Capítulo Três: O Dementador no Expresso de Hogwarts
NOTAS DA AUTORA
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- Que é que está acontecendo? - ouviu-se a voz de Rony às costas de Harry.
- Ai! - exclamou Hermione. - Rony, isto é o meu pé!
- Foi mal - disse ele, voltando a se sentar ao lado de Sollaria.
A temperatura parecia ter caído uns dez graus dentro do trem. Alguém entrou na cabine e Sollaria percebeu, pelas vozes, tratar-se de Ginny, que vinha acompanhada de Neville e Luna Lovegood, uma amiga de Ginny. Sollaria sentiu um alívio ao constatar que a irmã postiça estava bem e segura.
- Neville, cuidado com o meu pé!
- Aqui não, eu estou aqui! - manifestou-se Harry quando Ginny fez menção de se sentar em seu colo.
- Aqui, Ginny, sente-se no meu colo - convidou a irmã mais velha gentilmente para a ruiva, abraçando-a. Ginny estava um pouco gelada, o que preocupou Sollaria.
- Vocês acham que a gente chegou em Hogsmeade? - indagou Neville com a voz falha.
- Claro que não, nem deu tempo o suficiente pra isso... - murmurou Hermione.
- Eu só queria poder enxergar o que está acontecendo - lamentou-se Luna Lovegood, cuja voz parecia tranquila mesmo em meio à tensão.
- Ah, como não pensei nisso antes? - comentou Sollaria com impaciência, erguendo a mão esquerda. - Lumos! - Uma bola de luz, que flutuava alguns centímetros acima da palma de sua mão, iluminou a cabine.
A luz refletiu em Neville, que estava encolhido ao lado de Hermione. Sollaria teve a impressão de que a qualquer segundo ele poderia se agarrar à garota ou a Harry, que estava perto da porta. Luna Lovegood já havia se enroscado no chão.
- Como você fez isso? - inquiriu Luna, impressionada.
- É um dom natural, faço magia sem varinha há anos...
- Fiquem quietas! - sussurrou Harry, que parecia tentar ver o que estava acontecendo do lado de fora.
De repente, a porta da cabine se abriu, mas não era nenhum aluno. Uma figura encapuzada entrou e tudo ficou mais frio e infeliz e sombrio.
Sollaria sentiu um arrepio percorrer a espinha; era muito difícil manter-se sã quando, involuntariamente, tudo aquilo que lhe causava dor e medo e tristeza invadia seus pensamentos como uma enxurrada. De repente, sentiu-se fraca, impotente, diminuta.
Teve a sensação de que talvez nunca mais fosse ser feliz novamente e, em seu colo, Ginny tremia loucamente. Ela sabia o que aquilo significava - vira isso em um livro de Defesa Contra as Artes das Trevas havia algum tempo. A luz feita por ela já havia sumido, e tudo estava escuro. Sollaria não enxergava mais nada, apenas sentia a presença do dementador que os abordava e o medo que ele incitava.
Estava sentindo-se realmente fraca. Pensou que fosse desmaiar, e sua cabeça parecia cada vez mais pesada. Mas tentou segurar Ginny em seu colo para confortá-la - a garota parecia feita de gelo -, pois sabia que a mais nova precisava muito mais daquilo do que ela própria. Sollaria podia muito bem lidar com seus demônios - já vinha lidando com eles havia um tempo -, mas não sabia se Ginny conseguiria fazer o mesmo.
De repente, ouviu-se um baque, e o homem que antes estava adormecido, o senhor Lupin, empunhou a varinha e fez um encantamento que espantou o dementador. Sollaria pôde sentir algo pesado bater contra seus pés, mas ela própria estava dura como pedra em seu assento e não se moveu. O homem iluminou a cabine com a ponta da varinha.
Fora Harry quem havia batido contra seus pés. Foi um pouco complicado de colocá-lo no assento, porque ele estava rígido, mas, depois que se certificou de que seu irmão estava bem, Sollaria saiu da cabine junto com Ginny, Luna e Neville para tomar um pouco de ar.
