#3
A caminhada foi longa, Ryõshi teve que parar algumas vezes para se sentar e descansar, não estava com dor graças a sua alta imunidade a tal, qualquer pessoa comum nem andando estaria- provavelmente, ele duvidava um pouco da própria força pra caminhar depois que reencontra-se Crowley.
Havia saído às 13h da tarde da casa de Figure, e chegado as 18h na casa de Francis, se Crowley não tivesse aparecido, teria chegado as 15h.
Devagar, Ryõshi empurrou a porta da casa, que estava destrancada, e entrou, indo até a mesa da cozinha e colocando a cesta ali.
-- Francis! Trouxe os pãezinhos da Figure! -- ele gritou, mas não ouviu resposta. -- será que ele saiu?
Ryõshi foi até a sala, olhando em volta.
"Se bem que não vi Crowley lá fora também." Pensou, caminhando até às escadas.
-- Francis! -- gritou de volta, caminhando até o quarto do padre (mais usado para prender sacrifícios do que para dormir), e empurrou a porta. -- Francis?
O padre não estava ali, e estava bem escuro na real, mas Ryõshi viu algo se mexendo e instintivamente levou a mão até a faca negra dentro do manto, recuando pra fora do quarto.
O chão dentro do quarto estalou, e Ryõshi levantou a faca rapidamente, jogando pra dentro do quarto, ouviu a lâmina se chocar contra algo macio.
Estava pronto pra sacar outra arma, até que a luz externa iluminou o sujeito, e Crowley surgiu, segurando a faca pela lâmina com sangue escorrendo entre os dedos.
-- Finalmente, estou esperando a um tempão sabia? -- Ele sorriu, girando a faca na mão, respingando sangue.
Ryõshi piscou, soltando a faca e relaxando os braços ao lado do corpo.
-- Crowley, achei que ia me esperar lá fora, não dentro da casa do Francis, cadê ele? -- Ryõshi perguntou, Crowley deu um passo a frente, segurando a cintura do menor.
-- foi dar um passeio. -- ele falou, puxando Ryõshi pra dentro do quarto e fechando a porta. -- ele volta assim que sairmos hm? -- Ryõshi tinha uma boa visão, ele ainda conseguia ver a silhueta de Crowley, mas Crowley não parecia enxergar tão bem no escuro.
Ryõshi deu um leve sorriso, tirando a faca de sua mão, lambuzando seus dedos com o sangue dele e segurando suas mãos, caminhando de costas até a cama.
Se jogando pra trás e caindo deitado no colchão, com Crowley a sua frente entre suas pernas.
O rapaz levou a mão até um pequeno abajur que tinha ao lado da cama, ligando-o, o objeto emitia uma luz amarelada fraca suficiente para que pudessem ver um ao outro com mais clareza, mas não o suficiente.
Crowley sorriu, levando as mãos até as coxas de Ryõshi e abrindo mais suas pernas para que pudesse se ajoelhar ali, subindo as mãos por suas coxas até chegar em sua saia.
-- acho que aqui posso tirar isso hm? -- falou, subindo mais as mãos e começando a soltar o corset e o vestido de Ryõshi, quase violentamente.
Ryõshi sentia o sangue dele atravessando o tecido do vestido, e escorrendo em sua coxa aonde ele tinha passado a mão cortada.
Crowley terminou de tirar sua roupa, o deixando apenas com a meia preta e a roupa íntima na qual a meia estava amarrada.
Os tecidos estalaram contra o chão por causa das facas, e algumas delas caíram na cama, as quais Crowley pegou e jogou no chão também.
-- e essa mão machucada? -- Ryõshi segurou a mão dele, enquanto a prótese deslizou até seu seio.
-- O sangue te incomoda? -- Crowley perguntou, apertando a mão da prótese levemente.
-- Hmm~ -- Ryõshi levou a mão dele a boca, lambendo levemente em cima dos cortes. -- devia ter falado algo, não esperado que eu te acertasse com uma faca. -- disse, beijando em cima dos cortes.
Crowley sorriu, segurando o rosto dele com a mão, apertando suas bochechas e deslizando um dos dedos cortados pra dentro de sua boca, passando em sua língua.
Ryõshi deslizou as mãos por seu pulso, levantando os olhos pra olhar ele enquanto lambia de leve seu dedo.
-- Vai ficar cheio de sangue. -- Crowley falou, vendo Ryõshi tirar seu dedo da boca e beijar a palma de sua mão aonde o corte maior estava.
-- culpa sua. -- Ryõshi falou, com o sangue de Crowley escorrendo por seus lábios.
-- quem jogou a faca em mim? -- Crowley o deitou na cama de volta, levando a mão até seu seio e apertando ambos com as mãos.
-- quem que resolveu ficar no escuro e se aproximar de alguém armado? -- Ryõshi levantou as pernas, prendendo na cintura do maior.
