Capítulo 54
Bônus: Brian P.O.V
Dois meses se passaram desde o que aconteceu com Miguel. Felizmente ele está bem. Rolou desculpas, perdão e coisas de pai e filha.
Daniel e Júlia estão noivos. Pois é! Eu realmente não entendo esses jovens de hoje que se casam rápido desse jeito.
Eu finalmente consegui convencer Samantha a ir morar com meu pai. É claro que ela arrumou uma confusão mas depois que meu pai prometeu lhe dar um carro ela mudou de ideia.
Eu e Anna estamos bem, não tem quem não olhe e confirme que somos um casal de verdade. Quem dera.
Como eu já disse, Anna é uma garota diferente, é estourada, mas depois vira um bichinho animado. Seu jeitinho foi me conquistando. É, eu gosto da Anna.
Não!
Na verdade, eu amo ela!
Não tem como não amar ela, ela é uma pessoa maravilhosa em todos – eu digo todos – os sentidos. Desde o modo como ela vive tentando me jogar da janela a quando ela me sorri animada.
É, isso é amor.
Fui dizer que nunca ia me apaixonar logo para a feiticeira que não bastou mudar minha vida, também tinha que mudar meu coração.
É uma pena que ela não enxergue isso, e acredito que ela não sinta nada por mim. Então prefiro fingir que não existe nada, o sofrimento diminui meio porcento.
Hoje é domingo e o último dia da Sam aqui em casa. Estávamos eu, Anna e Samantha na cozinha.
— Eu não acredito que vou ter que deixar vocês! – Samantha diz apertando meu rosto.
— Eu sinceramente não via a hora! – fingi alívio e ela me deu um soco no ombro. Mulheres violentas aqui você encontra.
Na realidade eu gostava de te-la por perto, nunca ficamos tão próximos na vida como ficamos nesses últimos meses. Era bom.
— Vou sentir saudades das suas loucuras! – Anna diz fazendo um beicinho fofo.
— Pode deixar, eu faço mais em sua homenagem! – piscou para Anna.
— Ficarei agradecida! – sorriu. Já disse que amo o sorriso dela? É, eu amo. — Estou com fome! – diz abrindo os armários.
— Conta uma novidade! – digo revirando os olhos. — Ultimamente você está a cópia fiel e feminina do Daniel!
— Não exagera! – diz pegando um pacote de cookie de chocolate. — Eu tenho estudado de mais, quase não tenho tido tempo de comer.
— Quem é você e o que fez com a Anna? – eu e Samantha rimos.
— Vão arrumar o que fazer! – reclamou pegando um vidro de ketchup e colocando no cookie. Eu e Samantha a encaramos. — Tão olhando o que?
— O que exatamente você está fazendo? – questionei.
— Nadando com golfinhos. – ironizou. — Não é óbvio?
Já disse que ela tem andado meio agressiva? Pois, Anna cinco porcento mais agressiva é de se preocupar e chamar as forças armadas.
— Tá mas de onde você tirou esse absurdo? – Samantha questinou fazendo cara de nojo.
— Não sei, só me deu vontade. – deu de ombros.
— Você é louca! – Samantha diz indignada.
— Nenhum dos dois têm direito de me julgar, você vive comendo macarrão direto do pacote – apontou para Samantha. — e você lambendo olho vegetal. – apontou para mim. — Vocês falam muito. – continuou comendo tranquilamente.
— Chama o hospício que eu seguro ela! – Samantha susurrou para mim e eu ri.
— Não é caso de hospício
— Não? Outro dia ela comeu morango com mostarda! Estou falando Brian ela está com problemas, de onde ela tirou esses negócios loucos de comer essas coisas de loucos?
— Parem de falar como se eu não estivesse aqui! – Anna reclamou. — Eu estou ótima. – diz terminando de comer e fazendo uma careta.
— Anna, está tudo bem? – perguntei já preocupado.
— Está, eu só preciso pegar meu celular! – correu para o quarto.
— Reclama de mim mas já viu a mulher que se casou? Não tem um pingo de normalidade.