Após alguns instantes, Ginny falou que estava se sentindo melhor e que deveria voltar para a própria cabine, sendo seguida por Neville e Luna. Ela mal se atreveu a encarar Sollaria.
- Tudo bem, vai lá - replicou Sollaria com um sorriso forçado. Queria parecer bem. Queria fazer parecer que tinha tudo sob controle, porque era disso que Ginny e ela própria precisavam. - Acho que vou atrás de Draco, ele está com Nyx e quero saber como os dois estão.
Sollaria esperara até que a irmã e os amigos se sentassem para que fosse para o vagão da Sonserina procurar por Draco. Passou por Crabbe e Goyle no corredor, ambos com as caras pálidas e ainda tensas pelo recente acontecimento. Ao olhar para os dois garotos, que pareciam mais altos e, se possível, maiores, com os rostos cobertos de espinhas, percebeu que, talvez, nenhum de seus colegas conservasse o ar completamente infantil do ano anterior. Pegou-se imaginando como Draco estaria. Será que teria espinhas no rosto, como Crabbe e Goyle, ou seria como ela e Harry, abençoados com a genética de Lily ou James - ela não sabia dizer -, e não teria espinha alguma?
- Ele estava atrás de você, Potter - avisou Crabbe, que tinha a voz um pouco mais grave agora.
Goyle deu uma risadinha.
- Ele quem? - indagou Sollaria, franzindo o cenho.
- Malfoy, é claro - grasnou Goyle.
- Ah. - Foi a resposta da ruiva. - Obrigada. Estava procurando por ele também. Vou atrás dele agora mesmo e ver o que quer comigo. Deve ser importante, se saiu no meio dessa bagunça - tagarelou ela. Nem mesmo sabia por quê estava dando satisfação a Crabbe e Goyle. Talvez ainda estivesse meio atrapalhada por causa do dementador. Percebendo o que estava fazendo, tratou de se despedir e sair apressada dali. - Até mais tarde.
Caminhou mais um pouco, olhando para os dois lados, até encontrar uma cabeça loira no compartimento de sua diagonal esquerda. Andou até onde ele estava, bateu à porta e abriu-a, apenas para encontrar Nott e Zabini sentados de um lado, e Draco encostado na janela do outro assento, com as pernas dobradas sobre o banco, como se o reivindicasse para ele próprio.
Eles pareciam diferentes; é claro que eram os mesmos, mas, ao mesmo tempo, haviam mudado. As vozes que ouvira saindo dos lábios dos três meninos não eram as mesmas que ouvira durante todo o ano letivo anterior. Zabini e Draco pareciam diferentes, como se algo estivesse se ajustando na aparência deles e, para a sorte de ambos, não tinham espinhas. Theodore Nott, por outro lado, tinha várias espinhas em alguns pontos do belo rosto.
Os olhos azuis escuros de Theo encontraram os de Sollaria, e ele abriu um sorriso discreto.
Imediatamente, os olhos dos outros dois também viraram-se para si, e ela sentiu a pele arder com a súbita atenção.
- Ah, oi, meninos, como vão? - Ela abriu um sorriso tímido. Seus olhos encontraram os de Draco. - Crabbe e Goyle disseram que você estava me procurando. O que foi?
Draco analisou-a de cima a baixo, o que a deixou desconfortável, e estalou a língua no céu da boca. Brincava com algo nas mãos, e ela percebeu que era um brinquedinho para gatos - talvez ele tivesse comprado coisas novas para Nyx.
- Você não vai falar nada? - indagou Sollaria, ficando impaciente. Entrou dentro da cabine e ajoelhou-se diante da bolsa para gatos. Vazia. - Onde está Nyx?
