046
Charli D'amelio pov's
Los Angeles - Califórnia
Arrumei o quarto do qual estavam os presentes, um dos tais quartos trancados e os guardei em meu quarto. Arrumei o quarto para Karissa que não contestou nada. Levei algumas coisas do meu quarto para o de Chase e estava tudo certo.
— Que cheiro bom! – digo entrando na cozinha. — Não precisava ter se preocupado em fazer nada Maria. Não acha que está muito tarde? Já é quase onze horas.
— Não se preocupe, depois eu pego um ônibus!
— Nem pensar! Chase te leva até sua casa.
— Não quero incomodar, vocês mal voltaram de viagem. Deixe ele descansar, não tem problema algum.
— Maria, se Chase descansar mais do que ele tem feito nos últimos tempos não existirá mais Chase. Não se preocupe, não será incomodo algum te levar até lá. – lhe garanto.
— Obrigada! – me deu um beijo no rosto. — Me diz, como foi isso tudo? Casada?
— Essa é uma longa história. – suspirei.
— Que a senhorita vai me explicar direitinho.
— Sim, quando eu tiver tempo eu explico tudo direito.
— Vou servir o jantar.
— E vai comer com a gente.
— Não, não é necessário. – negou.
— Não aceito não como resposta. – avisei e após um suspiro ela concordou. Ajudei Maria a colocar a mesa. Ela tinha feito uma deliciosa lasanha de queijo. Adoro! — Venham comer, a comida está pronta! – aviso. Karissa e Chase meio que apostaram corrida até a mesa.
Talvez conviver com esses dois não seja tão fácil como imaginei.
— O QUE? – Chase gritou nos assustando. — LASANHA? Não, eu não acredito! Maria, eu já te amo. – foi até Maria e a abraçou lhe pegando de surpresa. — Se todos os dias forem assim, eu juro que te dou um milhão de salário! – Maria arregalou os olhos e me encarou assustada.
— Vá se acostumando com Chase e seus exageiros, não se preocupe, ele não está falando sério! – rio nervosa enquanto tento desgruda-lo dela. Nem eu tenho tanta certeza disso. — Se tem uma coisa que ele ama fazer é ser exagerado, solta ela Chase! – digo finalmente afastando ele de Maria.
— Estou falando muito sério! – ele garantiu se sentando e já se servindo de um bom e grande pedaço de lasanha como se ela fosse fugir do prato.
— Chase, não assuste a Maria! – peço.
— Charli, é lasanha! LA.SA.NHA! - diz pausadamente.
— Garfield, ès tu? – brinquei. — Não precisa desse auê todo, a comida não vai fugir de você. Mesmo que eu não duvide que ela queira, ela não vai fugir de você. – digo encarando seu desespero em comer a lasanha.
— Por lasanha eu faço qualquer coisa! – ele diz enfiando um grande pedaço na boca. Sua expressão era de total fascinação e satisfação.
Talvez eu e Maria estivéssemos em choque tentando entender tal cena.
— Isso se chama orgasmo alimentar, não se preocupe. – Karissa diz se servindo. — Acontece sempre que ele come lasanha. – explicou. — Mas voltando ao "Qualquer coisa" querido irmão... – o encarou com um sorriso sem vergonha.
— Nem adianta me olhar assim, eu não vou pular de paraquedas! – ele diz.
— Coragem a gente vê por aqui. – ela ironizou resmungando.
— Que história é essa de pular de paraquedas? – questionei já me servindo.
— Essa louca que dizem ser minha irmã quer que eu pule de paraquedas! – Chase explica antes de devorar outro pedaço de sua lasanha.
— Alguns amigos me convidaram para saltar. Eu preciso que alguém vá comigo, só que ele não quer ir! – ela explicou.
— Esses saltos são perigosos! – Maria diz.
— São radicais e fazem muito bem para a saúde. – ela garante.
— Fonte: juro por Deus. – Chase diz debochado. — Você não acha que já é radical de nascença?
— Não! – Chase revira os olhos.
— Você só faz loucura! – acusou ele.
— Não faço não! – ela se defendeu.