— A Anna as vezes tem uns tiques nada a ver, não dá sempre para entender. – o que não deixa de ser verdade.
— E eu aqui achando que ela era normal, minha vida foi uma mentira! – dramatizou e eu ri.
— Como se você fosse! – digo indo até a sala e me sentando no sofá
— Eu só não sou normal porque os padrões são altos de mais. – diz se jogando no outro sofá.
— Concordo, já tentei e não deu certo!
— Prefiro mil vezes ser maluca, como dizem.
— Concordo! Ser sem noção está no sangue. – ela me encara e me joga uma almofada. — O que?
— Você me chamou de sem noção, seu jumento!
— Eu sou jumento? Olha para sua cara!
— Olha você, se enxerga! Se você olhar no espelho ele trinca no meio.
— Se você olhar no reflexo da colher você entorta ela!
— Perturbação tem nome e sobrenome, Brian Campbell. – resmungou. — Cadê a Anna hein?
— Não sei, deve ter encontrado um portal para Nárnia. – suspirei.
— Que horas são?
— Tem celular para que?
— Palhaço! – jogou outra almofada em mim. — Estou com fome!
— A chefe aqui é a Anna não eu!
— Acontece que a sua mulher se enfiou naquele quarto e está fazendo eu sei la o que!
— Já deve ser umas oito da noite, vamos pedir pizza!
— Ok eu peço!
— Não eu peço, eu quem tive a ideia!
— Mas se não fosse por mim você não teria tido essa ideia!
— Eu vou ligar!
— Quem chega no telefone primeiro! – se levantou correndo pegando o telefone na estante enquanto eu ria continuando sentado. — Há! Já era! – diz discando o número.
— Metade calabresa! – digo a vendo com o telefone na mão.
— Seu ridiculo! Não acredito que me enganou.
— Tão ingenua... – sorrio.
— Metada calabresa e metade quatro queijos.
— Anna, nós vamos pedir pizza, vai querer de algo? – gritei da sala. Uma Anna mais pálida que o normal aparece no corredor. — Está tudo bem?
— Tá tudo bem. Vão pedir pizza? – eu assenti. — Eu quero de... chocolate e romeu e julieta! – eu e Samantha a encaramos. — O que?
— Anna, quer que eu te leve ao médico? – perguntei.
— Eu estou bem, para com isso. – se sentou em um dos sofás. — Parem de paranóia, qual é o problema eu querer duas pizzas diferentes? Agora tem que seguir padrões de pizza? – Samantha deu de ombros e continuou a falar no telefone.
Enquanto esperávamos a pizza chegar colocamos em um filme qualquer.
— A gente podia ir ao cinema um dia desses. – Samantha sugeriu.
— Concordo, mas eu não posso tirar o foco dos meus estudos. – Anna diz antes de soltar um suspiro pesado.
— Vou ter que começar minha faculdade! – diz fingindo chorar.
— Você disse que não ia fazer!
— Você acha que o senhor Campbell Pai iria me dar um carro de graça?
— Não é bem a cara dele! – logo o interfone tocou e Sam foi buscar a pizza. Depois que ela voltou nós começamos comer. Anna comeu grande parte sozinha. Tanto a doce como a salgada.
Logo depois de comer resolvemos ir dormir já que no dia seguinte seria um dia corrido.
— Anna! – bati na porta do banheiro já que fazia quase uma hora que ela estava fechada lá. — Anna está tudo bem? – ela abriu a porta e saiu.
— Está! – se jogou na cama. — Só estou com sono. – diz bocejando.
— Você está estranha!
— Não começa, vai dormir vai!
— Tá bom, tá bom! – me deitei ao seu lado e me virei de costas para ela.
— Quanto drama! – me abraçou por trás. — Chatinho, agora cala a boca e dorme!
— Nossa, quanta consideração! Eu ai preocupado com você! Legal eu...– sou interrompido pela sua pequena mão tampando minha boca.
— Shhh!! – e foi o que eu fiz. Fiquei quieto e acabei por cair no sono.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top