Capítulo Seis: O Teste de Quadribol


NOTAS DA AUTORA

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Na quinta-feira à noite, Sollaria já havia chegado à conclusão de que odiava Defesa Contra as Artes das Trevas. Ou melhor, odiava seus professores de Defesa Contra as Artes das Trevas. Quirrel era um banana (e na verdade se revelou um seguidor de Lorde Voldemort), e Gilderoy Lockhart era simplesmente a decadência em forma de pessoa. As outras garotas poderiam estar cegas pelo "charme" dele, mas Sollaria estava ali para ser ensinada, e a única coisa que aprendera com Lockhart naquela semana era que a cor favorita dele era lilás.

- Ansioso para amanhã, Draco? - indagou Sollaria ao se sentar ao lado do amigo no grande sofá de couro da Sala Comunal.

- Ah, é, então - começou ele, parecendo meio incerto. - Eu acho que não vou mais tentar a vaga de apanhador.

Sollaria levantou-se imediatamente.

- O quê?!

Draco deu de ombros.

- Sabe, eu nem quero de verdade. Eu gosto de correr de vassoura, mas, pensando bem, eu não quero ter que arriscar a minha vida nesses jogos. E você parece querer bem mais que eu, então eu...

Ele parou de falar quando o furacão ruivo que era Sollaria pulou em cima dele, abraçando-o com força.

- Isso significa que não precisaremos competir a vaga! Ah, Draco! - Ela saiu de cima dele e puxou-o pelo braço. - Venha! Vamos ver quem são os meus concorrentes!

Ela andou até o mural de avisos, mas parou de repente, o cenho franzido.

- Que estranho. Os nomes estão todos riscados! Será que todos desistiram? - Sua expressão desanuviou-se, e um sorriso largo preencheu sua face. - Que bom para mim, acho! Flint não vai ter outra opção senão me escolher! Ah, estou tão feliz!

Ela não notou quando Draco abaixou a cabeça e o canto dos lábios dele curvaram-se em um pequeno sorriso ao vê-la tão radiante.

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Na sexta-feira após o jantar, ocorreriam os testes para entrar no Time de Quadribol da Sonserina. Flint já havia reservado o Campo de Quadribol para sete da noite, então sabia que os grifinórios deviam estar xingando-os o dia todo por isso: teriam que ficar com o horário das cinco da manhã.

Sollaria estava realmente muito nervosa, não necessariamente por ter de se provar boa o suficiente - ela sabia que era -, mas sim porque teria de se provar boa o suficiente para Marcus Flint, o idiota do Capitão do Time, e ela tinha ciência de que ele faria de tudo para não ter de aceitá-la na equipe. O time da Sonserina era composto apenas por homens havia séculos, e ter uma mulher na equipe não era algo que eles realmente desejavam.

Ela pensou em chamar Draco para assisti-la, ou talvez Hermione, mas decidiu-se por chamar Ginny. Achava que tomar um pouco de ar fresco faria bom para a pequena Weasley e isso poderia ser uma ótima desculpa para passar um pouco mais de tempo com a irmã mais nova, a qual ela não havia tido a oportunidade de ver com frequência desde o dia em que chegaram a Hogwarts. Via Ginny durante as refeições, é claro, e algumas vezes na Sala Comunal, mas a todo momento ela parecia ocupada escrevendo no diário que carregava para todo canto, e Sollaria não queria incomodá-la quando ela parecia tão absorta. Havia tomado ciência de que ela fazia dupla com uma garota loira da Corvinal nas aulas de Herbologia, Feitiços e Transfiguração, e já haviam visto as duas juntas andando pelos corredores várias vezes, o que deixava Sollaria muito tranquila: Ginny tinha alguém com quem contar além dela.

- Você está preparada, Sol? - indagou Ginny para ela quando as duas chegaram no lugar marcado.

O Sol ainda não havia desaparecido completamente, e o rosa se mesclava com o laranja no céu que escurecia à medida que o Sol se punha. Os pássaros cantavam alto ao longe, na Floresta Proibida, e as árvores balançavam levemente, como se dançassem. Era uma vista e tanto.