-- se eu não tivesse segurado teria acertado minha cara. -- Crowley abaixou, mordiscando o pescoço de Ryõshi.
-- minha mira é invejável né? -- Ryõshi suspirou, mexendo o quadril contra o de Crowley.
-- de perto assim qualquer um acerta. -- ele respondeu, lambendo o pescoço do menor. -- quero ver acertar de longe.
-- quer fazer o teste hm?~ -- Ryõshi levou as mãos as costas de Crowley, o abraçando.
-- depois talvez~ -- ele sorriu, começando a dar falsas investidas em Ryõshi, ainda de roupa.
Ryõshi riu, gemendo baixo.
-- se te conheço, não acho que teremos energia pra brincar de tiro ao alvo depois. -- Ryõshi sussurrou entre os gemidos.
Crowley riu, batendo o quadril contra o de Ryõshi com mais força, tirando um gemido mais alto do menor.
-- caralho, se vai fazer isso pelo menos tira essa maldita calça. -- Ryõshi arranhou as costas dele enquanto falava.
-- quanto desespero. -- Crowley sorriu, se ajoelhando na cama.
Ryõshi soltou as pernas, levantando a cabeça para ver Crowley tirar o que restou da roupa de Ryõshi e soltar a peça das meias.
Ryõshi dobrou as pernas, apertando os lençóis de baixo das mãos.
Crowley abaixou de volta, apoiando uma das mãos na cama pra ficar por cima de Ryõshi e usando a outra para abaixar a própria calça o suficiente para colocar o próprio membro para fora.
Ryõshi deveria ter encarado o rosto de Crowley quando ele ficou por cima, mas continuou olhando pra baixo.
-- Olha pra mim. -- Crowley falou.
Ryõshi levantou o olhar, com o rosto vermelho.
Crowley abaixou, encostando a testa na de Ryõshi e levantando seu quadril com uma das mãos, encaixando no próprio pra se posicionar.
Ryõshi ficou em silêncio, encarando o olho escuro de Crowley e apertando as mãos em seus ombros.
Com um movimento rápido, Crowley entrou, empurrando Ryõshi contra o colchão e tirando um grito dele, tirando um riso de Crowley.
-- você que mandou eu tirar a calça. -- ele disse levantando o corpo e segurando a cintura de Ryõshi com as duas mãos.
-- pff. -- Ryõshi riu baixo, abaixando as mãos até o lençol. -- você obedeceu sem nem questionar.
Crowley sorriu, mas não respondeu, começando a dar investidas rápidas, mas fracas em Ryõshi.
Ryõshi gemeu baixo, apertando as pernas contra Crowley e puxando o lençol.
Crowley curvou de leve o corpo pra cima de Ryõshi, tentando ver seu rosto, mesmo que fosse incapaz, focou no rubor forte que cobria praticamente toda a área das bochechas do mais velho, e devagar desceu o olhar pelo pescoço e seios marcados por mordidas, continuando as estocadas dentro dele.
Ryõshi resmungou pedindo por mais, puxando mais o lençol, estava incomodado como no meio da floresta Crowley fez questão de pegar pesado e deixar Ryõshi bambo caminhando até a casa do padre, e agora que podia - que devia - ir com força, estava enrolando.
Lentamente, Crowley aumentou a força, apertando as unhas longas na cintura de Ryõshi, vendo o menor se mexer de leve em baixo de si por causa das unhas, aumentando o sorriso.
Ryõshi grunhiu baixo, por alguma razão sentia as unhas de Crowley cravadas em sua carne de uma maneira dolorosa até demais considerando sua resistência alta a dor, mas não pediu que tirasse, os gemidos baixos doloridos de Ryõshi misturados aos de prazer pareceram animar ainda mais Crowley, e Ryõshi não queria estragar isso, então só mexeu a cintura desconfortável para mostrar que estava sentindo.
As estocadas eram irregulares de volta, enquanto Crowley buscava o ponto sensível de Ryõshi novamente, ficando levemente frustrado por não encontrar antes que Ryõshi chegasse ao limite, encharcando seu membro novamente e dando um gemido especialmente alto.
Crowley soltou as unhas de Ryõshi e o ajeitou na cama, saindo de dentro dele.
-- fica de quatro pra mim hm? -- pediu, vendo Ryõshi regular lentamente a respiração e se levantar.
Ryõshi virou de barriga pra baixo, com um pouco de dificuldade nas pernas, mas obedeceu, apoiando as mãos no colchão e ficando na posição solicitada, sentindo Crowley se aproximar de volta e agarrar sua cintura de volta, enfiando o membro sem muito cuidado.
Logo depois que Crowley entrou, uma de suas mãos soltou sua cintura, e ele começou com estocadas fortes, ainda irregulares.
Ryõshi abaixou, encostando o busto no colchão e ficando empinado, igual tinha feito na floresta, não demorou para que Crowley começasse a dar tapas fortes em sua bunda e coxas, que também doíam.
