar d'A Toca.

Molly andou apressada até uma das gavetas sob o balcão, procurando por penas e tinteiro.

- Na terceira gaveta, mamãe - disse Sollaria enquanto cortava o bacon em seu prato.

A mulher logo encontrou-os e voltou para a sala de estar, entregando papel, tinta e pena para o marido.

Enquanto os mais jovens comiam, a voz de Amos Diggory chegou à cozinha.

-... os vizinhos trouxas ouviram estampidos e gritos, então foram e chamaram a... como é mesmo o nome?... plícia. Arthur, você tem que ir lá... foi pura sorte eu ter sabido. Precisei vir ao escritório mais cedo para despachar umas corujas, e encontrei o pessoal do Uso Indevido da Magia de saída... se a Rita Skeeter souber dessa, Arthur...

- Que é que Olho-Tonto diz que aconteceu? - perguntou Arthur Weasley, ao mesmo tempo que desenroscava a tampa do tinteiro, molhava a pena e se preparava para escrever.

Amos Diggory deu um muxoxo de impaciência, como se toda aquela história fosse uma bobagem.

- Disse que ouviu intrusos no jardim. Disse que se aproximavam sorrateiramente da casa, mas que foram atacados pelas latas de lixo.

- Que foi que as latas de lixo fizeram? - perguntou o senhor Weasley, escrevendo freneticamente.

- Fizeram um estardalhaço e dispararam lixo para todo lado, pelo que sei - falou o senhor Diggory. - Aparentemente, uma delas ainda estava voando a esmo quando a plícia apareceu...

O senhor Weasley gemeu.

- E o que aconteceu com os intrusos?

- Arthur, você conhece Olho-Tonto. Alguém
andando pelo jardim dele na calada da noite? - Ele fez uma pausa. - Se o pessoal do Uso Indevido da Magia puser as mãos em Olho-Tonto, ele está perdido, pense na ficha dele, temos que livrá-lo com uma acusação menos séria, alguma coisa no seu departamento... qual é a penalidade para explosão de latas de lixo?

- Talvez uma advertência. Olho-Tonto não usou a varinha? Não chegou a atacar ninguém?

- Aposto que ele pulou da cama e começou a enfeitiçar tudo que conseguiu alcançar pela janela, mas daria muito trabalho provar isso. Não houve nenhuma vítima.

Ouviram um suspiro vindo do pai, e todos à mesa do café da manhã trocaram um olhar, sabendo o que aquilo significava: ele não os levaria à Estação desta vez.

- Tudo bem, estou de saída - disse o senhor Weasley e, enfiando o pergaminho com as anotações no bolso, subiu as escadas.

Eles ouviram Diggory se dirigir à mãe dos garotos:

- Desculpe o mau jeito, Molly. Incomodar vocês tão cedo... Mas é que Arthur é o único que poderia livrar Olho-Tonto, que ia começar um novo emprego hoje e...

- Tudo bem, Amos. Tem certeza de que não quer comer uma torrada ou qualquer outra coisa antes de ir?

- Ah, então quero.

A senhora Weasley voltou à cozinha, apanhou uma torrada amanteigada em uma pilha sobre a mesa e então se dirigiu mais uma vez a Amos, cuja cabeça flutuava entre as chamas na lareira.

Arthur começou a gritar tchaus apressados para Bill, Charlie e Percy, que deviam estar andando pelas escadas. Quando ele chegou à cozinha e começou a se despedir apressadamente dos presentes, Sollaria se levantou e deu um abraço apertado no pai.

- Tchau, papai. Até o ano que vem. Eu te amo.

O senhor Weasley deu um beijo no topo da cabeça da filha mais nova.

- Eu também te amo, Solzinho, querida.

Quando ele se foi, Bill e Charlie entraram na cozinha.

- Nós ouvimos alguém falar em Olho-Tonto? - perguntou o mais velho. - Que é que ele andou fazendo agora?

- Diz que alguém tentou entrar na casa dele à noite passada - respondeu a mãe.

- Olho-Tonto Moody? - indagou George com um bocejo, passando geleia na torrada. - Não é aquele biruta...

- Seu pai tem uma excelente opinião sobre Olho-Tonto Moody - respondeu a mulher severamente.

- É, tudo bem, mas papai coleciona tomadas, não é mesmo? - disse Fred baixinho quando a mãe saiu da cozinha. - Cada qual com o seu igual...

- Quem é Olho-Tonto? - perguntou Harry para ninguém em especial, embora seu olhar tenha pousado sobre a irmã gêmea, como se esperasse que ela soubesse.

