Capítulo Dezenove: Uma Revelação Sombria


NOTAS DA AUTORA

↯ Por favor, não se esqueça de deixar seu voto e seu comentário! 🌺

↯ Eu gostaria de adiantar que este e os capítulos seguintes terão bastante cenas retiradas dos livros, especialmente porque são muito importantes para o plot. Por isso, peço perdão, já que sempre tento não fazer algo "copia e cola". Saliento que é importante ler mesmo assim, porque eu fiz várias alterações. Boa leitura!

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- Expelliarmus! - disse Black de repente, com voz rouca, apontando a varinha de Rony para os garotos.

As varinhas de Sollaria, Harry e Hermione saíram voando de suas mãos e Black as recolheu. Então se aproximou.

Seus olhos passavam de Harry para Sollaria.

- Achei que vocês viriam ajudar seu amigo. - A voz dava a impressão de que ele perdera o hábito de usá-la havia muito tempo. - Seu pai teria feito o mesmo por mim. Foi muita coragem não correr à procura de um professor. Fico agradecido... vai tornar as coisas muito mais fáceis...

A referência ao seu pai ecoou nos ouvidos de Sollaria como se Black a tivesse gritado; sentiu um nó de apreensão quando Black mencionou seu pai. Uma onda de emoções conflitantes a envolveu, mas ela tentou manter sua expressão controlada.

- Não! - exclamou Hermione num sussurro petrificado.

- Se você quiser matar Harry e Sollaria, terá que nos matar também! - disse Rony impetuosamente, embora o esforço de ficar de pé tivesse acentuado sua palidez e ele oscilasse um pouco ao falar.

Alguma coisa brilhou nos olhos sombrios de Black.

- Deite-se - disse brandamente a Rony. - Você vai piorar a fratura nessa perna.

- Você me ouviu? - disse Rony com a voz fraca, embora se apoiasse dolorosamente em Sollaria para se manter de pé. - Você vai ter que matar os quatro!

- Só vai haver uma morte aqui hoje à noite - disse Black, e seu sorriso se alargou.

- Por quê? - perguntou Harry com veemência. -Você não se importou com isso da última vez, não foi mesmo? Não se importou de matar aqueles trouxas todos para atingir Pettigrew... Que foi que houve, amoleceu em Azkaban?

- Harry! - choramingou Hermione. - Fica quieto!

- Não! Ele... Ele tirou a vida dos meus pais! Ele os matou!

Harry voou em Black, que rapidamente o dominou - afinal, Harry era apenas um garoto magricela e míope de treze anos. Desesperada, Sollaria arrancou o criminoso de cima de seu irmão e puxou o menino para perto dela.

- Vai me matar, Harry? - murmurou Black.

Harry desvencilhou-se de Sollaria e apontou a varinha para o homem. Sollaria nem mesmo sabia como ele a havia recuperado, mas sua pergunta logo foi respondida quando Hermione a cutucou discretamente e entregou-lhe a varinha roubada.

- Você matou meus pais - acusou-o Harry, com a voz ligeiramente trêmula, mas a mão segurando a varinha com firmeza.

Black encarou-o com aqueles olhos fundos.

- Não nego que matei - disse muito calmo. - Mas se você soubesse da história completa...

- A história completa? - repetiu Sollaria rispidamente em um sussurro. - Você vendeu nossos pais a Voldemort. É só isso que precisamos saber.

- Vocês têm que me ouvir - disse Black, e havia agora uma urgência em sua voz. - Vocês vão se arrepender se não me ouvirem.... Vocês não compreendem...

- Acho que compreendemos muito bem - objetou Sollaria friamente.

- Você nunca a ouviu, não é? - falou Harry, a voz tremendo de ódio. - Minha mãe... tentando impedir Voldemort de me matar... e foi você que fez aquilo... você é que fez...

Antes que qualquer um dos dois pudesse dizer outra palavra, uma coisa alaranjada passou correndo por Harry; Bichento saltou para o peito de Black e se sentou ali, bem em cima do coração. O homem pestanejou e olhou para o gato.

- Saia daí - murmurou o homem, tentando empurrar Bichento para longe.

Mas o gato enterrou as garras nas vestes de Black e não se mexeu. Então virou a cara amassada e feia para Harry e encarou-o com aqueles grandes olhos amarelos...

À direita de Sollaria, Hermione soltou um soluço seco.

Os segundos se alongaram. E Harry continuou paralisado ali, com a varinha em posição, Black olhando para ele, com Bichento sobre o peito. Ouvia-se a penosa respiração de Rony próximo à cama; Hermione e Sollaria em silêncio ao lado dele.

Então ouviu-se um novo ruído...

