Capítulo 27

Duas semanas passaram voando. Não consigo acreditar que amanhã é o meu casamento! Quer dizer... é hoje. Porque hoje nós assinamos o contrato, amanhã será apenas faixada.

Alexandra é uma ótima mulher! Conversamos bastante durante essas duas semanas. O AP estava cheio de presentes. Alexandra quem fez a lista de convidados e deu no que deu. Parece até que o casamento é real.

Eu e Brian estamos nos dando bem. Não tocamos mais no assunto 'Alicia'. Está tudo tão calmo que eu sinto medo...

Brian e eu chegamos na empresa de Heitor a aproximadamente dez minutos. Além de nós dois está: Meu pai, Heitor, o advogado do meu pai e agora Ricardo.

— Vamos ao que enteressa! – Heitor começa – Anna e Brian...– encarou nós dois – Ao assinarem esse contrato vocês já sabem onde estarão se metendo. – eu e Brian nos olhamos. Olhei para meu pai e ele piscou para mim. Encarei Brian novamente e suspirei. Peguei a caneta, respirei profundamente e assinei. Entrego a caneta para Brian e ele assina também! — Sendo assim, vocês já estão casados! – sorriu.

Assim que terminamos tudo, meu pai me abraçou.

— Obrigada minha filha, agora será tudo como antes.

— Não, nada vai ser como antes. – lhe olhei séria. — Pai, eu fiz tudo isso por nós dois. Não vou admitir que você dê todo esse dinheiro para Vanessa ou para qualquer outra mulher!

— O que? – me olhou sem entender.

— Sei o que estou dizendo, se esse dinheiro acabar não vai ter outro! – lhe dei um beijo — Eu te amo! – Eu e Brian logo saímos e fomos direto para casa. Eu me joguei em um sofá e ele em outro e assim ficamos em silêncio.

— É isso mesmo? – Brian pergunta quebrando o silêncio.

— Casados!

— Contratados, você quis dizer. – soltei uma risada concordando. – Anna, preciso te dar algo.

— O que? – ele sai da sala e logo volta com um envelope em mãos e me entrega. — O que é isso?

— Abra! – franzi o cenho sem entender e abri o envelope. Retirei alguns papéis onde estava um extrato bancário, diversos documentos com meu nome neles.

— Não entendi, o que é isso? – lhe encarei.

— Você é realmente lerda.

— Brian!

— Anna, ai está o extrato da sua conta bancária, onde está todo o dinheiro conforme o combinado. Um dinheiro que é só seu, seu pai tem direito a uma certa porcentagem mas você fica com a maior. E parte das ações da empresa do qual nossos pais têm parceria também são suas. – lhe encarei perplexa.

— O que? C-como assim?

— Você está se casando comigo por isso, não faz sentido algum seu pai ficar com tudo quando você é a real dona de tudo. Casada comigo você tem direito ao que é meu. Isso significa que a única que pode controlar o movimento desse dinheiro é você.

— Mas... mas eu não entendo nada disso. Você sabe, minha área é outra.

— Você não precisa administrar isso diretamente. Afinal, eu sou seu marido agora. Posso cuidar da sua parte, porém, isso significa que seu pai não pode mais controlar as coisas como ele vem fazendo. Apenas você.

— Como conseguiu fazer isso? Meu pai tinha dado ordens...

— Meu pai disse que podia mudar algo no contrato se quisesse, e seu pai não é ninguém para me dar ordens!

— E fez isso sem me consultar?

— Mas é claro, você ia dar seus ataques dizendo que não queria. E não fiz mais do que o correto, o combinado sempre foi esse. Tudo o que é de Brian se torna de Anna. E não tudo o que é de Brian é de Miguel, sacou?

— P-por que fez isso? Por que resolveu mudar?

— Porque eu não gosto do que seu pai faz com você. Ele te fez se casar por dinheiro e ainda quer controlar algo que só você se sacrificou para ter. A única coisa que ele fez nessa história é te manipular e sentar e esperar o dinheiro vir facilmente.

— Por que faz essas coisas? Agora eu não posso te xingar, não posso te ameaçar, não posso nem puxar suas orelhas! – digo fingindo irritação e ele ri.

— Outro motivo e mais importante que os outros, as minhas orelhas. Achou mesmo que eu não iria usar algo contra você? – sorriu.

— Obrigada Brian, na verdade, eu não sei nem o que dizer.

— Me agradeça com comida pois eu estou com fome.

— Me conta uma novidade! – ele revira os olhos. — Você vive falando mal do Daniel e do estômago dele mas você é igual. – ele ri. — Estou muito grata pelo que me fez mas nem me olhe assim, pois hoje eu não vou me aproximar nenhum centímetro daquele fogão.

— Então pede comida daquele restaurante que você pede sempre. Agora você tem dinheiro mesmo, pode pagar. – concordei. — Afinal, quando a empregada vem?

— Próxima semana.

— Você pede a comida, eu vou ver umas coisas. – saiu em direção ao seu quarto.

Liguei no restaurante que costumávamos a ligar sempre e demorou aproximadamente uns vinte minutos para chegar.

Comemos juntos e por íncrivel que pareça nós ficamos numa boa.

Para ser sincera, achei que depois que assinassemos o contrato as coisas poderiam mudar, mas não aconteceu. Mais tarde mais presentes chegaram. O apartamento é grande mas mesmo assim ainda estava ocupando grande espaço.

Pegamos todos e colocamos no quarto que estava vago.

Já de noite, Alexandra tinha me ligado dizendo que amanhã cedinho ela e as maquiadoras estariam aqui. Júlia não parava de me mandar mensagens para dizer o quanto ela está ansiosa. Parece que ela é a noiva.

Estava deitada no sofá assistindo TV quando Brian aparece todo arrumado. Calça jeans, camisa branca, tênis brancos e cabelos úmidos.

— Onde vai? – perguntei.

— Bom, como sabe eu sou o noivo. Como eu não vou poder estar aqui amanhã, eu vou dormir na casa do Dani.

— Tá.

— E... vou para uma boate.

— Tudo bem.

— Até amanhã. – acenou incerto.

— Até! – acenei voltando minha atenção para a TV. Ele passou indo até a porta.

— Vamos? – dei um pulo do sofá e o encarei.

— O que?

— Ir com a gente!

— Não, é sua despedida de solteiro. Pode ir de boa.

— Anna, por favor! – o encaro.

— Já que faz tanta questão, eu vou trocar de roupa. – ia saíndo da sala mas voltei. – Posso chamar a Ju?

— Chama. – corri para o quarto e mandei uma mensagem para Júlia.

Vesti uma calça jeans curta e um cropped preto junto a um casaco. Meus vans pretos e dei uma arrumada no meu cabelo, só passei uma base em meu rosto e um batom leve.

Guardei o celular no bolso do casaco e saí do quarto logo em seguida.

— Pronto, vamos? – Brian me olha de cima a baixo.

— Vai assim?

— O que tem de errado com a minha roupa? Eu não vou me produzir toda para assistir vocês encherem a cara. – digo me aproximando da porta.

— Com licença, eu só estou surpreso. Agora vamos antes que você tenha algum ataque e saia me agredindo. – abriu a porta.

— Você tem uma ideia muito errada sobre mim, quando foi que eu te agredi? – fechei a porta atrás de mim.

— Talvez a minha orelha saiba, até hoje eu preciso tomar cuidado com ela ou ela pode sair rolando por ai.

— Quando drama!

Antes de entrarmos no carro perguntei o nome da boate e mandei para Ju.

Era só uma noite entre amigos né? Que mal tinha?

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