- Está aposentado, mas costumava trabalhar no Ministério - explicou Charlie. - Vi ele uma vez
quando papai me levou ao trabalho. Ele foi Auror... um dos melhores... um cara que captura bruxos das Trevas - acrescentou, vendo o olhar atônito de Harry. - Encheu metade das celas de Azkaban. Mas fez uma pá de inimigos... principalmente as famílias das pessoas que ele prendeu... e ouvi falar que Moody está ficando realmente paranoico na velhice. Não confia mais em ninguém. Vê bruxos das Trevas por todo lado.

Bill e Charlie resolveram acompanhar os garotos ao embarque na estação de King's Cross, embora Percy tenha se desculpado profusamente e dito que precisava de fato ir trabalhar.

Sollaria parecia ser a única a de fato lamentar a sua ausência. Por isso, a única pessoa em quem Percy deu um abraço antes de ir embora foi ela.

Eles tiveram que pegar táxis para a Estação porque nenhum dos carros do Ministério estava disponível. Foi uma viagem extremamente desconfortável, pois os carros trouxas não eram tão grandes ou tão velozes quanto os carros bruxos. Além disso, não podiam voar, então às vezes ficavam presos no trânsito.

Rony foi no banco do passageiro, enquanto Sollaria, Hermione e Harry foram espremidos com os malões e os bichinhos nos bancos de trás.

O motorista não parecia muito contente com a presença deles, ainda mais que Bichento parecia muito estressado e Pitchitinho não parava de piar. Hedwig, por sua vez, estava muito quieta e comportada, e lançava olhares para a corujinha como se para mostrar como uma coruja deveria se comportar.

Nyx dormia profundamente dentro de sua bolsinha aos pés de Sollaria, o que ela pensava ser um milagre, pois gatos odiavam o movimento dos carros e sempre ficavam estressados.

Após algum tempo de viagem, Harry virou-se para Sollaria e murmurou:

- Você sabia que Dumbledore proibiu Sirius de ter a minha guarda?

Sollaria encarou o irmão, tentando compreender se ele estaria bravo ou apenas chateado.

- Eu... imaginei... Já que você continuou morando com os Dursley. Eu sinto muito, Harry.

Ele se virou para frente e encostou a cabeça no banco.

- Você... Você tem uma ideia do porquê disso? Digo, por que ele quer me manter preso lá?

Sollaria olhou com tristeza para o irmão.

Dumbledore planejava algo e ela agora tinha certeza. O que ele esperava de Harry?

- Ah, Harry... - Ela encarou aqueles olhos verdes que eram idênticos aos seus e engoliu em seco antes de responder. - Eu não faço a mínima ideia.

Ela sentiu-se mal por mentir para o irmão; no entanto, o garoto tinha uma "síndrome de herói", e então ela, ao invés de vigiá-lo e mantê-lo em segurança, estaria colocando-o em risco sem necessidade. Não, o melhor seria manter sua desconfiança para si e ficar atenta para qualquer movimento de Dumbledore em relação a Harry.

Sollaria pegou a mão do irmão e fez carinho nela com seu dedo polegar, um sorriso triste surgindo em seus lábios.

- Eu sinto muito, Harry. Podemos tentar falar com Dumbledore, que tal?

- Deixa quieto... - Ele soltou a mão da irmã. - De quê vai adiantar?

Quando desembarcaram na Estação, a chuva que caía era tão forte que todos ficaram encharcados na hora de atravessarem para o outro lado da barreira mágica.

O Expresso de Hogwarts já os aguardava, soltando nuvens de fumaça tão grandes que os alunos e os pais que se despediam parados na plataforma mais pareciam fantasmas escuros.

Sirius e Remus acenaram para eles perto de uma coluna. Sollaria correu até os dois com seu carrinho, a bolsa de Nyx balançando na lateral de seu corpo conforme ela se apressava em direção aos padrinhos.

- Sirius! Remus! - Ela deu um abraço apertado em cada um.

Rony, Harry, Hermione e os outros se aproximaram também, Pichitinho fazendo mais barulho que nunca em resposta ao pio das outras corujas escondidas na névoa.

- Que pena que chegaram atrasados! - lamentou Sirius enquanto abraçava Harry. - Pelo menos, tivemos tempo de dar um abraço em vocês.

Fred e George entraram para procurar a mesma cabine de Lee Jordan e outros amigos do sexto ano. Ginny foi atrás da cabine de Astória, Luna e Neville, e Sollaria seguiu Harry, Rony e Hermione em busca de algum compartimento desocupado.

Depois de guardarem as bagagens, eles tornaram a saltar para se despedir da senhora Weasley, Bill, Charlie, Sirius e Remus.

- Talvez eu volte a ver vocês mais cedo do que pensam - disse Charlie, rindo, ao dar um abraço de despedida em Ginny.