— Soltar uma cobra na sala da diretora da escola no primário não é loucura? – ele questionou.
— Eu era uma criança! Vi uma cobra muito bonitinha e achei que seria interessante colocá-la lá! – se defendeu.
— Espalhar fotos dos professores se pegando pelo internato não foi loucura? – ele continua.
— Só dei uma ajudinha para eles se assumirem. E ela vivia me infernizando, acredita que ela puxou meu cabelo uma vez?
— Assumir o padre no meio de um casamento não foi loucura?
— Ele estava sofrendo dentro daquele armário!
— No meio do casamento?
— Foi ele quem pediu! – Chase revira os olhos.
— Como assim? – perguntei pela primeira vez tão pasma quanto Maria.
— No casamento de um de nossos primos. O padre fez a famosa pergunta "Se alguém tiver algo a dizer, diga agora ou cale-se para sempre!" E o que essa louca fez? – encarou Karissa que deu de ombros. — Se levantou e disse "Eu tenho!" Todos a olharam e ela chegou até o padre e disse: "Ser gay não é crime, não tenha medo daqueles que pecam pelo ódio!" – coloquei as mãos na boca enquanto Maria a olhava horrorizada. — Ela foi retirada do casamento.
— Isso não foi nada. – ela diz dando de ombros. — Fui retirada do casamento mas fui tendo razão, pois três meses depois ele deixou de ser padre e se assumiu!
— Talvez porque você tirou ele do armário na frente de todos?
— Eu tinha treze anos! – argumentou.
— É mesmo é? Então me diz sobre a vez em que você começou cantar Maddona no funeral!
— Ele queria que a Madonna fosse no funeral quando ele morresse mas ela não pode ir, eu apenas fiz o que pude para realizar os pedidos dele. – deu de ombros. — Ele deixou bem claro que queria ser enterrado ao som de Erótica. Sem falar que eu animei o lugar e ainda fui aplaudida.
A cada coisa que Chase dizia, mais pasma eu ficava. E assim se resumiu nosso fim de noite. Foi agradável. Depois de terminar de retirar a mesa, Chase acompanhou Maria até sua casa. Karissa foi para o quarto e eu fiquei sozinha, então resolvi ir me deitar.
Amanhã eu retornaria para a faculdade. Para o hospital para ser mais exata, novamente acompanhar correria do hospital.
Eu estava escovando meu cabelo quando Chase chegou. Eu já tinha trocado de roupa, e vestia um pijama comportadissímo de listrinhas pretas e brancas.
— Desde quando meu quarto virou zoológico? – questionou retirando seu casaco e colocando se lado.
— O que? – o encarei.
— Ainda não sabe? Está parecendo uma zebra com essa roupa. – peguei uma de minhas escovas e joguei em sua direção. — Ai! É brincadeira. – começou a rir.
— Você é muito engraçadinho!
— Desde que nasci! – sorriu entrando no banheiro.
— Sua irmã é louquinha, claramente sua irmã. – digo caminhando até a cama.
— Você ainda não viu nada! – ele diz do banheiro. Soltei uma pequena risada e me deitei na cama.
— Vai para empresa amanhã? – questionei assim que ele saiu do banheiro.
— Não tenho escolha. – suspirou.
— Pois é. Agora eu preciso dormir.
— Soninho da beleza? – zombou.
— Vai começar? Eu ainda tenho uma escova de cabelo e não tenho medo de usá-la!
— Não está mais aqui quem falou! – diz se deitando ao meu lado.
— Eu preciso relaxar minha mente para amanhã! – digo me deitando ao seu lado.
— E funciona?
— Sim.
— Comigo não. Eu durmo, durmo, durmo e a única coisa que meu cérebro pensa é em dormir de novo! – reviro os olhos.
— Então tenta, feche os olhos, relaxe e só pense em nuvens!
— Nuvens? Por que nuvens? Por que não carneirinhos?
— Pense em nuvens! – ele fecha os olhos. — Deixe apenas nuvens tomarem conta de seus pensamentos. – digo fazendo o mesmo.
Sem nenhum protesto acabamos os dois caíndo no sono.
Kisses, Karol
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