Com um suspiro, Sollaria encarou a irmã mais nova, cujos olhos castanhos pareciam brilhar de empolgação pela mais velha. Aquilo - a fé que Ginny tinha nela - foi o suficiente para a Potter.

Ela passou a mão pelos cabelos cor de fogo da Weasley.

- Fico mais tranquila de saber que você estará nas arquibancadas torcendo por mim. - Ginny deu-lhe um abraço.

- Eu te amo, Sol. Você vai conseguir. Eu acredito nisso!

Com um último olhar para a irmã mais velha, Ginny saiu correndo em direção às arquibancadas, onde três corvinas quintanistas ou sextanistas (Sollaria não sabia dizer) aguardavam pelo início do treino.

Sollaria passou o olho pelos outros alunos que disputariam as vagas na equipe. Todos garotos, desde primeiranistas até setimanistas. Ela logo compreendeu qual era a razão das três corvinas estarem nas arquibancadas, todas risonhas e afetadas: Neil Andrews, um setimanista nascido-trouxa da Sonserina, estaria tentando a posição de artilheiro.

Bem, ela não as julgava. Ele era realmente muito bonito - tinha olhos azuis hipnotizantes, tão claros como um dia ensolarado de verão, bochechas rosadas que o deixavam adoráveis e a mandíbula dele era fortemente delineada, o que Sollaria achava estranhamente atraente. Ele também era bastante alto e forte e gentil, o que contribuía muito para que todas as garotas (até mesmo as preconceituosas supremacistas) suspirassem por ele nos corredores. Naquele exato momento, ele passara a mão pelos cabelos castanhos nervosamente, o que - Sollaria jurava que acontecera -, fez com que uma das garotas da arquibancadas quase caísse do banco em que estava sentada.

Sollaria prendeu os cabelos ruivos em um rabo de cavalo apertado no alto da cabeça e, revirando os olhos, adiantou-se em direção ao meio do campo, onde o resto dos garotos estavam esperando pelo início dos testes. Os únicos rostos realmente conhecidos por ela eram os de Crabbe e Goyle, que provavelmente estariam tentando a posição de batedores.

Eles a encararam sem dar muita atenção, como se a subestimassem, e logo voltaram a conversar entre si. Alguns estavam apoiados em vassouras velhas da escola, outros, visivelmente usariam suas próprias vassouras - Hogwarts não tinha Comet 260 ou Nimbus 2000, muito menos Nimbus 2001, o modelo mais avançado já inventado, na qual Flint agora se apoiava com uma postura despreocupada. De onde ele tirara aquela vassoura, ela não fazia ideia, pois duvidava que os Flint teriam conseguido comprar uma daquelas para o rapaz: ouvira o senhor Weasley contar à senhora Weasley durante as férias de verão que a família Flint estava desesperada e pretendia casar Marcus com a filha mais velha dos Bullstrode, Mirabella, assim que possível a fim de evitar a iminente ruína. Mesmo assim, ali estava ele, todo arrogante e pretensioso.

Sollaria olhou para sua Cleansweep 5, emprestada de Fred enquanto não se sabia se conseguiria entrar no Time. Não era tão rápida, nem tinha tanto desempenho quanto as Comets e Nimbus, mas dava para o gasto. Seu irmão já vencera jogos usando aquela vassoura, a qual nunca falhara com ele. A sua velha Cleansweep (herdada de seu irmão mais velho Charlie), lamentou ela, devia estar pegando poeira no barracão d'A Toca naquele exato momento.

Sollaria olhou uma última vez para um segundanista que aguardava com os outros batedores. Pelo menos a minha não é uma Shooting Star, pensou ela com um arrepio. As vassouras da escola eram velhas Shooting Star, provavelmente doadas por antigos alunos ou por aqueles que ganhavam vassouras melhores. Fred e George diziam que elas vibravam se a pessoa tentasse voar um pouco alto demais, e sempre voavam ligeiramente para a esquerda. Sollaria não poderia se permitir um baixo desempenho por conta de uma vassoura velha, então decidiu pedir emprestada a do irmão.