Então ele estaria envolvido em alguma das Tarefas, hein?

Sollaria abriu um sorrisinho vitorioso.

- Por quê? - perguntou Fred interessado.

- Você verá - respondeu Charlie. - Só não diga a Percy que eu falei isso... "porque, afinal, é informação privilegiada, até o Ministério resolver divulgá-la".

- É, eu até sinto vontade de estar estudando em Hogwarts este ano - comentou Sirius, as mãos enfiadas nos bolsos, contemplando com um ar quase saudoso o trem.

Sollaria revirou os olhos, divertida, e mostrou a língua para os dois irmãos.

- Parem com todo esse drama e mistério! - pediu ela, entrando na brincadeira.

- Vocês vão ter um ano interessante. - Bill deu um suspiro, os olhos cintilando. - Talvez eu até peça licença para ir dar uma espiada...

- Uma espiada em quê? - perguntou Rony.

Mas nessa hora ouviram o apito e a mãe deles conduziu-os impaciente às portas do trem.

- Obrigada por nos convidar, senhora Weasley - disse Hermione, depois que embarcaram, fecharam a porta e se debruçaram na janela do corredor para falar com ela.

- É, obrigado por tudo, senhora Weasley - disse Harry.

- Ah, o prazer foi meu, queridos - respondeu ela. - Eu os convidaria para o Natal, mas... bem, imagino que vocês vão querer ficar em Hogwarts, por causa... de uma coisa ou outra.

- Mamãe! - exclamou Rony irritado. - Que é que vocês três sabem que nós não sabemos?

- Vocês vão descobrir hoje à noite - disse Remus sorrindo. - Vai ser muito excitante, reparem bem, estou muito contente que tenham mudado as regras...

- Que regras? - perguntaram Harry, Rony, Ginny, Fred e George juntos.

- Tenho certeza de que o professor Dumbledore vai contar a vocês... agora, comportem-se! Ouviu bem Fred? E você, George!

- Não deem ouvidos a ela! - interrompeu Sirius. - Explodam banheiros e importunem Filch por mim!

Os pistões assobiaram e o trem começou a andar.

- Pode deixar, Sirius! Ei... Conta para a gente o que vai acontecer em Hogwarts! - berrou Fred pela janela, quando os adultos foram se distanciando rapidamente. - Que regras é que vão mudar?

Mas Molly Weasley apenas sorriu e acenou.

Antes que o trem tivesse virado a primeira curva, os cinco adultos já haviam desaparatado.

Cada um voltou à própria cabine, tendo Ginny convidado Sollaria a dar uma passada na cabine dela para dar um "oi" a Neville, Luna e Astória quando pudesse.

Ela decidiu ir naquele mesmo momento, e então as duas seguiram até o final do corredor. Sollaria reparou que a quase todo momento em que passavam pelas cabines dos novos terceiranistas, eles acenavam para Ginny, que os cumprimentava de volta.

- Muitos amigos, então?

Ela acenou para uma garota loira da Lufa-Lufa.

- Nah. Colegas. Conheci a maioria na monitoria de Herbologia e História da Magia. Tem também alguns que conheci no Clube de Transfigurações e outros no Clube de Xadrez.

Sollaria ergueu as sobrancelhas, impressionada pelo fato de Ginny ser capaz de socializar com os colegas com uma facilidade que ela própria jamais teria.

Quando chegaram ao compartimento pretendido, Astória tentava ensinar um jogo de cartas para Neville enquanto Luna Lovegood, a mais quieta dos quatro, lia uma edição de O Pasquim, a revista editada pelo pai dela.

- Sollaria! Como você está? - exclamou Astória animada.

Luna abaixou a revista e cumprimentou-a com seus olhos azuis sonhadores e levemente arregalados.

- Oi, Sollaria. Vai ficar aqui com a gente?

Enquanto abraçava Neville, Sollaria respondeu:

- Um pouco, sim. O que estão jogando?

Astória abriu um largo sorriso.

- Estavamos esperando Ginny para jogar Presidente. É um jogo trouxa que aprendi com o pessoal do Clube de Cartas.

Ginny e Astória deram um high five, parecendo bem empolgadas.

O jogo era interessante e divertido. No fim, Sollaria não ganhou nem como Presidente e nem como Vice-Presidente, mas achou graça e se entreteve mesmo assim.

Quando viu que já haviam se passado mais de meia hora que estava ali, despediu-se de todos e procurou a cabine dos três grifinórios, onde ela pretendia ficar até o fim da viagem.

Assim que se aproximou de onde eles estavam, notou uma pequena movimentação em frente à cabine deles.

Revirou os olhos ao compreender o que estava acontecendo.

-...você vá, Potter? Você nunca perde a chance de se exibir, não é?