Ryõshi se perguntou rapidamente se os tapas eram extremamente fortes para ele estar sentindo dor, ou se seu corpo estava tão cansado da caminhada que seu sistema nervoso estava reconhecendo a dor com mais facilidade.
Independente da resposta, Ryõshi deu alguns gritos com os tapas, enquanto gemia com as estocadas fortes.
Em certo momento, Ryõshi sentiu Crowley apoiar o corpo sobre o dele, abraçando sua cintura e enfiando o rosto em sua nuca, a respiração pesada do maior lhe causando arrepios.
Não demorou muito para que o mais velho acabasse chegando ao limite de novo, dando um gemido rouco, já cansado.
Os dois estavam cansados, mas Crowley se sentou na cama, puxando Ryõshi pro próprio colo e continuou as estocadas, mais lentas já pelo cansaço.
Ryõshi apoiou as mãos nos antebraços dele, com a cabeça abaixada e o cabelo dentro da boca, o corpo trêmulo a visão embaçada começava a incomodar ele, o que só piorou quando sentiu que estava chegando ao próprio limite novamente.
Minutos mais tarde, o 'lobo' derrubou Ryõshi na cama, saindo de dentro dele e sujando o lençol ao se liberar, olhando para aonde o rosto de Ryõshi estava.
Ryõshi resmungou por ser jogado na cama, mas virou o rosto na direção de Crowley, que devagar regulava a respiração igual Ryõshi fazia, o lobo se deitou ao lado dele na cama, o olhando com as mãos apoiadas sobre o abdômen.
-- aposto que você dorme antes de mim. -- Ryõshi falou brincalhão, se aproximando do lobo e deitando a cabeça em seu peito.
Crowley riu, abraçando de leve Ryõshi com a prótese, usando a mão livre para tirar as mechas de cabelo coladas nas bochechas de Ryõshi, e também tirando o cabelo de sua boca.
-- eu que vou dormir antes? -- ele perguntou, encarando o espaço vazio no rosto de Ryõshi fixamente, desejando ver se o mais velho demonstrava cansaço na expressão.
-- eu acho, tá com o olho miúdo de sono já. -- o mais velho esticou o corpo, dando um beijo em cima do olho de Crowley, descendo os selinhos até seus lábios e lhe dando um beijo demorado. -- sua mão tá de boa? -- perguntou ao separar o beijo.
Crowley levantou a mão, olhando a palma e os dedos manchados de sangue, com a pele em volta num vermelho forte de um corte que possivelmente inflamaria.
-- vamos... Descansar um pouco, depois eu limpo isso aí. -- ele abaixou a mão, olhando pro rosto vazio do rapaz deitado em seu peito.
O rosto de Ryõshi continuava vermelho, com suor escorrendo levemente por sua bochecha.
Claro, o corpo todo dele estava grudando, e aquele quarto parecia tão quente.
Ryõshi, parecendo ter lido os pensamentos de Crowley, se levantou, passando por cima do maior para ir até a janela, abrindo a pesada cortina preta e em seguida abrindo a própria janela, deixando um ar fresco confortável entrar no quarto.
Com a luz da lua nascendo perto das 19h, era mais fácil enxergar a silhueta um do outro.
Ryõshi estava com o pequeno rabo de cavalo na cabeça todo bagunçado, e ele soltou em seguida, resmungando pelo tufo de cabelo que veio junto com o elástico.
Suas coxas, cintura, abdômen, rosto e seios estavam sujos com o sangue de Crowley, mas ele não pareceu se importar.
Ainda usava as meias trançadas, apesar de nenhuma roupa além disso.
Ryõshi também ficou alguns segundos olhando Crowley, e se aproximou, soltando seu cabelo e colocando o elástico na cômoda ao lado da cama.
Ele também estava com o rosto, mão e o braço cortado sujos de sangue, o cabelo dele estava menos embaraçado que o de Ryõshi, e o rubor em seu rosto também era bem mais leve.
Ele estava com aquela expressão padrão de sempre, além de parecer um pouco cansado.
Ryõshi segurou seu rosto com a mão, acariciando de leve enquanto curvava o corpo e o beijava de novo.
Em seguida, Crowley o puxou pra cama, o deitando de lado e o abraçando.
-- você tá encardido viu. -- Crowley brincou.
-- de quem é a culpa hein?? -- Ryõshi riu, apoiando as mãos no peito do maior.
-- o sangue é culpa sua nem vem. -- ele riu, apertando a bochecha de Ryõshi.
Ryõshi ameaçou morder o dedo de Crowley, mas o maior tirou a mão a tempo.
-- vamos descansar um pouco antes que o padre volte. -- Ryõshi mostrou a língua para Crowley, se aconchegando nele.
Minutos mais tarde, Ryõshi acabou cochilando.
-- sabia que você ia dormir antes. -- Crowley murmurou, mas não demorou muito pra pegar no sono também.
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