- Vamos acabar logo com isso. - A voz irritante de Marcus Flint interrompeu seus pensamentos. Ele era alto e andava como se todos os outros ao redor dele fossem baratas nojentas. As sextanistas diziam com frequência que Flint era um deus da mitologia. Sollaria e Harry diziam com frequência que Flint parecia um trasgo feio e burro.

Ele olhou para a lista de inscritos.

- Hum. Só tem uma pessoa para tentar a vaga de apanhador? Uma garotinha ainda por cima! Como se uma garota soubesse subir em uma vassoura. - Ele lançou um olhar de desprezo para Sollaria, que o sustentou, e rangeu os dentes. - E nem é sangue-puro...

Sollaria revirou os olhos.

- Garotas não são permitidas em meu Time, Potter - disse Flint com ar superior.

Ela olhou para os dois lados como se fingisse procurar alguém.

- Bem, eu não vejo mais ninguém aqui para tentar o posto de apanhador, então acho que você só tem a mim.

Ela piscou os olhos docemente, um sorriso sacana surgindo em seus lábios.

Flint bufou.

- Vamos para o primeiro teste, então. Fique ao lado esquerdo da sua vassoura, estenda a mão e diga "em pé".

E assim ela fez, como na primeira aula de voo do ano passado. A vassoura imediatamente foi ao encontro de sua mão estendida.

- Certo. Vai ter que ser isso mesmo, então. - Ele fez uma pausa e passou os olhos pelos outros jogadores, antes de rosnar o sobrenome de Sollaria, que se adiantou. - Quero que você monte nessa porcaria que você chama de vassoura e suba bem alto. Quando eu apitar, significa que eu vou soltar o pomo. Se você for decente o suficiente para os padrões do meu time, você... Você está dentro.

Sollaria sentiu o coração acelerar. Quão sortuda ela era? Como havia conseguido a vaga tão rápido? Não precisara nem recorrer a Snape...

Esforçou-se para não esboçar emoção alguma.

- Não pense que é fácil, Potter. É só porque você é minha única opção, ponto final. - Ele segurou o cabo de mogno da vassoura com cuidado. - E eu não sou idiota. Seu pai era uma lenda do Quadribol nos anos setenta, até eu admito isso. Agora, suba.

Quando Flint soltou o pomo de ouro, Sollaria acelerou a vassoura, voando com tanta leveza que parecia estar deslizando no céu.

Era como se flutuasse - a luz do Sol e o vento beijavam seu rosto, e a sensação familiar de estar sobre uma vassoura era revigorante. Respirou fundo e inclinou-se para frente, sem tirar os olhos da bolinha dourada; tinha um desejo, e faria de tudo para realizá-lo. Daria o seu melhor para ser perfeita. Ela tinha de ser perfeita.

Voou o mais rápido e mais habilidosamente que pôde, os olhos ainda no pomo, sentindo o vento praticamente congelar a ponta de seu nariz e as bochechas. Não foi difícil agarrar a bolinha veloz; não tinha noção do tempo em que havia feito aquilo, mas não havia sido muito. Estava acostumada a ser a apanhadora quando jogava n'A Toca com os irmãos, era pequena, ágil e muito, muito determinada. Era a apanhadora perfeita para o posto - exatamente do que a Sonserina precisava.

- Potter! Desça aqui! - Ouviu Flint chamando.

Ela pousou, leve como uma pétala de rosa, diante dele, um sorrisinho esboçado no rosto.

Flint parecia alguém que sentia um odor terrível debaixo do nariz, porque a careta no rosto dele demonstrava que ele não estava nada feliz com a situação.

- Você está dentro - rosnou ele. - Segunda, aqui, seis e meia da manhã. Não se atrase.

Ela apenas balançou a cabeça como quem entendia o recado, mas, por dentro, era como se o Natal tivesse chegado mais cedo. Sollaria jamais sentira tanto orgulho de si mesma. Estava muito feliz com a própria conquista, e não via a hora de poder contar aos irmãos e aos amigos.

Chamou Ginny (que lhe deu um abraço apertado e disse que estava muito feliz por ela) nas arquibancadas e, juntas, voltaram para o interior do castelo.