- Ou você explica a que está se referindo ou vai embora, Malfoy. - Sollaria ouviu Hermione dizer, parecendo realmente irritada.

Sollaria se pôs ao lado de Draco. Crabbe e Goyle, que pareciam estar mantendo uma conversa com Draco no corredor apenas poucos minutos antes, se afastaram para dar espaço a ela.

Os olhos de Sollaria cintilavam com desconfiança e falsa curiosidade - ao passo que seu rosto refletia uma expressão de fingida inocência que, ela sabia muito bem, desconcertaria o garoto.

- O que está acontecendo aqui?

Draco piscou algumas vezes.

- Onde você estava? - Ele ergueu-se nas pontas dos pés e passou os olhos pelo corredor atrás de Sollaria antes de voltar a atenção para ela.

- O que está acontecendo aqui? - repetiu ela, desta vez mais incisiva.

Ele apontou para os três grifinórios de expressões irritadas dentro da cabine.

- Você sabia que eles não sabem sobre aquilo lá que eu te falei?

Sollaria cruzou os braços.

- É claro que eles não sabem. Mas é porque minha família quis manter a surpresa... Acham que isso vai tornar as coisas mais... emocionantes.

Rony se inclinou para frente e ergueu as sobrancelhas, apontando de Draco para Sollaria.

- Isso quer dizer que você sabe do que mamãe e os patetas estavam falando lá na Estação?

Seu tom de voz era de alguém que se sentia traído.

Ela encolheu o corpo um pouquinho.

- Bem... Sim. Draco me contou há um tempo por meio de uma carta. Ele não sabia que papai e mamãe estavam fazendo disso um segredo. Eu não quis estragar a surpresa pra vocês, eles ficariam bem chateados se eu fizesse isso.

Os três ainda olhavam para ela, desta vez, parecendo muito chocados. Hermione, no entanto, recuperou-se e disse:

- Eu achei muito bonito da sua parte respeitar a vontade de seus pais, Sol, e levar em consideração os sentimentos deles.

As duas sorriram uma para a outra e deram um abraço. Depois, a ruiva se sentou ao lado da amiga e fez carinho em Bichento, que estava adormecido em cima do banco.

Por um momento, Sollaria se esqueceu de que Draco estava parado ali, com Crabbe e Goyle como guarda-costas atrás.

Apenas quando ele bufou, ela ergueu a cabeça e, com o cenho franzido, perguntou:

- Sim?

- Bem... Você não vai voltar conosco? Para o vagão da Sonserina.

Ela deixou escapar uma risadinha.

- E por que eu faria isso? Para ter que lidar com o humor bipolar de Pansy e Daphne, que ora são legaizinhas comigo, ora fingem que eu não existo? Não, eu acho que não.

Draco revirou os olhos.

- Pansy vai se comportar, juro. Acho que ela nem tem mais saco ou energia para te desprezar depois de você-sabe-o-quê.

Sollaria inclinou o pescoço, confusa. Draco deu um muxoxo de impaciência.

- Aquilo lá que eu te contei na Copa, por Merlin.

Os outros três observavam a interação dos dois com certa curiosidade.

- Ah, tá. - Ela pensou por alguns segundos, tentando se decidir sobre o que fazer. - Hum... Eu agradeço o convite, mas acho que eu gostaria de dormir um pouco, então vou ficar por aqui mesmo.

A expressão de Draco era de total indiferença, mas, mesmo assim, Sollaria sabia que ele estava decepcionado com a resposta dela - devido ao fato de seus olhos parecerem um pouco menos frios e, suas sobrancelhas, relaxadas. Os ombros dele pareciam um pouco rígidos também.

Sollaria mordeu o lábio inferior, sem graça, e suavizou o olhar, como se pedisse desculpas.

- Nos vemos mais tarde? - perguntou ela, como se fizesse questão de esclarecer que não estava descartando a companhia do melhor amigo.

Ele apenas lhe lançou um olhar de confirmação enquanto se afastava com os outros dois meninos.

Rony fechou a porta do compartimento com impaciência.

- Dá pra acreditar nesse cara? Ele ainda sai sem nem responder você.

Sollaria colocou os pés no colo de Harry e inclinou a cabeça sobre o encosto, fechando os olhos.

Ela sabia muito bem que ele havia sim respondido à pergunta dela. Do jeito bobo dele quando se sentia contrariado na frente de outras pessoas. Mas ela não perderia tempo explicando as reações e comportamentos e a mente complexa de Draco Malfoy para os três grifinórios.

Não... Ela preferia manter seu conhecimento sobre as idiossincrasias de Draco Malfoy para si mesma. Isso tornava a relação deles muito mais especial - pelo menos essa era a opinião dela.

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