- Relaxa, ela está dentro da minha capa. Ela ficou bem assustada com aquele lance de dementador e tal. - Ele afastou um pouco da capa de viagem para mostrar uma bola de pelos encolhida ali dentro. Sollaria suspirou de alívio. - Pensou que eu havia matado a gata?
Ela piscou, incrédula.
- É claro que não - apressou-se em dizer. - Só não sei o quanto são afetados por aqueles monstros e... - Ela deu um tapa no ombro dele ao se dar conta de algo.
- Ai! Pra quê isso? - Draco esfregou o ombro, ao passo que Blaise e Theo riam.
Malfoy fechou a cara para os dois amigos.
- Idiota - sibilou ela. - O que você queria comigo que era tão urgente a ponto de você se arriscar nos corredores dessa forma?
- É, Draco, o que era tão importante assim, hein? - perguntou Theo, inocentemente.
Blaise apenas sorriu, olhando de Draco para Sollaria.
Draco pegou Nyx com certa delicadeza e colocou-a dentro de sua bolsa, onde ela se enroscou e adormeceu rapidamente. Indicou a porta entreaberta para Sollaria e os dois saíram da cabine para poderem conversar com mais privacidade.
Assim que Draco fechou a porta atrás de si, virou-se para Sollaria e abriu um sorriso, os olhos cintilando.
- Não vai me dar um abraço?
Sollaria sorriu e balançou os ombros, pondo os braços ao redor da cintura do amigo. O queixo dele apoiou-se levemente no topo da cabeça de Sollaria e, após um tempo, Draco beijou-lhe a testa. Ela estava certa, afinal; o garoto crescera muitos centímetros nos últimos meses, e estava pelo menos uma cabeça mais alto que ela.
Os dois se afastaram e encostaram-se no espaço entre um compartimento e outro, ambos em um silêncio cômodo.
- Só queria saber como você estava - explicou ele, suas bochechas adquirindo um leve tom rosado, provavelmente por estar sentindo o olhar de Sollaria sobre si.
Ele ergueu os olhos até ela. A garota levantou uma das sobrancelhas.
- Fala sério. - Ela lhe lançou um olhar incrédulo. - Para Draco Malfoy ter saído do compartimento no meio dessa muvuca... - Ela deu uma risadinha, mas encarou-o nos olhos e parou de rir. - O que houve com você? E desde quando você se preocupa com mais alguém além de você?
A mandíbula de Draco se firmou, e ele forçou um sorriso - não que Sollaria tivesse notado. O brilho nos olhos dele se apagaram.
Ela o cutucou no braço, sorrindo.
- Não posso dizer que não estou orgulhosa. - Ela se pôs na ponta dos pés para beijar-lhe a bochecha.
Ele suspirou, passando um braço pelo ombro de Sollaria, e ela segurou a mão dele.
- E respondendo a sua pergunta, acho que está tudo bem. - Ela se virou de repente para encará-lo. - Na verdade, não está tudo bem. - Ela se separou dele e deu-lhe um peteleco no peito. - Você está definitivamente mais alto que eu.
- Você continua baixinha - zombou ele, apertando a bochecha dela.
- Eu vou crescer mais uns três centímetros ainda, de acordo com minha mãe. - Ela cruzou os braços, fingindo estar aborrecida.
- E eu, mais uns dez. - Draco deu aquele sorrisinho superior dele (que deixava Sollaria doida de raiva) e descruzou os braços dela. - Mas e aí, como foram as férias? Você só me disse que iria para o Egito e que eu precisava ficar com Nyx, mas não me escreveu mais.
Draco agora brincava distraidamente com as pontas dos cabelos ruivos de Sollaria enquanto ela fingia que não estava surpresa com a aproximação do amigo tão "em público" daquela forma.
- Ah, é... - balbuciou. - Foi legal, vi muitas coisas interessantes. Nunca tinha saído do país antes, então foi uma experiência nova pra mim, e...
Draco ergueu as sobrancelhas, mas continuava concentrado em enrolar as mechas de cabelo dela nos dedos.