"Será que me aceitam se eu fizer os testes no ano que vem?", indagou a mais nova com uma vozinha fina.

Sollaria sorriu.

"Iremos treinar muito no verão para que isso seja possível." Sollaria fez carinho nos cabelos da irmã. "Você será uma artilheira perfeita."

Quando chegaram no Salão Comunal da Sonserina, Draco estava sentado no sofá de couro esperando por ela enquanto lia um calhamaço sobre pureza de sangue.

- E então? - indagou ele, fechando o livro.

A expressão contente de Sollaria era o suficiente.

- Parabéns pela conquista - respondeu distante. A garota sabia que ele não diria muito diante de Ginny. - Está feliz?

- Muito - replicou enquanto abraçava Ginny, que afastou-se de Sollaria e correu para o próprio dormitório. - Ele deixou muito claro que ele só me aceitou porque eu era a única opção dele, mas eu não ligo. O que importa é que eu estou no Time! Tenho que devolver essa vassoura para o Fred ainda hoje. Ele tem treino amanhã de manhã...

Sollaria fez menção de ir até a porta, mas Draco segurou-a pela mão e disse:

- Deixe que Dobby leve. É um longo caminho até a Torre, não é?

Ela assentiu jogando-se no sofá, de repente sentindo-se muito exausta.

- Dobby!

Ouviram um estalo, e o pequeno elfo doméstico de pele enrugada apareceu. Ele arregalou seus olhos enormes e assustados para o mestre e fez uma reverência exagerada. Um sentimento de pena tomou conta de Sollaria, que observava tudo em silêncio.

- Leve essa vassoura para Fred Weasley.

- Por gentileza - acrescentou Sollaria rapidamente.

Com uma última reverência para os dois, Dobby pegou a vassoura e desaparatou.

Sollaria olhou para o amigo, que parecia indiferente.

- Sabe, eu sinto pena de alguns elfos domésticos. Eu sei que muitos amam trabalhar, especialmente quando bem tratados, e isso faz parte deles, mas tem alguns elfos que...

- Está insinuando que maltratamos Dobby? - indagou Draco friamente.

- Claro que não - apressou-se Sollaria a dizer. Mas ela sabia da verdade; Harry contou a ela no verão que passou n'A Toca, quando comentou da aparição de Dobby e o quanto ele parecia assustado. - Só estou dizendo que às vezes você o trata como se ele fosse um escravo, e...

- Mas ele é.

- O quê? - inquiriu Sollaria, como se não acreditasse no que saía da boca do amigo.

É claro que ele pensava assim...

- Um escravo.

Sollaria piscou várias vezes.

- Não, Draco. Ele não deveria ser tratado assim. Faz parte da natureza dos elfos querer trabalhar e servir os bruxos, mas eles devem ser tratados com respeito e atenção, com gratidão.

Ele revirou os olhos, passando a mão pelo rosto como se estivesse exausto.

- Tá. Podemos mudar de assunto agora? Você prometeu, Sollaria.

Ela mordeu os lábios, e então pegou na mão do amigo.

- Você está certo, eu prometi. É que...

- Você não consegue, não é?

Ela sorriu e piscou forçadamente, inclinando a cabeça.

- Não.

Como resposta, recebeu uma almofada na cara.

Sollaria ofegou, fingindo ultraje.

- Ora essa...

- Porque você é uma chata! - Mas Draco dissera aquilo com um sorriso no rosto e uma expressão provocativa.

Ela acertou-o com outra almofada.

- Chato é você! - Ela mostrou a língua para ele.

- Uau, isso é muito adulto!

Ele revidou mais uma vez.

- Isso é muito adulto! - imitou ela com uma vozinha fininha, provocando-o enquanto batia nele com a almofada.

Depois de um tempo, os dois se cansaram de bater um no outro com a almofada e simplesmente ficaram em silêncio no sofá, contemplando o teto alto e escuro. Sollaria ficou pensando em como gostaria de escrever sobre aquele dia em seu diário.

Estava tudo muito calmo, até que, de repente, um vulto passou por cima do sofá e se sentou entre ela e Draco.

- Theo! Que susto você nos deu - exclamou Sollaria, pondo a mão no peito.

