015
Charli D'amelio pov's
Los Angeles - Califórnia
O sol bate em minha cara e eu abro os olhos no mesmo momento, esqueci a cortina aberta novamente. Olho para o relógio e já são nove horas.
A hora passou muito rápido.
Lavo o rosto e escovo os dentes. Encaro meu reflexo no espelho e eu estou só uns caquinhos. Saio do quarto descendo logo em seguida. Ao entrar na sala de estar quase caio para trás, para variar!
— Chase? Como entrou?
— Seu pai me deixou entrar, e eu fiquei esperando a bela adormecida acordar. – reviro os olhos.
— Está fazendo o que aqui?
— Eu disse que voltaria!
— Você disse até amanhã, e não que voltaria!
— Que diferença faz? – dei de ombros e me joguei no sofá. – Aconteceu alguma coisa?
— Não.
— Não parece, sua cara me diz que você chorou a noite toda. Por que? – soltei um suspiro.
— A vaca da namorada do meu pai é uma vaca que não se pode comparar a uma vaca. – bufei e ele me olhou como se eu fosse um E.T.
— Seu pai tem uma namorada?
— Descobri ontem. – digo com desdém.
— E pelo jeito você não gostou dela. – constatou.
— Não, pois ela é uma ridícula interesseira! – digo já irritada. – Mas me diz, o que temos para hoje?
— Algo que não é saudade. – diz rindo. Lhe olhei com cara de tédio. – Tudo bem, falta poucas semanas para o nosso casamento.
— Calma ai, mas não era daqui um mês? – questionei sem entender.
— Era, mas vocês vão precisar logo do dinheiro então meu pai resolveu apressar!
— Por mim ele poderia enfiar esse dinheiro todo naquele lugar. – resmunguei a mim mesma.
— O que?
— Nada, prossiga.
— Meu pai acha que já devemos morar juntos. – arregalei meus olhos.
— Mas já?
— Sim, assim nós já nos acostumamos e nem levantamos desconfianças aos outros.
— Eu não sei... – na hora que eu olho para escada, vejo Vanesssa descendo. Vestia apenas uma camisa do meu pai, da mesma forma que na madrugada. Sinto meu sangue borbulhar.
— Bom dia! – deu um sorriso falso e entrou na cozinha como se fosse dona da casa.
— Uou! Quem é essa beldade? – Chase diz com a boca aberta e eu reviro os olhos.
— A namorada do meu pai! – coloco as mãos no rosto.
— Conta outra.
— Eu estou falando sério! Agora vem, vamos para o meu quarto. – ele me encara arqueando a sobrancelha – Não seja idiota! Para conversar sem que tenha alguém nos ouvindo.
— Ah tá. – subimos direto para o meu quarto.
— É o seguinte, eu estou perdida. – digo me sentando em minha cama enquanto o via se jogar em uma poltrona do outro lado do quarto.
— Tá, e a novidade? – bufei e arremessei uma almofada em sua direção.
— Estou falando sério Chase! Olha, tudo isso será por um contrato certo?
— Isso mesmo, achei que já tinha compreendido o por que disto se chamar casamento por contrato. – diz com obviedade.
— Quer levar um despertador na fuça? – lhe ameacei com o despertador e ele nega. – Ainda bem que tem amor a vida. – ele riu. – O que eu estou querendo dizer, é que eu nunca nem vi esse contrato e logo logo terei que assinar. Eu tenho que ler para saber o que eu realmente estou assinando.
— Faz sentido. – concordou. – Nós podemos ir falar com o meu pai, o contrato está com ele.
— E outra, os preparativos, meu vestido, o lugar. Eu não sei nada sobre. Só sei com quem eu vou me casar, nem a data eu sei.
— Isso é com meu pai, ele já está providenciando tudo.
— E o meu pai?
— Bom, ele não faz nada. Ele já recebeu uma parte do dinheiro mesmo. – eu congelo.
— O que?
— Você não sabia? Na mesma noite do jantar, meu pai e ele se encontraram logo depois que nós saímos daqui. E meu pai deu o dinheiro para ele! – o olho novamente chocada.
— Eu não acredito, ele não me disse nada! – Chase deu de ombros – Meu pai está se saíndo um pai de ouro. – ironizo. – Eu vou tomar banho para nós podermos falar com o seu pai. Você me espera?
— Se eu disser que não você me joga da sacada, então sim amada noiva lhe esperarei. – se colocou de pé.
— Onde pensa que vai?
— Lá em baixo, você tem que tomar seu banho.
— Não! – digo quase de imediato e ele me olha sem entender.
— O que? Não vai me dizer que precisa de ajuda para tomar banho. – sorriu sugestivo.
— Quer conhecer minha grama? Juro que te arremeço daqui até lá. – lhe ameacei.
— Você é tão agressiva, já te disseram isso?
— Por incrível que pareça, sim já me disseram. Mas mudando de assunto, você pode ficar no quarto hoje. – ele franziu o cenho.
— Nada de banheiro? – neguei com a cabeça – Chuveiro? – neguei novamente – Então eu dispenso! – diz caminhando até a porta.
— Chase! Fica vai. – quase imploro. Ele vira e me encara ainda com o cenho franzido.