- O que foi? - indagou ela, vendo a expressão no rosto dele.
- Ah, nada. - Seu cenho estava franzido, mas logo ele suavizou a expressão. - Bem, veja pelo lado bom, você é uma Potter, se é que isso é uma coisa boa - Draco fez uma careta, fazendo Sollaria rir -, e agora você tem dinheiro pra viajar para todos os países que quiser. Falando nisso, por que não compra uma Firebolt pra você? Potter tem uma Nimbus 2000, por que você usa uma Cleansweep 5? É um modelo pré-histórico!
A garota ficou muito vermelha. Odiava tocar naquele assunto. Não tinha coragem de gastar o dinheiro em seu cofre, a não ser que fosse de extrema necessidade e de maneira consciente. Sabia que teria acesso a outros cofres quando atingisse a maioridade e ganharia dinheiro quando começasse a trabalhar, mas nunca se sabia o que aconteceria no dia seguinte e ela tinha medo de perder a cabeça e gastar todo o dinheiro. Ademais, não se importava com o que tinha. Já era acostumada com a vida simples, e não queria constranger sua família comprando tudo do bom e do melhor se sabia que eles não aceitariam receber agrados por parte dela.
- Ah - murmurou ela com a voz fraca. Era verdade que Harry e todos os seus colegas do time da Sonserina tinham vassouras melhores, mas... qual era o problema de sua Cleansweep 5? Sentiu o rosto arder ainda mais; sabia que a vassoura estava muito velha. Odiava mesmo discutir suas condições. - Não quero ter que gastar dinheiro com isso, Draco. Não sei qual é o dia de amanhã... E se eu perder a cabeça e gastar tudo de uma vez? E se... Sei lá, entrássemos em uma guerra e eu precisasse fugir? Esse dinheiro precisa durar até eu atingir a maioridade, e essas coisas são caras.
- Você sabe que não precisa viver essa vida pobre, não é? - Ele parou de mexer nos cabelos dela e encarou-a nos olhos.
Ela pareceu murchar.
- Eu sei, Draco. - Ela virou de costas, incapaz de encará-lo nos olhos, e abraçou o próprio corpo, o coração partido ao se lembrar de seus sonhos bobos de criança. - Não vou mentir e dizer que quando menor nunca pensei em vestir roupas bonitas e morar em uma casa bem grande, que nunca quis dormir em uma cama bem macia em um quarto só meu, sem ter gnomos no jardim ou vampiros no sótão... - Ela abriu um sorriso mínimo. - É claro que já pensei em ter dinheiro o suficiente para que não precisássemos viver onde vivemos, sem passar fome, sem ver meu pai ralar dia e noite igual a um cachorro para receber um salário baixíssimo... Mas, mesmo vivendo na pobreza, nós somos felizes. Somos os Weasley. - Ela se virou para ele e encarou-o nos olhos. - Nós nos viramos bem, e meus pais jamais aceitariam minha ajuda, eu os conheço bem demais. Então... Eu não posso comprar uma vassoura agora, Draco. Não quando meus pais abrem mão de tanto para nos verem felizes como podem.
Draco revirou os olhos, mas sorriu e puxou-a para mais um abraço. Sollaria estava aos poucos percebendo que gostava muito do aroma do perfume do amigo, e que gostava muito do abraço dele.
Eles não eram muito de se abraçar, especialmente porque, perto das outras pessoas, Draco era muito fechado, mas, aos poucos, ele parecia estar sendo capaz de demonstrar seus sentimentos por Sollaria, e ele estava se mostrando ser bastante gentil e carinhoso com ela.
Sollaria retribuiu o gesto, extremamente feliz por Draco não ter voltado a ser o mesmo arrogante e metido de sempre durante as férias em casa.
- Ah, Potter, eu senti sua falta. Você é boa demais para o próprio bem, sabia? - Ele acariciou seu cabelo.