- O que estão fazendo? - indagou o garoto, agora dando um sorriso provocante. - Estou atrapalhando algum momento especial, ou...?

- Ah, cale a boca. - Draco bateu com uma almofada no amigo. - O que você quer?

- Convidar vocês para jogar dardos comigo e com Blaise, ele está vindo aí.

Mas quando Blaise apareceu, ele não veio sozinho; Pansy e Daphne vinham atrás, conversando entre si.

Daphne Greengrass não parecia muito animada, e Sollaria desconfiou que tinha algo a ver com a presença dela, embora tivesse decidido fingir que não percebeu nada de diferente.

- Oi, Sollaria. Oi, Draco - cumprimentou Blaise. - Trouxe mais companhia.

Sollaria deu um sorriso amarelo e um aceno, o qual foi retribuído por Pansy de um jeito indiferente.

Quase como se Sollaria não fosse importante. Quase como se ela fosse uma pessoa descartável.

Daphne Greengrass não acenou de volta.

- Vamos, Daphne, anime-se. - Ouviu Pansy dizer. - Vai ficar tudo bem, eu tenho certeza de que foi apenas um susto. Astória é...

- Fique quieta, Pansy, aqui não - pediu Daphne, agora passando as mãos pelo cabelo loiro-manteiga nervosamente.

Blaise conduziu todos eles até uma parede na antecâmara, onde havia sido pregada uma pequena placa redonda contendo uma numeração de dez a cem para indicar os pontos.

- É fácil, gente, é só tentar atingir o círculo menor. Quem tiver mais pontos depois de algumas rodadas, vence. Quem quer começar?

- Eu começo - disse Pansy, adiantando-se até a mesinha de centro e pegando alguns dardos no pote. - Garotas contra garotos.

Pansy foi bem, mas Blaise, que jogou logo em seguida, foi muito preciso e quase conseguiu chegar aos cem pontos.

- Há! - exclamou Theo, trocando um high-five com o melhor amigo quando este voltou para perto dele.

- Não fique se achando muito, Nott - retrucou Daphne, com certa frieza, pegando um dardo e acertando bem no meio.

- Uau, Daphne - disse Blaise, passando o braço pelo ombro da amiga. - Não sabia que você se amarrava por esses jogos de garotos.

- Primeiramente, sai pra lá. - Ela tirou o braço de Blaise de cima dela. - Segundo, quando estamos entediadas, eu e Astória às vezes descemos até o bar de papai, e...

Ela parou de falar. O lábio inferior de Daphne se curvou, e seu queixo tremeu levemente.

- Desculpem-me. - Ela balançou a cabeça. - Theo, por que você não joga agora?

Theo não era tão bom quanto Daphne ou Blaise, mas também havia conseguido bons pontos. Agora era a vez de Sollaria, e ela estava nervosa porque fazia muito tempo desde que jogara dardos pela última vez, mas, para a sua surpresa, havia conseguido chegar mais perto do centro do que Theo.

- Parabéns, Potter - Pansy disse.

- É, nada mal - comentou Daphne, parecendo surpresa consigo mesma por estar dando alguma atenção para Sollaria. - Agora é a vez de Malfoy.

Draco definitivamente foi o pior. Ele havia se atrapalhado com seu dardo e acabou nem sequer acertando o alvo - o que o levou a ser atingido por almofadas na cabeça.

Enquanto as risadas ecoavam na sala, Sollaria sentiu uma mistura de alívio e diversão. A tensão inicial que estava sentindo em relação às duas colegas de quarto começava a se dissipar, e ela aproveitou o momento para quebrar o gelo.

À medida que o jogo prosseguia, os sentimentos tensos de Daphne pareciam se dissipar lentamente, substituídos por uma participação mais animada ("Talvez eu tenha um talento secreto para dardos, afinal"). A competição se desdobrou em risadas e provocações amigáveis, revelando um lado diferente daqueles que Sollaria inicialmente havia julgado tanto em seu íntimo. Ela percebeu que, por mais únicos que fossem, todos ali compartilhavam um momento especial de descontração, algo que ela não esperava ao ser convidada para jogar dardos naquela tarde.

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