— Você bebeu? Fumou algum tipo de droga? Tá doente? Você me pedindo para ficar no seu quarto? Meu Deus, é o fim do mundo! – revirei os olhos – Por que não quer que eu desça?
— Porque eu não quero que aquela vadia dê em cima de você! – confesso.
— Awn, tá com ciúme D'amelio?
– sorriu. – Meu coração é todo seu.
— Eu estou dizendo que homem é fraco, principalmente você. Se você desce lá, ela te seduz e acaba rolando qualquer coisa entre vocês ela vai ter mais um motivo para me infernizar!
— O quer dizer com principalmente eu?
— Não se faça de tonto, conheço muito bem a peça que você é.
— Não faz nem uma semana que me conhece, e ainda assim só sabe me agredir!
— Chase, para de discussão. Aquela mulher já me pertubou o bastante, se você tem um pingo de respeito por mim você não vai descer.
— Você a conheceu ontem, como ela já está te infernizando?
— Você não ouviu as coisas que ela me disse, se tivesse ouvido me dava razão. Enfim, só fique aqui!
— Ué! Você não diz que eu sou o capiroto? Vai que eu atravesso a porta e apareço no seu chuveiro?
— Eu sei que não fará isso capirotinho. – dei batidinhas em seu ombro. – Fique longe dessa porta – apontei para a porta do quarto – e daquela. – aponto para a do banheiro.
— Tá bom. – se jogou em minha cama. Peguei algumas roupas que eu iria usar no armário e entrei no banheiro.
Tomo um banho bem rápido. Passei uma boa maquiagem para tampar as grandes olheiras que se formaram. Saio do banheiro e Chase está mexendo em seu celular.
— Estou pronta. – digo lhe chamando a atenção. Ele desvia o olhar do celular e me olha de cima a baixo.
— Tudo isso para encontrar o sogro? Tem certeza de que o casamento é comigo? – provoca.
— Não começa. Me diz, onde vamos morar? – mudo de assunto.
— No meu apartamento no Leblon, é claro!
— E quando eu tenho que ir?
— Quando você achar melhor.
— Certo.
— Tenho que te mostrar uma coisa.
— O que?
— Vem aqui! – me sentei ao seu lado na cama – Aqui! – me entregou seu celular. Olhei para a tela e minha boca se abriu sozinha em total surpresa. – Trataram de publicar hoje!
— Não acredito! – Era uma publicação em um site de fofoca do qual falava de mim e Brian.
"Casal novo na área? Chase Hudson e Charli D'amelio são vistos em clima de romance no shopping! Pessoas que estavam próximas ao casal dizem que houve um desentendimento mas que logo foi resolvido! Os dois voltaram a ficar de bem e paparazzis garantem que houve um diálago super apaixonado entre os dois no fim das contas. Será que é o que estamos pensando? Chase Hudson tomou jeito!?"
Encarei Chase em choque.
— Caramba! Eles são muito rápidos. Não sabia que tinhamos tal influência, nem que era tão conhecida.
— Seu pai está em quinto lugar no ranking de maiores empresários do Brasil e EUA, o meu em segundo, é claro.
— Dessa eu realmente não sabia. Mas agora vamos antes que fique tarde. – ele concorda e se coloca de pé junto a mim. Eu pego minha bolsa saíndo do quarto logo em seguida. Assim que descemos eu vejo alguns homens com caixas entrando em casa. – O que é isso?
— Essas são minhas coisas, vou morar aqui. – Vanessa responde sorrindo.
Só não chamo de cobra pois é ofensa as pobres cobrinhas. Maldita!
— Agora eu entendo seu ciúme. – Chase diz a olhando de cima a baixo.
— Ainda quer conhecer minha grama? – lhe ameacei novamente em um murmuro. Ele nega desviando seu olhar para o teto. Volto minha atenção para Vanessa – Isso quer dizer que a partir de hoje você mora aqui?
— Exatamente! – sorriu abertamente. – Esse deve ser seu noivo. – se aproxima – Muito prazer, Vanessa. – deu dois beijos em seu rosto.
— O prazer é meu, Chase. – ele diz sorrindo abertamente.
— Vamos Chase! – lhe puxo para fora da casa.
— Tão ciumenta! – diz rindo assim que entramos em seu carro.
— Não é ciúme! Ouviu? Não tem nada de ciúme na história, o fato aqui é que eu não gosto dela! – digo próxima a explodir de raiva.
Eu vou explodir, e vai ser uma explosão épica.
— Já entendi, calma mulher!
— Tem como hoje mesmo eu ir para o seu apartamento? – ele me olha surpreso.
— Pensei que lutaria para não ir.
— Se eu ficar mais um dia no mesmo ambiente que aquela mulher você vai ter que lidar com uma esposa presidiária.
— As vezes você me dá medo, sabe disso? Mas por mim tudo bem. – o encarei.
— Calma ai! Você aceitou numa boa? Agora eu estou preocupada. O que esta acontecendo com você hoje?
— Não é nada, agora vamos indo. – diz ligando o carro.
Achei meio estranho mas fiquei na minha, afinal era Chase Hudson. Dele você nunca sabe o que esperar!
Kisses, Karol
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