25 - Cristina Stevens
Passei a noite de sábado inteira no hospital, os médicos só me deixaram sair domingo a tarde. Felizmente os ossos do meu nariz foram colocados no lugar, tirando os danos mentais e o curativo no meio da minha cara, tudo estava "Bem".
Chego em casa e recebo um abraço de Isabel. Mamãe estava sentada no sofá com um balde de pipocas.
— Cristina, onde você estava? Por que passou a noite fora e por que tem um curativo no seu rosto?
— Ela está de ressaca — Isabel diz. Mamãe joga uma almofada nela.
— Eu estou bem, dormi na casa de uma amiga. Meu nariz só está machucado.
Corro para o quarto antes que ela faça mais perguntas.
Coloco o celular para carregar e vejo algumas mensagens de Edith, perguntando se estou bem e falando que tudo deu certo com os seus pais. O estranho e que não vejo nenhuma mensagem ou ligação perdida de Dolores.
Ligo pra ela algumas vezes, mas o celular está desligado. Suponho que ela precise descansar um pouco, todas nós precisamos. Respondo as mensagens de Edith e tento dormir um pouco, o que se mostra impossível, considerando que não paro de pensar no que aconteceu na noite passada.
Poderia ter sido pior, Charlie poderia ter levado Edith para ser...
Meu celular toca, tiro o carregador da tomada e atendo.
— Alô?
— Esse número é da minha mãe, meu celular sumiu — Dolores diz com a voz cheia de ódio.
— COMO ASSIM SEU CELULAR SUMIU?
— Eu não sei.
— As fotos da festa estavam nele!
— É, eu sei.
— Como você deixou isso acontecer, Dolores?
— A Kay me viu tirando fotos de alguns alunos usando drogas. Deve ter tirado da minha bolsa quando eu atirei ela na Charlie.
— E por que você atirou sua bolsa na Charlie?
— Essa pergunta foi séria?
Acho que Dolores teria atirado qualquer coisa que estivesse segurando na Charlie naquele momento, e eu também.
— O que vamos fazer?
— Eu não sei, e sinceramente não quero ter outro plano mirabolante que nos coloque em perigo. Você está bem?
— Agora estou.
Ficamos em silêncio por alguns instantes. O entendimento de que tudo que fizemos foi em vão é perturbador.
— Você vai desistir da Charlie? — Dolores pergunta.
— Desistir? Claro que não. Agora isso é mais pessoal ainda.
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