Ela ergueu a cabeça, o rosto a milímetros do de Draco.
Sollaria sorriu preguiçosamente.
- Você acha? Porque eu já estava começando a pensar se você não estaria me levando para o mal caminho.
- Ah, não. - Ele abriu um sorriso de lado. - Impossível. Mas e então, você viu aquela história de Sirius Black?
- Vi sim, o que é que tem?
Draco abaixou a voz e aproximou-se tanto que, para quem passasse por eles, os dois estariam prestes a se beijar.
- Você acha que ele vai vir atrás de você também? Quer dizer... Sabemos que ele está atrás do Potter, e você também é uma, não é?
Sollaria pensou duas vezes antes de respondê-lo. Queria ser honesta? Revelar o que realmente pensava, o que realmente sentia? Mostrar-se fraca ou resiliente... O que seria mais apropriado?
- Sinceramente... Eu acho que não. - Ela abaixou o rosto e suspirou. - Eu não sou o Harry, eu não sou 'especial' e tudo mais. Não sobrevivi a um Avada Kedavra e essas coisas, nem lutei contra o Lorde das Trevas para salvar a escola e muito menos matei um basilisco aos doze anos. - Ela se afastou do amigo e olhou para o outro lado. - Não sou ninguém, não tenho nada de especial que faça com que um criminoso venha atrás de mim, corra o risco de ser capturado tentando me caçar e me matar, então... Não, não acho que eu deva realmente me preocupar por mim. Estou mais preocupada pelo Harry, é claro.
Sollaria sentiu o olhar dele sobre ela enquanto observava os monitores do quinto ano passarem, mas fingiu não ter percebido. Draco pegou em seu queixo para fazê-la olhar para ele. Seus olhos encaravam os de Sollaria e ela sentiu o coração aquecer com carinho pelo amigo ao sentir a intensidade daquela troca de olhares reverberar pelas suas veias.
- Você é especial para mim - disse o garoto, colocando uma mecha do cabelo ruivo dela atrás da orelha.
Sollaria ergueu as duas sobrancelhas com o choque repentino ao ouvir aquilo vindo de Draco, mas rapidamente recuperou-se e sorriu para ele. Às vezes, ele se abria para ela e declarava o quanto gostava dela, o quanto a amizade dela lhe era importante, mas jamais havia recebido tantos abraços, sorrisos e declarações ao mesmo tempo como havia naquela momento.
Ela abriu um largo sorriso, sentindo-se orgulhosa do amigo.
- Você também é especial para mim, Draco.
Seus pensamentos foram interrompidos quando o trem deu um forte tranco e ela se apoiou em Draco, tentando não cair. Ele apertou sua cintura e, com a outra mão, segurou-se à porta do compartimento vizinho ao dele. Encontrou os olhos de Sollaria e deu um sorrisinho.
- Merlin... Isso vai continuar acontecendo? - reclamou ela após o trem voltar a correr normalmente.
Odiava levar sustos e, se o trem continuasse a dar aqueles solavancos tão repentinamente, ela começaria a ficar realmente aborrecida.
Um sorriso esquisito surgiu nos lábios de Draco. Sollaria jamais havia visto o amigo se comportando daquela maneira estranha e não fazia ideia de em quê ele estaria pensando.
Como Draco não dissera mais nada, ela somente sorriu, ajeitou as vestes e avisou:
- Acho que preciso trocar minhas vestes. Nos vemos na escola, Malfoy.
A única coisa que passava pela mente de Sollaria enquanto andava apressada para longe do vagão da Sonserina era que não estava entendendo muito bem o que poderia ter acontecido com Draco Malfoy naquele verão, para o garoto estar, repentinamente, agindo de forma tão... estranha.
Não que estivesse reclamando, considerou Sollaria, embora jamais fosse admitir aquilo para Draco — havia decidido que realmente gostava dos abraços do amigo, e talvez ela pudesse se acostumar com aquilo.
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