Passos abafados ecoaram pelo chão - alguém estava andando no andar de baixo.

- ESTAMOS AQUI EM CIMA! - gritou Sollaria de repente.

- ESTAMOS AQUI EM CIMA... SIRIUS BLACK... DEPRESSA! - berrou Hermione, entendendo o que Sollaria estava fazendo.

Black fez um movimento assustado que quase desalojou Bichento; Harry apertou convulsivamente a varinha.

Aja agora!, Sollaria gritou na mente do garoto.

A porta do quarto se escancarou com um jorro de faíscas vermelhas e o professor Lupin irrompeu no quarto, seu rosto exaurido, a varinha erguida e pronta. Seus olhos piscaram ao ver Rony, deitado no chão, Hermione encolhida perto da porta com Sollaria, Harry parado ali com a varinha apontada para Black, e o próprio Black, caído e sangrando aos pés do garoto.

- Expelliarmus! - gritou Lupin.

A varinha de Harry voou mais uma vez de sua mão; as duas que Hermione segurava também, assim como a de Sollaria. Lupin apanhou-as agilmente e avançou pelo quarto, olhando para Black, que ainda tinha Bichento deitado numa atitude de proteção sobre seu peito.

Sollaria ficou parada ali, sentindo-se subitamente vazia, como se não pudesse acreditar no que estava vendo. Seu padrinho havia os desarmado... Isso só poderia significar que...

- Não... - sussurrou ela.

Hermione olhou dela para Lupin, parecendo compreender o que se passava na cabeça da sonserina.

Então Lupin ignorou as duas e se dirigiu ao assassino de Pettigrew com a voz muito tensa:

- Onde é que ele está, Sirius?

Harry olhou depressa para Lupin, parecendo não entender o que estava acontecendo.

Ele não vai nos ajudar, Harry...

Ela tornou a olhar para o homem de cabelos compridos. O rosto dele estava impassível. Por alguns segundos, Black nem se mexeu.

Depois, muito lentamente, ergueu a mão vazia e apontou para Rony.

Imediatamente, Sollaria pôs-se diante de Rony de forma protetora.

- O que é que vocês querem com meu irmão? - indagou ela corajosamente, olhando com nojo para o padrinho. - O senhor... Eu pensava que o senhor era uma boa pessoa!

Sirius Black revirou os olhos, parecendo impaciente.

- É ele, Remus. Ali está o filho da mãe, e ali esteve por todo esse tempo. Bem debaixo de seu nariz... - sussurrou Sirius Black, ignorando Sollaria, os olhos saindo ligeiramente das órbitas.

- Mas, então... - murmurou Lupin, encarando Black com tal intensidade que parecia estar tentando ler sua mente - ... por que ele não se revelou antes? A não ser que... - os olhos de Lupin se arregalaram, como se estivesse vendo alguma coisa além de Black, alguma coisa que mais ninguém podia ver - a não ser que ele fosse o... a não ser que você tivesse trocado... sem me dizer?

Muito lentamente, com o olhar fundo cravado no rosto de Lupin, Black confirmou com um aceno de cabeça.

- Professor - interrompeu Harry, em voz alta -, que é que está acontecendo...?

Mas nunca chegou a terminar a pergunta, porque o que viu fez sua voz morrer na garganta. Lupin estava baixando a varinha, os olhos fixos em Black. O professor foi até Black, apanhou a varinha dele, levantou-o de modo que Bichento caiu no chão e abraçou Black como a um irmão.

Sollaria sentiu uma súbita vontade de vomitar. Conforme deduziu, o professor Lupin realmente não era quem ela pensava que era.

- EU NÃO ACREDITO! - berrou Rony.

Lupin soltou Black e se virou para o garoto, mas quem começou a murmurar coisas ininteligíveis foi Hermione.

- O senhor... o senhor...

- Hermione...

- ... o senhor e ele!

- Hermione, se acalme...

- Eu não contei a ninguém! - esganiçou-se a garota. - Tenho encoberto o senhor...

- Hermione, me escute, por favor! - gritou Lupin. - Posso explicar...

Sollaria estava muito silenciosa ao lado do irmão postiço, sentindo-se nauseada demais para falar qualquer coisa.

- Eu confiei no senhor - gritou Harry para Lupin, sua voz se descontrolando -, e o tempo todo o senhor era amigo dele!

- Você está enganado - disse Lupin. - Eu não era amigo de Sirius, mas agora sou... Deixe-me explicar...

- NÃO! - berrou Hermione. - Harry, não confie nele, ele tem ajudado Black a entrar no castelo, ele quer ver você e Sollaria mortos também... ele é um lobisomem!

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