Capítulo 69
* Penúltimo Capítulo *
Quatro Meses Mais Tarde...
Mais quatro meses se passaram. E eu estou no meu último mês de gestação. Não vejo a hora de ter meu príncipe em meus braços.
Em breve iremos para a casa nova. Ainda não fomos pois com toda aquela escada, e no meu estado não dá certo. Nem no quarto daqui estou podendo ficar por conta das escadas, imagine lá. Então assim que o bebê nascer, vamos direto para lá.
Brian não sai um minuto do meu pé. Fica preocupado com qualquer coisinha. Se eu dou um espirro ele sai correndo desesperado querendo me levar ao hospital. Eu acho isso fofo e um pouco exagerado, mas adoro toda essa atenção.
Daniel e Júlia estão muito felizes, descobriram que vão ter um casal de gêmeos.
Eu e Brian estávamos assistindo um programa qualquer na TV quando me deu uma contração. Não vou nem falar nada. Pois das últimas vezes foi alarme falso. Estou dizendo, essa criança já está tirando uma com a minha cara.
- Vou ao banheiro! - aviso com um pouquinho de dificuldade e me levantei.
- Está tudo bem?
- Sim, sim! Eu só quero ir ao banheiro. - o tranquilizo. Saio da sala e vou até o banheiro. Me apoiei na pia e me olhei no espelho. Novamente uma contração. Porém essa foi mais forte. Apertei com força a pia. - Me diz Thomas, é hoje ou não? Você sabe como seu pai é! Ele vai sair voando daqui e quando chegar lá é só você tirando uma com a nossa cara. Me diz meu amor, é hoje ou não? - suspirei. Novamente sinto uma contração e bem mais forte dessa vez. Senti um líquido descer pelas minhas pernas e sorri. - Bom menino! - por que fui dizer? A dor ficou bem mais forte. - Brian!! - gritei - Brian!! - ele apareceu correndo.
- O que foi? - pergunta desesperado.
- A bolsa... a bolsa rompeu!
- O que?
- O bebê vai nascer!
- Tem certeza? Dessa vez não é alarme falso?
- Tenho!
- Ai meu Deus! Ai meu Deus!
- Brian, não pire agora por favor!
- Certo, vem! Quer que eu te pegue no colo?
- Não, eu consigo andar! - saímos do AP. As dores ficaram um pouco fracas. Ele me colocou no banco de trás do carro.
- Vou buscar sua bolsa, já volto! - saiu correndo.
- Vai com calma, por favor. Ok? - foi como se eu disesse: "Vai com toda sua força! Nem dói!" Pois a dor ficou ainda pior. - Ai, Ai entendi! Nada de calma! - minha respiração estava acelerada.
Brian voltou correndo, colocando as bolsas no banco do carona.
- Está tudo bem? - pergunta já colocando o carro em movimento.
- Sim. - ele arrancou com o carro. Parecia mais nervoso do que eu. - Se acalma Brian!
- Eu estou calmo!
- Tão calmo que está suando frio.
- Impressão sua. - paramos em um congestionamento dos infernos.
- Olha... se quiser ir mais de vagar... fique a vontade! Eu estou adorando sentir essa dor! - digo sarcástica.
- Quer que eu passe por cima de todo mundo?
- Me faria esse favor?
- Faria, mas não posso! - revirei os olhos.
- Ok. Calma, nesse momento só precisamos de calma. - respirei fundo. - Um... dois... três... qu...Ai!!
- Seria mais fácil se eu voasse! Carros poderiam voar e assim seria bem mais fácil! - resmungou. - Mas ai teria acidentes no céu! Já pensou você estar andando na rua e do nada um carro cai do céu? - eu comecei a rir. Brian sempre me distrai para esquecer a dor. - Eu ficaria impressionado.
- Brian, por que você é assim hein?
- Eu sou assim pois é assim que você me ama. - quando eu ia rir a dor ficou mais forte ainda.
- Eu sei, eu sei você quer chegar logo! Thomas, se acalma só mais um pouquinho. Espera a gente chegar no hospital ok? - respirei bem fundo. E parece que ele me ouviu. A dor não estava mais tão forte. - Bom menino! - Brian olhava pelo retrovisor e ria sozinho.
***
*Bônus Brian*
O desespero me corroia inteiro. Minha cabeça estava em um perfeito branco.
Meu. Filho. Vai. Nascer.
Assim que chegamos no hospital coloquei Anna em uma maca e a levaram. Depois que levaram ela eu fiquei uns cinco minutos sem reação e sem ação.
Peguei meu celular e liguei para Miguel, Júlia e Daniel.
- Senhor Campbell? - uma enfermeira me chama a atenção.
- Eu, o que foi? Algo errado?
- Sua esposa já está sendo levada para sala de parto. O senhor não irá acompanha-la?
- Eu?
- Sim. Não quer ver seu filho nascer?
- Sabe o que é? - travei. Nem eu sabia uma desculpa boa.
- Não fique nervoso, vai dar tudo certo! - diz tentando me tranqulizar. Eu suspirei.
- Tudo bem, eu vou! - digo incerto sobre minha decisão. Ela sorriu e me fez seguí-la. Tive que colocar uma roupa verde apropriada para entrar na sala. Eu parecia um balão ambulante, mas tudo bem. Entrei na sala de parto. - Anna estou aqui! - fui até ela.
- Da próxima vez... que pensar em me deixar sozinha... nessa situação eu... juro que eu corto o seu brinquedinho! - diz cerrando os dentes. Ou de raiva ou de dor. Talvez os dois juntos.
- Não pensarei duas vezes da próxima vez, se acalma. Respira e solta, respira e solta. - isso valia mais para mim do que para ela.
- Me acalmar? Eu estou... muito... calma! - sorriu. - Só tem um ser humano escorregando para fora de mim. - diz debochada.
- Jura? Nem percebi! - ela me olha feio. Nem com dor ela muda sua carinha toda emburradinha. Dra. Giovanna adentra a sala.
- Então chegou a hora? - sorriu por trás da máscara. - Bom... vamos lá! Pois Thomas quer vir logo conhecer o papai e a mamãe! - meu coração parecia que ia pular do peito. Para tudo que eu estou infartando! - Tudo bem Anna... preciso que faça força ok? - Anna assentiu e eu segurei sua mão. Que no caso quase foi arrancada. - Mais um pouco Anna, estamos quase lá! - ela respirou fundo mais uma vez e apertou novamente minha mão com mais força ainda. Uma, Duas, Três vezes. - Vamos Anna, empurre-o com toda sua força! - ela ainda não usou toda a força dela? Certeza?
Anna respirou fundo e novamente fez uma força incrível. Depois dessa acho que não tenho mais uma mão. Mas não me importo, pois se fiquei sem ela foi para ouvir esse chorinho ecoar naquela sala.
Sim! Meu Filho Nasceu. Eu vou chorar. Encarei Anna e ela sorriu.
Estou tão... emocionado. Ou morto, pois minha vista escureceu e não vi mais nada.
***
Meu Anjinho chegou! Chegou e está em meus braços.
Tão pequeno, e ao mesmo tempo tão grande. A coisa mais linda desse mundo.
Pelo que a enfermeira me disse, Brian estava tomando soro. Pois ele desmaiou. Ele desmaiou, e ainda não viu o filho. Preciso dizer que estou rindo? Pela segunda vez, Thomas causou efeitos no papai.
Eu estava o amamentando quando Brian entrou no quarto. De vagar, ele se aproximou de mim e eu sorri.
- Ele chegou! - murmurei. Ele me encarou já com os olhos marejados. Olhou para Thomas em meus braços e sorriu.
- Obrigado. - susurrou de volta.
- Obrigada você! - sorri e ele me deu um selinho. Ficamos admirando nosso filhote.
- Ele se parece com você. - ele diz.
- Parece com você. - ele sorri e se senta ao meu lado. - Está tudo bem?
- Sim, por que? - se fez de desentendido.
- Você desmaiou... de novo! - comecei a rir.
- Não ri não! - me repreendeu segurando o próprio riso. Olhei para Thomas.
- Viu meu amor? Você chegou causando e abalando as estruturas do papai mais uma vez! - brinquei com sua mãozinha.
- É... o senhor sempre me dando sustos! - ele diz cansado.
- Não vai pega-lo?
- Vou, é que... - coçou a nuca. - eu estou com medo. - confessou.
- Não precisa, é só pegar com cuidado. - percebi que Thomas já tinha voltado a dormir e coloquei a alça da roupa hospitalar novamente. - Anda Brian, pegue-o! - ele suspirou e com um pouquinho de receio o pegou em seus braços.
As duas pessoas mais importantes da minha vida estavam ali na minha frente, eu não poderia estar mais radiante.
A porta se abriu revelando Júlia e Daniel que carregavam em mãos caixinhas de presente.
- Demoramos mas chegamos. Cadê meu afilhadinho lindo? - Júlia diz se aproximando de Brian. - Que coisa mais fofa! - diz apaixonada.
- O que é tudo isso? - perguntei vendo Daniel descarregar centenas de caixas no canto do quarto.
- A Júlia que para variar exagerou e estorou o limite do meu cartão! - ele explicou.
- É meu primeiro afilhado! - argumentou. - Quero mimar muitissímo ele e ser a preferida. - diz mexendo na mãozinha de Thomas. - Olha... ele tem carinha de joelho! - rimos.
- Ai Júlia, você é tão fofa, estou vomitando arco íris. - Daniel ironizou.
- Fique quietinho na sua. Brian posso pega-lo um pouquinho? - Brian assentiu e com cuidado passou Thomas para os braços de Júlia. - Oi amorzinho, aqui é a dinda mais linda do mundo! - Daniel revirou os olhos. Encarei Brian e ele estava com os olhos cheios de lágrimas. O puxei e lhe dei um beijo. - Já quero meus bebês também em meus braços logo!
- Por que está quieto Brian? É emoção? - Daniel questiona.
- Sim, eu estou emocionado. - eu sorri. - Sou bom até em fazer filhos! - lhe dei um tapa leve no ombro. - Eu sou bom em tudo o que faço, Thomas é a prova disso! - revirei os olhos.
- Meu pai é muito besta né dinda? - Júlia diz a Thomas fazendo voz infantil enquanto ele dormia profundamente em seus braços. - Anna, seu pai disse que vem mais tarde. Ele foi comprar coisas para o Thomy.
- Já vi que meu bebê vai ser muito mimado. - digo e Brian concorda.
Logo depois de Júlia e Daniel irem embora coloquei Thomas no bercinho ao meu lado. Papai e Helô chegaram logo depois cheios de presentes. Meu pai estava extremamente emocionado. Eles ficaram até o horário de visita acabar e o único que podia ficar comigo ser Brian.
Fiquei com dó de deixa-lo dormir todo desconfortável, mas ele não se importou. Tudo o que ele queria era poder ficar todo o tempo nos observando. O cansaço tomou conta de mim e cai no sono.
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